“Plano de Aula: Danças Urbanas para o 8º Ano do Ensino Fundamental”

A proposta deste plano de aula é proporcionar aos alunos do 8º ano do Ensino Fundamental uma imersão nas danças urbanas, explorando suas origens, estilos e a importância cultural nas sociedades contemporâneas. A aprendizagem através do movimento pode ser uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento de habilidades motoras, o fortalecimento da expressão corporal e a promoção do trabalho em equipe. Por meio da prática e do reconhecimento das danças urbanas, espera-se que os estudantes desenvolvam uma apreciação por essa forma de arte vibrante e cheia de significado.

Neste plano, as atividades estão organizadas de modo a adaptar-se às necessidades dos alunos, permitindo que cada um explore a dança de forma individual e coletiva. A aula irá envolver exercícios práticos, discussões teóricas e reflexões sobre a dança como forma de expressão e comunicação. Além disso, a proposta contempla as relações com a cultura popular e a cidadania, promovendo um espaço de diálogo e inclusão.

Tema: Danças Urbanas
Duração: 400 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 8º Ano
Faixa Etária: 14 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover o aprendizado e a apreciação das danças urbanas, reconhecendo sua importância cultural e histórica, além de desenvolver habilidades de expressão corporal e cooperação através da prática.

Objetivos Específicos:

1. Compreender as origens e os diferentes estilos de danças urbanas.
2. Desenvolver habilidades motoras por meio da prática das danças.
3. Estimular a expressão criativa dos alunos durante as atividades coreográficas.
4. Refletir sobre o contexto social e cultural das danças urbanas.

Habilidades BNCC:

– (EF69AR09) Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação e encenação da dança, reconhecendo e apreciando composições de dança de artistas e grupos de diferentes épocas.
– (EF69AR10) Explorar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do movimento dançado, abordando criticamente o desenvolvimento das formas de dança.
– (EF69AR11) Experimentar e analisar os fatores de movimento (tempo, peso, fluência e espaço) como elementos que geram ações corporais e o movimento dançado.

Materiais Necessários:

– Equipamentos de som (caixas de som, celular ou computador para tocar músicas).
– Espelhos (para ajudar na percepção dos movimentos).
– Roupas confortáveis e adequadas para a prática de dança.
– Água para hidratação.
– Espaço amplo e arejado para a prática.
– Vídeos de danças urbanas para estudo e discussão.

Situações Problema:

1. O que é a dança urbana e como ela se diferencia de outros estilos de dança?
2. Como as danças urbanas refletem a cultura e a sociedade contemporânea?
3. Quais são os desafios enfrentados pelos dançarinos urbanos no cenário atual?

Contextualização:

As danças urbanas têm suas raízes na cultura de rua, emergindo principalmente em comunidades urbanas nos Estados Unidos na segunda metade do século XX. Estilos como hip hop, breakdance, krumping e locking não são apenas formas de entretenimento, mas também refletem questões sociais, como resistência e luta por espaço e reconhecimento. No Brasil, a dança urbana também se manifestou fortemente, incorporando elementos da cultura local e criando um cenário vibrante e dinâmico.

Desenvolvimento:

As aulas serão organizadas em uma semana com diferentes atividades diárias que proporcionarão aprendizado teórico e prático. A seguir, são detalhadas as atividades:

Atividades sugeridas:

Dia 1: Introdução às Danças Urbanas
Objetivo: Compreender o que são danças urbanas e seus estilos.
Descrição: Apresentar aos alunos os diferentes estilos de dança urbana através de vídeos e discussões.
Instruções: Mostrar vídeos curtos de diferentes danças urbanas e realizar uma roda de conversa com perguntas direcionadoras.
Materiais: Projetor, vídeos de danças, notebook.
Adaptação: Para alunos com dificuldades auditivas, fornecer resumos escritos das palestras.

Dia 2: Prática de Coreografias de Hip Hop
Objetivo: Aprender os passos básicos do hip hop.
Descrição: Os alunos devem aprender uma coreografia simples de hip hop.
Instruções: Ensinar os passos básicos da coreografia, quebrando em partes menores, para facilitar a assimilação.
Materiais: Música de hip hop, espaço para dançar.
Adaptação: Alunos com dificuldades motoras podem aprender os movimentos de forma mais lenta e adaptada, com pausas regulares.

