“Explorando Texturas: Atividades Sensoriais para Crianças de 1 a 2 Anos”

Este plano de aula tem como foco o tema da textura, que é um aspecto sensorial fundamental na educação infantil, especialmente para crianças com idades entre 1 a 2 anos. Durante o desenvolvimento desta atividade, buscaremos estimular a percepção sensorial, a socialização e a expressão criativa, respeitando as particularidades de cada criança, especialmente aquelas com necessidades especiais. Além disso, a interação com diferentes materiais e superfícies permitirá que os pequenos experimentem distintas texturas, promovendo a curiosidade e o aprendizado através do toque.

A escolha do tema da textura é relevante pois, em idades tão precoces, as crianças aprendem principalmente através do tato, e a exploração sensorial é um passo crucial no seu desenvolvimento. Dessa forma, a proposta de aula estará organizada para que as crianças possam tocar, sentir e explorar, ao mesmo tempo em que interagem com seus colegas, fortalecendo suas habilidades sociais e emocionais.

Tema: Textura
Duração: 60 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 1 a 2 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar experiências sensoriais por meio do toque e da exploração de diferentes texturas, estimulando a curiosidade, a interação social e a comunicação entre as crianças.

Objetivos Específicos:

1. Explorar diferentes texturas de forma verbal e não verbal.
2. Desenvolver a habilidade de tocar, sentir e identificar texturas.
3. Incentivar a socialização por meio do compartilhamento de materiais.
4. Promover a atenção e a escuta ativa durante as atividades.

Habilidades BNCC:

– Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.

– Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.

– Campo de Experiências “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI02TS02) Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais.

– Campo de Experiências “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.

– Campo de Experiências “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”
(EI02ET01) Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho).

Materiais Necessários:

1. Diferentes materiais com texturas variadas (por exemplo, tecidos de diferentes tipos, areia, bolinhas de isopor, papel toalha, espuma, papel lixa e borracha).
2. Caixas de som com sons de materiais (para comparação auditiva com as texturas).
3. Materiais de apoio, como bandejas ou caixas para a realização das atividades.
4. Papel, canetas e tintas para criação de artes.
5. Lenços ou panos para limpeza após a atividade.

Situações Problema:

Como as crianças se sentem ao tocar diferentes materiais? Que sons ou sensações esses materiais provocam nelas? Como podemos compartilhar as texturas que mais gostamos?

Contextualização:

A textura está presente em diversos contextos do cotidiano infantil, desde os alimentos que manipulam até os brinquedos que utilizam. As características táteis também se tornam uma forma de comunicação para crianças que ainda não falam, permitindo que expressem suas preferências e reações. Portanto, é importante criar um ambiente que favoreça essa exploração.

Desenvolvimento:

1. Iniciar a atividade com uma roda de conversa, onde o professor apresenta diferentes texturas de forma lúdica, incentivando as crianças a tocarem e descreverem o que sentem.
2. Organizar as crianças em grupos e distribuir os materiais variados com diferentes texturas. Cada grupo pode explorar seus materiais enquanto o professor circula, incentivando a socialização e a comunicação.
3. Propor uma atividade artística em que as crianças escolham suas texturas preferidas e as utilizem para criar uma colagem, estimulando a criatividade e as habilidades manuais.

Atividades sugeridas:

