“Explorando o Kabuletê: Arte e Cultura Indígena na Educação Infantil”

A proposta deste plano de aula visa a continuidade da produção do Kabuletê, um instrumento de origem indígena, promovendo uma experiência divertida e sensorial para os bebês da Educação Infantil. A atividade de exploração e produção envolvem o uso de tinta e cola, propiciando a descoberta de cores e texturas, além de incentivar a coordenação motora e a expressão artística entre os pequenos.

O foco é engajar as crianças em um contexto lúdico em que possam interagir, experimentar e comunicar suas emoções e percepções sobre o mundo que as cerca. É essencial que os educadores orientem as atividades para que os bebês sintam-se cómodos ao explorar novos materiais e ao trabalharem juntos, desenvolvendo a compreensão de suas relações com os outros.

Tema: Kabuletê (continuação do dia 11/04)
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 1 a 2 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar aos bebês a experiência de criar e explorar o Kabuletê, desenvolvendo habilidades motoras e sensoriais enquanto interagem com tinta e cola.

Objetivos Específicos:

– Facilitar a exploração sensorial por meio de diferentes cores e texturas.
– Promover a interação social entre os bebês ao trabalhar em team.
– Estimular a coordenação motora fina e grossa durante a manipulação dos materiais.
– Incentivar a expressão emocional e a comunicação através de gestos e balbucios relacionados à atividade.

Habilidades BNCC:

– (EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos e brinquedos.
– (EI01TS02) Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e tintas.
– (EI01ET01) Explorar e descobrir as propriedades de objetos e materiais (odor, cor, sabor, temperatura).
– (EI01ET02) Explorar relações de causa e efeito (transbordar, tingir, misturar, mover e remover) na interação com o mundo físico.

Materiais Necessários:

– Tinta atóxica em diferentes cores.
– Cola branca escolar.
– Papel kraft ou folhas grandes de papel.
– Pincéis.
– Aventais ou camisetas grandes para proteção.
– Recipientes para mistura de tintas.
– Música indígena ou sons de instrumentos.

Situações Problema:

– O que acontece quando misturamos duas cores de tinta? Que novas cores podemos criar?
– Como a cola muda a textura do meu trabalho? O que sinto ao tocar?

Contextualização:

Ao introduzirmos o Kabuletê, podemos falar brevemente sobre a cultura indígena e a importância dos instrumentos musicais nessa cultura. Os bebês poderão perceber que, assim como os instrumentos, as cores e as texturas têm seu papel na criação das músicas e danças. Para isso, o educador deve criar um ambiente acolhedor e instigante, onde as crianças sintam-se à vontade para explorar.

Desenvolvimento:

1. Boas-vindas e Introdução: Receber as crianças em um espaço limpo e organizado. Falar sobre o Kabuletê, fazendo uma breve demonstração do som. A interação inicial com o instrumento estimulará a curiosidade.

2. Exploração livre com Tinta e Cola: Distribuir os materiais adequados para cada grupo de bebês. Incentivar a pintura livre com tinta, permitindo que cada criança use pincéis ou as mãos. Explique como a cola pode ser utilizada para colar pequenos pedaços de papel ou outros materiais ao seu trabalho, criando texturas.

3. Criação do Kabuletê: Enquanto as crianças criam, o educador pode interagir com elas, fazendo perguntas sobre as cores que usam ou sobre como se sentem ao tocar as texturas. Essa interação ajuda no desenvolvimento da linguagem.

4. Momento Musical: Depois da criação, tocar músicas indígenas e permitir que as crianças experimentem com o Kabuletê que produziram. Isso promove o reconhecimento de diferentes sons e estimula a interação.

Atividades sugeridas:

Durante uma semana de atividades relacionadas ao Kabuletê, o foco será na exploração sensorial e comunicação.

