“Atividades Lúdicas com ‘Noite Estrelada’ para Crianças de 2 a 5 Anos”

A proposta deste plano de aula é proporcionar uma experiência lúdica e enriquecedora para crianças pequenas, com idades entre 2 e 5 anos, através da obra “Noite Estrelada”, de Vincent van Gogh. Esta pintura, famosa por suas cores vibrantes e formas expressivas, serve como ponto de partida para atividades artísticas, motrizes e de socialização, permitindo que as crianças explorem suas emoções e a criatividade. No decorrer de três dias, os alunos terão a oportunidade de observar, criar e interagir com o tema das estrelas, proporcionando aprendizado significativo em uma abordagem multidisciplinar.

Os objetivos são estimular a percepção visual através da arte, o desenvolvimento das habilidades motoras e também a interação social entre os alunos, alinhando-se, assim, às diretrizes da BNCC. As atividades foram estruturadas de forma a promover o engajamento, a expressão individual e a cooperação em grupo, fundamentais para essa faixa etária.

Tema: Noite Estrelada de Van Gogh
Duração: 3 dias
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 2 a 5 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover o desenvolvimento integral das crianças através da interação com a obra “Noite Estrelada” e o estímulo à criatividade, à expressão corporal e ao trabalho em grupo.

Objetivos Específicos:

– Explorar a obra “Noite Estrelada” através de diferentes linguagens artísticas.
– Estimular as crianças a expressarem suas emoções e pensamentos sobre as cores e formas.
– Fomentar a interação e a colaboração entre os alunos durante as atividades propostas.
– Desenvolver habilidades motoras por meio de atividades artísticas e lúdicas.

Habilidades BNCC:

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
– (EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
– (EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
– (EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
– (EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais.

Materiais Necessários:

– Papel sulfite e cartolina azul.
– Tinta guache nas cores: amarelo, azul, branco e preto.
– Pincéis e esponjas.
– Lantejoulas e papel celofane.
– Tesoura sem ponta e cola.
– Música instrumental suave.

Situações Problema:

Como podemos criar a nossa própria “Noite Estrelada” usando cores e formas que expressam como nos sentimos? De que maneiras as estrelas podem nos fazer imaginar histórias e desejos?

Contextualização:

Vincent van Gogh usou uma paleta de cores vibrantes e formas onduladas para retratar a noite em sua famosa pintura. A partir da observação dessa obra, as crianças irão adentrar no mundo da arte, explorando sentimentos e emoções que as cores podem evocar. Essa atividade também incentivará um diálogo sobre as próprias experiências e sentimentos que cada criança associa com as estrelas e a noite.

Desenvolvimento:

Dia 1: Introdução à Noite Estrelada
– Apresentação da obra “Noite Estrelada”. Utilizar reproduções da pintura em formato grande para que todas as crianças possam observar.
– Conversa sobre as cores e formas observadas, perguntando como essas cores fazem com que se sintam. O foco está em promover a expressão oral.
– Finalizar o dia com um pequeno momento de relaxamento com música suave, incentivando o uso da imaginação sobre o que as estrelas podem contar.

Dia 2: Criação Artística
– Primeira parte da manhã: Propor a atividade de criação de uma versão simplificada da “Noite Estrelada” em cartolina azul utilizando esponjas e guache. Cada criança terá a liberdade de utilizar as cores como desejarem.
– Segunda parte da manhã: Usar as lantejoulas e celofane para criar estrelas que brilharão em suas obras, sob orientação do professor. O objetivo aqui é salientar a noção de espaço e profundidade.

Dia 3: Apresentação e Compartilhamento
– Montar uma pequena exposição das obras criadas pelas crianças.
– Propor que cada aluno apresente sua obra e manifesto o que a sua versão da “Noite Estrelada” representa para eles. Essa atividade promoverá a escuta e a empatia entre os alunos.
– Finalizar com a leitura de uma história sobre o céu estrelado, conectando com a experiência artística vivida.

Atividades sugeridas:

1. Atividade de Observação da Obra – Levar as crianças a observar a pintura e compartilhar suas impressões. Produto: Criação de um mural coletivo.
2. Criação Livre com Tintas – Proporcionar tintas e deixar as crianças livremente experimentarem as cores para expressar como se sentem ao olhar para o céu.
3. Teatro de Sombras – Criar formas de estrelas com suas mãos e projetá-las, puxando para a imaginação sobre o que as estrelas podem nos contar.
4. Cantinho do Sonho – Criar um espaço com almofadas e objetos relacionados às estrelas para contação de histórias.
5. Jogo das Estrelas – Brincar com um bolso de atividades motoras e sensoriais onde as crianças devem encontrar ‘estrelas’ escondidas em um espaço delimitado por cores.

Discussão em Grupo:

Após as atividades, promover uma roda de conversa para discutir as emoções que a experiência causou em cada criança, como se sentiram ao observar, criar e compartilhar suas obras.

Perguntas:

– O que mais te chamou atenção na pintura “Noite Estrelada”?
– Como seria a sua noite estrelada perfeita?
– Qual a estrela que mais gostou de criar e por quê?

Avaliação:

Observar a participação e interação das crianças durante as atividades, valorizando a expressão individual em suas produções artísticas. Analisar como se comunicaram sobre seus sentimentos e experiências relacionadas às suas obras e à obra de Van Gogh.

Encerramento:

Finalizar o dia com um agradecimento a todos os alunos pela participação e pelo compartilhamento de suas emoções e sentimentos. Refletir com as crianças sobre o que aprenderam sobre a arte e como isso as conectou com suas próprias emoções.

Dicas:

É importante que o professor crie um ambiente seguro, acolhedor e estimulante, onde as crianças sintam-se à vontade para explorar suas emoções. Sugira que cada atividade seja flexível, permitindo que os alunos mais tímidos possam se expressar de outras maneiras, como o desenho ou a dança, além da verbalização.

