“Plano de Aula: Celebrando o Dia da Consciência Negra com Mandalas”
A proposta deste plano de aula tem como foco o DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA, utilizando MANDALAS AFRICANAS como forma de abordagem do tema. Ao longo de quatro dias, as crianças poderão explorar a cultura afro-brasileira através de atividades lúdicas e criativas, que favoreçam o desenvolvimento de habilidades sociais, emocionais e artísticas, respeitando sempre a diversidade cultural e a individualidade dos alunos. As atividades propostas visam não apenas a expressão artística, mas também a reflexão sobre a importância da consciência negra e o respeito às diferenças.
Neste plano, serão priorizadas experiências que estimulem a empatia e o respeito pelas diferentes culturas, promovendo um entendimento mais profundo sobre o legado africano no Brasil. Através da arte das mandalas, as crianças poderão expressar seus sentimentos e criar vínculos com a herança cultural africana, promovendo um ambiente de aprendizagem rico e diversificado, onde todos possam sentir-se valorizados e respeitados.
Tema: DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA – MANDALAS AFRICANAS
Duração: 4 DIAS
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 6 ANOS
Objetivo Geral:
Fomentar o respeito e a valorização da cultura afro-brasileira através da expressão artística por meio de mandalas, promovendo o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais nas crianças.
Objetivos Específicos:
– Desenvolver a criatividade e a expressão artística das crianças.
– Estimular a empatia e o respeito pela diversidade cultural.
– Promover a valorização das características individuais de cada criança e de seus colegas.
– Fomentar a comunicação sobre sentimentos e ideias.
Habilidades BNCC:
– Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.
– Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
– Campo de Experiências “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais.
– Campo de Experiências “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita.
Materiais Necessários:
– Papéis de diferentes cores
– Tintas guache e pincéis
– Lápis de cor e canetinhas
– Tesoura e cola
– Materiais recicláveis (caixas, tampas, garrafas)
– Música de fundo com ritmos africanos
– Mandalas impressas para colorir
Situações Problema:
– Como podemos expressar nossos sentimentos através da arte?
– O que podemos aprender com a diversidade cultural do Brasil?
– Quais são as cores e formas que mais nos representam?
Contextualização:
O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA é uma data importante que celebra a cultura afro-brasileira e nos convida a refletir sobre a diversidade e inclusão. As mandalas, que são figuras geométricas que podem ter significados variados em diferentes culturas, serão utilizadas como veículo para que as crianças explorem sua própria identidade, seus sentimentos e as relações com o outro.
Desenvolvimento:
Durante os quatro dias, as atividades serão distribuídas de forma a facilitar a integração do tema nas várias experiências de aprendizado das crianças.
Dia 1: Introdução ao tema
– Conversa inicial sobre o DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA, explicando o significado e a importância da data.
– Apresentação das mandalas africanas, mostrando diferentes exemplos e suas cores.
– Atividade de coloração de mandalas impressas. As crianças poderão escolher as cores que mais gostam e sentir o que aquelas cores representam para elas.
Dia 2: Criação de Mandalas
– Propor que cada criança crie sua própria mandala usando papéis coloridos e colagem.
– Incentivar a exploração de formas e cores, falando sobre o que cada uma representa para elas individualmente.
– Discussão em pequenos grupos sobre como a mandala representa seus sentimentos e sua cultura.
Dia 3: Movimento e expressão corporal
– Realizar atividades de dança e movimento inspiradas na cultura afro-brasileira, onde as crianças poderão se expressar livremente.
– Em seguida, cada criança será convidada a apresentar sua mandala e explicar o que ela representa.
– Criação de uma mural coletivo com todas as mandalas, promovendo a ideia de comunidade e respeito à diversidade.
Dia 4: Reflexão e celebração
– Organizar um círculo de conversa onde as crianças possam compartilhar o que aprenderam sobre a cultura afro-brasileira e o significado das suas mandalas.
– Finalização com uma apresentação de músicas afro-brasileiras, permitindo que as crianças escutem, dancem e celebrem juntas a diversidade cultural.
Atividades sugeridas:
1. Atividade de Coloração
– Objetivo: Explorar cores e formas através da coloração.
– Descrição: As crianças irão colorir mandalas já impressas.
– Instruções Práticas: Disponibilizar os materiais e perguntar sobre as cores escolhidas.
– Sugestões de Materiais: Lápis de cor, canetinhas e tintas.
