Plano de Aula: Passive Voice (Ensino Fundamental 2) – 9º Ano

Este plano de aula tem o intuito de abordar a voz passiva, um conceito fundamental na gramática da língua portuguesa. A compreensão e o uso correto da voz passiva não apenas enriquecem o discurso dos alunos, mas também os capacitam a expressar ideias de forma mais clara e sofisticada. A proposta é que os alunos do 9º ano desenvolvam uma compreensão prática dessa construção gramatical, além de habilidades de análise e produção textual em contextos variados.

A metodologia apresentada envolve a interação com textos, atividades práticas e discussões em grupo, promovendo um aprendizado construtivo e colaborativo. Ao final da aula, os alunos deverão conseguir identificar e utilizar a voz passiva em suas produções, contribuindo assim para uma alfabetização crítica e reflexiva.

Tema: Passive Voice
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 9º Ano
Faixa Etária: 14 a 15 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

O objetivo geral deste plano de aula é promover a compreensão e a utilização correta da voz passiva na língua portuguesa, permitindo que os alunos reconheçam suas características e a empreguem de forma adequada em contextos diversos.

Objetivos Específicos:

– Identificar a estrutura da voz passiva em frases escritas.
– Comparar a construção da voz ativa e da voz passiva.
– Produzir frases utilizando a voz passiva.
– Discutir a importância do uso da voz passiva em diferentes contextos comunicativos.
– Desenvolver habilidades de leitura crítica ao analisar textos que utilizem a voz passiva.

Habilidades BNCC:

(EF09LP05) Identificar, em textos lidos e em produções próprias, orações com a estrutura sujeito-verbo de ligação-predicativo.
(EF09LP04) Escrever textos corretamente, de acordo com a norma padrão, com estruturas sintáticas complexas no nível da oração e do período.
(EF09LP03) Produzir artigos de opinião, tendo em vista o contexto de produção dado, assumindo posição diante de tema polêmico.

Materiais Necessários:

– Quadro branco e marcadores.
– Projetor (opcional).
– Textos impressos contendo exemplos de voz passiva em diferentes contextos (artigos, trechos de livros, notícias).
– Atividades impressas para exercícios práticos.
– Folhas em branco para produção de texto.

Situações Problema:

– Como a mudança na estrutura das frases pode afetar a clareza e a ênfase de uma informação?
– Em que situações é mais conveniente utilizar a voz passiva ao invés da voz ativa?

Contextualização:

A voz passiva é um recurso que permite dar ênfase ao receptor da ação, em vez de ao autor. Ao longo da história da língua portuguesa e da literatura, essa construção tem sido utilizada em diferentes contextos, do jornalismo à academia, sempre com a intenção de direcionar o foco do discurso. Compreender e saber utilizar a voz passiva é uma habilidade essencial para a produção de textos mais elaborados e sofisticados.

Desenvolvimento:

1. Introdução ao tema (15 minutos):
– Apresentar o conceito de voz passiva e suas características no quadro branco.
– Discutir exemplos práticos da voz passiva e estabelecer a diferença com a voz ativa (ex.: Ativa: “O professor corrige as provas” vs. Passiva: “As provas são corrigidas pelo professor”).
– Usar exemplos do cotidiano para facilitar a identificação da estrutura.

2. Leitura e análise de textos (15 minutos):
– Distribuir textos que contém exemplos de voz passiva.
– Pedir que os alunos, em duplas, leiam os textos e sublinhem as passagens em voz passiva, comentando sobre a escolha do autor em utilizar essa construção.

3. Atividade prática (20 minutos):
– Propor exercícios práticos onde os alunos deverão transformar frases da voz ativa para a voz passiva e vice-versa, trabalhando no caderno.
– Em seguida, solicitar que os alunos criem um pequeno texto utilizando a voz passiva, por exemplo, um resumo de um evento ou uma notícia, utilizando pelo menos três exemplos da construção.

Atividades sugeridas:

1. Atividade de Identificação:
– Objetivo: Identificar e classificar frases em ativa e passiva.
– Descrição: Distribuir uma folha com frases diversas. Os alunos devem marcar se a frase está na voz ativa ou passiva.
– Materiais: Folha com frases variadas.
– Adaptação: Para alunos mais avançados, incluir frases complexas.

