A Chamada de Cristo: Entenda sua Natureza e Implicações
Tema: A Natureza da chamada. A chamada de Cristo para o trabalho é de natureza comum e especifica. 1. A chamada de natureza comum: A Igreja é o corpo de Cristo, composto de muitos membros, e todos devem contribuir para o seu desenvolvimento e edificação, mediante o testemunho, o conselho e a oração. “Para cada crente, o Mestre preparou um trabalho certo, quando o resgatou”. 2. A chamada de natureza especifica: Além da participação de todos, existem ministérios distintos, para os quais há homens chamados por Deus. À luz das Sagradas Escrituras, essas chamadas sempre foram precedidas de marcantes experiências espirituais, pelas quais as pessoas foram capacitadas a colocar em um plano inferior todos os demais interesses. Moisés, apesar de sua posição elevada e da instrução “em toda a ciência dos egípcios”, tornou-se “poderoso em suas palavras e obras” (At 7:22). Os quarenta anos como pastor de ovelhas no deserto, contribuíram para torná-lo manso (Nm 12:3). Entretanto, só após a experiência da sarça ardente, é que ele foi capacitado para a grande missão de libertar o povo israelita, escravizado no Egito (Ex 3:2-10). Temos também os exemplos de Isaías (Is 6:1-8) e de Saulo, no caminho de Damasco (At 9:1-22). 3. A chamada para o trabalho: Ela sempre comove o homem a sentir profundo amor pelas almas, sem pensar em recompensas materiais. Aliás, esta é uma condição imposta por Jesus: capacidade de vencer todos os obstáculos e de suportar os sacrifícios, por esta causa gloriosa. 4. A chamada divina, um desafio irresistível: A chamada divina manifesta-se na vida do candidato ao ministério, antes de sua consolidação. Constitui-se, na pessoa, um desafio irresistível, a ponto de ela nada temer, mesmo consciente das inúmeras adversidades que enfrentará em favor do reino de Deus. A chamada divina o inflama. A paixão pelas almas o domina. O executar a sua missão, em qualquer circunstância, proporciona-lhe a maior felicidade, por tudo o que sofrerá. 5. A chamada e o preparo intelectual. A instrução, o preparo intelectual, e o treinamento em um educandário cristão não constituem uma chamada divina para o santo ministério. Estes fatores, indubitavelmente, tornam mais amplas as oportunidades do servo de Deus, e são úteis ao seu ministério. Ninguém pode ensinar o que não aprendeu. Os que se aventuram, envolvem-se em confusão, e caem no descrédito das pessoas entendidas no assunto. 6. O mérito das escolas de preparação. Quanto aos seminários e institutos, a formação e o nível espiritual deles determinarão, em grande parte, a condição espiritual do ministro. Por outro lado, nenhum preparo intelectual substitui a meditação na Palavra de Deus, e na oração. A isto, temos denominado de “velho método”, pois o encontramos na Bíblia, desde os tempos remotos: “Moisés e Arão caíram sobre os seus rostos’’ (Nm 14:5-7). Diante dos problemas da primeira comunidade cristã, os apóstolos buscaram soluções que lhes permitissem dedicar-se à oração, e ao ministério da palavra (At 6:4).
Etapa/Série: 3º ano
Disciplina: História
Questões: 5
Prova: A Natureza da Chamada – 3º Ano de História
Esta prova tem como objetivo avaliar o entendimento dos alunos sobre a natureza da chamada de Cristo para o trabalho, bem como suas implicações para a Igreja e para o ministério, baseando-se nos conceitos de chamada comum e específica. Leia atentamente cada questão e escolha a alternativa correta.
Questões
1. Sobre a chamada de natureza comum, podemos afirmar que:
- A) Somente os pastores são chamados a contribuir para a Igreja.
- B) É uma responsabilidade exclusiva de líderes e ministros.
- C) Todos os membros da Igreja devem participar da edificação do corpo de Cristo.
- D) Apenas algumas pessoas escolhidas devem orar pela Igreja.
2. A chamada de natureza específica se refere a:
- A) Apenas uma missão sem importância dentro da Igreja.
- B) Ministérios distintos que requerem preparação e experiência.
- C) O trabalho da Igreja, que é realizado de forma geral.
- D) A simplicidade da vida cristã sem qualquer tipo de compromisso.
3. Qual é a característica essencial que a chamada para o trabalho deve ter, segundo a perspectiva apresentada?
- A) Foco em recompensas materiais.
- B) Amor profundo pelas almas e disposição para os sacrifícios.
- C) Exclusivamente preparação intelectual no ministério.
- D) Medo das adversidades que podem surgir.
4. A chamada divina é descrita como:
- A) Um desafio fácil, sem muitas dificuldades.
- B) Um desejo por fama e reconhecimento.
- C) Um desafio irresistível que incita a coragem e a paixão por ajudar os outros.
- D) Um processo que deve ser iniciado após a conclusão da formação acadêmica.
5. Por que o preparo intelectual em seminários e institutos é importante, segundo o texto?
- A) Ele é a única forma de se tornar um ministro qualificado.
- B) Ele amplia as oportunidades do servo de Deus, mas não substitui a meditação e a oração.
- C) O estudo impede que a pessoa confunda as doutrinas da Igreja.
- D) É irrelevante, pois a chamada divina é tudo o que importa.
Gabarito
1. C – A chamada de natureza comum implica que todos os membros da Igreja têm a responsabilidade de contribuir para a edificação do corpo de Cristo, e não apenas os líderes.
2. B – A chamada de natureza específica envolve ministérios distintos, onde os homens são chamados por Deus e requerem preparação e experiência espirituais prévias.
3. B – A verdadeira chamada para o trabalho é caracterizada por um profundo amor pelas almas e uma disposição para enfrentar sacrifícios por essa causa, sem visar recompensas materiais.
4. C – A chamada divina é considerada um desafio irresistível, levando a pessoa a sentir paixão pelas almas e disposta a superar adversidades em favor do reino de Deus.
5. B – O preparo intelectual em seminários e institutos é importante pois, embora amplie oportunidades, não substitui a necessidade de meditação na Palavra de Deus e oração, que são essenciais para o ministério.
Essa prova foi elaborada para estimular a compreensão e reflexão dos alunos sobre o tema, promovendo o raciocínio crítico e a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos.

