“Plano de Aula: Roda de Conversa e Música sobre o Bairro”
A presente proposta de plano de aula visa proporcionar uma experiência rica e significativa para crianças pequenas, entre 4 a 5 anos, através da roda de conversa, com músicas e o reconto da história “O Bairro da Ana”. Esta abordagem integrada promove a capacidade de escuta, a expressão de sentimentos e a convivência social entre as crianças, potencializando sua comunicação e o interesse pelo meio em que vivem, além de incentivar uma interação lúdica e diversificada. Durante as atividades, espera-se promover a empatia e a valorização das experiências individuais de cada criança em relação ao bairro que habitam.
A estrutura do plano contempla diferentes momentos que envolvem a escuta ativa, o intercâmbio de ideias e a expressão artística. Ao longo dessa aula de 50 minutos, exploraremos as vivências que cada criança possui sobre o seu bairro, sua história, suas particularidades e como isso se relaciona com as relações interpessoais e sociais que elas desenvolvem. Este plano é especialmente adaptável para a faixa etária mencionada e utiliza a BNCC como guia para incluir habilidades pertinentes à aprendizagem dos pequenos.
Tema: Vivências do dia: Roda de conversa, músicas e reconto da história “O Bairro de Ana”
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 4 a 5 anos
Objetivo Geral:
Promover a interação, escuta e expressão emocional das crianças, por meio da roda de conversa, músicas e o reconto da história “O Bairro de Ana”.
Objetivos Específicos:
– Estimular a comunicação oral e a escuta ativa das crianças durante a roda de conversa.
– Fomentar a valorização da diversidade e das experiências de cada um em relação ao seu bairro.
– Incentivar a expressão artística através da música e do movimento.
– Promover o desenvolvimento das habilidades sociais, como empatia e cooperação.
Habilidades BNCC:
– (EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
– (EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
– (EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
– (EI03TS01) Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas.
– (EI03EF04) Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de encenações, definindo os contextos, os personagens, a estrutura da história.
Materiais Necessários:
– Livros ou materiais ilustrativos sobre o bairro de Ana.
– Instrumentos musicais simples (como pandeiros, chocalhos).
– Um painel ou cartolina grande para que as crianças possam desenhar o bairro.
– Papel e lápis de cor para desenho e anotações.
– Um aparelho de som ou caixa de som portátil para tocar músicas.
Situações Problema:
– Como podemos descrever o nosso bairro e o que ele representa para nós?
– O que podemos aprender com a história da Ana sobre as relações do dia a dia em nosso bairro?
Contextualização:
Para iniciar, a professora pode realizar uma breve atividade de acolhimento, onde as crianças se sentam em um círculo e compartilham algo que gostem de fazer ou um lugar que gostam no seu bairro. Em seguida, a professora apresentará a história “O Bairro de Ana”, ressaltando possíveis conexões com as vivências mencionadas.
Desenvolvimento:
1. Roda de Conversa (15 minutos):
– As crianças sentarão em um círculo e compartilharão experiências sobre o que mais gostam em seu bairro. A professora deve conduzir a roda, estimulando cada criança a falar, respeitando o tempo de fala dos colegas, e reforçando a ideia de escuta ativa e empatia.
2. Contação da História (15 minutos):
– A professora fará a leitura ou contação da história “O Bairro de Ana”, destacando pontos importantes e estimulando os ouvintes a interagir com perguntas sobre a história. Questões como “O que vocês acham que a Ana sente sobre seu bairro?” poderão ser levantadas para fomentar o debate.
3. Atividade Musical e de Movimento (10 minutos):
– Após a história, a professora tocará músicas que mencionem elementos de bairros, como convivência, amizade, entre outros. As crianças são convidadas a criar uma dança ou movimentos que representem a alegria de viver em seus bairros. Esse bloco propõe uma comunicação não verbal que expressa sentimentos e emoções.
4. Desenho do Bairro (10 minutos):
– As crianças receberão papel e lápis de cor para que desenhem o que mais gostam em seu bairro. A professora deve circular entre os alunos, conversando sobre os desenhos e ajudando na articulação dos pensamentos.
Atividades sugeridas:
1. Roda de Conversa – O que eu gosto no meu bairro:
– Objetivo: Estimular a comunicação e o respeito pela fala do outro.
– Descrição: Focar na participação de cada criança durante a conversa sobre o que mais gostam no bairro.
