“Plano de Aula Interdisciplinar: Arte e Matemática com Brennand”

Este plano de aula foi elaborado com o intuito de proporcionar uma experiência significativa e enriquecedora aos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental, utilizando a temática da Oficina Francisco Brennand. A proposta abrange atividades que estimulam a leitura, a interpretação de textos e o cálculo matemático, promovendo a interdisciplinaridade entre Língua Portuguesa e Matemática. Através das atividades, os alunos serão desafiados a pensar criticamente, a expressar sua criatividade e a aplicar conceitos matemáticos de maneira prática e contextualizada.

O enfoque na obra de Francisco Brennand, um artista brasileiro renomado, permite que os alunos entrem em contato com a arte contemporânea, ao mesmo tempo em que desenvolvem habilidades essenciais na literatura e na Matemática. Esse conhecimento será adquirido por meio de atividades que promovem o engajamento, a curiosidade e a troca de saberes entre os alunos, respeitando suas individualidades e ritmos de aprendizagem.

Tema: Oficina Francisco Brennand
Duração: 2 dias
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 5º Ano
Faixa Etária: 10 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar aos alunos uma experiência de aprendizagem que articule a leitura e interpretação de textos com o cálculo matemático, utilizando a obra de Francisco Brennand como ponto de partida para o desenvolvimento de habilidades essenciais nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática.

Objetivos Específicos:

1. Desenvolver a habilidade de leitura e interpretação de textos, identificando informações fundamentais e inferindo significados implícitos.
2. Aplicar conceitos matemáticos de adição, subtração e porcentagens em situações-problema relacionadas à obra de Brennand.
3. Estimular a criatividade dos alunos ao criar uma obra inspirada na estética de Francisco Brennand.
4. Promover o trabalho colaborativo e o respeito às opiniões e contribuições dos colegas.
5. Desenvolver o raciocínio lógico e a capacidade de resolver problemas de maneira autônoma.

Habilidades BNCC:

Para esta aula, as habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que se aplicam são:

Língua Portuguesa:
– (EF05LP09) Ler e compreender, com autonomia, textos instrucionais de regras de jogo, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana.
– (EF05LP04) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos e reconhecer, na leitura de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses.
– (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.

Matemática:
– (EF05MA07) Resolver e elaborar problemas de adição e subtração com números naturais, utilizando estratégias diversas, como cálculo por estimativa e algoritmos.
– (EF05MA06) Associar as representações 10%, 25%, 50%, 75% e 100% respectivamente à décima parte, quarta parte, metade, três quartos e um inteiro, para calcular porcentagens.

Materiais Necessários:

– Obras impressas de Francisco Brennand (livros ou folhetos ilustrativos).
– Materiais de escrita (papel, lápis, borracha, canetinhas).
– Calculadoras.
– Tabelas de porcentagens e gráficos ilustrativos.
– Materiais para produção artística (tintas, pincéis, papel de desenho).

Situações Problema:

1. O artista Francisco Brennand produz uma escultura que está à venda por R$ 1.200,00. Se o pai de um aluno deseja comprar a escultura e tem apenas 50% do valor, quanto dinheiro ele ainda precisa?
2. Uma das obras de Brennand consiste em 30 peças. Se 10% dessas peças são azuis, quantas peças são dessa cor?

Contextualização:

Iniciar a aula com uma breve apresentação sobre Francisco Brennand, enfatizando sua importância no cenário da arte brasileira e seu estilo único. Discutir como a arte pode ser uma forma de expressar emoções e ideias, estimulando os alunos a compartilhar suas próprias percepções sobre a obra do artista. A seguir, introduzir a conexão entre as expressões artísticas e os conceitos matemáticos, enfatizando a presença de formas geométricas e proporções nas obras de arte.

Desenvolvimento:

Dia 1:
1. Introdução à obra de Francisco Brennand: Leitura de um texto informativo sobre o artista e suas criações. Discutir com a turma sobre o que mais chama a atenção nas obras dele.
2. Atividade de leitura: Os alunos deverão identificar a ideia central do texto lido e registrar em suas cadernetas (usando a habilidade (EF35LP03)).
3. Discussão em grupo: Os alunos se dividem em pequenos grupos para discutir o que aprenderam sobre Brennand e sua obra.

