“Plano de Aula: Releitura de Tarsila do Amaral para Crianças”
Este plano de aula tem como tema “Releitura Manacá Mosaico das Flores”, inspirada na obra de Tarsila do Amaral, e visa desenvolver a criatividade e expressão artística das crianças na faixa etária de 4 a 5 anos e 11 meses. O foco será a interação com a arte, utilizando técnicas de desenho e pintura em tela e em papel A3 e A4, proporcionando um ambiente rico em exploração artística e sensibilização com o universo cultural brasileiro. Este plano é inspirado na intenção de fomentar a apreciação artística, respeitando a individualidade de cada criança e reconhecendo a importância da diversidade cultural na formação da identidade.
Ao explorar as nuances da obra de Tarsila do Amaral, os educadores têm a oportunidade de estimular não apenas a criatividade, mas também promover o desenvolvimento emocional e social das crianças por meio de atividades que incentivam a autoexpressão e a cooperação. A proposta é que, através da arte, as crianças possam expressar suas emoções e percepções, além de compreenderem a importância da cultura e suas diferentes manifestações. A seguir, apresentaremos todos os aspectos que compõem o plano de aula.
Tema: Releitura Manacá Mosaico das Flores Tarsila do Amaral
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 4 a 5 anos e 11 meses
Objetivo Geral:
Proporcionar uma experiência de contato direto com a arte, por meio da releitura da obra “Manacá” de Tarsila do Amaral, estimulando a expressão individual e coletiva, a criação de conexões afetivas e a valorização da cultura brasileira.
Objetivos Específicos:
1. Desenvolver a habilidade de desenhar e pintar inspirados na obra de um artista brasileiro renomado.
2. Fomentar a expressão de sentimentos e emoções por meio da arte, traduzindo experiências pessoais em produções artísticas.
3. Estimular o trabalho em grupo, promovendo a cooperação e a valorização das ideias dos outros.
4. Ampliar o conhecimento sobre a vida e a obra de Tarsila do Amaral, despertando o interesse das crianças pela arte.
Habilidades BNCC:
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
(EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções.
(EI03CG05) Coordenar suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus interesses e necessidades em situações diversas.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho e pintura, criando produções bidimensionais.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita.
Materiais Necessários:
– Papéis A3 e A4 (branco e coloridos)
– Tintas guache (diversas cores)
– Pincéis e esponjas
– Tela para pintura (opcional)
– Lápis de cor, giz de cera e canetinhas
– Aventais ou camisetas para proteção das crianças
– Imagens da obra “Manacá” de Tarsila do Amaral para apreciação
– Materiais de apoio como um quadro para exposição dos trabalhos.
Situações Problema:
Como se sentem ao olhar para a obra “Manacá”? O que as flores representam para cada um? Como posso expressar o que sinto através da arte?
Contextualização:
A ideia é conectar as experiências da vida das crianças com as expressões artísticas desenvolvidas nas obras de Tarsila do Amaral. Ao estimular a articulação cultural, espera-se que as crianças não apenas compreendam a importância da arte, mas também se sintam parte dela, desenvolvendo um olhar crítico sobre o que veem e produzem.
Desenvolvimento:
1. Acolhimento e Introdução (10 minutos): Iniciar a aula com uma roda de conversa, apresentando imagens da obra “Manacá”. Incentivar as crianças a falarem sobre o que veem, seus sentimentos em relação às cores e formas. Explorar suas reações e opiniões de forma respeitosa, promovendo um diálogo aberto e participativo.
2. Apresentação da Técnica (10 minutos): Mostrar as diferentes técnicas de pintura que serão usadas. Demonstrar como escolher as cores, usar o pincel ou esponja, além de promover a liberdade da expressão.
3. Atividade de Pintura (25 minutos): Dividir as crianças em grupos e distribuir os materiais. Orientar cada grupo a escolher um lugar para pintar, depois incentivá-las a se expressar livremente. Enquanto elas criam, caminhar pelo espaço, ajudando e orientando na desenvoltura da atividade.
4. Exposição e Conversa Final (5 minutos): Ao final, expor as obras em um mural ou próximo da sala. Incentivar que as crianças compartilhem suas criações e expliquem o que representa, promovendo o respeito e a valorização do trabalho coletivo.