2. Criação de Mandalas com Materiais Recicláveis
– Objetivo: Desenvolver criatividade utilizando objetos do cotidiano.
– Descrição: A partir de materiais recicláveis, as crianças criarão mandalas tridimensionais.
– Instruções Práticas: Propor que cada um traga materiais de casa e a partir disso, formular um plano de como o objeto escolhido + a forma da mandala será montada.
– Sugestões de Materiais: Caixas, tampas, papelão.
3. Danças Africanas
– Objetivo: Incentivar movimento e expressão através da dança.
– Descrição: Promover uma sessão onde os alunos são apresentados a músicas e danças africanas.
– Instruções Práticas: Conduzir a roda e criar formas de dançar livremente com os pés.
– Sugestões de Materiais: Música de ritmos africanos.
4. Círculo de Reflexão
– Objetivo: Fomentar a escuta ativa e a reflexão sobre o que foi aprendido.
– Descrição: As crianças compartilham suas experiências sobre as mandalas e a cultura africana.
– Instruções Práticas: Criar um ambiente acolhedor, onde cada um pode se expressar sem medo de ser julgado.
– Sugestões de Materiais: Cadeiras dispostas em círculo.
5. Mural Coletivo de Mandalas
– Objetivo: Trabalhar o coletivo e a valorização das produções dos colegas.
– Descrição: Montar um mural na sala de aula com todas as mandalas criadas.
– Instruções Práticas: Utilizar cola e fitas adesivas para a colagem e convidar os alunos a explicarem suas produções.
– Sugestões de Materiais: Um pano ou cartolina grande como base.
Discussão em Grupo:
– O que você sentiu ao criar sua mandala?
– Por que é importante conhecer e respeitar diferentes culturas?
– Como você pode usar o que aprendeu sobre a consciência negra em sua vida diária?
Perguntas:
– O que a cultura africana representa para você?
– Quais cores você escolheu para sua mandala e por quê?
– Como podemos ajudar a preservar as culturas e tradições dos outros?
Avaliação:
A avaliação será contínua e observacional, considerando a participação dos alunos nas atividades, o desenvolvimento da criatividade e a habilidade de expressar e respeitar as opiniões dos colegas. O impacto das atividades na compreensão sobre a diversidade cultural será um critério para a avaliação.
Encerramento:
A aula concluirá com um momento de reflexão coletiva onde os alunos poderão compartilhar suas impressões e aprendizados ao longo da semana. Eles também poderão expressar sua gratidão pela chance de aprender sobre a cultura afro-brasileira e como cada um é importante nessa diversidade.
Dicas:
– Utilize músicas durante as atividades para criar um ambiente mais enriquecedor.
– Esteja atento às diferenças de interesse e capacidade das crianças, adaptando as atividades conforme a necessidade.
– Incentive a colaboração entre os alunos, promovendo assim um ambiente acolhedor e cooperativo.
Texto sobre o tema:
O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA, celebrado no dia 20 de novembro, foi instituído para relembrar a luta dos negros pela sua liberdade e pelos seus direitos. Esta data é de grande importância pois ressalta a contribuição da cultura africana na formação da sociedade brasileira. É um momento de refletir sobre a história, as tradições e a resistência do povo negro em nosso país. Por meio das mandalas africanas, as crianças têm a oportunidade de conectar-se com esta história, estimulando sua imaginação e criatividade. O uso de mandalas, além de ser uma prática artística, possui significados profundos nas culturas africanas, muitas vezes representando a conexão entre o ser humano e a espiritualidade.
A prática de criar mandalas pode ser considerada uma forma de meditação, que ajuda as crianças a se acalmarem e a se concentrarem. Ao colorir e criar suas próprias mandalas, elas não apenas expressam seus sentimentos, mas também são incentivadas a pensar sobre a diversidade e a refletir sobre o respeito às diferenças. As cores, os padrões e as formas utilizadas nas mandalas são maneiras de contar histórias, conectando-se com a ancestralidade africana e celebrando a identidade cultural que faz parte da história do Brasil.
Este projeto não destaca apenas a importância da arte como expressões culturais, mas também foca na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, onde as crianças aprendem desde cedo a valorizar as diferenças, a promover o respeito mútuo e a entender o papel das diversas culturas na formação da identidade brasileira. Desse modo, com a prática das mandalas e ações reflexivas, conseguimos efetuar mudanças no pensamento infantil a respeito da inclusão e da diversidade cultural que habitamos.
