“Aprendendo com Pipas: A Arte de Brincar no 7º Ano”

A proposta deste plano de aula é proporcionar aos alunos do 7º ano do ensino fundamental uma experiência educativa enriquecedora e divertida, enfatizando a arte de brincar através da confecção e soltura de pipas ou papagaios. Essa atividade lúdica permitirá que os estudantes desenvolvam habilidades artísticas, motoras, e, ao mesmo tempo, promovam a interação e a colaboração em grupo, enquanto exploram os conceitos de aerodinâmica e a história da brincadeira.

Neste contexto, a pipa, também conhecida como papagaio em algumas regiões do Brasil, é mais do que um simples brinquedo; ela é um produto cultural que representa a criatividade e a tradição popular. Assim, a aula se tornará uma oportunidade de ensino que transcende os limites do conhecimento convencional, visando promover uma reflexão crítica acerca das práticas de lazer e suas funções sociais e educativas.

Tema: Arte de Brincar – Pipa ou Papagaio
Duração: 90 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 7º Ano
Faixa Etária: 13 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Desenvolver a criatividade, a habilidade manual e a valorização das tradições culturais brasileiras por meio da confecção e da soltura de pipas, entendendo a arte de brincar como uma forma de expressão e socialização.

Objetivos Específicos:

– Incentivar o trabalho em grupo e a cooperação entre os alunos.
– Proporcionar um espaço para a expressão artística através da confecção de pipas.
– Promover a discussão sobre a história e a tradição das pipas no Brasil.
– Estimular a compreensão de conceitos de aerodinâmica e física de uma forma prática.
– Integrar conhecimentos de matemática na medida em que os alunos utilizarão medidas e proporções na confecção de suas pipas.

Habilidades BNCC:

– (EF69AR01) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais, contextualizando-as no tempo e no espaço.
– (EF67EF01) Experimentar e fruir jogos eletrônicos diversos, valorizando e respeitando os sentidos e significados atribuídos a diferentes grupos sociais e etários.
– (EF07MA01) Resolver e elaborar problemas com números naturais, envolvendo as noções de divisor e de múltiplo.

Materiais Necessários:

– Papel de seda ou plástico para a confecção das pipas.
– Varetas ou gravetos leves para a estrutura da pipa.
– Tesoura.
– Fita adesiva.
– Barbante.
– Canetas ou tintas para decoração.
– Espaço ao ar livre para a soltura das pipas.

Situações Problema:

– Como podemos construir uma pipa que consiga voar alto e longe?
– Quais elementos físicos devem ser considerados para que a pipa não caia?
– Por que a cultura das pipas é importante na história do Brasil?

Contextualização:

A atividade de soltar pipas é uma prática muito comum nas culturas de diversos países, incluindo o Brasil. Historicamente, as pipas aparecem em várias celebrações e festas populares, além de serem um elemento de criatividade e ludicidade nas brincadeiras de crianças. Refletir sobre essa tradição nas aulas promove, além do aprendizado da parte técnica, uma conexão afetiva e cultural entre os alunos e suas histórias de vida.

Desenvolvimento:

1. Acolhida: Inicie a aula conversando com os alunos sobre suas experiências com pipas. Pergunte se já soltaram pipas e como é essa atividade para eles.
2. Apresentação do tema: Apresente a proposta da aula explicando que eles irão aprender a fazer e soltar pipas, além de discutir suas origens e significados.
3. Explanação: Explique os conceitos de aerodinâmica básicos que permitirão que as pipas voem, como a importância do design e peso.

Atividades sugeridas:

Atividade 1: Confecção da pipa
Objetivo: Ensinar os alunos a construir uma pipa.
Descrição: Divida os alunos em grupos de 4 a 5. Cada grupo receberá materiais para construir a pipa, seguindo um modelo básico.
Instruções Práticas:
– Cada grupo deve desenhar um modelo no papel antes de começar a montagem.
– Após a definição do modelo, os alunos cortam o papel e montam a estrutura usando as varetas e fita adesiva.
– Imitar a forma tradicional das pipas, permitindo que cada grupo personaliza com as tintas e canetas.

Atividade 2: Experiência de voo
Objetivo: Aplicar os conhecimentos sobre estrutura e aerodinâmica na prática.
Descrição: Depois de completar as pipas, os grupos deverão ir para o espaço ao ar livre para testá-las.
Instruções Práticas:
– Um aluno deve segurar a pipa enquanto outro enrola o barbante.
– Ao sinal do professor, todos devem soltar as pipas ao mesmo tempo.
– Observem quais pipas voam mais alto e discutam os motivos.

Atividade 3: Vivência e Reflexão
Objetivo: Promover uma discussão sobre a cultura da pipa.
Descrição: Após a atividade prática, cada grupo deve compartilhar suas experiências e reflexões sobre a atividade.
Instruções Práticas:
– Pedir aos alunos que falem sobre a experiência e se gostaram da atividade, o que aprenderam e como isso se relaciona com a cultura.

Discussão em Grupo:

– Quais foram os maiores desafios ao construir a pipa?
– Como as pipas representam a cultura brasileira?
– De que forma a atividade fortaleceu o trabalho em equipe?

Perguntas:

– O que você aprendeu sobre aerodinâmica enquanto construía a pipa?
– Como você descreveria a experiência de soltar pipas em comparação com outras brincadeiras?
– Qual a importância de preservar essas tradições culturais no Brasil?

Avaliação:

– Avaliação da participação dos alunos durante a construção e soltura das pipas.
– Observação do trabalho em equipe e da colaboração entre os alunos.
– Reflexão escrita onde cada aluno deve registrar o que aprendeu sobre a construção das pipas e sua importância cultural.