– Instruções: Incentivar os alunos a escutarem os colegas, elogiando-os pela contribuição.
2. Contação da História “O Bairro de Ana”:
– Objetivo: Promover a escuta e a inserção de novos vocabulários.
– Descrição: Realizar a narrativa focando na interatividade.
– Instruções: Usar entonações, sons e movimentos para tornar a história mais dinâmica.
3. Música e Movimento:
– Objetivo: Proporcionar a expressão corporal e a liberdade de criação.
– Descrição: Em um ambiente livre, sob o ritmo da música, encorajar as crianças a se movimentarem.
– Instruções: Fazer um aquecimento e depois permitir que simplesmente dancem.
4. Desenho do Meu Bairro:
– Objetivo: Incentivar a criatividade e reflexão sobre seu ambiente.
– Descrição: Cada aluno desenhará o que mais aprecia no seu bairro.
– Instruções: Conversar enquanto desenham, ajudando-os a refletir sobre suas escolhas.
Discussão em Grupo:
Após a atividade de desenho, promover uma discussão sobre as obras de arte que cada criança produziu, permitindo que compartilhem o que desenharam e por quê. Além disso, questionar se algum tema ou personagem da história de Ana se relaciona com o que elas desenharam pode enriquecer ainda mais a troca.
Perguntas:
1. O que você mais gosta no seu bairro e por quê?
2. Como se sente quando está com seus amigos no seu bairro?
3. Que lugares seu bairro tem que você gostaria de mostrar para alguém que nunca foi lá?
4. O que você aprendeu com a história do Bairro da Ana?
Avaliação:
A avaliação será contínua e se dará por meio da observação das participações nas atividades propostas. A professora poderá avaliar o envolvimento das crianças durante a roda de conversa, a fluidez nas interações, a criatividade dos desenhos e a expressão através da dança. Extraindo essas informações, será possível entender o nível de empatia e comunicação que cada aluno apresenta.
Encerramento:
No final da aula, é importante criar um momento de reflexão sobre o que foi aprendido. A professora pode perguntar às crianças como elas se sentiram durante as atividades e se gostariam de fazer mais encontros assim. Essa etapa também pode incluir um pequeno momento lúdico, como uma roda de despedida com uma música que elas tenham gostado.
Dicas:
– Para facilitar a inclusão de todas as crianças, certifique-se de dar tempo suficiente para que cada uma possa se expressar durante a roda de conversa.
– Estimule a criatividade durante os momentos de arte, promovendo um ambiente seguro e acolhedor para a livre expressão dos sentimentos.
– Utilize recursos visuais, como imagens do bairro e músicas conhecidas, para capturar a atenção dos pequenos e enriquecer a aula.
Texto sobre o tema:
A compreensão e apreciação do bairro onde se vive vão além de uma simples geografia; elas envolvem uma gama de sentimentos e experiências que moldam a identidade de cada criança. Através da roda de conversa, as crianças têm a oportunidade de expressar suas memórias e afetividades associadas ao seu espaço, promovendo assim um entendimento mais profundo sobre a convivência. A história do bairro de Ana nos proporciona não apenas uma narração, mas também um convite à reflexão sobre os laços que estabelecemos com nosso entorno.
Essencialmente, cada criança traz consigo um universo de experiências encapsuladas nas vivências diárias, que também podem ser representadas através da arte e da música. As interações sociais que acontecem durante as atividades são fundamentais para o desenvolvimento de habilidades sociais, como a empatia e a escuta ativa, essenciais em todas as fases da vida. O reconhecimento da individualidade de cada criança amplia a rede de relações e favorece um senso de pertencimento.
Além disso, o contato com a música e a dança permite que as crianças expressem suas emoções de forma lúdica. Essas expressões não só criam um ambiente mais leve e agradável, mas também desenvolvem a motricidade e a criatividade, fundamentando-se em princípios de aprendizado ativo. O convite à criação e ao diálogo, como proposto na história do Bairro de Ana, fortalece a noção de comunidade e a importância de cada um dentro dela, mostrando que todos são parte fundamental de um todo maior e repleto de diversidade.
