“Desenvolvendo Criatividade e Linguagem: Contação de Histórias”
A criação e a contação de histórias são fundamentais para o desenvolvimento da linguagem e a expressão criativa das crianças, especialmente na faixa etária de 1 a 2 anos. Este plano de aula tem como principal objetivo fomentar a imaginação, a interação social e a expressão oral dos alunos, utilizando imagens ou temas sugeridos como ponto de partida. No contato com as histórias, as crianças desenvolvem habilidades importantes, como a escuta ativa e a capacidade de compartilhar experiências, que são tão cruciais nesta fase inicial de desenvolvimento.
Neste contexto, a proposta é proporcionar um ambiente lúdico e estimulante onde as crianças possam explorar sua criatividade ao criar narrativas, além de fortalecer os vínculos sociais ao compartilhar suas histórias com os colegas e com o professor. As histórias contadas oralmente ajudam os pequenos a se expressarem melhor e a desenvolverem seu vocabulário, assim como sua capacidade de se comunicar de forma clara e eficaz.
Tema: Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos.
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças bem pequenas
Faixa Etária: 1 a 2 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar às crianças a oportunidade de criar e contar histórias oralmente, desenvolvendo sua criatividade, capacidade de comunicação e habilidades sociais.
Objetivos Específicos:
– Estimular a imaginação das crianças ao criar histórias a partir de imagens.
– Fomentar a interação social através da partilha de histórias com colegas e adultos.
– Desenvolver a comunicação oral, possibilitando que as crianças se expressem com clareza e criatividade.
Habilidades BNCC:
– (EI02EF06) Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos.
– (EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
– (EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades e sentimentos.
Materiais Necessários:
– Imagens variadas (de revistas, livros ilustrados ou desenhos feitos em papel).
– Fantoches ou bonecos para encenar as histórias.
– Papel e canetas coloridas para que as crianças possam desenhar ou rabiscar suas histórias.
– Um espaço acolhedor e confortável, como um cantinho da sala, para a contação de histórias.
Situações Problema:
1. Como podemos criar uma história a partir de uma imagem?
2. O que um personagem da nossa história poderia sentir ou desejar?
3. Como podemos contar nossas histórias de uma forma que todos consigam entender?
Contextualização:
As histórias são uma forma de comunicação que está presente em várias culturas ao redor do mundo. Ao contá-las, exploramos não só a linguagem, mas também conceitos como emoções, valores e diferentes realidades. O ato de contar uma história permite que as crianças se conectem emocionalmente com os personagens, trazendo à tona sentimentos e reflexões. Assim, as atividades propostas irão explorar como a criação de narrativas pode ser uma ferramenta rica para a expressão individual e o desenvolvimento social.
Desenvolvimento:
1. Abertura e Apresentação (10 minutos): O professor inicia a atividade apresentando as imagens que serão utilizadas. Elas devem ser variadas, podendo incluir animais, cenários, pessoas, etc. O educador pode perguntar: “O que vocês veem nessa imagem?”, incentivando as crianças a descreverem o que está diante delas.
2. Criação das Histórias (20 minutos): Em pequenos grupos, as crianças escolhem uma imagem e com a ajuda do professor começam a criar uma história baseada nela. O professor pode orientá-las, fazendo perguntas do tipo: “O que acontece com o personagem?”, “Como ele se sente?”. O objetivo é estimular a criatividade e a comunicação entre elas.
3. Apresentação das Histórias (15 minutos): Cada grupo deve apresentar sua história para o restante da turma. Assim, as crianças praticam a oralidade e a escuta ativa. O professor pode agir como facilitador, ajudando a garantir que todos sejam ouvidos e incentivando o respeito e a atenção.
4. Reflexão Final (5 minutos): Ao final da atividade, o educador faz uma breve discussão sobre as histórias contadas, questionando o que as crianças acharam e como se sentiram durante a atividade.
Atividades sugeridas:
– Dia 1: Criar histórias a partir de histórias pré-existentes. Leitura de um livro ilustrado e, em seguida, pedir que cada criança conte seu momento favorito da história, ilustrando com desenhos.