Texto sobre o tema:

A “Noite Estrelada” é talvez uma das mais icônicas obras da arte ocidental. Pintada em junho de 1889, enquanto Van Gogh estava em um asilo em Saint-Rémy-de-Provence, essa obra extravasa a essência de sentimentos e impressões, mais do que apenas uma representação visual da noite. Nesta pintura, a intensidade do azul mescla-se a um amarelo vibrante das estrelas que parecem pulsar com vida. Van Gogh, através de sua prática artística, nos convida a olhar para o mundo de uma maneira diferente, onde as cores e formas expressam em mais profundidade a complexidade das emoções humanas. Esta conexão com a arte é essencial, especialmente para crianças, pois abre portas para a criatividade e para a imaginação, fundamentais no desenvolvimento afetivo e cognitivo.

A arte tem o poder de transformar percepções e criar novas narrativas. O uso de cores e formas únicas não apenas proporciona prazer estético, mas também aguça a sensibilidade e a empatia das crianças em relação a si mesmas e à experiência dos outros. A “Noite Estrelada” é um convite para as crianças explorarem o próprio interior, entendendo melhor seus sentimentos e como expressá-los, seja através da arte ou da interação com seus pares. Em educação infantil, o contato com obras de arte como a de Van Gogh é uma oportunidade para o desenvolvimento integral, onde se ensina que todos podem ser criadores e que cada um possui uma visão única do mundo.

É nesse contexto que o ensino da arte se torna cada vez mais relevante. As obras, quando apresentadas de forma sensível e acessível, têm o potencial de estimular o crescimento emocional e social das crianças ao promover um espaço de diálogo e construção de significados. Assim, explorar a “Noite Estrelada” não se limita a uma atividade artística, mas sim a uma jornada de autoconhecimento e de conscientização de como cada um pode expressar suas emoções e apreensões. Isso favorece, portanto, um aprendizado profundo que ecoa bem além do movimento artístico, abrindo caminhos para o reconhecimento da individualidade e da coletividade nas experiências do cotidiano.

Desdobramentos do plano:

Após a vivência com a “Noite Estrelada”, os desdobramentos dessa atividade podem ser significativos e podem impactar diretamente o dia a dia das crianças em sala de aula. Os alunos, ao desenvolverem suas produções artísticas e compartilharem suas criações, exercitam habilidades sociais fundamentais como a escuta e o interesse pelo outro. Esses momentos de interação e troca não apenas ajudam na formação da personalidade de cada criança, mas também enriquecem as relações interpessoais. Aprender a valorizar as contribuições dos colegas é um passo importante para a construção de uma comunidade.

Um outro aspecto que pode se desdobrar a partir do plano é a continuidade da exploração artística. O universo das estrelas e da noite se torna um tema vasto para outras atividades, como a produção de histórias, a leitura de livros relacionados ou até mesmo a exploração de datas como as noites de observação astronômica. Isso possibilita que as crianças se tornem mais curiosas sobre o mundo ao seu redor e as motiva a buscar conhecimento.

Além disso, investir em atividades que conectem as emoções vividas durante a experiência artística à prática da empatia é crucial. À medida que as crianças se tornam mais conscientes de si mesmas e dos sentimentos dos outros, conseguimos fomentar um ambiente mais respeitoso e harmonioso na sala de aula.

Orientações finais sobre o plano:

A proposta deste plano é que os educadores tenham uma abordagem flexível e aberta. As atividades podem ser adaptadas conforme o tamanho da turma e o perfil de cada criança, respeitando sempre o ritmo individual. O educador deve estar atento para promover a inclusão de todos, permitindo que cada criança manifeste suas emoções de maneira autêntica e respeitando seus limites.

Utilizar a arte como ferramenta de educação é muito mais do que uma atividade estética; trata-se de um processo de descoberta e experiência. Assim, os professores podem conectar a aprendizagem artística às vivências do cotidiano dos alunos, proporcionando um espaço mais significativo para o aprendizado. Isso não só enriquece o conhecimento, mas promove também a autoafirmação das crianças e sua capacidade de interagir com o mundo de forma positiva.

Por fim, ao final da execução do plano, é benéfico que o professor faça uma reflexão sobre as atividades e como elas impactaram as dinâmicas do grupo, tanto nas habilidades expresivas quanto nas sociais. Tais reflexões não só contribuem para o aprimoramento do docente como também garantem que as propostas futuras sejam cada vez mais eficazes, pertinentes e inclusivas.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Cinema das Estrelas: Crie um cinema improvisado com tampas de garrafas como ‘poltronas’ e um lençol como tela. Os alunos podem desenhar estrelas para colar e mais tarde apresentar suas “histórias de estrelas”.
2. Contação Interativa: A cada dia, uma criança pode ser o “contador”. Usar fantoches ou objetos relacionados para contar como as estrelas podem brincar com a noite.
3. Dança Celestial: Ao som de uma música suave, as crianças podem imitar diferentes movimentos de estrelas que piscam, giram e dançam no céu, desenvolvendo a coordenação motora e a liberdade de expressão.
4. Caça às Estrelas: Criar estrelas de papel escondidas por toda a sala, cada uma com uma missão (ex: desenhar um amigo, falar sobre o que sente). As crianças devem encontrar e cumprir as missões.
5. Noite de Estrelas: As crianças podem montŷr um ambiente na sala com cobertores e almofadas, onde elas podem deitar e observar estrelas de papel coladas no teto, enquanto compartilham sonhos e esperanças.

Este plano de aula é um convite para que o professor não apenas ensine sobre arte, mas também celebre a expressão criativa e a vivência das emoções que fazem parte da infância.


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