1. Exploração de Texturas: Disponibilizar uma caixa com diversos materiais. O objetivo é que cada criança possa tocar e descrever as texturas. O professor pode interagir incentivando a troca de experiências (“Como é essa textura?”). Para adaptar, oferecer apoio a crianças com limitações motoras, apresentando os materiais diretamente a elas.
2. Arte com Textura: Após a exploração, cada criança pode criar uma colagem utilizando os materiais texturizados. O objetivo é que elas expressem suas escolhas de textura em uma obra artística. O professor deve auxiliar na utilização dos materiais e garantir que todas as crianças participem da atividade.
3. História Texturada: Contar uma história onde “os personagens” são materiais com diferentes texturas. Este momento pode incluir objetos reais que as crianças tocarão durante a narrativa. O desafio é criar empatia, utilizando as texturas como forma de comunicação.
4. Dança das Texturas: Criar um momento em que as crianças possam dançar e mover-se ao som de diferentes texturas, explorando movimentos e combinações de sons ao toque de cada material.
5. Experiência Sensorial: Preparar uma bandeja com areia e outros materiais com textura, incentivando as crianças a explorarem e compararem as sensações. Podem ser utilizadas ferramentas como pás e copos para tornar a atividade lúdica.

Discussão em Grupo:

Após as atividades, promover uma roda de conversa onde as crianças compartilham o que descobriram sobre as texturas exploradas. Esse espaço deve ser acolhedor e seguro para que todas se sintam à vontade para expressar suas ideias e sentimentos.

Perguntas:

1. Qual textura você mais gostou de tocar e por quê?
2. Como foi a sensação de tocar diferentes materiais?
3. O que você sentiu ao fazer sua arte de texturas?
4. Que sons você conseguiu criar com os materiais?
5. Você se sentiu bem ao compartilhar os materiais com os colegas?

Avaliação:

A avaliação se dará por meio da observação da participação das crianças nas atividades propostas, analisando seus níveis de interação, comunicação e interesse em explorar as texturas. O professor deve registrar estas observações para futuras reflexões sobre a prática.

Encerramento:

Finalizar a aula com um momento de reflexão sobre as experiências sensoriais vivenciadas. Incentivar cada criança a expressar seus sentimentos em relação às texturas, reforçando o cuidado, a empatia e a solidariedade no compartilhamento de experiências.

Dicas:

1. Mantenha um ambiente confortável e acessível para todas as crianças, cuidando para que as texturas sejam seguras e adequadas à idade.
2. Esteja atento às respostas emocionais das crianças, utilizando suas reações como guia para adaptar a intensidade das atividades.
3. Valorize a expressão verbal e não verbal, respeitando o tempo e a individualidade de cada criança durante as interações.

Texto sobre o tema:

A textura é um elemento fundamental na percepção sensorial das crianças, especialmente nos primeiros anos de vida. Desde os primeiros meses, as crianças começam a explorar o mundo ao seu redor através do toque. Essa exploração é vital para o seu desenvolvimento cognitivo e motor. Através do toque, elas aprendem a distinguir e categorizar diferentes superfícies e materiais, permitindo que a curiosidade innata seja expressa e desenvolvida.

As texturas variam de suaves a ásperas, de secas a molhadas, e cada uma delas provoca reações e sentimentos distintos. Experiências sensoriais são cruciais, pois essas interações com o ambiente proporcionam um aprendizado que vai além do verbal. Ao tocar e sentir, as crianças conectam suas experiências internas ao mundo exterior, promovendo a formação de conceitos e a linguagem motora. Utilizar diferentes materiais e promover a interação com outros colegas enriquecem as vivências, estimulando o diálogo, a escuta e a construção de significados compartilhados.

Além disso, é importante ressaltar o poder da arteterapia no desenvolvimento de crianças com necessidades especiais. O uso de materiais táteis e a exploração de texturas permitem que essas crianças expressem suas emoções de formas que vão além das palavras. Assim, inserir atividades que valorizem a expressão criativa e o contato sensorial é uma estratégia eficaz e afetiva, criando um ambiente inclusivo que respeita as diferenças e promove a aprendizagem de todos.

Desdobramentos do plano:

As atividades propostas podem ser desdobradas em novas práticas pedagógicas, proporcionando um aprendizado contínuo. O plano pode ser enriquecido com a introdução de novos materiais e texturas a cada semana, assim como a promoção de um espaço dedicado à exploração sensorial, onde as crianças possam revisitá-los de forma autônoma, fortalecendo sua independência e curiosidade. Promover exposições das obras artísticas criadas por elas também pode dar continuidade a esse processo, estimulando a autoimagem e a confiança das crianças.