Dia 1: Introdução ao Kabuletê
Objetivo: Apresentar o Kabuletê e explorar sons.
Descrição: O educador toca o Kabuletê e incentiva os bebês a criar seus próprios sons.
Instruções: Permitir que as crianças experimentem tocar o instrumento. Materiais: Kabuletê, música indígena.

Dia 2: Pintura com as Mãos
Objetivo: Explorar cores e texturas.
Descrição: As crianças usarão as mãos para pintar em papel kraft.
Instruções: Fornecer tinta e supervisionar enquanto as crianças exploram. Materiais: Tinta, papel kraft.

Dia 3: Colagem de Texturas
Objetivo: Explorar a cola e diferentes materiais.
Descrição: Oferecer materiais variados para que as crianças colem em suas criações.
Instruções: Incentivar o uso de colas e supervisionar o manuseio. Materiais: Cola, materiais para colagem.

Dia 4: Interação Social
Objetivo: Promover a interação entre as crianças.
Descrição: Permitir que os bebês troquem materiais entre si e ajudem uns aos outros.
Instruções: Criar oportunidades de ajuda e troca. Materiais: Materiais da atividade anterior.

Dia 5: Apresentação de Criações
Objetivo: Celebrar a criação artística.
Descrição: Organizar uma pequena “exposição” onde as crianças podem mostrar o que criaram.
Instruções: Cada criança apresenta sua obra. Materiais: Obras criadas.

Discussão em Grupo:

Conduzir uma conversa com os bebês sobre as criações. Perguntar o que eles mais gostaram de fazer e quais cores usaram. Estimular a comunicação com gestos e sons.

Perguntas:

1. Que cor você gosta mais?
2. Como a tinta faz você se sentir?
3. O que acontece se misturarmos azul e vermelho?
4. Como se chama o som que o seu Kabuletê faz?
5. O que você gosta mais: tocar ou pintar?

Avaliação:

A avaliação nesta etapa será feita através da observação da interação dos bebês com os materiais e entre si. O professor deve registrar as interações, comunicação verbal ou não e a capacidade de experimentar e criar.

Encerramento:

Finalizar a aula com uma canção indígena, incentivando as crianças a tocarem seus Kabuletês. Promover um momento de relaxamento onde os bebês podem se sentir confortáveis e apreciar o que aprenderam.

Dicas:

– Sempre tenha proteção para as crianças, como aventais, quando utilizar tintas.
– Esteja atento a possíveis alergias aos materiais.
– Forneça sempre suporte e calma durante as atividades, respeitando o tempo de cada criança.

Texto sobre o tema:

O Kabuletê é um instrumento musical tradicional das comunidades indígenas, carregado de significados culturais e sonoros. A produção deste instrumento na sala de aula não só envolve a criação artística, mas também serve como um canal de *expressão cultural* e conhecimento. Quando as crianças imitam os sons e as ações valores e *histórias* que envolvem esses instrumentos, elas se conectam com suas raízes e aprendem sobre as histórias de seu povo.

Além disso, o processo de criação do Kabuletê através de cores e texturas com tinta e cola proporciona benefícios que vão além da música. As crianças exploram seu corpo e suas habilidades motoras, começando a entender a relação entre *causa e efeito* ao ver o que acontece quando misturam tintas ou ao aplicar cola. Esse tipo de atividade lúdica não apenas promove a *expressão artística*, mas também a construção de vínculos sociais na sala de aula, uma vez que os bebês aprendem a compartilhar, cooperar e, principalmente, se comunicar.

Em suma, a aula do Kabuletê é uma oportunidade ímpar não só para os bebês desenvolverem habilidades fora do comum, mas também para a formação da identidade e da cultura deles. É na *vinculação com o outro* que se constroem as bases de um ambiente de respeito e amor, essenciais nos primeiros anos de vida.