Dia 3: Breakdance – Fundamentos e Movimentos
Objetivo: Compreender e executar movimentos básicos do breakdance.
Descrição: Introduzir algumas movimentações e giros fundamentais do breakdance.
Instruções: Mostrar vídeos e ensinar os movimentos de forma segura, enfatizando a proteção e a técnica correta.
Materiais: Colchonetes para proteção.
Adaptação: Alunos que não conseguem fazer certos movimentos devem ser orientados a praticar versões deles.

Dia 4: Expressão e Criatividade em Dança
Objetivo: Estimular a criatividade dos alunos na expressão através da dança.
Descrição: Os alunos devem criar suas próprias coreografias usando elementos das danças urbanas estudadas.
Instruções: Dividir os alunos em grupos e deixá-los explorar a criação. Ao final, cada grupo deve apresentar sua criação.
Materiais: Espaço amplo, música.
Adaptação: Auxílio de educadores para grupos que necessitam de mais suporte na criação.

Dia 5: Reflexão e Debate
Objetivo: Refletir sobre o que foi aprendido durante a semana.
Descrição: Realizar um debate sobre a importância das danças urbanas na sociedade contemporânea.
Instruções: Organizar os alunos em círculo e permitir que compartilhem suas experiências e reflexões sobre danças urbanas.
Materiais: Espaço para debate, textos de apoio sobre danças urbanas.
Adaptação: Usar recursos visuais para ajudar na compreensão.

Discussão em Grupo:

Os alunos devem se reunir em pequenos grupos para discutir as seguintes questões:
1. Como as danças urbanas podem influenciar a cultura de uma comunidade?
2. De que maneira a dança pode ser uma forma de protesto e resistência?
3. Quais são as semelhanças e as diferenças entre as danças urbanas e outras formas de dança?

Perguntas:

1. O que você aprendeu sobre a dança urbana que não sabia antes?
2. Quais estilos de dança você gostaria de explorar mais a fundo?
3. Como a dança pode ajudar na expressão de sentimentos ou ideias?

Avaliação:

A avaliação será mista, levando em conta tanto a participação nas atividades práticas quanto a contribuição nas discussões. Os alunos serão incentivados a apresentar suas opiniões e reflexões, além de avaliar a própria evolução nas atividades de dança.

Encerramento:

Finalizar a semana de aulas com uma apresentação onde todos os grupos se reúnem para mostrar suas coreografias e reflexões. Incentivar um ambiente positivo e estimulante, ressaltando a importância da dança urbana como forma de expressão e cultura.

Dicas:

1. Utilize músicas e danças que sejam relevantes para a cultura local dos alunos.
2. Incentive a criatividade, permitindo que os alunos se expressem livremente através do movimento.
3. Esteja atento às necessidades dos alunos e faça adaptações quando necessário.

Texto sobre o tema:

A dança urbana, ou street dance, representa uma expressão efervescente das culturas contemporâneas, surgindo nas comunidades urbanas como uma forma de contestação e celebração. Através de movimentos que desafiam as convenções e que muitas vezes misturam ritmos e estilos, essa forma de arte transcende fronteiras geográficas e sociais. Os dançarinos urbanos, ao se apropriarem das danças que evoluíram em suas comunidades, cultivam não apenas técnicas de movimento, mas também uma identidade cultural rica e diversificada.

Estilos como o hip hop, o breakdance e o krumping não são meros entretenimentos; eles são ferramentas de comunicação que falam sobre experiências vividas, desafios inerentes aos contextos sociais e a vontade de se fazer ouvir em um mundo que, muitas vezes, silencia as vozes dos marginalizados. Cada movimento carrega consigo uma narrativa, uma luta por reconhecimento e uma afirmação da individualidade dentro de um coletivo. É com esse pano de fundo que a dança urbana se torna um poderoso veículo de transformação social, promovendo inclusão e uma nova visão sobre o que é arte na sociedade contemporânea.

A inserção das danças urbanas no ambiente escolar é uma oportunidade única para os alunos não apenas aprenderem a dançar, mas também para se engajarem com aspectos culturais profundos que moldam nossas realidades. Promover essas práticas nas escolas significa abrir portas para o diálogo entre diferentes culturas, respeitando e celebrando as influências que tornam o nosso mundo tão dinâmico e vibrante. As danças urbanas, portanto, não são apenas movimentos; elas são história, são luta e, acima de tudo, são vida.