Dia 2:
4. Atividade matemática: Resolver as situações problema apresentadas, trabalhando em grupo para fomentar a colaboração (utilizando a habilidade (EF05MA07)).
5. Produção artística: Os alunos criarão sua própria obra de arte inspirada em Brennand. Utilizando as ideias discutidas, eles deverão aplicar pelo menos um conceito matemático (como proporções) em suas criações.

Atividades sugeridas:

1. Leitura e interpretação de texto
– Objetivo: Desenvolver habilidade de compreensão e interpretação.
– Descrição: Ler textos sobre Francisco Brennand, identificando as ideias centrais e fazendo um breve resumo.
– Instruções: Dividir o texto em parágrafos e, em grupos, discutir o que cada parágrafo aborda.
– Materiais: Textos impressos sobre a obra de Brennand.

2. Cálculo de porcentagens
– Objetivo: Aplicar conceitos de porcentagem na resolução de situações problema.
– Descrição: Resolver problemas que envolvam a interpretação de porcentagens presentes nas obras de Brennand.
– Instruções: Cada grupo de alunos deve apresentar seu raciocínio verbalmente.
– Materiais: Calculadoras e tabelas de porcentagem.

3. Criação artística
– Objetivo: Promover a criatividade e a expressão artística.
– Descrição: Criar uma obra inspirada em Francisco Brennand, utilizando quantidades e proporções para a construção.
– Instruções: Os alunos deverão apresentar suas obras e explicar a relação com a matemática.
– Materiais: Tintas, pincéis, papel e outros materiais de artesanato.

Discussão em Grupo:

Os alunos devem discutir as obras que produziram, explicando como utilizaram elementos matemáticos em suas criações. Perguntar sobre as dificuldades que encontraram e o que aprenderam com o processo.

Perguntas:

1. O que você achou mais interessante na obra de Francisco Brennand?
2. Como você utilizou a matemática para criar sua obra?
3. Qual foi a parte mais desafiadora da atividade de resolução de problemas matemáticos?

Avaliação:

A avaliação será feita com base na participação nas atividades, na qualidade da interpretação dos textos lidos, na precisão da resolução das questões matemáticas e na criatividade das obras de arte produzidas. O professor poderá usar uma rubrica que leve em conta esses diferentes aspectos.

Encerramento:

Conduzir uma breve reflexão sobre como a arte pode ser combinada com a Matemática e as aprendizagens que surgiram durante as atividades. Estimular os alunos a pensarem em como continuar explorando essas interações em outros contextos.

Dicas:

– Envolver os alunos desde o início, pedindo que compartilhem o que sabem sobre arte e matemática.
– Adaptar as atividades para diferentes ritmos de aprendizagem, proporcionando apoio adicional a alunos que tenham dificuldades.
– Usar recursos visuais, como imagens das obras de Brennand, para facilitar a compreensão e engajamento dos alunos.

Texto sobre o tema:

A arte é uma forma única de expressão cultural, e os artistas desempenham um papel fundamental em refletir sobre a sociedade em que vivem. Francisco Brennand é um excelente exemplo disso, pois sua obra reflete não apenas a sua visão estética, mas também suas experiências e a rica cultura brasileira. Através de peças que muitas vezes evocam elementos da natureza e da cultura popular, Brennand transforma o barro em formas que desafiam a imaginação.

Suas criações não são apenas belas; elas também nos convidam a pensar sobre a inter-relação entre arte, matemática e a natureza que nos cerca. Para ele, cada escultura, cada azulejo é uma forma de traduzir sua percepção do mundo, uma busca incessante pela harmonia entre forma e função. Neste sentido, ao analisarmos sua obra, somos solicitados a aplicar nosso conhecimento matemático ao observá-la. As proporções, simetrias e padrões presentes nas criações de Brennand nos ensinam que arte e ciência não são opostas, mas sim complementares.

Ao trabalharmos com jovens mentes criativas, é fundamental mostrar como essas disciplinas se entrelaçam, pois o entendimento da Matemática pode enriquecer a apreciação da arte, ao passo que a exploração artística pode trazer à luz conceitos matemáticos simples e complexos. Este plano de aula fornece um ponto de partida para essa interação, esperando que os alunos não apenas aprendam sobre Brennand, mas também descubram sua própria capacidade de criar e representar o mundo ao seu redor.

