“Festival Folclórico: Aprendendo o Folclore do Norte do Brasil”

A proposta deste plano de aula é proporcionar uma experiência rica e envolvente sobre o folclore brasileiro, com foco na região norte, levando em conta a faixa etária de crianças de 4 anos. O festival folclórico que será realizado envolve a vivência de lendas, danças, comidas típicas, sonoridades e expressões culturais. Através de atividades práticas e lúdicas, o objetivo é estimular a curiosidade e o aprendizado destas crianças sobre a biodiversidade e as tradições que formam a identidade cultural brasileira.

Este plano busca não apenas oferecer uma introdução ao folclore, mas também promover o desenvolvimento integral das crianças, respeitando suas características individuais e incentivando a participação ativa de cada uma delas. A exploração da lenda do boto cor de rosa, a história do guaraná, as danças típicas como o carimbó, boi bumbá e cirandas, bem como o aprendizado sobre as tradições artesanais, estão todos inseridos neste contexto de socialização e interação.

Tema: Festival Folclórico
Duração: 50 min
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 4 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar uma experiência de aprendizado sobre o folclore brasileiro da região norte, através de vivências práticas e lúdicas, respeitando as características das crianças de 4 anos.

Objetivos Específicos:

– Explorar as lendas do folclore da região norte, como a do boto cor de rosa e a do guaraná.
– Vivenciar danças folclóricas, incentivando o movimento e a coordenação motora.
– Introduzir as crianças a comidas típicas da região, promovendo a diversidade alimentar.
– Realizar atividades de artesanato que reflitam as tradições culturais da região.

Habilidades BNCC:

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
– (EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
– (EI02EO02) Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios.
– (EI02EO06) Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
– (EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
– (EI02CG03) Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
– (EI02TS01) Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
– (EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
– (EI02EF03) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações.

Materiais Necessários:

– Livros ilustrados sobre lendas do folclore brasileiro.
– Instrumentos musicais simples (pandeiros, chocalhos).
– Materiais para artesanato (papel colorido, tesoura, cola, tintas).
– Comidas típicas (frutas da região, como açaí, ou pratos simples para oferecer como lanche).

Situações Problema:

Durante as atividades, os alunos serão incentivados a pensar sobre como as lendas e danças refletem a vida na região amazônica e como as tradições culturais são passadas de geração para geração.

Contextualização:

As lendas do folclore norte brasileiro são repletas de simbolismos e ensinamentos. Ao contar histórias como a do boto cor de rosa, que se transforma em homem para conquistar a moça de seus sonhos, as crianças poderão aprender sobre amor e respeito. Dancinhas e canções reforçarão a sensação de pertencimento e a importância da cultura local.

Desenvolvimento:

As atividades serão distribuídas ao longo da semana, cada dia focando em um aspecto específico do folclore da região norte.

Atividades sugeridas:

Dia 1: A Lenda do Boto Cor de Rosa
Objetivo: Conhecer a lenda e estimular a imaginação.
Descrição: O professor contará a história do boto e como ele se transforma em humano. Após contar, as crianças farão desenhos do boto.
Materiais: Livro ilustrado, lápis de cor, papel.
Instruções: Ler a história, discutir sobre o que as crianças entenderam e solicitar que desenhem sua parte favorita.

Dia 2: Dançando o Carimbó
Objetivo: Promover a movimentação corporal.
Descrição: O professor ensinará passos simples do carimbó, explicando sua importância cultural.
Materiais: Música típica do carimbó, espaço amplo.
Instruções: Tocar a música e dançar com as crianças, encorajando-as a imitarem os movimentos.

Dia 3: Explorando o Guaraná
Objetivo: Aprender sobre a fruta e suas tradições.
Descrição: Conversar sobre a origem do guaraná e fazer uma degustação.
Materiais: Guaraná in natura, copos.
Instruções: Mostrar a fruta, explicar sua importância e permitir que provem.

Dia 4: Arte e Artesanato
Objetivo: Desenvolver habilidades manuais.
Descrição: Criar artesanato com elementos que remetam à cultura amazônica.
Materiais: Papel colorido, tintas, cola.
Instruções: Propor que as crianças façam objetos artísticos que representam a fauna e flora da região.

Dia 5: Festival Folclórico
Objetivo: Integrar os aprendizados da semana.
Descrição: Organizar um pequeno festival onde as crianças apresentarão suas danças e artesanato.
Materiais: Fantasias e adereços, instrumentos.
Instruções: Preparar o espaço, promover apresentações e degustação de comidas.

Discussão em Grupo:

Após as atividades, os alunos serão convidados a compartilhar suas experiências e sentimentos, promovendo a escuta e o diálogo respeitoso.

Perguntas:

– O que mais gostou na lenda do boto?
– Quais danças aprendemos esta semana?
– Qual comida típica você achou mais gostosa?

Avaliação:

Avaliar a participação das crianças nas atividades e a capacidade de se expressar sobre o que aprenderam, levando em conta o respeito às prontidões individuais.

Encerramento:

Finalizar a semana com um momento de reflexão, onde cada criança poderá se pronunciar sobre o que mais aprendeu e o que mais gostou de fazer.

Dicas:

– Utilizar cores vibrantes nas atividades para manter o interesse das crianças.
– Estimular a colaboração e interação entre os alunos, promovendo o espírito de união.
– Repetir as atividades que despertaram mais interesse, adaptando às necessidades dos alunos.

