“Plano de Aula: Criando e Recontando Histórias no 3º Ano”
Este plano de aula é voltado para os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental, com foco em atividades que envolvem a criação e recontagem de histórias. Ao lidar com narrativas, os estudantes serão incentivados a trabalhar suas habilidades de escrita, leitura e expressão criativa, desenvolvendo uma melhor compreensão da estrutura narrativa. O professor atuará como escriba, orientando as crianças na construção de suas histórias a partir da leitura de livros de imagens ou de histórias previamente conhecidas, destacando a importância dos elementos que compõem um texto narrativo.
A narrativa é uma das formas mais antigas e ricas de expressão humana, e ao explorar esse gênero literário, os alunos não apenas ampliam seu vocabulário e conhecimento de gramática, mas também aprimoram a capacidade de contar histórias, algo essencial na formação da identidade cultural. A proposta deste plano é criar um ambiente onde a imaginação da criança possa fluir livremente, fomentando a criatividade e o prazer pela leitura e escrita, enquanto se observa e analisa a estrutura de diferentes narrativas.
Tema: Produção e recontagem de histórias.
Duração: 50 minutos.
Etapa: Ensino Fundamental 1.
Sub-etapa: 3º Ano.
Faixa Etária: 8 a 9 anos.
Objetivo Geral:
Promover a produção e recontagem de histórias, tanto imaginativas quanto baseadas em narrativas conhecidas, desenvolvendo nos estudantes a capacidade de identificar e utilizar os elementos fundamentais do gênero narrativo.
Objetivos Específicos:
– Desenvolver habilidades de escrita e leitura por meio da recontagem de histórias lidas em sala.
– Incentivar a criatividade dos alunos na criação de suas próprias narrativas.
– Identificar os elementos de um texto narrativo: personagens, enredo, tempo e espaço.
– Contribuir para o fortalecimento das habilidades de expressão oral ao contar histórias.
Habilidades BNCC:
– (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas.
– (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração.
– (EF03LP09) Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de propriedades aos substantivos.
– (EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto.
Materiais Necessários:
– Livros de histórias infantis ilustrados.
– Papel e canetas coloridas ou lápis.
– Quadro branco e marcadores.
– Ficha de atividade para os alunos preenchê-la após a recontagem ou produção da história.
Situações Problema:
– Como podemos transformar uma história lida em algo novo e pessoal?
– Quais elementos são essenciais para que uma narrativa faça sentido?
Contextualização:
Iniciar a aula com uma contação de uma história conhecida, utilizando um livro ilustrado. Os alunos devem observar atentamente os personagens, o cenário e a sequência do enredo. Após a leitura, debater com eles sobre o que mais gostaram e como imaginaram os diferentes elementos da história.
Desenvolvimento:
1. Leitura de uma História: O professor lê uma história em voz alta, utilizando expressões e entonações apropriadas para envolver os alunos. A história deve ter fortes elementos visuais, como ilustrações.
2. Análise dos Elementos Narrativos: Após a leitura, o professor coloca em discussão os principais elementos da história (personagens, enredo, tempo e espaço). Perguntas como “Quem era o personagem principal?” e “Qual foi o conflito da história?” ajudam no entendimento.
3. Recontagem em Duplas: Os alunos serão divididos em duplas para recontar a história lida. Uma criança pode assumir o papel de narrador, enquanto a outra pode encenar, utilizando recursos como mímica ou objetos disponíveis na sala.
4. Produção de Histórias: Após a recontagem, cada aluno será incentivado a criar uma história própria. O professor poderá atuar como escriba, anotando a história ditada pelos alunos, promovendo o estímulo à escrita.
Atividades sugeridas:
1. Dia 1: Leitura e Recontagem
– Objetivo: Entender a estrutura narrativa.
– Descrição: Leitura de um livro infantil e discussão dos elementos da narratividade.
– Instruções: O professor lê e faz perguntas, e, em duplas, os alunos recontam a história.
– Materiais: Livro ilustrado.
2. Dia 2: Criação de uma Nova História
– Objetivo: Criar narrativas com base nos elementos discutidos.
