“Plano de Aula: Dança e Improvisação para o 6º Ano”
Este plano de aula foi elaborado com base nas habilidades específicas definidas pela BNCC e foca em proporcionar aos alunos do 6º ano do Ensino Fundamental 2 a oportunidade de investigar e experimentar procedimentos de improvisação e criação do movimento na dança, além de análise de elementos de composição cênica. O objetivo é promover uma experiência rica e interativa que estimule a criatividade e o desenvolvimento artístico dos alunos, visando a construção de vocabulários e repertórios próprios, fundamentais no ambiente escolar e artístico.
O conteúdo tem se tornado cada vez mais relevante na formação de cidadãos críticos e conscientes, capazes de apreciar e produzir arte de maneira significativa. A exploração dos diferentes elementos da dança e da composição cênica oferece um espaço fértil para o desenvolvimento das competências artísticas e culturais dos alunos, além de estimular a cooperação e a expressão individual.
Tema: Dança e Composição Cênica
Duração: 120 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: 14 anos
Objetivo Geral:
Desenvolver a capacidade dos alunos de investigar e experimentar práticas de improvisação, criação de movimento e elementos de composição cênica, contribuindo para a formação de repertórios artísticos próprios.
Objetivos Específicos:
1. Proporcionar aos alunos a oportunidade de experimentar diferentes formas de improvisação e expressão corporal.
2. Promover a análise crítica de diversos elementos (figurino, iluminação, cenário) e espaços (convencionais e não convencionais) utilizados na dança.
3. Estimular a criatividade e a inventividade dos alunos na construção de suas próprias coreografias e composições cênicas.
4. Fomentar a apreciação estética através da análise de performances e da vivência prática.
Habilidades BNCC:
– EF69AR12: Investigar e experimentar procedimentos de improvisação e criação do movimento como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.
– EF69AR14: Analisar e experimentar diferentes elementos (figurino, iluminação, cenário, trilha sonora etc.) e espaços (convencionais e não convencionais) para composição cênica e apresentação coreográfica.
Materiais Necessários:
– Música para dançar (variedades de estilos e ritmos)
– Materiais de cenografia (tecido, caixas, adereços)
– Equipamentos de iluminação (se disponíveis)
– Espelhos grandes (opcional)
– Câmera para gravação (opcional)
– Notas adesivas e canetas para brainstorm
Situações Problema:
1. Como a improvisação pode ajudar na construção de um repertório pessoal?
2. De que maneiras os elementos visuais e sonoros influenciam a dança e a performance cênica?
3. Quais espaços podem ser utilizados de forma criativa para apresentações artísticas?
Contextualização:
A dança é uma forma de expressão rica e diversificada, que permite aos alunos explorarem seus sentimentos, pensamentos e corporeidade. O movimento no campo da dança não se limita apenas a técnicas, mas também envolve a improvisação e a construção de vocabulários e repertórios pessoais. Nesta aula, será possível unir teoria e prática, permitindo que os alunos experimentem e analisem os diversos elementos que compõem uma apresentação cênica.
Desenvolvimento:
1. Início da Aula (20 minutos)
– Realizar uma breve introdução sobre o tema da dança e sua importância nas diferentes manifestações culturais.
– Explicar os conceitos de improvisação e composição cênica com exemplos práticos (vídeos ou apresentações).
– Realizar um aquecimento corporal e vocal com os alunos para prepará-los fisicamente para a atividade.
2. Atividade Prática: Improvisação (40 minutos)
– Dividir a turma em grupos pequenos e fornecer uma música para que cada grupo crie uma sequência de movimentos improvisados.
– Enquanto os alunos dançam, o professor deve circular pela sala, observando e oferecendo feedback sobre a criatividade e a expressividade de cada grupo.
– Após um tempo determinado, os grupos apresentam suas criações para a turma.
3. Análise Crítica (20 minutos)
– Promover um debate sobre as apresentações, incentivando os alunos a falar sobre como se sentiram para criar e improvisar.
– Perguntar sobre como os diferentes elementos (espaço, figurino, som) afetaram suas escolhas.
– Elaborar uma discussão sobre o significado do espaço na dança e como pode ser utilizado de maneira inovadora.
4. Criação de Coreografia (30 minutos)
– Após a discussão, cada grupo deve trabalhar na criação de uma pequena coreografia que junte os movimentos improvisados explorados.
– Os alunos devem considerar todos os elementos discutidos (figurino, cenário, iluminação).
– O professor deve orientá-los na construção, ajudando com a organização e na consideração da apresentação final.