– Dia 2: Brincadeira de fantoches, onde as crianças escolhem um personagem de sua história e contam uma nova narrativa. O objetivo é praticar a oralidade e a expressão corporal.
– Dia 3: Roda de histórias, onde cada criança deve começar uma narrativa e a próxima deve continuar, incentivando a colaboração e a escuta atenta.
– Dia 4: Criação de uma história em grupo, utilizando imagens fixadas em um painel. Cada criança é responsável por contar um pedaço da narrativa, promovendo o trabalho em conjunto.
– Dia 5: Atividade de “desenho da história”. Após contar suas histórias, as crianças farão desenhos que representem suas narrativas, reforçando a conexão entre imagem e palavra.
Discussão em Grupo:
Após cada atividade, o educador pode direcionar perguntas como:
– O que você aprendeu com a sua história?
– Como você se sentiu ao contar sua história para os outros?
– Olhando as histórias dos seus amigos, o que você gostou mais?
Perguntas:
– Você se lembra de um momento especial da sua vida? Pode contar para nós?
– O que você faria se encontrasse um animal diferente na sua história?
– Que tipo de sentimentos você gostaria que seus personagens tivessem?
Avaliação:
A avaliação será feita de forma contínua, observando a participação e o envolvimento das crianças nas atividades. O professor deve avaliar a comunicação oral, o interesse demonstrado durante a contação das histórias e a colaboração nas atividades em grupo, respeitando sempre o tempo e as habilidades individuais de cada criança.
Encerramento:
Finalizar a aula reforçando a importância de contar histórias e como cada criança pode ser um narrador de suas próprias experiências. O educador pode encorajar as crianças a continuar criando histórias em casa.
Dicas:
– Utilize diferentes tipos de imagens para estimular a criatividade.
– Crie um ambiente acolhedor para a contação de histórias, com almofadas e espaço para descanso.
– Lembre-se de valorizar cada contribuição individual, encorajando a confiança e a autoestima das crianças.
Texto sobre o tema:
Criar e contar histórias são práticas que têm um papel fundamental no desenvolvimento da criança. Desde os primeiros anos de vida, as narrativas possibilitam que as crianças explorem o mundo que as cerca, criando compreensão sobre si mesmas e os outros. Durante esse processo, elas desenvolvem habilidades essenciais, como a escuta, a expressão verbal e a sociabilidade. Ao narrar histórias, seja de forma temática, visual ou através de experiências pessoais, as crianças expandem seu vocabulário e refinam suas habilidades de comunicação. A contação oral de histórias, além de enriquecer a imaginação, propõe um espaço de empatia, onde elas começam a perceber e compreender suas emoções e as dos outros.
Contar histórias é uma arte que se transmite através das gerações. Desde os tempos mais antigos, esse ato tem sido uma forma de preservação cultural e social. Para as crianças, a contação de histórias não só entretém, mas também educa. Estimula a curiosidade e aguça a reflexão sobre emoções e conflitos. Além disso, ela possibilita a criação de ambientes de aprendizado colaborativo, onde o respeito e a atenção são fundamentais. Ao partilhar suas narrativas, as crianças aprendem a valorizar e a respeitar as histórias dos colegas, contribuindo para um ambiente social mais harmonioso.
Por fim, o ato de contar histórias implica uma experiência riquíssima e multifacetada. Ao criar narrativas, os pequenos se envolvem em um tipo de jogo simbólico, mediado por imagens e temas que se conectam diretamente com suas vivências. Essa exploração da narrativa, guiada pela curiosidade, impulsiona as crianças a desenvolver um olhar mais crítico sobre o mundo ao seu redor e sobre suas próprias experiências, tornando-as, assim, não apenas ouvintes, mas protagonistas de suas histórias.
Desdobramentos do plano:
A proposta de contar histórias oralmente pode ser expandida para vários outros contextos e áreas do conhecimento. Isso pode se dar, por exemplo, através da introdução de novos gêneros textuais, como contos, fábulas ou até mesmo relatos do cotidiano dos alunos. Em cada ambiente da sala de aula, as crianças poderiam participar de atividades que envolvem a criação de histórias visuais, utilizando não só a narrativa oral, mas também a representação gráfica. Este contato com diferentes formas de contar histórias contribui significativamente para a rica construção identitária dos pequenos.