Atividades sugeridas:
1. Atividade 1: Observação da obra “Manacá”
– Objetivo: Desenvolver a capacidade de observação e interpretação artística.
– Descrição: As crianças observarão imagens da obra e explicarão o que enxergam, sentem e pensam.
– Instruções: Reunir as crianças em círculo e mostrar as imagens, estimulando a conversa, um de cada vez.
2. Atividade 2: Pintura com as mãos
– Objetivo: Estimular a criatividade e a expressão corporal.
– Descrição: Utilizar as mãos para criar flores em folhas A4.
– Instruções: Cada criança deverá usar tinta guache para fazer impressões com as mãos.
3. Atividade 3: Desenho livre com lápis de cor
– Objetivo: Estimular o desenvolvimento motor fino e a criatividade.
– Descrição: Desenhar sua própria interpretação da obra.
– Instruções: Fornecer lápis de cor e pedir que desenhem flores ou o que incomoda a imaginação.
4. Atividade 4: Criação de um mural coletivo
– Objetivo: Desenvolver o trabalho em equipe.
– Descrição: As crianças trabalharão juntas para criar um grande mural com as flores feitas por elas.
– Instruções: Organizar as obras em um painel, ajudando as crianças a fixar tudo com cola ou fita adesiva.
5. Atividade 5: Conversa sobre as emoções
– Objetivo: Trabalhar a expressão verbal e emocional.
– Descrição: Conversar sobre como se sentem ao olhar para a arte que produziram.
– Instruções: Promover um círculo novamente e pedir que compartilhem suas emoções.
Discussão em Grupo:
Promover uma discussão aberta sobre a experiência da pintura, questionando como se sentiram ao criar, se conseguiram expressar o que queriam e como perceberam as diferenças nas produções dos colegas.
Perguntas:
1. O que você mais gostou na pintura que fez?
2. Como você se sentiu enquanto criava seu desenho?
3. O que as flores representam para você?
4. Você acha que a sua arte é parecida ou diferente das dos seus amigos? Por quê?
Avaliação:
A avaliação não será apenas através das produções artísticas, mas também pela participação nas discussões. Observar a forma como as crianças se expressam e interagem com a obra e com os colegas é fundamental para a avaliação do aprendizado.
Encerramento:
Finalizar a aula com um agradecimento pela participação dos alunos, ressaltando a importância da arte na comunicação de sentimentos e ideias. Propor que elas continuem explorando novas formas de expressar suas emoções e que tragam suas criações para futuras discussões em aulas.
Dicas:
– Estar sempre atento a como cada criança se sente durante as atividades, criando um ambiente seguro e acolhedor.
– Fornecer liberdade na criação, mas guiar em momentos que percepção das crianças divergirem do tema.
– Incorporar música suave ao fundo durante a atividade, para criar um ambiente mais inspirador e leve.
Texto sobre o tema:
A arte é um meio poderoso de expressão e comunicação. No universo da educação infantil, torna-se uma ferramenta essencial para desenvolver não apenas a criatividade das crianças, mas também suas habilidades sociais e emocionais. O contato com a obra de artistas como Tarsila do Amaral oferece um espaço rico para que as crianças se familiarizem com a cultura brasileira e suas diversidades. Ao observar a obra “Manacá”, por exemplo, podemos ver como uma simples pintura pode despertar sentimentos afetuosos e reflexões profundas nas crianças, ampliando seu entendimento sobre o mundo à sua volta.
As produções artísticas não são apenas o produto final, mas todo o processo de criação. A expressão através da arte pode revelar traços da personalidade de cada criança, suas emoções e como elas se vêem em relação ao outro. Portanto, a proposta de trabalhar com a arte e a pintura é uma oportunidade única de fomentar a colaboração, o respeito pelas diferenças e o reconhecimento da importância do eu no coletivo. Assim, ao pintarem sob influência de Tarsila, as crianças não apenas recriam cores e formas, mas também compartilham um pedacinho de suas histórias e de suas perspectivas.
Por fim, é bastante enriquecedor perceber como por meio de uma atividade simples como a pintura, as crianças podem explorar e desenvolver habilidades emocionais significativas. Cada traço, cada cor e cada interação se tornam uma ponte entre o que elas são e o que o mundo artístico pode oferecer. Ao valorizar a arte, os educadores contribuem para a formação de crianças mais sensíveis, empáticas e conscientes do seu papel na sociedade.
