“Celebrando a História Negra: Plano de Aula Inclusivo e Criativo”

O plano de aula proposto traz uma abordagem didática inovadora voltada para a celebração da história negra e o papel dos contadores de histórias no contexto da Consciência Negra. Este momento é essencial para promover a construção da identidade cultural e o respeito à diversidade entre os alunos do 6º e 7º ano, especialmente entre aqueles que apresentam dificuldades na leitura e na escrita. Este plano é elaborado para proporcionar aos alunos uma experiência rica e significativa, utilizando um filme como veículo para abrir discussões importantes sobre a cultura afro-brasileira, ampliando o horizonte educacional ao possibilitar a reflexão crítica e o diálogo.

Este plano não apenas se alinha com as normas da BNCC, mas também destaca a importância de valorizar o ensino inclusivo, reconhecendo as dificuldades específicas dos alunos e promovendo práticas que incentivem a participação ativa e a expressão pessoal. Os alunos terão a oportunidade de aprimorar habilidades de leitura, escrita e interpretação ao interagirem com um segmento importante da cultura brasileira, que é a história negra.

Tema: Celebrar a História Negra e Contadores de Histórias
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: 9 a 11 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Aproximar os alunos do 6º ano da história e cultura afro-brasileira através da exibição de um filme, promovendo a reflexão sobre a importância dos contadores de história na preservação da memória coletiva e da identidade cultural.

Objetivos Específicos:

– Incentivar a escuta atenta e a análise crítica dos conteúdos apresentados no filme.
– Desenvolver habilidades de leitura e escrita a partir da produção de pequenos textos sobre a história negra.
– Explorar a narrativa oral e a importância dos contadores de histórias na cultura afro-brasileira.
– Promover a reflexão sobre a identidade cultural e a diversidade étnica.

Habilidades BNCC:

– (EF06LP01) Reconhecer a impossibilidade de uma neutralidade absoluta no relato de fatos e identificar diferentes graus de parcialidade/imparcialidade dados pelo recorte feito e pelos efeitos de sentido advindos de escolhas feitas pelo autor, de forma a poder desenvolver uma atitude crítica frente aos textos jornalísticos e tornar-se consciente das escolhas feitas enquanto produtor de textos.
– (EF06LP11) Utilizar, ao produzir texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: tempos verbais, concordância nominal e verbal, regras ortográficas, pontuação etc.
– (EF67LP10) Produzir notícia impressa tendo em vista características do gênero – título ou manchete com verbo no tempo presente, linha fina (opcional), lide, progressão dada pela ordem decrescente de importância dos fatos, uso de 3ª pessoa, de palavras que indicam precisão.

Materiais Necessários:

– Projeção do filme ou uma seleção de vídeos curtos sobre a história negra.
– Quadro branco e marcadores.
– Folhas de papel para escrita.
– Materiais de arte (lápis de cor, canetinhas) para as produções artísticas.
– Textos inspiradores de contadores de histórias ou depoimentos.

Situações Problema:

– Como a história negra é contada na sociedade atual?
– Qual a importância dos contadores de histórias na preservação da cultura afro-brasileira?
– Quais são os sentimentos e reflexões que o filme nos provoca?

Contextualização:

O Dia da Consciência Negra é um momento importante para refletir sobre a contribuição dos africanos e seus descendentes à sociedade brasileira, bem como para promover a equidade racial e a valorização da diversidade. Neste plano, o uso de um filme possibilita abordar temas relevantes de forma acessível e envolvente, proporcionando um espaço seguro onde os alunos podem expressar suas opiniões, sentimentos e aprendizados.

Desenvolvimento:

1. Abertura (10 minutos): Introduza a aula apresentando o Dia da Consciência Negra. Pergunte aos alunos o que sabem sobre a importância da data. Anote as respostas no quadro.
2. Exibição do Filme (20 minutos): Assista a um trecho do filme que destaca a história negra e a importância de contadores de histórias.
3. Discussão e Reflexão (10 minutos): Promova uma roda de conversa sobre o que foi assistido. Pergunte aos alunos o que mais impactou e o que aprenderam.
4. Produção de Texto (10 minutos): Os alunos devem escrever um pequeno texto sobre a cena que mais os tocou ou o significado de um contador de histórias, expressando suas opiniões e sentimentos.