2. Transformação de Frases:
– Objetivo: Aprender a transformar frases de voz ativa para passiva.
– Descrição: Escrever frases em voz ativa e pedir para que os alunos transformem em passiva.
– Materiais: Quadro para escrita das frases.
– Adaptação: Para alunos que apresentam dificuldade, dar frases mais simples.

3. Produção Criativa:
– Objetivo: Produzir um texto utilizando voz passiva.
– Descrição: Os alunos devem escrever um pequeno parágrafo sobre um evento da sua vida utilizando a voz passiva.
– Materiais: Folhas de papel em branco.
– Adaptação: Oferecer um modelo de parágrafo para alunos que necessitam de mais orientação.

4. Discussão em Grupo:
– Objetivo: Discutir a relevância da voz passiva em diferentes contextos.
– Descrição: Em grupos, os alunos debatem sobre quando usar ou não a voz passiva, apresentando suas conclusões para a turma.
– Materiais: Quadro para anotações.
– Adaptação: Orientar os grupos com questões guias que ajudem na discussão.

5. Jogo de Revisão:
– Objetivo: Reforçar o conteúdo sobre voz passiva.
– Descrição: Criar um quiz ou jogo onde os alunos devem responder a perguntas sobre voz passiva.
– Materiais: Quadro e marcadores.
– Adaptação: Incluir prêmios simbólicos para aumentar o engajamento.

Discussão em Grupo:

– Perguntar aos alunos em quais situações eles acham mais útil utilizar a voz passiva.
– Discutir sobre as percepções que eles têm quando leem textos que utilizam voz passiva versus voz ativa.
– Analisar como isso pode influenciar o entendimento do texto.

Perguntas:

1. Quais são as principais diferenças entre voz ativa e voz passiva?
2. Em quais contextos você acha que a voz passiva é mais utilizada? Por quê?
3. Como as frases mudam em termos de ênfase ao serem convertidas para voz passiva?

Avaliação:

A avaliação será feita de forma contínua durante as atividades em sala de aula, observando a participação dos alunos, o entendimento demonstrado nas atividades práticas e a produção textual final. O professor poderá aplicar uma atividade de fechamento, onde os alunos deverão redigir um resumo sobre o que aprenderam com foco na utilização da voz passiva.

Encerramento:

Para encerrar a aula, reunir os alunos e pedir que compartilhem um ponto principal que aprenderam sobre a voz passiva. Reforçar a importância deste conceito no aprimoramento da escrita e nos discursos formais.

Dicas:

– Incentivar os alunos a lerem textos variados e a identificarem a voz passiva.
– Sugerir que eles pratiquem em casa, escrevendo pequenos relatos utilizando a voz passiva.
– Criar um caderno de vocabulário onde possam registrar novas estruturas gramaticais que aprenderem.

Texto sobre o tema:

A voz passiva é uma construção gramatical que transfere o foco da ação para o sujeito que a recebe, ao invés de quem a executa. Essa técnica é uma ferramenta poderosa na comunicação, especialmente em contextos formais e acadêmicos, uma vez que permite maior clareza e neutralidade na apresentação de informação. A estrutura típica da voz passiva é composta por um verbo auxiliar, geralmente o verbo “ser”, seguido pelo particípio do verbo principal. Por exemplo, na frase “A obra foi concluída”, focalizamos a conclusão da obra, sem enfatizar quem a realizou. Isso confere à frase uma objetividade que pode ser desejável em muitas situações, principalmente ao apresentar fatos em contextos jornalísticos ou científicos.

O uso da voz passiva em textos acadêmicos é predominantemente comum, uma vez que a ênfase se volta para os resultados de estudos ou investigações, e não para os autores das pesquisas. Portanto, ao estruturar sentenças dessa forma, promove-se um distanciamento que muitas vezes é considerado profissional e apropriado para a comunicação impessoal encontrada em publicações científicas. Contudo, o uso excessivo da voz passiva pode levar à ambiguidade, especialmente se o sujeito agente não for claramente identificado, o que pode enfraquecer o impacto da mensagem. Assim, o equilíbrio no uso da voz passiva e ativa é crucial para a clareza e a eficácia da comunicação.

A capacidade de alternar entre essas vozes proporciona ao escritor não apenas versatilidade, mas também um estilo mais elaborado, contribuindo para a formação de um texto rico e dinâmico. Para os alunos do 9º ano, é um desafio fundamental entender quando e como aplicar essas estruturas em sua produção textual, algo que será benéfico não apenas nessa fase escolar, mas também em suas futuras experiências acadêmicas e profissionais.

