Plano de Aula: revisar o assunto de linguagem formal, informal, linguagem verbal e não verbal, intertextualidade (Ensino Fundamental 2) – 6º Ano

A elaboração deste plano de aula tem como objetivo promover uma reflexão aprofundada sobre temas fundamentais da comunicação, como a linguagem formal e informal, linguagem verbal e não verbal e a intertextualidade. São temas que fazem parte da formação dos estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental, onde se busca não apenas o reconhecimento de diferentes tipos de linguagem, mas a compreensão das suas aplicações práticas no dia a dia. A aula destina-se a proporcionar uma experiência rica e interativa, onde os alunos poderão discutir e refletir sobre como essas linguagens se manifestam em diversos contextos.

Neste plano, serão utilizados recursos que favorecem a participação ativa dos estudantes, garantindo que todos tenham voz no processo de aprendizado. Dessa forma, os alunos não apenas escutarão passivamente, mas também estarão engajados ativamente na construção do conhecimento. Linguagem é um instrumento essencial para a construção de identidade e da socialização; portanto, é vital que estejamos atentos a como os alunos utilizam e reconhecem as diferentes linguagens em suas vidas cotidianas.

Tema: Revisão de Linguagens: Formal, Informal, Verbal, Não Verbal e Intertextualidade
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: 11 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a compreensão e a aplicação dos conceitos de linguagem formal e informal, verbal e não verbal, e intertextualidade, capacitando os alunos a reconhecer esses elementos em diversos contextos comunicativos e a utilizá-los de forma adequada em suas produções textuais e orais.

Objetivos Específicos:

– Identificar a linguagem formal e informal em diferentes contextos.
– Compreender a função da linguagem verbal e não verbal na comunicação.
– Analisar como a intertextualidade se manifesta em textos diversos.
– Desenvolver habilidades críticas para a produção e interpretação de textos.

Habilidades BNCC:

– (EF06LP01) Reconhecer a impossibilidade de uma neutralidade absoluta no relato de fatos.
– (EF06LP12) Utilizar, ao produzir texto, recursos de coesão referencial.
– (EF06LP36) Utilizar, ao produzir texto, recursos de coesão referencial.

Materiais Necessários:

– Quadro branco e marcadores
– Impressões de textos diversos (jornais, revistas e publicações acadêmicas)
– Exemplos visuais de comunicação não verbal (imagens, sinais, desenhos)
– Recursos audiovisuais (videoclipes que exemplifiquem as linguagens abordadas)
– Papel e canetas coloridas para atividades em grupo

Situações Problema:

– Por que usamos linguagem formal em ambientes de trabalho e acadêmicos?
– Em quais situações é mais adequado usar a linguagem informal?
– Como as imagens e símbolos se comunicam de forma não verbal?
– Quais são as implicações da intertextualidade quando lemos ou escrevemos?

Contextualização:

Os alunos irão refletir sobre a importância da comunicação em seu cotidiano e como a escolha da linguagem pode afetar o entendimento e a eficácia na transmissão de mensagens. Esta prática é crucial em um mundo cada vez mais mediado por diferentes meios de comunicação. Assim, o entendimento de como e quando usar diferentes tipos de linguagem se torna uma habilidade essencial.

Desenvolvimento:

– Início: Começar a aula com uma breve discussão sobre o que é linguagem e como ela se manifesta no cotidiano dos alunos. Pedir exemplos de situações em que usaram linguagem formal e informal.
– Apresentação dos conceitos: Definir linguagem formal, informal, verbal, não verbal, e intertextualidade. Utilizar exemplos práticos e visuais.
– Dinâmica em grupos: Dividir a turma em grupos pequenos e dar a cada grupo textos diversos para que eles identifiquem elementos de linguagem formal e informal, bem como exemplos de linguagem não verbal.
– Discussão de intertextualidade: Pedir aos alunos para trazerem exemplos de músicas, poemas ou histórias que eles conhecem que contenham referências a outros textos, discutindo como essas referências alteram o significado.

Atividades sugeridas:

1. Identificação de Linguagens:
Objetivo: Identificar linguagem formal e informal em diferentes tipos de texto.
Descrição: Os alunos deverão analisar pequenos trechos de textos em grupos e categorizar as linguagens.
Instruções: Cada grupo apresentará suas conclusões.
Materiais: Cópias de textos de jornais, e-mail, mensagens de texto, etc.
Adaptação: Para alunos com dificuldades, fornecer comentários guiados sobre os textos.

2. Comunicação Não Verbal:
Objetivo: Reconhecer a importância da linguagem não verbal.
Descrição: Exibir vídeos que mostram comunicação não verbal e discutir seus efeitos.
Instruções: Os alunos deverão listar as mensagens que captaram apenas através da comunicação não verbal.
Materiais: Videoclipes e slides com imagens.
Adaptação: Para alunos que têm dificuldades auditivas, fornecer legendas ou explicações visuais.