Atividades sugeridas:

Atividade 1 – Contadores de Histórias:
Objetivo: Explorar a função dos contadores de histórias.
Descrição: Cada aluno terá que pesquisar e trazer um conto ou história de um autor negro brasileiro. Eles podem apresentar aos colegas, explicando a importância cultural da história.
Instruções: Utilize livros ou internet para a pesquisa. Os alunos devem compartilhar com a turma em um formato que considerem adequado (conto, dramatização).

Atividade 2 – Criação de Histórias:
Objetivo: Criar narrativas.
Descrição: Os alunos criarão uma breve história em grupo, incorporando elementos da cultura afro-brasileira. Eles devem desenhar ilustrações que acompanhem a narrativa.
Instruções: Divida a turma em grupos e forneça papel e materiais para a ilustração. Peça para apresentarem suas histórias.

Atividade 3 – Debates sobre o Filme:
Objetivo: Desenvolver o pensamento crítico.
Descrição: Organize um debate sobre os temas tratados no filme, instigando os alunos a expressarem suas opiniões.
Instruções: Defina perguntas orientadoras e estimule que cada aluno contribua com sua visão.

Atividade 4 – Diário de Reflexão:
Objetivo: Estimular a escrita reflexiva.
Descrição: Propor um diário onde os alunos escrevam diariamente ou semanalmente sobre suas aprendizagens em relação à história negra.
Instruções: Forneça um caderno para cada aluno e oriente sobre a importância da escrita reflexiva.

Atividade 5 – Arte e Cultura:
Objetivo: Conectar arte à história.
Descrição: Organizar uma exibição de artes feitas pelos alunos, inspiradas na cultura afro-brasileira.
Instruções: Os alunos devem usar diferentes materiais para criar suas obras e apresentar a todos.

Discussão em Grupo:

Promova uma discussão onde os alunos possam compartilhar suas impressões sobre o que aprenderam com o filme e como isso impactou suas visões pessoais. Questione sobre as emoções que sentiram e a conexão com a história negra.

Perguntas:

– O que mais te impressionou no filme?
– Qual a importância dos contadores de histórias na cultura afro-brasileira?
– Como podemos celebrar a história negra em nosso dia-a-dia?

Avaliação:

A avaliação será feita com base na participação dos alunos nas discussões, na criatividade e no conteúdo dos textos produzidos. Além disso, será importante observar o engajamento nas atividades de grupo e como expressaram suas reflexões através da arte e da escrita.

Encerramento:

Finalize a aula congratulando a turma pela participação e pelas contribuições. Reforce que a compreensão da história negra é essencial para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária.

Dicas:

– Utilize recursos audiovisuais que sejam atrativos para a faixa etária dos alunos.
– Incluir a utilização de músicas ou poesias de artistas negros brasileiros pode enriquecer a aula.
– Seja sensível ao abordar temas delicados, promovendo um ambiente seguro para o compartilhamento de experiências e sentimentos.

Texto sobre o tema:

A história negra é um elemento fundamental da formação cultural brasileira e, portanto, deve ser reconhecida, celebrada e ensinada. O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é um exemplo dessa valorização, pois homenageia a resistência e as contribuições dos negros para a sociedade. A tradição oral, representada pelos contadores de histórias, desempenha um papel crucial na preservação de memórias e na transmissão de saberes. Em uma sociedade com tanta diversidade, é vital que os alunos compreendam a importância dessas narrativas, que não apenas refletem a história, mas também ajudam a moldar a identidade cultural dos indivíduos e da coletividade.

Contar histórias é um ato poderoso, pois pode transformar a visão de mundo, inspirar mudanças sociais e promover a empatia. Ao apresentar narrativas afro-brasileiras, os educadores têm a oportunidade de guiar os alunos a uma compreensão mais profunda do que significa ser brasileiro em sua totalidade. É por meio dessas histórias que podemos cruzar fronteiras de preconceito e discriminação, construindo um espaço que valoriza todos os relatos, proporcionando uma verdadeira aprendizagem significativa e inclusiva.

A prática de contar histórias também oferece aos alunos a oportunidade de expressar suas ideias e emoções de forma criativa, estimulando o desenvolvimento da escrita e da leitura. Isso é especialmente importante para aqueles que enfrentam desafios nesse aspecto, pois a narrativa é uma ferramenta que pode ser utilizada para conectar o aprendizado com a experiência pessoal e a realidade social. Assim, ao trabalhar a história negra e os contadores de histórias, estamos, de fato, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e críticos.

