Plano de Aula: A criança (Educação Infantil) – crianças_pequenas
A proposta deste plano de aula é explorar a temática da criança de maneira lúdica e interativa, sempre focando no desenvolvimento de habilidades essenciais para o crescimento social, emocional e cognitivo dos pequenos. Durante a atividade de desenhar e pintar o próprio rosto, as crianças poderão expressar suas emoções, sua identidade e sua autopercepção, ao mesmo tempo em que exercitam sua coordenação motora e estimulam a criatividade. Essa atividade não apenas promove a expressão artística, mas também permite que as crianças reflitam sobre suas características pessoais e as compartilhem com seus colegas.
A Educação Infantil é uma etapa crucial para o desenvolvimento global da criança, e este plano busca integrar diversos aspectos do aprendizado, levando em consideração as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Assim, ao final desta atividade, as crianças não apenas terão produzido uma obra de arte, mas também terão desenvolvido competências que refletem a diversidade de cada um e a importância da cooperação e comunicação no ambiente escolar.
Tema: A criança
Duração: 30 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 5 anos
Objetivo Geral:
Permitir que as crianças expressem suas identidades e emoções através da arte, utilizando o desenho e a pintura como meio de comunicação e autodescoberta.
Objetivos Específicos:
– Desenvolver a percepção corporal, favorecendo a autovalorização da criança.
– Estimular a criatividade e a autoexpressão através da arte.
– Promover o reconhecimento e a valorização da individualidade, respeitando as diferenças entre os colegas.
– Favorecer a cooperação e o diálogo entre os alunos durante a atividade.
Habilidades BNCC:
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO05) Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG05) Coordenar suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus interesses e necessidades em situações diversas.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
Materiais Necessários:
– Papéis em branco
– Tintas coloridas (guache ou aquarela)
– Pincéis de diferentes tamanhos
– Espelhos (um para cada criança)
– Aventais de pintura ou camisetas antigas
– Música suave para criar um ambiente relaxante
Situações Problema:
Como você se sente quando se vê no espelho? O que você observa no seu rosto? Como podemos compartilhar essas emoções e características com os nossos colegas?
Contextualização:
Ao longo da atividade, discutiremos sobre a importância de nos conhecer e de expressarmos quem somos. A atividade de “desenhar e pintar o rosto” permite que cada criança se observe e importe-se com sua própria identidade, enquanto interage e compartilha experiências com os colegas.
Desenvolvimento:
– Iniciar a aula com uma breve conversa sobre a autoimagem. Perguntar aos alunos sobre o que eles veem quando olham no espelho e como se sentem sobre isso.
– Apresentar os materiais e explicar a atividade: “Hoje, vamos desenhar e pintar os nossos rostos! Para isso, precisamos de um espelho e vamos usar nossas mãos para criar!”.
– Distribuir papéis e espelhos para as crianças, incentivando-as a olhar para o reflexo e a se auto-observar.
– Motivar a criança a desenhar contornos e características do rosto, como olhos, boca e cabelo, antes de aplicar a tinta.
– Após o desenho, as crianças podem usar as tintas para colorir e dar vida às suas obras de arte.
– Enquanto as crianças desenvolvem as obras, a música pode tocar ao fundo, promovendo um ambiente descontraído e criativo.
– Concluir a atividade com um momento de reflexão em grupo, onde cada criança poderá compartilhar seu desenho e descrever o que representa, enfatizando a diversidade e a união no grupo.
Atividades sugeridas:
1. Dia da Autoexpressão:
– Objetivo: Proporcionar um espaço para que as crianças explorem suas emoções.
– Descrição: As crianças devem desenhar seu rosto e, ao lado, desenhar como se sentem em cada momento (feliz, triste, bravo).
– Materiais: Papéis, lápis de cor, tintas.
– Instruções: Após desenhar, cada criança se apresenta às demais.
2. Máscara da Amizade:
– Objetivo: Promover a amizade e a empatia.
– Descrição: Criar máscaras a partir dos desenhos feitos e decorá-las em conjunto.
– Materiais: Papéis, tintas, elásticos.
– Instruções: Cada uma deve compartilhar um pouco sobre sua máscara e o que ela representa.
3. Caderno da Autoria:
– Objetivo: Encorajar a autoescrita e o registro de sentimentos.
– Descrição: Criar um caderno onde as crianças desenham uma parte de si em cada página.
– Materiais: Cadernos em branco, canetas coloridas.
– Instruções: A cada dia um novo desenho.
4. Contação de Histórias:
– Objetivo: Desenvolver a escuta e a expressão oral.
– Descrição: Cada criança conta a história de seu desenho.
– Materiais: Desenhos, fantoches.
– Instruções: Incentivar as crianças a usar seus desenhos como cenário de histórias.
5. Movimentos do Rosto:
– Objetivo: Melhorar a consciência corporal.
– Descrição: Jogos de expressões faciais onde elas imitam emoções e sentimentos.
– Materiais: Música, espelhos.
– Instruções: Realizar uma apresentação divertida de expressões e discutir seu significado.
Discussão em Grupo:
No final das atividades, promover uma roda de conversa para discutir a importância do que foi aprendido. Questões como: “O que você descobriu sobre si mesmo?”, “Como nos sentimos ao compartilharmos nossos desenhos?” e “Qual é a importância de respeitarmos as diferenças entre nós?”.
