“Dança e Percepção Espacial: Aula Criativa para 5º Ano”

Este plano de aula tem o objetivo de levar os alunos a explorarem a dança como uma importante ferramenta de orientação no espaço, utilizando as técnicas de Laban. Promover a compreensão do espaço e do movimento através da dança não apenas enriquece o aprendizado sobre a expressão corporal, mas também ajuda os alunos a desenvolverem a coordenação, rítmica e percepção espacial. Esta aula se concentrará em técnicas que envolvem a expressão criativa e a linguagem do movimento, permitindo que os alunos experimentem a dança de maneiras significativas e divertidas.

A implementação deste plano é fundamental para que os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental tenham um contato mais profundo com as artes, especificamente a dança, incorporando habilidades essenciais como o trabalho em equipe, a concentração e a autoestima, ao mesmo tempo que exploram conceitos de espaço através do movimento. As orientações propostas incentivarão a sensibilidade corporal e a habilidade de se situar no espaço de forma criativa e colaborativa.

Tema: Dança: forma de orientação no espaço
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Faixa Etária: 9 e 10 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a compreensão e a exploração da dança como uma forma de orientação no espaço, utilizando Laban como metodologia, desenvolvendo a percepção espacial, a coordenação e a expressividade dos alunos.

Objetivos Específicos:

– Estimular a criatividade e a expressividade através do movimento corporal;
– Desenvolver a percepção de espaço e a coordenação motora;
– Compreender os elementos básicos de Laban e como aplicá-los na dança;
– Incentivar a socialização e o trabalho em grupo através de atividades dançantes.

Habilidades BNCC:

– (EF15AR10) Experimentar diferentes formas de orientação no espaço (deslocamentos, planos, direções, caminhos etc.) e ritmos de movimento (lento, moderado e rápido) na construção do movimento dançado.
– (EF15AR11) Criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo e colaborativo, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança.
– (EF35EF01) Experimentar e fruir brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo aqueles de matriz indígena e africana, e recriá-los, valorizando a importância desse patrimônio histórico cultural.

Materiais Necessários:

– Música variada (pode ser uma playlist com ritmos variados);
– Espaço amplo para a realização das atividades;
– Materiais de apoio como fitas ou colchonetes (para demarcar espaço, se necessário);
– Cópias do esquema de Laban e seu simbolismo.

Situações Problema:

Como a dança pode me ajudar a me localizar e a me mover melhor no espaço?
Quais elementos do movimento consigo usar para me expressar dançando?

Contextualização:

A disciplina da dança é uma forma de expressão artística que envolve movimentos corporais organizados no espaço e no tempo. A metodologia de Rudolf Laban é um dos referenciais teóricos que pode ajudar na formação de uma consciência espacial através da dança, permitindo que os alunos entendam a importância do espaço em suas interações corporais.

Desenvolvimento:

1. Introdução (10 minutos): O professor inicia explicando brevemente o que é a dança e como ela pode ser uma forma de se orientarem no espaço. Serão abordados conceitos de Laban, como direção, nível, formas e tempo, que são fundamentais para a prática da dança. Em seguida, os alunos são convidados a se aquecerem com uma breve atividade de alongamento e livre movimentação no espaço ao som de uma música.

2. Atividade Prática (30 minutos): Dividir os alunos em pequenos grupos e incentivá-los a experimentar a dança seguindo uma sequência de movimentos que incluem:
Movimento em círculo: Utilizando os conceitos de direção e espaço, os alunos se movimentam em círculo, percebendo a relação entre seus corpos e o espaço ao redor.
Deslocamentos em diversas direções: Os alunos devem se mover pela sala, buscando o máximo de espaço possível, mudando de direção rapidamente com a música.
Formações: Trabalhar as formações em grupo, onde eles devem criar formas com seus corpos, como triângulos ou linhas.

3. Finalização e Reflexão (10 minutos): Reunir os alunos para uma breve discussão sobre o que cada um aprendeu e sentiu ao longo da atividade. O professor pode fazer perguntas guiadoras, como: “Como você se sentiu ao se mover? Onde você sentiu mais dificuldade?”.

Atividades sugeridas:

1. Dança do Espelho:
Objetivo: Desenvolver a coordenação e a percepção espacial.
Descrição: Um aluno é o “mestre” e os outros devem imitá-lo como um reflexo em um espelho. O “mestre” pode se mover lentamente para facilitar a imitação.
Materiais: Nenhum especial, apenas o espaço aberto.
Adaptação: Permitir que todos tenham a chance de ser o “mestre”.

