“Desenvolvendo Criatividade e Linguagem com Contação de Histórias”
A contação de histórias é uma atividade fundamental para desenvolver a imaginação, a criatividade e a linguagem oral das crianças. Por meio da contação de histórias, os alunos têm a oportunidade de vivenciar o prazer da leitura e de explorar novos mundos, personagens e sentimentos. Esse plano de aula é especialmente voltado para o 1º ano do Ensino Fundamental, onde a interação e a expressão artística se tornam essenciais para o aprendizado dos alunos.
Através da teatro e da dramatização, as crianças poderão não apenas ouvir histórias, mas também se envolver ativamente nelas, recontando e reinterpretando narrativas de forma lúdica e criativa. Essa abordagem não apenas promove a formação de leitores, mas também auxilia na construção da identidade dos alunos ao se reconhecerem nas diferentes narrativas apresentadas.
Tema: Contação de Histórias
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 6 anos
Objetivo Geral:
Desenvolver nas crianças o gosto pela leitura e a capacidade de interpretação através da contação de histórias, promovendo a criatividade e a expressão oral por meio da dramatização.
Objetivos Específicos:
– Fomentar o interesse pela leitura em sala de aula.
– Estimular a capacidade de imaginar e criar narrativas.
– Desenvolver a habilidade de contar histórias, reconhecendo os elementos de uma narrativa (personagens, enredo, tempo e espaço).
– Promover a interação e a colaboração entre os alunos durante as atividades.
Habilidades BNCC:
– (EF12LP05) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, (re)contagens de histórias, poemas e outros textos versificados, considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.
– (EF01LP25) Produzir, tendo o professor como escriba, recontagens de histórias lidas pelo professor, histórias imaginadas ou baseadas em livros de imagens, observando a forma de composição de textos narrativos (personagens, enredo, tempo e espaço).
– (EF01LP26) Identificar elementos de uma narrativa lida ou escutada, incluindo personagens, enredo, tempo e espaço.
– (EF15AR20) Experimentar o trabalho colaborativo, coletivo e autoral em improvisações teatrais e processos narrativos criativos em teatro.
Materiais Necessários:
– Livros infantis com ilustrações ricas e histórias cativantes.
– Fantasias e adereços diversos (lenços, chapéus, etc.) para a dramatização.
– Materiais de papel (papéis coloridos, canetinhas, lápis de cor) para a produção de roteiros de histórias.
– Espaço livre para movimentação e encenação.
Situações Problema:
– Como podemos contar uma história de maneira que cative nossos colegas?
– Quais elementos são importantes em uma narrativa para torná-la interessante?
– Como podemos usar nosso corpo e a voz para transmitir emoções ao contar uma história?
Contextualização:
A contação de histórias é uma prática antiga que cultiva a tradição oral em diversas culturas. No contexto escolar, ela se torna importante, pois favorece a formação de leitores críticos e criativos. Envolver as crianças em narrativas por meio do teatro também permite que elas explorem diferentes sentimentos e situações, refletindo sobre suas próprias experiências de vida.
Desenvolvimento:
1. Início da aula: Reunir as crianças em um círculo e convidá-las a compartilhar histórias que já ouviram ou lido. Perguntas como “Qual é a sua história favorita?” ou “Quem é o seu personagem preferido e por quê?” podem iniciar a conversa.
2. Apresentação de uma história: Escolher um livro infantil e fazer a leitura de forma expressiva, enfatizando os personagens e as emoções da narrativa. Utilizar variações de entonações e expressões faciais para captar a atenção dos alunos.
3. Discussão em grupo: Após a leitura, promover uma roda de conversa para discutir os elementos da história, como enredo, personagens e lições aprendidas. Incentivar os alunos a identificar sentimentos e a se expressar sobre suas percepções da história.
4. Atividade de encenação: Dividir as crianças em grupos pequenos e entregar a cada grupo uma história curta para preparar uma encenação. Cada grupo deve decidir sobre personagens, cenários e diálogos. O professor dá apoio e orientação, auxiliando na estruturação das cenas.
Atividades sugeridas:
1. Contação de História de Grupo:
Objetivo: Recontar uma história em grupo.
Descrição: Após a leitura de uma história, os alunos serão divididos em pequenos grupos e escolherão partes da história para recontar.
Instruções: Cada grupo deve usar recursos de improvisação, como adereços e gestos, para tornar a história divertida.
Materiais: Livros, fantasias, papel e canetas.