– Descrição: Em grupos, os alunos devem criar suas próprias histórias, utilizando rascunhos e esboços.
– Instruções: Utilizar fichas para anotar as ideias.
– Materiais: Papel em branco e canetas coloridas.
3. Dia 3: Desenho da História
– Objetivo: Representar visualmente a história.
– Descrição: Cada aluno deve desenhar um personagem ou cena de sua história.
– Instruções: Os desenhos serão apresentados aos colegas.
– Materiais: Lápis de cor e papel.
4. Dia 4: Apresentação em Dupla
– Objetivo: Praticar a apresentação oral.
– Descrição: Os alunos se apresentam, contando suas histórias e mostrando os desenhos.
– Instruções: Cada aluno tem cinco minutos para compartilhar.
– Materiais: Desenhos feitos anteriormente.
5. Dia 5: Reflexão e Feedback
– Objetivo: Promover a autoavaliação.
– Descrição: Os alunos escrevem um feedback sobre o que aprenderam e como se sentiram durante o processo.
– Instruções: O professor pode criar uma roda de conversas sobre as produções.
– Materiais: Fichas para anotação e lápis.
Discussão em Grupo:
Promover um momento onde os alunos possam discutir o que aprenderam sobre a leitura e escrita de suas histórias. Fazer perguntas como: “O que vocês acharam mais difícil na hora de recontar a história?” e “Como podemos melhorar a nossa narrativa?”.
Perguntas:
– Quais foram os principais personagens da história?
– Como o cenário influenciou o enredo?
– O que você mudaria na sua história se pudesse reescrevê-la?
Avaliação:
A avaliação será feita a partir de observações do envolvimento dos alunos nas atividades, as histórias criadas, e suas habilidades de apresentação oral e escrita. O professor também fará anotações sobre as dificuldades apresentadas pelo aluno e fornecerá feedback personalizado.
Encerramento:
Finalizar a aula destacando a importância da leitura e escrita na formação de cada um e como contar histórias faz parte da cultura humana. Incentivar os alunos a continuarem escrevendo e recontando histórias em casa ou nas interações com amigos.
Dicas:
– Utilize sempre ilustrações e imagens para captar a atenção dos alunos.
– Estimule a criatividade permitindo que os alunos escolham os temas e personagens de suas produções.
– Proporcione feedbacks positivos sobre as histórias e tentativas dos alunos, independentemente de suas habilidades de escrita.
Texto sobre o tema:
A narrativa possui um papel essencial na formação educativa e no desenvolvimento da linguagem. Desde os primeiros anos de vida, as crianças são expostas a histórias que não apenas entretêm, mas que também educam e comunicam valores importantes. Ao contar uma história, é possível conectar diferentes partes da nossa própria experiência, dando vida a personagens que inventamos ou com os quais nos identificamos. A prática da escrita narrativa permite que os alunos experimentem a construção de enredos, a criação de personagens e, principalmente, a utilização do tempo e espaço de modo a dar sentido e fluidez à narrativa.
Em um mundo repleto de mídias digitais, a narrativa não se resume apenas ao papel, mas também se expande para o áudio e vídeo, acompanhando as transformações contemporâneas. Por isso, é essencial que as escolas incentivem não apenas a leitura, mas também a produção criativa dos alunos, permitindo-lhes expressar-se através do texto. Através da produção de textos narrativos, as crianças também se familiarizam com aspectos estruturais e sistematizações, como a importância da sequência lógica ao transmitirem uma mensagem.
Ademais, o incentivo à criação de histórias estimula habilidades de resolução de problemas, desenvolve o pensamento crítico e aprimora a capacidade de comunicação. O professor, ao atuar como escriba, não somente facilita a transição da oralidade à escrita, mas também reforça a conexão emocional que cada aluno tem com suas histórias, fomentando um ambiente onde a criatividade e a individualidade possam ser expressas e valorizadas. Por fim, à medida que os alunos compartilham suas criações, constroem um senso de comunidade e pertencimento.