Desdobramentos do plano:

Estudar a voz passiva pode abrir portas para discutir outros conceitos gramaticais, como o uso do discurso indireto, que também altera a perspectiva de quem realiza a ação. A partir da compreensão da voz passiva, os alunos podem explorar como diferentes estruturas podem mudar a intenção comunicativa de um texto. A prática pode se estender para a revisão de textos literários e acadêmicos, onde a diversidade de vozes traz uma camada extra de interpretação.

Além disso, a voz passiva pode ser uma entrada para a análise de estilo e escolha de palavras em diferentes gêneros textuais. Observar como autores consagrados lidam com essa estrutura pode fornecer insights valiosos para os alunos aprimorarem suas próprias produções. Outra possibilidade é explorar a relação da voz passiva com a retórica, especialmente na construção de argumentos, onde a escolha da voz pode inadvertidamente refletir a posição do autor sobre o assunto tratado. Neste sentido, os desdobramentos da aula são infinitos, integrando gramática, estilo, e análise crítica, sempre em busca de uma comunicação mais efetiva e consciente.

Orientações finais sobre o plano:

Para garantir o sucesso do plano de aula sobre a voz passiva, é essencial ter uma abordagem flexível e adaptativa às necessidades e ritmos dos alunos. Manter o diálogo aberto com eles, ouvir suas dúvidas e sugestões, facilitará um ambiente de aprendizado mais engajado e produtivo. Além disso, é importante ressaltar que a prática regular da voz passiva em diferentes contextos fortalecerá a retenção do conhecimento e a habilidade de utilização.

Propor atividades que estimulem a criatividade, como dramatizações ou debates, pode tornar a aprendizagem mais gostosa e memorável. Levar em consideração a diversidade dos alunos e suas experiências ajudará a contextualizar o aprendizado, tornando-o mais significativo. Espera-se que, ao final do ciclo de aprendizagem sobre a voz passiva, os alunos não apenas dominem a técnica gramatical, mas também possam aplicá-la de maneira crítica e eficaz em sua comunicação escrita e oral.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Jogo da Voz Passiva:
– Objetivo: Aprender a transformar frase ativa em passiva de maneira divertida.
– Descrição: Os alunos devem se dividir em grupos e criar cartões com frases em voz ativa. Um membro do grupo escolhe um cartão e, em um tempo determinado, deve transformar a frase em voz passiva, explicando a resposta ao grupo.
– Materiais: Cartões com frases.
– Faixa etária: 14 a 15 anos.

2. Teatro de Fantoches:
– Objetivo: Usar a voz passiva em situações do cotidiano representadas por fantoches.
– Descrição: Montar pequenas cenas onde os alunos devem utilizar frases em voz passiva, apresentando as situações para a turma.
– Materiais: Fantoches e cenário.
– Faixa etária: 14 a 15 anos.

3. Caça ao Tesouro Gramatical:
– Objetivo: Identificar e classificar frases em diferentes formas gramaticais.
– Descrição: Criar uma atividade onde os alunos devem encontrar frases escondidas pela sala, identificando se estão em voz ativa ou passiva, registrando em um caderno.
– Materiais: Frases escritas em papel.
– Faixa etária: 14 a 15 anos.

4. Jogo de Tabuleiro de Gramática:
– Objetivo: Aprender a voz passiva de forma colaborativa.
– Descrição: Criar um tabuleiro onde cada casa aborda um aspecto da voz passiva. Os alunos devem responder perguntas e realizar desafios relacionados.
– Materiais: Tabuleiro, dados e perguntas.
– Faixa etária: 14 a 15 anos.

5. Criação de histórias em quadrinhos:
– Objetivo: Utilizar a voz passiva na produção de histórias visuais.
– Descrição: Os alunos devem elaborar histórias em quadrinhos contendo frases em voz passiva, estimulando a criatividade ao mesmo tempo.
– Materiais: Papel em branco e canetas coloridas.
– Faixa etária: 14 a 15 anos.

Esse plano de aula sobre a voz passiva proporciona aos alunos um aprendizado ativo, permitindo que eles experimentem e explorem a gramática de forma divertida e significativa. Isso resulta não apenas no entendimento teórico, mas também na aplicação prática, capacitando-os para uma comunicação mais eficaz.


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