2. Caminho dos Gestos:
Objetivo: Explorar a expressão corporal e a criatividade.
Descrição: Os alunos devem criar gestos que simbolizem diferentes elementos do cotidiano (como chuva, sol, vento, etc.) e depois se deslocarem pelo espaço representando esses movimentos.
Materiais: Música animada para tocar durante a atividade.
Adaptação: Permitir que alunos com dificuldades motoras utilizem gestos mais simples.

3. Sequências em Grupo:
Objetivo: Criar coreografias em grupo.
Descrição: Dividir a turma em grupos e solicitar que criem uma pequena coreografia envolvendo os conceitos aprendidos, sendo necessário ter em mente a posição de cada membro no espaço.
Materiais: Música para a apresentação.
Adaptação: Grupos menores podem ser formados se houver alunos tímidos ou que preferem não dançar em grupo.

4. Jogo das Direções:
Objetivo: Reconhecer e entender diferentes direções de movimento.
Descrição: O professor chama direções como “para frente”, “para trás”, “para os lados”, e os alunos devem se mover conforme a instrução.
Materiais: Música que alterne entre calmas e animadas para motivar os movimentos.
Adaptação: Implementar marcas no chão para aqueles que precisam de suporte visual.

5. Mural de Movimentos:
Objetivo: Registrar os aprendizados.
Descrição: Após a aula, os alunos criam um mural com símbolos e imagens que representem os movimentos e as danças que trabalharam.
Materiais: Papéis, canetinhas e fitas adesivas.
Adaptação: Alunos que não puderem locomovertar-se podem ajudá-los.

Discussão em Grupo:

Reunir os alunos para compartilhar suas experiências sobre o que mais gostaram na aula e como se sentiram ao explorar o movimento e o espaço.

Perguntas:

1. O que você aprendeu sobre a sua coordenação ao dançar?
2. Como a dança pode ser uma forma de comunicar-se com os outros?
3. Que técnicas de Laban você achou mais fáceis ou mais desafiadoras?

Avaliação:

A avaliação será contínua e feita durante as atividades, observando a participação e o envolvimento dos alunos. O professor deve considerar o progresso na percepção espacial e a disposição para colaborar em grupo.

Encerramento:

Finalizar a aula elogiando o esforço de todos e ressaltando a importância da dança para o conhecimento do próprio corpo e para a interação com o espaço.

Dicas:

– Adaptar a música aos gostos dos alunos, buscando criar um ambiente mais divertido.
– Promover um espaço seguro onde todos os alunos se sintam confortáveis.
– Utilizar o feedback dos alunos para melhorar futuras aulas de dança.

Texto sobre o tema:

A dança, enquanto forma de expressão artística, é um dos meios mais antigos e universais de comunicação humana. Através da dança, é possível transmitir emoções e contar histórias de maneira que as palavras, muitas vezes, não conseguem. O estudo da dança enriquece a vida das crianças em diversos aspectos, como na coordenação motora, autoconfiança e trabalho em equipe. Rudolf Laban, um dos pioneiros na análise do movimento, criou um sistema que ajuda a entender não só a forma de dançar, mas também a estrutura e intenção por trás de cada movimento. Um dos aspectos principais de Laban é a orientação no espaço; compreender a importância de saber onde estamos em relação a tudo ao nosso redor pode ser extremamente benéfico não só na dança, mas também em diversas áreas da vida, incluindo o aprendizado e a socialização nas relações interpessoais.

Ao integrar as técnicas do movimento de Laban à prática da dança, os alunos são guiados a explorar a liberdade de se movimentar dentro de um espaço, interagindo com seus colegas, criando laços e divertindo-se. Cada passo, cada tempo e cada giro trazem não apenas técnica e estética, mas também uma valorização da expressividade que enriquece seu entendimento sobre si e sobre os outros. A dança tem o poder de transformar o ambiente escolar em um espaço mais acolhedor, incentivando a inclusão e a criatividade, moldando cidadãos mais conscientes e harmoniosos em suas interações.

Desdobramentos do plano:

Um plano de aula que integra a dança como forma de orientação no espaço é essencial não só para o desenvolvimento físico dos alunos, mas também para a construção de valores essenciais na convivência social. As experiências compartilhadas em sala de aula acabam por garantir que cada criança possa aprender não apenas a dançar, mas também a respeitar e valorizar as diferenças que existem dentro do grupo, promovendo um ambiente de aceitação. O enfoque na aprendizagem colaborativa estimula relações positivas entre os alunos, contribuindo para um ambiente escolar mais coeso. Assim, nós proporcionamos um espaço seguro para a expressão individual, permitindo que cada aluno desabroche suas particularidades com respeito e dignidade.