Encerramento:

Reúna a turma para uma roda de conversa final. Peça que compartilhem seus sentimentos e impressões sobre a experiência da aula. Incentive que falem das tradições que conhecem que envolvem brincadeiras e como isso impacta sua cultura.

Dicas:

– Prepare um espaço ao ar livre para a soltura das pipas, garantindo a segurança de todos os alunos.
– Caso um grupo tenha dificuldades com a confecção, ofereça auxílio e sugestões para que possam superar os desafios.
– Utilize exemplos de diferentes tipos de pipas ao redor do mundo para enriquecer a discussão.

Texto sobre o tema:

A confecção e a soltura de pipas, uma prática tão comum e divertida, vai além da simples distração. Ela é um reflexo da cultura e da criatividade de um povo que encontra na arte de brincar uma forma de expressão artística. As pipas têm seu lugar especial na tradição popular brasileira, onde sua história se entrelaça com a vivência de diversas gerações. No Brasil, a prática de soltar pipas é especialmente conhecida durante festas juninas, mas é uma diversão apreciada ao longo de todo o ano. Além de divertidas, as pipas possuem uma capacidade única de estimular a convivência social. Seja nas comunidades, nas escolas ou nos parques, as pipas são um convite ao lazer e à partilha de saberes.

Ao longo dos anos, a arte de fazer pipas passou de geração em geração, cada uma trazendo seu próprio estilo e técnica. Essa prática possibilita o desenvolvimento de habilidades manuais, a criatividade e a resolução de problemas, mas, sobretudo, a formação de laços sociais. A socialização durante a confecção e a soltura de pipas fortalece os vínculos entre amigos e familiares, criando memórias afetivas que perduram por toda a vida. A atividade de relembrar a importância das brincadeiras tradicionais é um passo essencial para garantir que o patrimônio cultural se mantenha vivo. Ao aprender sobre a construção e a soltura das pipas, nossos alunos não apenas se divertem, mas também se tornam guardiões dessas tradições valiosas.

Desdobramentos do plano:

Esse plano de aula pode ser desdobrado em várias outras atividades que permitem explorar novos temas relacionados à cultura popular e à criatividade. Primeiramente, os alunos podem ser incentivados a pesquisar diferentes tipos de pipas e suas origens em diversos países, enriquecendo o conhecimento sobre a diversidade cultural que existe. Dessa forma, a prática de soltar pipas se transforma em um espaço de aprendizagem cultural e social.

Além disso, a prática de fazer pipas também pode se entrelaçar com conteúdos de física e matemática. Os alunos poderiam estudar unidades de medida e ângulos ao traçar seus desenhos, ou até mesmo destacar a relação entre massa e aerodinâmica na prática de Soltar pipas. Aprofundar esses conceitos ajuda os alunos a ver a conexão entre a arte e a ciência em suas práticas lúdicas.

Finalmente, outra possibilidade é promover uma exposição na escola onde cada grupo apresente suas pipas, junto com informações sobre a pesquisa que realizaram. Essa troca de conhecimentos promove a valorização das aprendizagens individuais e coletivas e instiga interesses por novas descobertas e conexões.

Orientações finais sobre o plano:

Ao desenvolver esse plano de aula, é essencial manter um ambiente seguro e acolhedor, onde todos os alunos possam se expressar livremente sem medo de julgamentos. O respeito deve prevalecer durante toda a atividade, especialmente ao discutir as tradições e a cultura envolvidas na prática de soltar pipas. Encoraje a todos os alunos a participarem ativamente e a se ajudarem mutuamente, mesmo que suas pipas não saiam da forma que planejaram. Essas lições se tornam tão valiosas quanto a atividade principal.

Visando criar um ambiente colaborativo, é importante que o professor esteja aberto a feedbacks e sugestões dos alunos sobre a atividade. Isso não apenas amplia o envolvimento deles, mas também permite a personalização das aulas futuras. O aprendizado deve ser um processo contínuo e adaptável, que busca atender as diversas necessidades dos alunos. Ao integrar cultura, ciência e criatividade, este plano busca explorar a magia do aprendizado e da arte de brincar.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Oficina de Criatividade: Os alunos podem realizar uma oficina onde criem pipas utilizando diferentes materiais, como plástico reciclado e pintura com temas que retratem a cultura brasileira, estimulando a arte em suas variadas formas.

2. Desenho e Estudo: Por meio do desenho, os alunos podem criar esboços de pipas, em conjunto com um estudo sobre como diferentes culturas criam e decoram suas pipas. Isso pode culminar em uma apresentação onde compartilham as informações e suas criações com a turma.

3. Matemática das Pipolias: Para tornar a matemática mais interessante, os alunos podem calcular a área e o perímetro das diferentes formas usadas para fazer suas pipas. Em grupos, elas podem criar designs matemáticos baseados no que aprenderam.

4. Comemorações e Competições: Organizar um festival de pipas, onde alunos possam trazer suas pipas, enquanto outros podem aprender sobre a tradição e a arte de uma forma mais ampla, participando de concorrências leves sobre a maior pipa, a mais criativa, etc.

5. Viagem ao Futuro: Convidar os alunos a pensarem sobre como as pipas podem evoluir com a tecnologia e como as novas gerações poderão interagir com esse elemento cultural fazendo uma apresentação de ideias inovadoras para pipas do futuro.

Essas atividades são exemplos de como a arte de brincar com pipas pode ser integrada a diversas disciplinas e criar uma experiência significativa e enriquecedora para todos os alunos.


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