Desdobramentos do plano:

Após a execução do plano de aula sobre o Kabuletê, é possível *desdobrar* as atividades para outros instrumentos ou materiais típicos da cultura indígena. Uma sugestão seria a *apresentação* de outros sons oriundos da natureza como forma de extensor sonoro em sala de aula. Os educadores podem propor que as crianças experimentem sons de diferentes instrumentações, criando uma sala de simulação de orquestra indígena, onde cada criança pode explorar um novo som.

Outro desdobramento interessante pode ser o fortalecimento do vínculo com a *música* e a exploração de *cantos* típicos indígenas. Os educadores podem organizar um momento musical onde cada bebê possa, além de ouvir, participar com os instrumentos feitos por eles. Isso não só amplia o conhecimento cultural, como também promove a respeitabilidade com as tradições locais.

Por fim, uma proposta que pode engajar ainda mais as famílias é a realização de um dia aberto, onde os pais são convidados a conhecer o trabalho realizado em sala. Podendo até mesmo levar as crianças a compartilhar sons de seus Kabuletês, ampliando a ligação entre a escola e a cultura familiar. Essa troca é fundamental para criar um laço mais forte entre a família e a instituição de ensino, sendo essencial para o desenvolvimento social da criança.

Orientações finais sobre o plano:

As atividades que envolvem o Kabuletê devem sempre respeitar o tempo de exploração de cada criança. É fundamental que o educador observe e brinque junto com os bebês, já que eles aprendem muito através da *imitação*. Desta forma, as relações sociais se fortaleçam e eles aprendam a respeitar os espaços e limites dos colegas.

Encorajar a comunicação entre os pequenos é um aspecto crucial. O uso de gestos e balbucios deve ser estimulado ao longo de toda a atividade. Por isso, o professor deve criar um espaço onde Beabá de cada um seja respeitado e celebrado, onde gestos representem palavras, dando voz ao que sentem e pensam, em um ambiente acolhedor e amoroso.

Além disso, o uso de um espaço seguro e bem organizado é vital. Os materiais devem estar disponíveis de maneira pedagógica, facilitando a *exploração* e *contato*. Isso não só promove o aprendizado, mas também a segurança e bem-estar dos pequenos. A prática de avaliação através da observação ajudará planejar as próximas atividades, garantindo que cada passo do aprendizado seja valorizado e sempre aprimorado para o desenvolvimento das crianças.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Brincadeira com Sons: Criar uma “orquestra indígena” onde as crianças possam imitar os sons do Kabuletê, explorando a sonoridade de outros objetos encontrados na sala. Materiais: Objetos que produzem sons (panelas, copos, etc.). Objetivo: Desenvolver a percepção auditiva e a criatividade.

2. Caminho Colorido: Desenhar no chão um caminho com papéis de diferentes cores que representam as tintas. As crianças deverão seguir o caminho e sentar-se em cima de uma cor, expressando como se sentem. Materiais: Papéis coloridos. Objetivo: Trabalhar a identificação de cores e emoções.

3. Aula de Artes: Propor que as crianças criem suas obras de arte “em grupo”, dividindo o espaço e os materiais. Ao final, expor as obras criadas em uma “galeria”. Materiais: Tinturas, papéis, aventais. Objetivo: Aprender sobre compartilhamento e agrupamento de ideias.

4. Histórias com Som: Usar livros ilustrados que falem sobre a cultura indígena, complementando com sons feitos com o Kabuletê das ações e enredos narrados. Materiais: Livros, Kabuletê. Objetivo: Compreender a narrativa e o amor por histórias locais.

5. Circuito Sensorial: Criar uma estação sensorial com diferentes texturas e cores, onde as crianças possam explorar livremente as propriedades materiais. Materiais: Areia, água colorida, tecidos diversos. Objetivo: Estimular a descoberta e os sentidos.

Este plano de aula deve ser um guia para que as crianças explorem, criem e aprendam com alegria e envolvimento. E com a cultura indígena como pano de fundo, não apenas proporcionarão um aprendizado, mas também um respeito por tradições e diferentes formas de expressão cultural.


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