Texto sobre o tema:

O folclore brasileiro é uma amalgama rica de manifestações culturais que trazem à tona a identidade nacional. Dentro desse contexto, a região norte se destaca por sua pluralidade de histórias e lendas que falam sobre a natureza exuberante e o contato direto com os elementos. Lendas como a do boto cor de rosa não apenas divertem, mas também transmitem importantes lições sobre o amor, respeito e a convivência harmoniosa entre culturas. Ao explorar essas histórias, as crianças não conhecem apenas os ensinamentos que elas carregam, mas também desenvolvem um laço afetivo com suas raízes culturais, compreendendo a importância da preservação das tradições.

O aprender sobre o folclore da região norte é uma oportunidade de enriquecer o conhecimento sobre a biodiversidade dessa imensa e rica região do Brasil. A vivência através das danças e das comidas típicas não só promove um aprendizado significativo, mas também aproxima as crianças do contato com as realidades sociais, culturais e históricas. No âmbito da educação infantil, essas práticas são essenciais na formação da identidade e da percepção crítica sobre o mundo que nos cerca, permitindo que os pequenos reconheçam a diversidade e a grandiosidade de suas raízes.

Além disso, estimular atividades práticas, como a criação de artesanato baseado em lendas e costumes regionais, abre um leque de possibilidades para o desenvolvimento motor e manual das crianças. As interfaceções entre o lúdico e o conhecimento tornam-se pontos cruciais durante esta fase da infância, facilitando o aprendizado e a apreensão de conceitos fundamentais para a vida. Com um enfoque lúdico e sensível, é possível fazer com que as crianças se sintam partes atuantes e protagonistas de suas histórias culturais.

Desdobramentos do plano:

Após a realização do festival folclórico, é possível ampliar as discussões sobre o folclore com novas lendas de diferentes regiões do Brasil, criando um ambiente de conhecimento mais amplo e diversificado. As crianças podem explorar lendas como a do Saci Pererê, que promove aprendizado sobre habilidades de convivência, e sobre o Curupira, que traz reflexões acerca da conservação da natureza. É essencial que desenvolvê-las de forma participativa, com a inclusão das vivências e opiniões das crianças, contribuindo para a formação de sua identidade cultural. Essas histórias podem ser contadas de forma interativa, onde os alunos também serão incentivados a criar suas narrativas, enriquecendo ainda mais o contexto.

Outro desdobramento interessante pode ser uma visita a uma feira cultural ou a um evento que celebre as tradições regionais. Essa experiência externa contribuirá significativamente para o aprendizado, proporcionando um contato real com a cultura e dando voz a novas descobertas. Propor que as crianças descrevam o que viram e aprenderam nesses eventos em um formato de diário de bordo pode ser uma atividade encantadora e educativa ao mesmo tempo. Com isso, poderão registrar suas experiências e vivências de forma lúdica, reforçando o vínculo com o que aprenderam nas aulas.

Além disso, a criação de um mural de folclore na sala de aula pode servir como um espaço para os alunos compartilharem suas criações artísticas e contarem suas lendas preferidas. Isso não apenas estimulará a criatividade, mas também promoverá a valorização da identidade cultural e o respeito pela diversidade. O mural pode ser alimentado por novos aprendizados e projetos, servindo como um elemento vivo da trajetória de apropriação cultural e folclórica das crianças ao longo do ano.

Orientações finais sobre o plano:

Neste plano de aula, é fundamental que o professor atue como um facilitador das experiências, criando um ambiente seguro e acolhedor para que as crianças se sintam à vontade para se expressar. Respeitar o ritmo e as particularidades de cada aluno é essencial para que todos possam participar das atividades com prazer e diversão. Ao fomentar o diálogo e a escuta entre os alunos, o educador contribui para que as crianças desenvolvam habilidades sociais significativas que serão úteis por toda a vida.

A diversidade é uma das maiores riquezas que o Brasil possui, e trabalhar o folclore permite que as crianças reconheçam a pluralidade cultural presente em nosso país. Ao final de cada atividade, é importante realizar momentos de reflexão, onde os alunos possam expressar o que aprenderam e como se sentiram durante as práticas. Isso ajuda a formar uma consciência crítica e respeitosa diante das diferenças.

Por fim, ao integrar atividades que envolvam música, dança e artesanato, é possível criar um plano de aula que ultrapasse as barreiras do ensino tradicional. Nesse espaço de interação e troca, as crianças não apenas aprenderão sobre o folclore, mas também desenvolverão um amor pela cultura brasileira, entendendo a importância de preservar suas histórias e tradições.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Contação de Histórias em Grupo:
Objetivo: Estimular a imaginação e o amor pela leitura.
Descrição: Reunir as crianças em círculo e contar uma história folclórica, utilizando fantoches ou imagens ilustrativas para engajar a atenção.

2. Dança do Boi Bumbá:
Objetivo: Trabalhar a coordenação motora e a expressão corporal.
Descrição: Ensinar uma pequena coreografia inspirada no Boi Bumbá, incentivando o uso de adereços como lenços coloridos.

3. Jogos de Som:
Objetivo: Reconhecer e criar sons.
Descrição: As crianças poderão criar sons com objetos do cotidiano, imitando os sons da floresta amazônica e relacionando com as histórias.

4. Criação de Fantasias:
Objetivo: Trabalhar a criatividade e a identificação com as histórias folclóricas.
Descrição: Criar fantasias simples com materiais recicláveis, adequadas às lendas que foram exploradas nas aulas.

5. Feirinha Cultural:
Objetivo: Vivenciar a experiência cultural através de sabores.
Descrição: Organizar uma pequena feira onde cada criança traga uma comida típica da região (ou representativa) que aprendeu, permitindo a troca e a troca de experiências.


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