5. Apresentação Final (10 minutos)
– Cada grupo apresenta sua coreografia para os colegas, com ênfase na expressividade e na utilização de todos os elementos.
– Finalizar com uma reflexão sobre o aprendizado obtido através do processo de criação e da performance realizada.
Atividades sugeridas:
1. Aquecimento e Improvisação em Duplas (50 minutos):
– Objetivo: Desenvolver a criatividade na improvisação.
– Os alunos formarão duplas para improvisar um diálogo por meio da dança, sem palavras. Cada aluno deve usar movimentos que representem uma emoção distinta.
– Materiais: Música, espaço amplo.
– Investigação: Como a improvização pode refletir emoções?
2. Workshop de Figurinos (30 minutos):
– Objetivo: Criar figurinos que representem a coreografia.
– Os alunos poderão usar materiais disponíveis na escola para criar figurinos que melhor representem a mensagem da dança.
– Materiais: Tecidos, tintas, adereços diversos.
– Investigação: Quais elementos visuais impactam a apresentação da dança?
3. Análise de Vídeo (30 minutos):
– Objetivo: Aprender a avaliar apresentações de dança.
– Os alunos assistirão a uma apresentação de dança e farão anotações sobre o que observaram em termos de elementos cênicos (figurino, iluminação).
– Discussão: Quais escolhas impactaram o desempenho?
4. Criando o Cenário (20 minutos):
– Objetivo: Compreender a importância do espaço na performance.
– Alunos devem desenhar ou montar o cenário usando recursos disponíveis.
– Discussão: Como o ambiente influencia a performance?
5. Roda de Reflexão (10 minutos):
– Finalização dos trabalhos com um círculo, onde cada aluno compartilha o que aprendeu sobre improvisação e criação na dança.
Discussão em Grupo:
– Como a improvisação pode afetar a forma como expressamos emoções?
– Quais foram os principais desafios enfrentados ao trabalhar em grupo?
– De que maneira a análise de elementos como figurinos e cenários ajudou na criação cênica?
Perguntas:
1. O que você aprendeu sobre a improvisação na dança?
2. Como você descreveria a relação entre a música e o movimento?
3. Que papel o cenário e o figurino desempenham em uma apresentação de dança?
Avaliação:
A avaliação será contínua e baseada na participação dos alunos durante as atividades práticas, na capacidade de trabalhar em grupo, na criatividade demonstrada e na reflexão crítica sobre o processo criativo.
Encerramento:
Finalizar a aula reforçando a importância da prática da dança e da expressão artística, e como o que foi vivenciado pode ser aplicado em diversas áreas da vida dos alunos.
Dicas:
– Fomentar a liberdade criativa dos alunos ao improvisar.
– Incentivar a autoavaliação ao final das atividades, permitindo que reflitam sobre o que funcionou e o que pode ser melhorado.
– Utilizar recursos audiovisuais para facilitar a compreensão dos elementos discutidos.
Texto sobre o tema:
A dança é uma expressão artística que dialoga com diversas culturas e contextos históricos. A improvisação é uma técnica fundamental dentro da dança, permitindo que os dançarinos explorem a criatividade em tempo real. Esta prática não só contribui para o desenvolvimento do repertório coreográfico, mas também estabelece um espaço seguro para a experimentação de emoções e movimentos. O ato de improvisar pode ser visto como uma conversa entre corpo e espaço, onde os bailarinos respondem uns aos outros e às músicas que ouvem, criando um diálogo dinâmico e único.
Além disso, o uso de elementos cênicos como figurinos, cenários e trilhas sonoras desempenha um papel vital na dança. Esses elementos não apenas enriquecem a performance estética, mas também comunicam significados e sentimentos que podem ser percebidos por meio das percepções do espectador. O cenário, por exemplo, pode criar um ambiente que complementa o estilo e a narrativa da dança, enquanto a iluminação pode destacar momentos críticos e direcionar o foco da audiência. A combinação de todos esses elementos é crucial para se alcançar uma apresentação impactante.
Ao promover a análise crítica das performances, os alunos desenvolvem não apenas um olhar mais aguçado para a arte, mas também se tornam consumidores conscientes da cultura. Essa prática é essencial no mundo contemporâneo, onde a capacidade de criticar e apreciar diferentes formas de arte pode contribuir para a formação de um cidadão mais engajado e que valoriza a diversidade cultural.