Desdobramentos do plano:
Este plano de aula pode ser desdobrado em inúmeras outras atividades que ampliem a discussão sobre a cultura afro-brasileira. Uma proposta interessante seria integrar outras disciplinas, como música e literatura, trazendo canções e histórias que falem sobre a experiência negra, enriquecendo ainda mais o repertório das crianças. A inclusão de contadores de histórias, que tragam narrativas orais sobre a cultura afro-brasileira, também poderia agregar valor ao ensino e ao entendimento do tema.
Outro desdobramento importante seria a realização de uma exposição cultural na escola, onde as obras produzidas pelas crianças, como mandalas e trabalhos artísticos, pudessem ser compartilhados com outras turmas e com a comunidade escolar. Esse tipo de interação poderia fortalecer ainda mais o aprendizado e a valorização da diversidade dentro da escola, criando um espaço onde diferentes culturas sejam celebradas.
Por fim, uma proposta de parceria com organizações locais ou pessoas da comunidade que trabalham com a temática de inclusão e diversidade pode fornecer recursos e conhecimentos valiosos. Isso poderá abrir portas para projetos a longo prazo relacionados à cultura afro-brasileira, tornando a consciência negra parte do cotidiano da escola.
Orientações finais sobre o plano:
Ao desenvolver este plano de aula, é essencial lembrar que as atividades direcionadas às crianças pequenas devem ser sempre adaptáveis ao perfil de cada grupo. A sensibilidade em perceber e respeitar os tempos e as emoções de cada criança cria um ambiente de aprendizado positivo e acolhedor. O professor deve ser o mediador nessa jornada, acompanhando e estimulando as expressões individuais e coletivas sem impor uma única forma de expressão ou entendimento.
Além disso, a criação de laços entre as experiências dos alunos e a cultura que está sendo abordada são fundamentais. Os alunos devem se sentir incluídos e valorizados no processo de aprendizagem, em especial ao lidar com temas sensíveis como a consciência negra. As atividades devem ser apresentadas de modo envolvente, promovendo o prazer em aprender e descobrir novas realidades.
Caso seja possível, os educadores devem também considerar o uso de tecnologias como ferramentas complementares, onde vídeos e imagens relacionadas à cultura afro-brasileira possam ser utilizadas como ponto de partida para novas discussões e atividades. Isso tornará as aulas ainda mais interativas e alinhadas às formas como as crianças se comunicam e aprendem atualmente, reforçando tanto o conteúdo quanto a criatividade na aprendizagem.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Dança das Cores
– Objetivo: Associar cores a emoções e história.
– Descrição: Criar uma dança onde cada cor associada a uma emoção terá um movimento. As crianças podem escolher suas cores e associá-las a formas de dançar.
– Materiais: Tecido de diferentes cores.
– Como fazer: Ao tocar a música, a criança apresenta a cor e realiza o movimento que representará.
2. Construindo um Mapa das Culturas
– Objetivo: Identificar diferentes culturas.
– Descrição: Criar um grande mapa onde cada criança pode aportar uma imagem ou desenho que representa uma cultura que a comove.
– Materiais: Papéis, tesoura, fita adesiva.
– Como fazer: Após a criação, o educador pode falar sobre a importância de cada cultura.
3. Cozinha Cultural
– Objetivo: Proporcionar experiências táteis e de aprendizado.
– Descrição: Com a ajuda de adultos, fazer uma receita africana simples que as crianças possam participar.
– Materiais: Ingredientes simples.
– Como fazer: Contar a história daquela receita e o que ela representa para a cultura em questão.
4. Teatro de Sombras
– Objetivo: Desenvolver a expressão dramática.
– Descrição: Utilizar objetos ou recortes de papel para criar um teatro de sombras, apresentando histórias da cultura afro-brasileira.
– Materiais: Um lençol, fonte de luz, figuras ou recortes.
– Como fazer: As crianças criam suas histórias e apresentam para o grupo.
5. Contação de Histórias com Música
– Objetivo: Reforçar a narrativa através de sonoridades.
– Descrição: Contar histórias estudadas com a ajuda de canções que façam parte da cultura e que possam ser inseridas na narrativa.
– Materiais: Instrumentos simples (pandeiro, tambor, etc.).
– Como fazer: Durante a narrativa, as crianças podem tocar os instrumentos junto.
Este conjunto de atividades pretende não apenas educar as crianças sobre a consciência negra e a cultura afro-brasileira, mas também fomentar habilidades sociais e criativas, respeitando sempre a individualidade e promovendo a inclusão.