Desdobramentos do plano:

A inclusão de danças urbanas na educação básica pode levar a diversos desdobramentos, tanto pedagógicos quanto sociais. Ao introduzir essa forma de arte nas escolas, se estimula uma maior compreensão sobre a diversidade cultural, promovendo a aceitação das diferenças entre os alunos e proporcionando um espaço onde todos podem se sentir representados. Esta prática pode abrir a discussão sobre temas como a história da cultura urbana e suas intersecções com outros movimentos sociais, incentivando uma reflexão crítica.

Outra vertente é a possibilidade de integrar as danças urbanas a outras disciplinas. Por exemplo, os alunos podem ser estimulados a pesquisar sobre as origens de cada estilo de dança em suas aulas de História, ou até mesmo desenvolver um projeto interdisciplinar que una Arte e Educação Física. Essa troca entre disciplinas pode enriquecer o aprendizado, promovendo uma compreensão mais holística das danças urbanas e suas implicações.

Além disso, a prática das danças urbanas pode fomentar habilidades sociais essenciais, como trabalho em equipe, empatia e resiliência. Ao serem desafiados a criar coreografias em grupo, os alunos aprendem a se comunicar, a respeitar opiniões diferentes e a lidar com conflitos de maneira construtiva. Esses são princípios valiosos que se estendem para além da sala de aula, preparando-os para interações sociais futuras, seja em seu círculo de amigos ou na vida profissional.

Orientações finais sobre o plano:

É essencial que o educador esteja preparado para adaptar as atividades de acordo com o perfil da turma, permitindo que cada aluno encontre seu espaço para expressar seu potencial. Promover um ambiente respeitoso e encorajador é crucial para que todos se sintam confortáveis ao explorar sua criatividade na dança. Assim, os professores devem sempre observar e usar as preferências dos alunos, incentivando a colaboração e evitando comparações que possam gerar inseguranças.

Deve-se também considerar a diversidade presente na turma. Ao respeitar e valorizar as experiências de vida de cada aluno, o planejamento pode se tornar um reflexo das muitas vozes e histórias que compõem a cultura urbana. Os alunos, ao compartilharem suas influências e movimentos locais, não apenas enriquecem suas experiências, mas também promovem um leque de referências que beneficie todo o grupo.

Por fim, deve-se valorizar os temas de pertencimento e identidade oferecidos pelas danças urbanas. Este plano de aula é uma oportunidade para os estudantes se conectarem com suas culturas, desenvolvendo não só habilidades técnicas, mas também um espaço seguro para a expressão de si mesmos. A dança, quando apropriada, pode ser uma prática transformadora que vai além do movimento, afetando positivamente a vida dos alunos de forma integral.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. “Troca de Estilos”: Promover uma atividade onde cada aluno ou grupo de alunos escolhe um estilo de dança urbana e ensina para a turma no final da semana. Isso cria um espaço de aprendizado colaborativo e troca de conhecimento, promovendo a diversidade.

2. “Dança e Música”: Criar um projeto onde os alunos devem produzir sua própria música e coreografia de dança urbana. Eles devem apresentar suas obras no final do projeto, gerando um espaço de apreciação pelos trabalhos realizados.

3. “Flash Mob”: Organizar um flash mob na escola onde os alunos universalmente ensaiam uma coreografia e se apresentam de maneira surpresa. Isso promove a integração da turma, além de gerar momentos de alegria e diversão.

4. “Diário de Movimento”: Os alunos podem criar um diário onde anotam ou desenham suas experiências com a dança. Isso pode incluir reflexões sobre sentimentos, desafios e aprendizados. Ao final do projeto, eles podem compartilhar algumas partes do diário com a turma.

5. “A Dança Selecionada”: Apresentar a cada dia um estilo específico de dança, onde os alunos terão a oportunidade de estudar sua história e expressá-la através de uma apresentação em grupo, estimulando a construção de narrativas em torno de cada estilo.

Estas sugestões lúdicas promovem uma aprendizagem diversificada, engajando os alunos em diferentes aspectos da arte da dança e proporcionando uma experiência rica e significativa no ensino das danças urbanas.


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