Desdobramentos do plano:
É importante entender que este plano de aula não se restringe a uma única experiência, mas pode e deve ser desdobrado em atividades futuras. O uso da arte como ferramenta de aprendizagem pode ser expandido para incluir outras obras de Tarsila do Amaral ou de artistas brasileiros, possibilitando a continuidade da valorização cultural. As crianças podem se aprofundar em temas específicos como natureza, luz e sombra, ou texturas, por meio de projetos artísticos que envolvam novas técnicas e materiais.
Além disso, a proposta pode ser estendida para trabalhar com outros campos de experiências, como a criação de histórias a partir das obras que observam, ou até mesmo a integração de músicas brasileiras que tragam a cultura nacional para dentro da sala de aula. Atividades futuras podem incluir visitar museus virtuais ou físicos, onde as crianças possam vivenciar a arte de uma maneira mais ampla e diversificada, permitindo que se sintam parte do mundo artístico.
A construção de um espaço colaborativo, onde as crianças possam expressar suas emoções e ideias, é fundamental para o obter um aprendizado significativo. As vivências artísticas e as discussões em grupo resultantes dessas atividades promovem a formação de um elo forte entre as crianças, permitindo que desenvolvam a empatia e o respeito mútuo, pilares essenciais para a convivência harmoniosa. É nesse contexto que a arte se torna uma aliada no desenvolvimento emocional e social, refletindo a importância do educador em guiar essas experiências.
Orientações finais sobre o plano:
Por último, é essencial que os educadores estejam atentos à individualidade de cada criança durante as atividades. A arte deve ser vista como um espaço seguro e acolhedor para a expressão, onde cada um pode se sentir livre para explorar suas emoções e criatividade sem medo de julgamentos. Esse espaço deve ser constantemente reavaliado, permitindo ajustes na prática pedagógica conforme as necessidades dos alunos se revelam.
O envolvimento das famílias também pode ser um diferencial no processo. Envolver os pais nas discussões sobre arte em casa, pedindo que compartilhem suas próprias interpretações de obras e incentivem seus filhos a expressar o que aprenderam na escola, pode reforçar o aprendizado e valorizar a experiência da educação artística. O diálogo aberto com os responsáveis é vital para manter uma parceria educacional enriquecedora.
Concluindo, a arte proporciona uma forma única de aprende e perceber o mundo. Este plano deve ser visto como uma abertura para novas descobertas, onde o mais importante é a jornada de aprendizado e expressão que cada criança vivencia. A realidade da educação infantil se enriquece quando as experiências são construídas em conjunto, levando em conta as vozes e os sentimentos dos pequenos, e reconhecendo que cada um traz consigo uma história e uma visão únicas.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de fantoches: Construir fantoches de papel representando flores e fazer um pequeno teatro, contando histórias de natureza e arte.
– Objetivo: Trabalhar a narrativa e a expressão corporal.
– Materiais: Papel colorido, tesoura, cola e bastidores improvisados.
2. Brincadeira ao ar livre: Realizar uma caminhada no parque próximo à escola, coletando flores e folhas. A atividade pode culminar em um desenho das formas encontradas.
– Objetivo: Conectar arte e natureza.
– Materiais: Cadernos, lápis e tintas.
3. Pintura ao ar livre: Levar as crianças para pintar em um parque, em painéis grandes, utilizando tintas e pincéis. Estimular a observação da natureza.
– Objetivo: Promover a interação com a natureza.
– Materiais: Tintas, pincéis e papel grande.
4. Criação de livros de arte: Após a série de atividades, as crianças podem criar um pequeno livro com fotos, desenhos e comentários sobre suas experiências artísticas.
– Objetivo: Incentivar a escrita e a organização de ideias.
– Materiais: Papéis variados, cola e canetinhas.
5. Festa das Flores: Realizar uma festa onde as crianças possam trazer roupas ou enfeites inspirados em flores, além de expor suas obras.
– Objetivo: Celebrar a arte e a cultura juntos.
– Materiais: Decorações de papel, músicas e snacks.
Com toda essa proposta, espera-se que as crianças desenvolvam um olhar mais sensível e crítico sobre a arte, promovendo não só um aprendizado significativo, mas também uma experiência memorável que as acompanhará pela vida.