3. Explorando Intertextualidade:
Objetivo: Identificar intertextualidade em um texto escolhido pela turma.
Descrição: Ler um poema que faz referências a outras obras e discuti-las.
Instruções: Perguntar como as referências mudam a compreensão do texto.
Materiais: Cópias de poemas e outras produções literárias.
Adaptação: Permitir que os alunos tragam seus próprios textos que acham que contêm intertextualidade.

4. Criação de Texto:
Objetivo: Produzir um texto que mescle linguagens verbal e não verbal.
Descrição: Os alunos farão uma pequena apresentação combinando fala e elementos visuais.
Instruções: Utilizar cartazes, slides ou desenhos que ilustram o texto.
Materiais: Papel, canetas e outros materiais de arte.
Adaptação: Para alunos com dificuldade motoras, permitir o uso de ferramentas digitais de apresentação.

5. Reflexão sobre a Linguagem:
Objetivo: Refletir individualmente sobre a importância das diversas formas de linguagem.
Descrição: Os alunos escreverão uma breve redação sobre como a linguagem pode afetar a comunicação.
Instruções: Pedir que incluam exemplos pessoais.
Materiais: Cadernos e canetas.
Adaptação: Para alunos com dificuldades de escrita, permitir o uso de audiogravações.

Discussão em Grupo:

Conduzir uma discussão sobre como a comunicação pode mudar dependendo do contexto e do ambiente em que estamos. Quais são as repercussões de não conhecer as normas da linguagem em um contexto específico?

Perguntas:

– O que caracteriza a linguagem formal?
– Quando você usou linguagem informal? Como foi a experiência?
– Como os símbolos podem comunicar mensagens sem palavras?
– Você consegue lembrar de um texto que utiliza a intertextualidade? O que destaca nessa escolha?

Avaliação:

– Avaliar a participação nas discussões e nas atividades em grupo.
– Recolher e revisar os textos produzidos pelos alunos.
– Realizar uma autoavaliação, onde os alunos refletem sobre o que aprenderam e como podem aplicar esses conceitos.

Encerramento:

Concluir a aula reforçando a importância de ser capaz de identificar e utilizar diferentes formas de linguagem em diversos contextos. A comunicação eficaz é crucial para que possam se expressar claramente, interagir com os outros e compreender o mundo ao seu redor.

Dicas:

– Encorajar as crianças a prestarem atenção em como se comunicam fora da escola e a aplicarem o que aprenderam no dia a dia.
– Sugerir que assistam a filmes ou leiam livros com foco na comunicação para facilitar a compreensão da intertextualidade.
– Reiterar que o uso adequado das linguagens em diferentes situações é uma habilidade que não só ajuda nas aulas, mas também nas interações sociais.

Texto sobre o tema:

A comunicação é um dos pilares fundamentais das interações humanas e é mediada por diversas formas de linguagem. A linguagem formal e informal, cada uma com seu próprio conjunto de normas e contextos de uso, desempenha um papel crucial na forma como expressamos ideias e sentimentos. A linguagem formal é muitas vezes utilizada em contextos acadêmicos e profissionais, onde a clareza e o respeito são fundamentais. Por outro lado, a linguagem informal permeia nossas interações cotidianas, tornando as relações mais próximas e eficientes. No entanto, a mescla entre esses dois tipos de linguagem, quando feita de forma consciente e adequada, pode enriquecer a comunicação e fortalecer as relações.

Além disso, a linguagem verbal e não verbal se complementam na construção de significados. A comunicação verbal é direta e clara, permitindo expressar pensamentos e ideias de maneira explícita. Já a comunicação não verbal, que inclui expressões faciais, gestos e outras formas de expressão, enriquece a mensagem, proporcionando um contexto adicional. Interpretação eficaz dessas linguagens é fundamental para a interação social, pois muitas vezes o que não é dito pode ser igualmente, se não mais, importante do que as palavras escolhidas.

A intertextualidade, por sua vez, permite que diferentes textos conversem entre si, criando um tecido rico de significados e referências. Através da intertextualidade, autores e artistas conseguem dialogar com obras anteriores, atribuindo novos sentidos às suas produções. Esse diálogo entre textos enriquece a nossa experiência de leitura, permitindo que o indivíduo estabeleça conexões mais profundas e reflexivas, não só compreendendo, mas também reinterpretando as mensagens contidas nas palavras. Portanto, a habilidade de navegar entre esses tipos de linguagem é essencial para o engajamento crítico e ativo no mundo que nos cerca.