Perguntas:
1. O que você gosta em seu rosto?
2. Como você se sente quando vê as características de outras crianças?
3. Qual emoção você gostaria de transmitir no seu desenho?
4. O que você aprendeu com as ideias dos seus colegas?
Avaliação:
A avaliação será contínua e formativa, observando a participação e engajamento das crianças durante a atividade. Observar se as crianças conseguem expressar suas emoções e suas características de forma criativa e se conseguem respeitar as expressões dos colegas.
Encerramento:
Finalizar a atividade com uma música que fomente o respeito e a amizade, reforçando o aprendizado do dia e a importância de aceitar e respeitar a diversidade de cada um.
Dicas:
– Incentivar cada criança a valorizar não apenas seu desenho, mas também a ideia de que todos são diferentes e isso é especial.
– Propor que cada desenho seja exposto em um mural dentro da sala, criando um espaço de apreciação mútua.
– Sempre que possível, relacionar a atividade com elementos do cotidiano das crianças, como a própria convivência familiar ou momentos especiais que possam refletir suas emoções e características.
Texto sobre o tema:
A infância é uma fase representativa do desenvolvimento humano, onde a criança começa a construir sua identidade e seu lugar no mundo. Nesse período, é fundamental que a criança tenha a oportunidade de se observar e de perceber suas particularidades. O ato de se desenhar e pintar é uma forma de autoconhecimento e expressão artística, permitindo à criança desenvolver uma melhor percepção de seu corpo e das emoções que são constantemente barradas ou subestimadas.
Além disso, a arte é um meio poderoso de comunicação não verbal. As crianças, muitas vezes incapazes de articular verbalmente o que sentem ou pensam, encontram nas cores e traços a forma ideal de passar adiante seus sentimentos e visões de mundo. A partir do momento em que a criança utiliza o desenho como forma de expressão, ela se conecta não apenas consigo mesma, mas também com o outro, ao compartilhar suas produções e ao escutar as histórias e sentimentos dos colegas.
A proposta de desenhar e pintar o próprio rosto ainda enriquece a noção de empatia. Durante a atividade, ao observar o trabalho dos colegas, as crianças têm a chance de internationalizar as diferenças e semelhanças, desenvolvendo um espaço seguro que dignifica seus sentimentos e expressões. O respeito por si e pelo outro é uma das bases fundamentais da convivência social e deve ser cultivada desde cedo, na Educação Infantil, formando cidadãos mais conscientes e empáticos.
Desdobramentos do plano:
A atividade proposta pode ser multiplicada e integrada a outras disciplinas e áreas do conhecimento. Por exemplo, em atividades de ciências, pode-se discutir as diferenças biológicas dos rostos das crianças, estimulando um diálogo sobre a diversidade. Isso se soma à ideia de que cada indivíduo tem um lugar único num contexto coletivo.
Outra forma de aprofundamento é sugerir que as crianças explorem a identidade cultural dos seus colegas. Através de uma semana temática, é possível dedicar dias a apresentar as características dos diferentes rostos, traços e expressões que pertencem a cada cultura presente na sala. Dessa forma, a atividade se transforma em uma grande discussão sobre as raízes de identidade de cada aluno.
Além disso, a prática da arte pode ser trimestral, aproveitando cada estação para que as crianças expressem como se sentem em relação à mudança das estações e a como estas influenciam suas emoções e suas visões de mundo. A integração com música e dança também oferece uma oportunidade para que a expressão seja para além do visual, envolvendo o corpo como espaço de expressão e comunicação.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental que o professor esteja preparado para conduzir a atividade com sensibilidade, observando o estado emocional de cada criança e como elas se relacionam com os desenhos feitas. Estimular a troca de experiências e manter um ambiente acolhedor é essencial para que todos se sintam à vontade para se expressar.
As adaptações devem ser pensadas com muito carinho, observando o desenvolvimento e as particularidades de cada aluno. Algumas crianças podem necessitar de maior acompanhamento em sua expressão artística, enquanto outras podem mostrar domínio e querer explorar ainda mais os materiais. O papel do educador é equilibrar essa dinâmica.
Por fim, a atividade de desenhar e pintar o rosto deve ser uma celebração. Criar um espaço de apreciação e respeito à diversidade é o melhor legado que podemos deixar aos nossos pequenos, formando gerações futuras que se ouçam e se vejam pelo que realmente são.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de Fantoches: Cada aluno cria um fantoche que representa uma emoção, desenvolvendo histórias que estimulam a empatia e compreensão do outro. Os fantoches podem ser de papel ou meias, e cada criança apresenta seu personagem ao grupo.
2. Jogo da Memória dos Sentimentos: Utilizando desenhos ou fotos dos rostos dos colegas, criar um jogo da memória. As crianças devem encontrar pares e, ao fazê-lo, compartilhar uma característica que consideram bonita em cada colega retratado.
3. Desenhos Gigantes: Em um espaço ao ar livre, as crianças podem utilizar giz de calçada para criar um retrato coletivo, incluindo características físicas que refletem a diversidade do grupo.
4. Música e Movimento: Propor uma dança onde as crianças imitam expressões faciais e corporais relacionadas às emoções que descrevem, criando um vínculo entre o movimento e a autoexpressão.
5. Caixa de Recordações: Criar uma caixa onde cada criança coloca algo que represente uma lembrança divertida ou importante para ela, discutindo em grupo como cada lembrança forma parte de quem somos.
Essas sugestões visam integrar e ampliar as discussões sobre a identidade da criança, passando pelo reconhecimento e valorização do eu e do outro.