Outro desdobramento interessante seria a realização de uma fala sobre as texturas da natureza, caminhando com as crianças em um passeio ao ar livre, onde podem coletar folhas, pedras, e outras texturas naturais para explorar. Essas experiências podem fomentar discussões sobre o meio ambiente e a importância do respeito e cuidado com a natureza, aliando a busca pela textura ao quesito da ecologia.

Por último, é possível integrar a tecnologia às experiências sensoriais, utilizando aplicativos que simulem texturas e sons ou vídeos educativos sobre o tema. Isso pode auxiliar no desenvolvimento de habilidades de literacia digital desde cedo, preparando as crianças para um mundo cada vez mais tecnológico e interativo, sempre respeitando seus ritmos e necessidades individuais.

Orientações finais sobre o plano:

Ao implantar este plano, é crucial que o professor esteja atento às particularidades de cada criança, buscando criar um ambiente de acomodação e inclusão. Ao interpretar as reações e sentimentos durante as atividades, o educador deve estar preparado para adaptar as propostas, garantindo que todos possam participar de forma significativa. O reforço positivo nas interações sociais e em cada descoberta sensorial servirá como motivação contínua.

A preparação do espaço onde as atividades serão executadas merece destaque. É importante que o ambiente seja seguro, organizado e acolhedor, permitindo que as crianças se sintam confortáveis para explorar diferentes texturas. Incentivar a exploração livre é fundamental para o desenvolvimento do senso de autonomia e da capacidade de expressão de cada um.

Por fim, promover o acompanhamento a longo prazo desse plano é essencial. Manter registros das atividades, observaç ões e desenvolvimentos individuais pode ajudar a traçar um panorama sobre a evolução de cada criança em relação à socialização e às habilidades motoras. Essas informações serão valiosas para o planejamento de futuras intervenções e novas propostas educativas, contribuindo, assim, para um ensino cada vez mais assertivo e eficaz.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça às Texturas: Criar uma atividade onde as crianças explorem diversos ambientes da escola, como gramado, areia, piso liso, e papel, reconhecendo diferentes texturas. O objetivo é familiarizá-las com o ambiente. Adaptar essa atividade conforme as habilidades e necessidades individuais, usando materiais táteis em modelo de “toque e adivinhe”.

2. Oficina do Toque: Propor uma oficina onde as crianças possam criar seus próprios “livros de texturas”. Com supervisão, devem colar ou desenhar materiais que reproduzam texturas variadas em papéis. Este livro poderá servir para consultas futuras e estimular o diálogo sobre as experiências sensoriais.

3. Bolsinhas Sensorial: Criar bolsas sensoriais com diferentes materiais como arroz, gel, ou bolinhas, onde as crianças possam tocar e sentir, além de explorar sons diferentes. Utilizar esses materiais de forma lúdica pode proporcionar momentos de calma e atenção ao mesmo tempo.

4. Circuito de Texturas: Montar um pequeno circuito na sala com diferentes texturas para as crianças caminharem, engatinharem ou rolarem sobre elas. A ideia é criar desafios que estimulem o deslocamento corporal e a descoberta das sensações.

5. História Táctil: Criar uma história interativa onde, conforme o enredo avança, as crianças tocam objetos que estejam relacionados aos elementos da narrativa. Essa interação irá sintonizar o aprendizado com a escuta ativa e a comunicação verbal.

Este plano foi elaborado com o intuito de fomentar a percepção sensorial por meio da exploração da textura, promovendo um trabalho colaborativo e respeitoso entre crianças e educadores. Ao longo da semana, é essencial manter a flexibilidade e a abertura para novas experiências, garantindo que cada criança tenha sua oportunidade de aprendizado respeitada e valorizada.


Botões de Compartilhamento Social