“10 Questões de Verdadeiro ou Falso sobre Crime no CPM”

Questões sobre: CPM – TÍTULO II – DO CRIME

📚 Área: Multidisciplinar

🎓 Nível: Concursos

📊 Quantidade: 10 questões

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

📝 Tipos: Verdadeiro ou Falso

📅 Data de Criação: 11/07/2026

TEXTO BASE

Título: CPM – TÍTULO II – DO CRIME

TÍTULO II DO CRIME Relação de causalidade

Art. 29. O resultado de que depende a existência do crime somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.

§ 1º A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado. Os fatos anteriores, imputam-se, entretanto, a quem os praticou.

§ 2º A omissão é relevante como causa quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; a quem, de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; e a quem, com seu comportamento anterior, criou o risco de sua superveniência.

Art. 30. Diz-se o crime:

Crime consumado

I – consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal;

Tentativa

II – tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.

Pena de tentativa

Parágrafo único. Pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime, diminuída de um a dois terços, podendo o juiz, no caso de excepcional gravidade, aplicar a pena do crime consumado.

Desistência voluntária e arrependimento eficaz

Art. 31. O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já praticados.

Crime impossível

Art. 32. Quando, por ineficácia absoluta do meio empregado ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime, nenhuma pena é aplicável.

Art. 33. Diz-se o crime:

Culpabilidade

I – doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo;

II – culposo, quando o agente, deixando de empregar a cautela, atenção, ou diligência ordinária, ou especial, a que estava obrigado em face das circunstâncias, não prevê o resultado que podia prever ou, prevendo-o, supõe levianamente que não se realizaria ou que poderia evitá-lo.

Excepcionalidade do crime culposo

Parágrafo único. Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente.

Nenhuma pena sem culpabilidade

Art. 34. Pelos resultados que agravam especialmente as penas só responde o agente quando os houver causado, pelo menos, culposamente.

Erro de direito

Art. 35. A pena pode ser atenuada ou substituída por outra menos grave quando o agente, salvo em se tratando de crime que atente contra o dever militar, supõe lícito o fato, por ignorância ou erro de interpretação da lei, se escusáveis.

Erro de fato

Art. 36. É isento de pena quem, ao praticar o crime, supõe, por erro plenamente escusável, a inexistência de circunstância de fato que o constitui ou a existência de situação de fato que tornaria a ação legítima.

Erro culposo

1º Se o erro deriva de culpa, a este título responde o agente, se o fato é punível como crime culposo.

Erro provocado

2º Se o erro é provocado por terceiro, responderá este pelo crime, a título de dolo ou culpa, conforme o caso.

Erro sobre a pessoa

Art. 37. Quando o agente, por erro de percepção ou no uso dos meios de execução, ou outro acidente, atinge uma pessoa em vez de outra, responde como se tivesse praticado o crime contra aquela que realmente pretendia atingir. Devem ter-se em conta não as condições e qualidades da vítima, mas as da outra pessoa, para configuração, qualificação ou exclusão do crime, e agravação ou atenuação da pena.

Erro quanto ao bem jurídico

§ 1º Se, por erro ou outro acidente na execução, é atingido bem jurídico diverso do visado pelo agente, responde este por culpa, se o fato é previsto como crime culposo.

Duplicidade do resultado

§ 2º Se, no caso do artigo, é também atingida a pessoa visada, ou, no caso do parágrafo anterior, ocorre ainda o resultado pretendido, aplica-se a regra do art. 79.

Art. 38. Não é culpado quem comete o crime:

Coação irresistível

a) sob coação irresistível ou que lhe suprima a faculdade de agir segundo a própria vontade;

Obediência hierárquica

b) em estrita obediência a ordem direta de superior hierárquico, em matéria de serviços.

1° Responde pelo crime o autor da coação ou da ordem.

§ 2º Se a ordem do superior tem por objeto a prática de ato manifestamente criminoso, ou há excesso nos atos ou na forma da execução, é punível também o inferior hierárquico. (Redação dada pela Lei nº 14.688, de 2023)

Estado de necessidade, com excludente de culpabilidade

Art. 39. Não é igualmente culpado quem, para proteger direito próprio ou de pessoa a quem está ligado por estreitas relações de parentesco ou afeição, contra perigo certo e atual, que não provocou, nem podia de outro modo evitar, sacrifica direito alheio, ainda quando superior ao direito protegido, desde que não lhe era razoavelmente exigível conduta diversa.

Coação física ou material

Art. 40. Nos crimes em que há violação do dever militar, o agente não pode invocar coação irresistível senão quando física ou material.

Atenuação de pena

Art. 41. Nos casos do art. 38, letras a e b, se era possível resistir à coação, ou se a ordem não era manifestamente ilegal; ou, no caso do art. 39, se era razoavelmente exigível o sacrifício do direito ameaçado, o juiz, tendo em vista as condições pessoais do réu, pode atenuar a pena.

Exclusão de crime

Art. 42. Não há crime quando o agente pratica o fato:

I – em estado de necessidade;

II – em legítima defesa;

III – em estrito cumprimento do dever legal;

IV – em exercício regular de direito.

Parágrafo único. Não há igualmente crime quando o comandante de navio, aeronave ou praça de guerra, na iminência de perigo ou grave calamidade, compele os subalternos, por meios violentos, a executar serviços e manobras urgentes, para salvar a unidade ou vidas, ou evitar o desânimo, o terror, a desordem, a rendição, a revolta ou o saque.