Desdobramentos do plano:

O plano de aula não se encerra na sala de aula. As atividades propostas estimulam a continuidade da reflexão sobre as diferentes formas de linguagem nas interações diárias dos alunos, convidando-os a observar como eles próprios se comunicam no cotidiano. Esse desdobramento é fundamental, pois os alunos precisam perceber que os aprendizados adquiridos ali não se limitam apenas ao ambiente escolar, mas se estendem também ao seu dia a dia. Ao encorajar os alunos a olharem para as situações de comunicação que vivenciam, propõem-se aplicações práticas que solidificam o conhecimento.

Os desdobramentos do conteúdo aprendido também podem se refletir nas futuras produções textuais e orais dos alunos. À medida que eles conhecem as nuances da linguagem e se tornam mais críticos em relação à forma como comunicam suas ideias, a qualidade de suas produções tende a melhorar significativamente. Essa melhora não é apenas técnica, mas possibilita que os alunos sejam mais autênticos e expressem suas individualidades de maneira mais clara e impactante.

Além disso, o exercício da intertextualidade pode ser estendido para projetos interdisciplinares, onde os alunos podem explorar e relacionar conteúdos de outras disciplinas com suas próprias experiências e conhecimento, levando à formação de projetos coletivos e inovadores. Esta prática pode estimular a criatividade e promover um ambiente colaborativo que valoriza a troca cultural e o aprendizado, fortalecendo as competências e habilidades que são essenciais na formação do estudante contemporâneo.

Orientações finais sobre o plano:

Neste plano de aula, a flexibilidade é fundamental. Os educadores devem estar preparados para adaptar as abordagens conforme a dinâmica da turma e a necessidade de aprofundamento em certos conceitos. É vital estar aberto a diferentes interpretações que surgem durante as discussões, pois isso enriquece o aprendizado. A interação entre os alunos, bem como seu envolvimento ativo nas atividades, deve ser priorizada. Essa abordagem colaborativa e participativa é onde os alunos realmente se apropriam do conhecimento, construindo uma compreensão mais sólida do tema.

Outro ponto importante a ser considerado é a necessidade de avaliar constantemente o entendimento dos alunos durante o processo. As observações durante as discussões em grupo e a análise dos textos das atividades fornecidas oferecem insights sobre como os estudantes estão se apropriando dos conceitos de linguagem. Essa avaliação deve ser inclusiva e considera a diversidade de cada aluno, respeitando seu ritmo e suas dificuldades.

Por fim, reforçar a relevância do que foi aprendido durante a aula é crucial para que os alunos sintam que estão investindo tempo em habilidades que são, de fato, aplicáveis em suas vidas. Os educadores devem constantemente enfatizar que os conceitos de linguagem não são apenas teóricos, mas ferramentas essenciais que eles poderão aplicar em suas interações diárias, acadêmicas e profissões no futuro, solidificando a importância do que foi discutido e aprendido.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Jogo dos Sinônimos:
Objetivo: Explorar sinônimos e diferenças de sentido entre palavras.
Descrição: Criar um jogo em que os alunos devem encontrar sinônimos para uma palavra dada, pontuando as palavras que não se repetem.
Materiais: Cartões com palavras e folhas para anotações.
Como jogar: Dividir a turma em grupos, e cada grupo deve escrever sinônimos sem se repetir por um determinado tempo.

2. Teatro de Sombras:
Objetivo: Utilizar elementos visuais e de linguagem não verbal.
Descrição: Criar um teatro de sombras onde as histórias são contadas apenas com sombras projetadas, sem diálogos.
Materiais: Luzes, objetos para criar sombras e uma tela.
Como fazer: Os alunos devem entrevistar-se previamente para criar roteiros e, em grupos, montar suas apresentações.

3. Caça ao Tesouro Linguística:
Objetivo: Aplicar conhecimentos de linguagem em diferentes contextos.
Descrição: Criar pistas que levam a tesouros baseadas em exemplos de linguagem formal, informal e referências intertextuais.
Materiais: Papéis com pistas, pequenos prêmios.
Como jogar: Dividir a turma em equipes que irão desvendar as pistas pelo colégio ou em casa.

4. Colagem de Idéias:
Objetivo: Estimular a criatividade e a intertextualidade.
Descrição: Criar um mural coletivo onde os alunos podem colar imagens, recortes de revistas e textos que eles acreditam que se relacionam entre si musicalmente ou literariamente.
Materiais: Revistas, tesouras, colas, papel em branco como base.
Como fazer: Cada aluno traz suas contribuições e explica porque as escolheu no mural final.

5. Debate Intercalado:
Objetivo: Desenvolver argumentação e prática retórica.
Descrição: Realizar um debate onde os alunos devem usar exemplos de linguagens diferentes e intertextuais em suas falas.
Materiais: Cartulações com os temas a serem debatidos.
Como fazer: Dividir a turma em dois grupos, com um moderador. Cada um deve argumentar respeitando as linguagens estudadas.

Estas sugestões visam


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