Desdobramentos do plano:
O plano de aula aqui apresentado pode ser desdobrado em diversas áreas do conhecimento, promovendo interações entre diferentes disciplinas e incentivando a interdisciplinaridade na prática pedagógica. O uso de improvisação e criação cênica pode ser integrado com aulas de Arte, onde os alunos poderão explorar mais profundamente as manifestações artísticas e suas histórias, ou mesmo com Educação Física, onde serão capazes de relacionar a prática da dança à educação do corpo e à saúde.
Além disso, ao incluir aspectos de História e Geografia, os alunos poderão estudar as origens das diferentes danças presentes ao redor do mundo, relacionando o contexto cultural às suas criações. Com as tecnologias digitais atualmente disponíveis, é possível gravar e compartilhar suas apresentações, permitindo uma análise mais rica e diversa entre colegas, simultaneamente mostrando exemplos de danças contemporâneas e tradicionais. Isso ajudará os alunos a conectar-se com expressões artísticas locais e internacionais, ampliando ainda mais seu repertório cultural.
Por último, as discussões sobre elementos cênicos podem se desdobrar em aulas em que os alunos criam suas próprias apresentações com o uso de multimídia, explorando como imagens e sons podem se juntar ao movimento corporal, criando um espetáculo que não apenas entretém, mas também provoca reflexões e diálogos entre os diversos públicos. Portanto, a forma como a arte é abordada na sala de aula e nas práticas de movimento pode ter um grande impacto na formação dos alunos como indivíduos culturais e cidadãos críticos.
Orientações finais sobre o plano:
É importante que o professor mantenha um olhar atento à participação dos alunos, promovendo um ambiente de respeito e acolhimento para todas as expressões. O espaço de ensino deve ser visto como um laboratório de criação, onde o erro é parte do processo de aprendizado e experimentação. Para isso, a criação de um ambiente seguro é fundamental, permitindo que todos se sintam à vontade para se expressar livremente e explorar suas capacidades sem julgamentos.
Incentive também a troca de feedbacks entre os alunos, pois isso não só proporciona um aprendizado mais solidificado, mas também ajuda na construção de um senso de comunidade e colaboração. A aplicabilidade dos conceitos discutidos em sala deve ser sempre relacionada à vida real dos alunos, discutindo não apenas o corpo e a arte, mas também a importância da dança como forma de expressão e inclusão social.
Por fim, essa experiência de aprendizado deve instigar a continuidade do interesse pela arte e a busca por novos conhecimentos. O aprendizado não precisa se limitar à sala de aula; as práticas e discussões sobre danças, improvisações e a apreciação estética devem ser levadas para fora, instigando a curiosidade dos alunos em buscar eventos culturais, espetáculos de dança e outras atividades que propiciem ensaios e apresentações, fortalecendo sua formação artística e cultural.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de Sombras:
– Objetivo: Explorar a relação entre luz, sombra e movimento.
– Os alunos podem criar um pequeno teatro de sombras usando objetos encontrados ou feitos em sala, criando histórias que se passam apenas com a movimentação de sombras. Isso estimulará a imaginação e a criatividade.
2. Caça ao Figurino:
– Objetivo: Criar um figurino a partir de materiais recicláveis.
– Sustentando a importância do meio ambiente, os alunos podem desenvolver figurinos utilizando garrafas PET, papelão e outros materiais. Em seguida, devem apresentar uma dança com os figurinos, refletindo o papel do figurino na performance.
3. Dança dos Sentidos:
– Objetivo: Desenvolver a expressão corporal através dos sentidos.
– Os alunos dançam com os olhos vendados, explorando o movimento em relação aos sons. Pode-se usar músicas que evocam diferentes emoções; a atividade buscará desenvolver a percepção auditiva e o controle corporal.
4. Crossover de Estilos:
– Objetivo: Fomentar o conhecimento de diferentes estilos de dança.
– Cada aluno escolhe um estilo de dança (balé, hip-hop, dança contemporânea, etc.) para pesquisar e, em grupo, deve criar uma mescla de estilos em uma coreografia, promovendo a diversidade cultural e a interdisciplinaridade na música.
5. Eventos Culturais ao Ar Livre:
– Objetivo: Integrar a turma ao ambiente cultural da comunidade.
– Organizar uma apresentação de final de semestre onde os alunos dançam em um espaço ao ar livre, preferencialmente em um parque ou praça pública. Isso proporciona a união da comunidade e o compartilhamento do aprendizado dos alunos com um público maior.
Essas atividades lúdicas visam facilitar o aprendizado e a integração dos conceitos trabalhados em sala, por meio de novas experiências que engajem os alunos de forma dinâmica e criativa.