Estado de necessidade, como excludente do crime

Art. 43. Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para preservar direito seu ou alheio, de perigo certo e atual, que não provocou, nem podia de outro modo evitar, desde que o mal causado, por sua natureza e importância, é consideravelmente inferior ao mal evitado, e o agente não era legalmente obrigado a arrostar o perigo.

Legítima defesa

Art. 44. Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.

Excesso culposo

Art. 45. O agente que, em qualquer dos casos de exclusão de crime, excede culposamente os limites da necessidade, responde pelo fato, se este é punível, a título de culpa.

Excesso escusável

Parágrafo único. Não é punível o excesso quando resulta de escusável surpresa ou perturbação de ânimo, em face da situação.

Excesso doloso

Art. 46. O juiz pode atenuar a pena ainda quando punível o fato por excesso doloso.

Elementos não constitutivos do crime

Art. 47. Deixam de ser elementos constitutivos do crime:

I – a qualidade de superior ou a de inferior hierárquico, quando não conhecida do agente; (Redação dada pela Lei nº 14.688, de 2023)

II – a qualidade de superior ou a de inferior hierárquico, a de oficial de dia, de serviço ou de quarto, ou a de sentinela, vigia ou plantão, quando a ação é praticada em repulsa a agressão. (Redação dada pela Lei nº 14.688, de 2023)

Questões de Avaliação

Questões 1 a 10 – Verdadeiro ou Falso

  1. Enunciado: O agente é sempre considerado culpável se comete um crime, independentemente de suas circunstâncias.

    Nível de dificuldade: Fácil

    Habilidades/competências avaliadas: Compreensão de culpabilidade

    Alternativa: ( ) Verdadeiro ( ) Falso

  2. Enunciado: A tentativa de crime é punida com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços.

    Nível de dificuldade: Fácil

    Habilidades/competências avaliadas: Conhecimento sobre tentativa de crime

    Alternativa: ( ) Verdadeiro ( ) Falso

  3. Enunciado: O agente que comete um crime sob coação irresistível é considerado culpado.

    Nível de dificuldade: Médio

    Habilidades/competências avaliadas: Entendimento sobre coação e culpabilidade

    Alternativa: ( ) Verdadeiro ( ) Falso

  4. Enunciado: A omissão pode ser considerada uma causa de um crime se o agente tinha o dever de agir.

    Nível de dificuldade: Médio

    Habilidades/competências avaliadas: Análise da relação de causalidade

    Alternativa: ( ) Verdadeiro ( ) Falso

  5. Enunciado: O erro de fato é sempre punível, independentemente de sua natureza.

    Nível de dificuldade: Difícil

    Habilidades/competências avaliadas: Compreensão do erro no contexto jurídico

    Alternativa: ( ) Verdadeiro ( ) Falso

  6. Enunciado: Um crime é considerado consumado quando todos os elementos de sua definição legal estão presentes.

    Nível de dificuldade: Fácil

    Habilidades/competências avaliadas: Compreensão do conceito de crime consumado

    Alternativa: ( ) Verdadeiro ( ) Falso

  7. Enunciado: O estado de necessidade é uma excludente de crime, desde que o mal causado seja maior que o mal evitado.

    Nível de dificuldade: Médio

    Habilidades/competências avaliadas: Análise de estado de necessidade

    Alternativa: ( ) Verdadeiro ( ) Falso

  8. Enunciado: O excesso culposo pode ser punido se o agente excede os limites da necessidade durante uma ação em legítima defesa.

    Nível de dificuldade: Difícil

    Habilidades/competências avaliadas: Compreensão das nuances da legítima defesa

    Alternativa: ( ) Verdadeiro ( ) Falso

  9. Enunciado: A pena pode ser atenuada se o agente cometeu um crime por erro de interpretação da lei.

    Nível de dificuldade: Médio

    Habilidades/competências avaliadas: Entendimento sobre atenuação de pena

    Alternativa: ( ) Verdadeiro ( ) Falso

  10. Enunciado: Não há crime quando o agente atua em exercício regular de direito, independentemente das circunstâncias.

    Nível de dificuldade: Difícil

    Habilidades/competências avaliadas: Análise de exercício regular de direito

    Alternativa: ( ) Verdadeiro ( ) Falso

Gabarito Comentado

  1. Resposta correta: Falso

    Justificativa: A culpabilidade depende de várias circunstâncias, incluindo a intenção do agente e as condições do crime.

  2. Resposta correta: Verdadeiro

    Justificativa: A pena para tentativa de crime é realmente reduzida conforme mencionado no texto.

  3. Resposta correta: Falso

    Justificativa: O agente sob coação irresistível não é considerado culpado.

  4. Resposta correta: Verdadeiro

    Justificativa: A omissão é considerada uma causa se o agente tinha o dever de agir para evitar o resultado.

  5. Resposta correta: Falso

    Justificativa: O erro de fato pode ser isento de pena se for plenamente escusável.

  6. Resposta correta: Verdadeiro

    Justificativa: O crime é realmente consumado quando todos os elementos da definição legal estão presentes.

  7. Resposta correta: Falso

    Justificativa: O estado de necessidade só é considerado excludente se o mal evitado for maior que o mal causado.

  8. Resposta correta: Verdadeiro

    Justificativa: O excesso culposo é punível se o agente exceder os limites da necessidade, mesmo em legítima defesa.

  9. Resposta correta: Verdadeiro

    Justificativa: A pena pode ser atenuada se o agente agiu sob erro de interpretação da lei.

  10. Resposta correta: Falso

    Justificativa: O exercício regular de direito deve ser avaliado em suas circunstâncias; não é uma excludente absoluta de crime.


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