Desdobramentos do plano:
As atividades sugeridas no plano podem ser ampliadas para além de uma única aula, dando sequência a um projeto mais extenso sobre os bairros da comunidade. Isso permitiria às crianças mergulharem mais profundamente em suas histórias e características, resultando em um fortalecimento da identidade coletiva e individual. Uma possibilidade interessante seria organizar uma exposição com os desenhos e histórias contadas, para que os pais e demais integrantes da comunidade pudessem interagir e reconhecer a riqueza cultural que cada criança traz ao seu bairro.
Além disso, o uso de diferentes materiais e técnicas artísticas durante as atividades poderia expandir ainda mais a experiência das crianças. Não somente desenhos, mas também recursos tridimensionais, como maquetes de seus bairros ou criações com elementos recicláveis, poderiam proporcionar outra camada de aprendizado. Isso ajudaria a desenvolver habilidades motoras e de planejamento, além de promover a conscientização sobre a sustentabilidade, sempre em consonância com a percepção e valorização do ambiente.
Por fim, a participação em eventos da comunidade local, como feiras ou festivais, poderia servir como coadjuvante nesse processo, possibilitando aos alunos vivencias concretas que subsidiam o conhecimento que estão adquirindo sobre o bairro. Essa imersão não só reforça o aprendizado adquirido em sala de aula, como também fortalece laços com a comunidade. As trocas de experiências entre as crianças podem enriquecê-las individualmente, ao mesmo tempo que as impulsionam a respeitar suas diferenças e a construir um espaço de convivência mais harmonioso.
Orientações finais sobre o plano:
É primordial que o ambiente da aula seja acolhedor e estimulante, promovendo um espaço onde todos se sintam à vontade para compartilhar suas experiências. Os educadores devem atuar com empatia, incentivando cada criança a se expressar sem medo de julgamentos. A inclusão das diversas vozes é fundamental para que as crianças entendam que suas histórias e sentimentos têm valor.
Além disso, sugere-se que a professora mantenha a flexibilidade durante a aula. As crianças podem apresentar surpresas e interpretações únicas, e isso deve ser acolhido e aproveitado como parte do feito monumental da aula. As adaptações devem ser uma prática comum, considerando sempre as particularidades de cada grupo e o ritmo de aprendizado individual.
Por último, é importante reforçar a conexão entre os conteúdos abordados e o contexto real em que as crianças estão inseridas. A compreensão do seu bairro vai além de um conteúdo programático; trata-se de fazer com que as crianças se reconheçam como parte ativa e promiscuamente influente do seu próprio espaço. Com isso, estarão não apenas aprendendo sobre sua localidade, mas desenvolvendo um senso de cidadania que pode durar por toda a vida.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de Fantoches sobre o Bairro:
Objetivo: Fomentar a criatividade e habilidade de contar histórias.
Material: Fantoches de papel, caixa de papelão para criar o cenário.
Execução: As crianças podem se organizar em grupos para representar uma história sobre o bairro, utilizando fantoches que elas podem mesmo fazer. A atividade estimula a colaboração e a escuta ativa.
2. Caminhada Exploratória pelo Bairro:
Objetivo: Observar e identificar elementos do bairro.
Material: Papel para registros e lápis.
Execução: Promova uma pequena caminhada com as crianças, onde elas poderão fazer anotações ou desenhos do que veem. Isso ajuda a conectar a teoria com a prática.
3. Criação de um Jogo de Memória com Símbolos do Bairro:
Objetivo: Desenvolver habilidades de memória e reconhecimento.
Material: Cartões em branco e lápis de cor para desenhos.
Execução: As crianças poderão desenhar símbolos ou lugares do seu bairro em cartões que serão utilizados para jogar. Essa atividade promove conhecimentos sobre o bairro de forma lúdica.
4. Aula de Culinária com Receitas Típicas do Bairro:
Objetivo: Valorizar a cultura local.
Material: Ingredientes para uma receita simples típica da região.
Execução: Engajar as crianças na decoração e preparo, explicando a importância dos ingredientes e a história por trás da receita. Essa proposta une a educação alimentar com o conhecimento cultural.
5. Murais Colaborativos do Bairro:
Objetivo: Estimular a expressão artística e o trabalho em equipe.
Material: Papel kraft grande, tintas, pincéis e materiais de colagem.
Execução: Criar um mural coletivo onde as crianças retratam seus bairros, suas histórias e como se sentem nele. Essa atividade estimula o trabalho conjunto e brinda a interação e o respeito às diferentes visões sobre um mesmo lugar.