Desdobramentos do plano:

O plano de aula proposto pode ser desdobrado em várias outras atividades que desenvolvam ainda mais as competências dos alunos. Além das discussões e produções em sala de aula, o professor pode incentivar os alunos a realizarem entrevistas com pessoas da comunidade que tenham experiências ou histórias relacionadas à cultura afro-brasileira. Isso não apenas enriquece o conhecimento, mas também fortalece os laços comunitários e a valorização da história local.

Outro desdobramento interessante é a realização de um festival cultural, onde alunos possam apresentar danças, músicas, poemas e histórias que refletem a diversidade da cultura negra. Esta atividade pode movimentar a escola e estimular outras turmas a se engajar na discussão sobre a história negra.

Além disso, pode-se formar um clube de leitura onde os alunos selecionam e discutem livros escritos por autores negros, ampliando suas referências literárias e as oportunidades de leitura. Essa prática pode oferecer um apoio valioso a cada aluno, especialmente aqueles que enfrentam dificuldades na escrita e leitura, proporcionando uma experiência de aprendizado positiva e empoderadora.

A continuidade desse trabalho é essencial para garantir que os alunos sintam-se ouvidos e valorizados dentro do espaço escolar, o que contribui para uma autoestima elevada e uma sensação de pertencimento. Ao fornecer essas oportunidades, estamos não apenas enriquecendo o ensino, mas também promovendo a equidade e o respeito à diversidade na sala de aula.

Orientações finais sobre o plano:

É fundamental que os educadores estejam preparados para lidar com questões emocionais e pessoais que podem surgir durante a abordagem de temas delicados como a história e cultura afro-brasileira. Criar um ambiente seguro e acolhedor em sala de aula é essencial para que todos os alunos se sintam confortáveis para compartilhar seus pensamentos e experiências.

Os professores devem estar cientes de que a diversidade de opiniões é natural e que o respeito às diferenças deve ser uma prioridade. As interações no decorrer do plano devem sempre ser mediadas, garantindo que todos tenham a chance de se expressar e serem ouvidos. Isso enriquecerá o aprendizado e promoverá um clima de respeito mútuo e inclusão.

Por fim, a autoavaliação dos educadores após a implementação do plano de aula pode ser um passo valioso. Analisar o que funcionou, o que pode ser melhorado e como o feedback dos alunos pode ser integrado em futuras aulas é parte do desenvolvimento contínuo como docente, garantindo que cada sessão de ensino se torne mais eficaz e significativa para a aprendizagem dos alunos.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Contação de Histórias Improvisada: Objetivo: Permitir que os alunos criem e contem suas próprias versões de histórias afro-brasileiras. Os alunos podem se dividir em grupos e utilizar elementos surpresa, como objetos ou personagens, a fim de enriquecer a narrativa. Isso incentiva a criatividade e a habilidade oral, permitindo que expressem suas ideias de forma divertida.

2. Teatro de Fantoches: Objetivo: Criar uma apresentação que ilustre contos ou mitos afro-brasileiros. Os alunos poderão criar seus próprios fantoches e ensaiar uma encenação. Essa atividade não só desenvolve a expressão artística, mas também permite que os alunos explorem a cultura afro-brasileira de uma maneira prática e envolvente, estimulando a colaboração e o trabalho em equipe.

3. Jogo do Conhecimento da História Negra: Objetivo: Elaborar um jogo de perguntas e respostas baseadas em informações sobre a história africana e afro-brasileira. O jogo pode ser feito em formato de quiz, onde os alunos competem para ver quem sabe mais sobre a cultura negra. Isso ajudará na fixação dos conteúdos abordados na aula de forma lúdica e interativa.

4. Criação de um Mural Coletivo: Objetivo: Refletir sobre a história negra através da arte. os alunos podem criar um mural com o tema “A história negra no Brasil”, utilizando diferentes técnicas. Esse mural pode incluir ilustrações, recortes, e até pequenas reflexões escritas, permitindo uma expressão artística que é ao mesmo tempo educativa.

5. Caminhada da Memória: Objetivo: Realizar uma caminhada pela escola ou comunidade, onde os alunos refletem sobre o que aprenderam enquanto observam elementos que representam a cultura negra local. Eles podem fazer registros ou anotações que compartilham em sala de aula posteriormente. Essa atividade promove a observação crítica e a apreciação cultural, ligando os aprendizados à realidade do entorno.

Essas sugestões lúdicas visam não apenas engajar os alunos em uma aprendizagem divertida e interativa sobre a história negra, mas também facilitar o desenvolvimento de competências socioemocionais e habilidades de comunicação, essenciais para a formação integral dos alunos.


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