Desdobramentos do plano:

Este plano de aula é uma oportunidade valiosa para abordar as interseções entre a arte e a Matemática, mas suas possibilidades não se limitam ao que foi aqui apresentado. A partir dessa experiência, os alunos podem ser encorajados a pesquisar outros artistas que utilizem formas matemáticas em suas obras, promovendo assim o estudo interdisciplinar. Além disso, projetos futuros podem envolver a criação de exposições onde as obras produzidas poderiam ser apresentadas, permitindo um diálogo mais amplo com a comunidade escolar.

Por exemplo, um desdobramento interessante seria a análise das obras de outros artistas contemporâneos e suas influências na Matemática. Os alunos podem investigar como o uso de padrões, formas geométricas e conceitos matemáticos varia entre diferentes culturas e épocas, promovendo uma compreensão mais rica e diversificada da arte.

Finalmente, este plano pode servir como um modelo para integrar outras disciplinas, como Ciências e História. Com uma abordagem que explora o impacto da ciência na arte, os alunos poderiam discutir como a geometria foi usada durante o Renascimento ou como as proporções áureas influenciam a arte em diversas culturas, ampliando assim o horizonte do aprendizado.

Orientações finais sobre o plano:

Ao implementar este plano de aula, é essencial manter uma comunicação aberta com os alunos, incentivando perguntas e discussões que possam surgir durante as atividades. O planejamento deve ser flexível para se adaptar ao ritmo da turma. Caso algum aluno tenha dificuldade em compreender as relações matemáticas, o professor pode apresentar exemplos visuais e concretos que facilitem a conexão entre os conceitos.

Além disso, preparar a sala de aula para as atividades artísticas requer atenção aos materiais que serão utilizados. Garantir que haja uma variedade de recursos à disposição dos alunos pode enriquecer o processo criativo e estimular a individualização das obras. Os alunos devem sentir-se confortáveis em explorar e experimentar diferentes técnicas artísticas, sempre incentivando a autoexpressão através do seu trabalho.

Ao final dos dois dias, uma reflexão coletiva sobre as experiências vividas ajudará a consolidar o aprendizado. Criar um ambiente em que os alunos sintam-se à vontade para compartilhar suas opiniões e feedback permitirá que todos se sintam incluídos e valorizados no processo de aprendizagem. Essa abordagem colaborativa pode fortalecer o vínculo entre os alunos e enriquecer ainda mais suas experiências educativas.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Criação de um diário de arte: Cada aluno pode montar um diário onde registra suas ideias artísticas e utiliza fórmulas matemáticas para expressar medidas e proporções utilizadas nas obras. O objetivo é misturar a escrita criativa com cálculos matemáticos, tornando o aprendizado mais dinâmico.

2. Passeio virtual por galerias de arte: Utilizar recursos digitais para realizar uma visita virtual a museus e galerias que exibam obras de arte contemporâneas e matemática. Os alunos podem anotar suas percepções sobre as obras e como a Matemática está presente nelas.

3. Jogo de tabuleiro com questões de arte e Matemática: Criar um jogo de tabuleiro onde os alunos devem responder questões relacionadas à arte e resolver problemas matemáticos para avançar. O objetivo é tornar a aprendizagem lúdica e interativa.

4. Oficina de esculturas com materiais recicláveis: Propor uma atividade onde os alunos devem construir pequenas esculturas utilizando materiais recicláveis, promovendo a consciência ambiental. Durante a atividade, poderão usar conceitos matemáticos, como medições e proporções, para criar suas obras.

5. Desafio de Criatividade Matemática: Dividir a turma em grupos e propor desafios em que os alunos devem criar um produto artístico que inclua, por exemplo, a medida certa de alguma coisa (cores, formas). A apresentação desses trabalhos pode ser feita em formato de feira de artes.

Este plano de aula, assim estruturado, busca alavancar as habilidades de leitura, interpretação e resolução de problemas, além de promover a criatividade e o trabalho colaborativo, elementos essenciais na formação integral do aluno.


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