Adaptação: Alunos com dificuldades podem receber papéis com o texto da história, enquanto os demais improvisam ao redor.
2. Criação de Personagens:
Objetivo: Criar novos personagens para a história lida.
Descrição: Os alunos desenharão e descreverão um novo personagem que poderia fazer parte da história.
Instruções: Após desenhar, os alunos apresentarão seus personagens para a turma, explicando suas características e o que eles trariam à história original.
Materiais: Papéis, lápis, canetinhas.
Adaptação: Alunos com dificuldades motoras podem criar personagens através de colagens.
3. Jogo de Entonação:
Objetivo: Trabalhar a entonação e a expressão oral.
Descrição: O professor dirá uma frase da história e pedirá que os alunos a repitam com diferentes emoções (feliz, triste, bravo, etc.).
Instruções: Os alunos devem ser encorajados a usar a voz e o corpo para expressar essas emoções.
Materiais: A frase da história, espaço para movimentação.
Adaptação: Estudantes que se sentirem inseguros podem realizar a atividade em duplas.
4. Elaboração de um Roteiro:
Objetivo: Produzir um roteiro simples para encenação.
Descrição: Em grupos, os alunos devem criar um pequeno roteiro baseado na história escolhida, incluindo início, meio e fim.
Instruções: Cada grupo apresentará o primeiro rascunho do seu roteiro com os diálogos e as ações de cada personagem.
Materiais: Papéis, canetas.
Adaptação: Professores podem incentivar o uso de figuras e desenhos para alunos que não se sentem confortáveis em escrever.
5. Teatro das Sombras:
Objetivo: Criar um espaço para dramatização com sombras.
Descrição: Utilizando cartolinas e uma fonte de luz, os alunos criarão silhuetas de personagens para dramatizar em um espaço escurecido.
Instruções: Cada grupo pode apresentar cenas da história utilizando as sombras que criaram.
Materiais: Cartolinas, lanterna, espaço escuro.
Adaptação: Usar bonecos de fantoches para alunos que têm dificuldades motoras.
Discussão em Grupo:
– Como vocês se sentiram ao encenar a história?
– Quais foram os desafios que enfrentaram?
– O que aprenderam sobre as histórias e sobre si mesmos ao recontá-las?
Perguntas:
– O que você mais gostou na história que ouvimos?
– Qual é a moral da história?
– Se você pudesse mudar algo na história, o que seria?
Avaliação:
A avaliação será contínua e formativa, observando a participação e o envolvimento dos alunos nas atividades propostas. O professor avaliará a capacidade dos alunos de trabalhar em grupo, criar e contar histórias, bem como a interação e o respeito pelas ideias dos colegas.
Encerramento:
Ao final da aula, o professor deverá promover uma reflexão sobre a importância da contação de histórias na cultura e na vida social. Os alunos devem compartilhar suas experiências e o que aprenderam, garantindo que a aula termine com um momento de valorização da criatividade e da expressão individual.
Dicas:
– Incentive a diversidade de vozes e estilos durante a contação, permitindo que as crianças explorem diferentes maneiras de se expressar.
– Utilize músicas e danças que se relacionem com as histórias para enriquecer a experiência.
– Crie um “cantinho da leitura” na sala, onde as crianças possam acessar livros durante os intervalos e explorar histórias sozinhas.
Texto sobre o tema:
A contação de histórias é uma prática essencial que amplia a capacidade de imaginar e reimaginar o mundo à nossa volta. Por meio das narrativas, as crianças descobrem diferentes realidades e aprendem a se colocar no lugar do outro, desenvolvendo a empatia. A habilidade de contar histórias não é apenas uma questão de entreter; trata-se também de construir significados e relacionamentos na sociedade. As histórias ajudam a organizar emoções e a refletir sobre experiências de vida, sendo um importante recurso pedagógico para o desenvolvimento da linguagem e da comunicação.
Além disso, promover a dramaturgia em sala de aula é uma forma eficiente de desenvolver habilidades socioemocionais fundamentais, como trabalho em grupo e resolução de conflitos. Através da encenação, as crianças vivenciam situações que favorecem o desenvolvimento de habilidades como a escuta ativa, a colaboração, e a confiança em suas capacidades de se expressar. Essa vivência em grupo enriquece não só a aprendizagem individual, mas também a construção de um ambiente escolar mais solidário e integrador.