Desdobramentos do plano:
A partir da proposta de recontagem e criação de histórias, é viável expandir as atividades para incluir diferentes gêneros literários, como poesia, contos de fadas e até mesmo crônicas. Dessa forma, os alunos terão a oportunidade de explorar um leque amplo de possibilidades expressivas, aprendendo a valorizar a diversidade na literatura e a importância da cultura. Pode-se estabelecer um projeto de leitura em que cada aluno e grupo se responsabilizariam por relatar diferentes gêneros, proporcionando assim comparecimentos e discussões mais ricas que fortalecem o contexto de leitura.
Outra ideia é criar um clube do livro em que todos os alunos tragam suas histórias e compartilhem em formato de podcast ou vídeos gravados. Isso não só estimula a habilidade de contar histórias, mas também introduz os alunos ao uso de tecnologias digitais, promovendo sua competência multimodal, um aspecto importantíssimo na sociedade contemporânea. Com essas atividades, o professor poderá ouvir e observar como cada aluno se adapta ao seu gênero favorito e como expressam seus sentimentos a partir do que lêem e escrevem.
Por último, a publicação de um livro da turma contendo as histórias criadas pode ser uma excelente forma de culminar as atividades propostas. Dessa maneira, cada aluno verá seu trabalho impresso e reconhecido, o que incentiva ainda mais a continuidade da prática da leitura e da escrita, além de criar um material pedagógico que poderá ser utilizado em anos posteriores. Esse desdobramento reforça o valor da colaboração e do respeito ao que cada colega trouxe, mostrando que cada narrativa válida é uma contribuição única ao universo literário da turma.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental que o professor mantenha um ambiente acolhedor e estimulante, onde as crianças sintam-se à vontade para expressar suas ideias e sentimentos. Fomentar o diálogo sobre as histórias deve ser uma prática recorrente, pois cria conexões e troca de experiências, fundamentais para a aprendizagem significativa. O professor pode também enfatizar a importância de respeitar as diversas culturas e tradições ao contar e criar histórias, inspirando os alunos a serem mais tolerantes e abertos em suas narrativas.
Outro ponto importante é a necessidade de adaptar as atividades às necessidades de cada aluno, considerando seu nível de habilidade e as diferentes formas de aprendizagem. Pode-se criar opções de desafios diferenciados para os alunos que apresentam maior domínio da escrita ou da oralidade, permitindo que todos alcancem um sentimento de realização e autoestima. Assim, a individualização do ensino se torna um canal que atende a diversidade, favorecendo a inclusão no ambiente escolar.
Por fim, promover a interação com a família pode enriquecer ainda mais o trabalho proposto. Incentivar que os alunos compartilhem suas histórias criadas ou os livros lidos em casa traz o aprendizado para o espaço familiar. Isso não apenas fortalece o vínculo entre a escola e a família, como também estimula o amor pela leitura e a escrita fora da sala de aula, criando um ciclo positivo de aprendizado que transcende o ambiente escolar.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de Fantoches: Os alunos criam um teatro de fantoches baseado nas histórias que leram. Assim, eles põem em prática a narrativa de forma lúdica, possibilitando a inovação e a liberdade criativa. Os materiais podem incluir meias, caixas de papelão e cartolina.
2. Caça ao Tesouro de Histórias: Criar um jogo escolar onde as crianças devem encontrar pistas que representam elementos essenciais da narrativa. Em cada pista, há um pequeno enigma que, ao ser resolvido, leva até o próximo local e a um elemento da história — personagens, cenários e enredos.
3. Criação de um Mural de Histórias: Os alunos poderão criar um mural coletivo, onde cada um contribui com partes de suas narrativas. Esse mural pode ser colorido e decorado, com imagens, frases e desenhos, permitindo que todos conheçam as histórias de seus colegas.
4. Oficina de Criação de Histórias em Quadrinhos: Utilizando papel em branco, lápis coloridos e canetas, os alunos transformam suas histórias em quadrinhos, explorando uma forma diferente de narrativa e estimulando a combinação de palavras e ilustrações.
5. “Passa a História”: Um jogo no qual cada aluno, ao ser chamado, contaria uma parte da narrativa em sequência. O aluno inicia contando uma pequena parte, e quando alguém lhe pede uma pausa, ele deve mudar a história de acordo com suas ideias, gerando risadas e criatividade.