Além disso, a prática da contação de histórias também pode ser utilizada para resolver conflitos e promover discussões sobre valores sociais como solidariedade, responsabilidade e diversidade. Por meio de histórias, é possível abordar temas difíceis de maneira lúdica e acessível, permitindo que as crianças explorem sentimentos complexos e ajudem a fomentar um senso de comunidade e pertencimento. Ao se depararem com personagens que enfrentam desafios, as crianças aprendem a desenvolver empatia e habilidades de resolução de problemas em suas próprias vidas.
Outro desdobramento interessante seria a provocação do interesse por leitura. Desde a educação infantil, é possível criar atividades que incentivem o contato com o livro, a leitura compartilhada e a exploração de histórias escritas. Ao criar um ambiente favorável à leitura, onde as histórias são sempre bem-vindas, os professores podem despertar a curiosidade dos alunos para a literatura, creando um hábito que perdurará por toda a vida.
Orientações finais sobre o plano:
Exigir de cada aluno um espaço para expressão em sala de aula é fundamental para construir um ambiente seguro e estimulante. As orientações finais destacam a importância do respeito às diferentes formas de contar histórias e aos diferentes ritmos de aprendizagem de cada criança. Cada aspecto, desde a contação até as representações visuais das histórias, recompõe um cenário propício ao desenvolvimento integrado e a valorização de cada indivíduo como um ser único.
Ao trabalhar com a faixa etária de 1 a 2 anos, é essencial que a prática pedagógica considere o potencial da fantasia e do lúdico como instrumentos de aprendizado. O educador, portanto, deve estar atento às interações, proporcionando um espaço onde as crianças possam desabafar, sentir-se ouvidas e, consequentemente, construir sua autoestima e autoconfiança. Um ambiente e uma prática que favoreçam a expressão singular de cada criança contribuem para um aprendizado que não se limita apenas ao conteúdo, mas que se estende também à formação do cidadão.
Por fim, a abordagem lúdica e interdisciplinar deste plano deve servir como um incentivo para que os educadores experimentem novas metodologias e práticas pedagógicas. É a oportunidade de mesclar arte, comunicação e literatura num evento que, ainda que simples, possui a capacidade de promover um desenvolvimento holístico nas crianças, que vão se tornando, assim, narradores competentes de suas próprias histórias.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de Fantoches: Propor que as crianças criem seus próprios fantoches utilizando sacos de papel ou meias. Depois, em duplas, podem criar e contar uma pequena história com os fantoches como personagens. Este recurso é excelente para estimular a expressão corporal e a criatividade.
2. Roda de Histórias Musicais: Para esta atividade, o educador pode escolher uma música que tenha uma narrativa. Assim, enquanto ouvem a canção, as crianças são convidadas a contar partes da história que entendem ou a criar novas partes para a canção. Isso estimula a criatividade e a atenção auditiva.
3. Desenhos e Contação: Cada criança pode ser incentivada a desenhar um momento da história que mais gosta. Em seguida, elas podem apresentar seus desenhos para o grupo, contando suas histórias. Essa atividade contribui para a autoexpressão e melhora a habilidade de fala.
4. História Colaborativa: Iniciar uma história onde o educador diz a primeira frase e cada criança, em sequência, adiciona uma nova frase. Essa atividade desenvolve o trabalho em equipe e estimula a criatividade, pois cada um pode levar a história para um novo caminho.
5. Caixa de Surpresas: Criar uma caixa com diferentes objetos (como brinquedos ou itens de casa) e pedir que cada criança escolha um objeto e construa uma breve história ao redor dele. Essa prática é excelente para estimular o pensamento criativo e a narração oral.
Essas atividades visam tornar o aprendizado mais envolvente e acessível, proporcionando espaço para que as crianças, desde pequenas, possam explorar narrativas de maneira livre e divertida. O professor deve sempre adaptar as sugestões à realidade da sala de aula, às preferências e potencialidades de seus alunos, garantindo que todos possam participar ativamente e com prazer nas atividades propostas.