A diversidade cultural que permeia a dança também é uma oportunidade para os alunos conhecerem sobre diferentes tradições e estilos de se mover, respeitando e apreciando as histórias que estão por trás de cada manifestação artística. Ao explorar essa diversidade, estamos não apenas incentivando a aprendizagem artística, mas também contribuindo para o entendimento mais amplo de culturas e modos de vida. A dança, ao ser ensinada com esse olhar, não se limita a um simples exercício, mas se transforma em uma ferramenta educacional que pode fazer a diferença na formação de cidadãos mais conscientes e críticos.

Por fim, ao propor atividades práticas e reflexivas, o plano de aula incentiva o desenvolvimento integral do aluno, ao encorajá-los a descobrir o seu próprio corpo e espaço, a experimentar novas formas de se movimentar e a colaborar em grupo. Essas experiências adquiridas são habilidades que os alunos levarão não apenas para a sala de aula, mas também para a vida cotidiana, consolidando o aprendizado de formas alegres e significativas.

Orientações finais sobre o plano:

É fundamental que o professor esteja atento às diferentes habilidades e ritmos dos alunos durante a aula. Esse cuidado com as especificidades de cada um propõe um espaço inclusivo, onde todos se sintam respeitados e valorizados. A dança é uma arte que tem o potencial de quebrar barreiras, possibilitando um diálogo profundo entre o corpo e o espaço, entre o individual e o coletivo, entre o eu e o outro. Isso não apenas enriquece a experiência estética dos alunos, mas também promove um crescimento pessoal significativo.

Além disso, as adaptações propostas nas atividades são essenciais para que todos tenham a oportunidade de se envolver e participar, garantindo que nenhuma criança fique de fora. Em um ambiente em que todos têm voz e espaço, promove-se a autoestima e a segurança necessárias para que os alunos se sintam à vontade para se expressar e experimentar.

Por fim, o processo de avaliação deve ser contínuo e formativo, proporcionando feedback construtivo aos alunos sobre suas experiências e permitindo o diálogo sobre o que foi aprendido. O objetivo é sempre que cada aluno saia da aula com uma nova compreensão sobre a dança e o espaço ao seu redor, levando consigo a alegria e as experiências que a dança é capaz de proporcionar.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Dança dos Animais:
Faixa Etária: 9-10 anos
Objetivo: Explorar movimentos corporais de forma criativa.
Descrição: Os alunos devem imitar os deslocamentos e movimentos de diferentes animais (como girafa, sapo, etc.) em um ambiente livre, desenvolvendo a consciência espacial e interagindo entre si.
Materiais: Música com sons de animais que podem ser complementados com um grande papel e canetinhas para desenhar os animais representados.

2. Arco-Íris em Movimento:
Faixa Etária: 9-10 anos
Objetivo: Associar cores aos movimentos e expressões corporais.
Descrição: Cada aluno deve escolher uma cor do arco-íris e, a partir disso, criar um movimento que represente essa cor. Todos juntos apresentarão a dança do arco-íris!
Materiais: Tecido colorido ou cartões que representem cada cor.

3. Fazendo a Dança dos Círculos:
Faixa Etária: 9-10 anos
Objetivo: Explorar formas geométricas e direções.
Descrição: Os alunos praticam coreografias em círculo, cada grupo cria uma sequência e, em seguida, todos se integram.
Materiais: A música que quer dar ritmo aos movimentos.

4. Caça ao Tesouro Dançante:
Faixa Etária: 9-10 anos
Objetivo: Mobilizar a coordenação e o trabalho em grupo.
Descrição: Durante a caça ao tesouro, cada pista deverá ser acompanhada de uma dança específica que todos deverão realizar.
Materiais: Pistas físicas para serem escondidas.

5. Histórias em Movimento:
Faixa Etária: 9-10 anos
Objetivo: Criar narrativas através do movimento.
Descrição: Cada aluno deve escolher um breve trecho de uma história que será transformada em uma dança, incorporando movimentos correspondentes à narrativa que escolheram.
Materiais: Trechos de livros ou histórias.

Com estas ideias, o professor terá um leque de opções lúdicas e enriquecedoras para trabalhar a dança como uma forma de orientação no espaço, transformando cada aula em uma vivência rica e divertida.


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