As histórias, portanto, possuem o poder de construir pontes entre diferentes mundos culturais, históricas e sociais. É através delas que podem ser transmitidos saberes importantes, valores éticos, morais e culturais. Contar histórias é um ofício que atravessa gerações e que também deve ser cultivado e valorizado nas escolas, onde a formação integral do educando está em pauta. Assim, o currículo escolar deve incluir práticas de contação e encenação, garantindo espaços em que as crianças possam vivenciar a magia da narrativa e da expressão artística.
Desdobramentos do plano:
A contação de histórias pode ser uma porta de entrada para uma infinidade de disciplinas e temas a serem abordados em sala de aula. Ao trabalhar com diferentes estilos narrativos, é possível conectar a prática teatral com a literatura de maneira transversal. O plano pode ser desdobrado em temas como diversidade cultural, respeito às tradições orais e ilustração de livros, por exemplo. Incentivar a pesquisa sobre histórias de diferentes culturas pode enriquecer ainda mais o aprendizado e promover o respeito ao próximo.
Além disso, é interessante que se realize a documentação das atividades, permitindo que os alunos revisitem o processo de criação e contação das histórias. Registrar em vídeo ou foto as encenações pode ser uma forma de apreciação e reflexão sobre o aprendizado de cada um. Isso favorece a construção da memória coletiva, onde a história de cada aluno é reconhecida e valorizada, contribuindo para seu desenvolvimento individual e social. A exposição dessas criações em um “Festival de Contação de Histórias” pode ser uma atividade que fortaleça o vínculo entre comunidade escolar e famílias, tornando o aprendizado um evento compartilhado.
Por fim, a contação de histórias pode levar à criação de um livro coletivo, onde cada aluno contribui com uma história escrita ou ilustrada. Essa atividade não só desenvolve as habilidades de escrita e ilustração, mas também resulta em um produto que pode ser compartilhado com a comunidade, tornando as crianças autoras de suas próprias narrativas. A construção de um espaço de leitura, onde essas histórias possam ser contadas e lidas, é essencial para a promoção da literatura infantil e a valorização da expressão artística nas escolas.
Orientações finais sobre o plano:
As orientações para este plano de aula visam encorajar o professor a ser facilitador e mediador das experiências de aprendizagem. É fundamental que o professor se atente ao ambiente de sala de aula, promovendo um espaço seguro onde todos se sintam confortáveis para se expressar. O reconhecimento e a valorização das ideias de cada aluno são essenciais, pois cria um clima de respeito e colaboração.
Reforçar a importância da avaliação contínua e formativa no processo educativo é crucial. Isso implica dedicar tempo para observar como cada aluno interage e se envolvem com as atividades. Fomentar discussões e reflexões coletivas após as experiências práticas pode proporcionar aprendizagens significativas e ajudar na internalização dos conteúdos abordados.
Por último, estimular a formação de grupos diversificados e respeitar as singularidades de cada aluno é primordial. Cada criança traz consigo uma bagagem cultural e afetiva única, e a sala de aula deve ser um reflexo dessa pluralidade. Assim, todos os alunos poderão se sentir representados e valorizados em suas identidades, o que enriquece não apenas o aprendizado, mas também as relações entre os colegas.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de Fantoches: Utilizar fantoches para representar a história lida em sala. Os alunos podem criar seus próprios fantoches e um cenário simples, estimulando a criatividade e a prática da contação de histórias.
2. Caixa de Sombras: Criar uma caixa de sombras, onde os alunos poderão contar histórias utilizando figuras recortadas que se movem em uma fonte de luz. Essa atividade ensina sobre elementos de cena e estimula a imaginação.
3. Jogo das Cadeiras Literárias: Ao som de músicas, os alunos devem circular em volta de cadeiras enquanto se toca um relator lendo uma história. Quando a música para, o aluno que estiver mais próximo deve interagir com a história de alguma forma, promovendo a conexão entre o texto e a narrativa.
4. Desenho da Cena: Após uma contação de história, os alunos podem desenhar uma cena que mais os impressionou. Este exercício ajuda a desenvolver a interpretação e o reconhecimento dos elementos da narrativa.
5. Contação por Grupos Multiculturais: Os alunos podem pesquisar e compartilhar histórias de suas culturas familiares e contar essas narrativas para a turma, enriquecendo o repertório cultural e promovendo um ambiente de respeito e valorização à diversidade.
Esse plano de aula visa não apenas a atividade de contação, mas sim a formação integral da criança através da literatura, das artes e da interação social.

