“Educação Étnico-Racial: Ciências Exatas e Cultura Quilombola”

1. Apresentação da Sequência

O tema central desta sequência didática é “Juventude quilombola, ciência e Ciências Exatas”, que busca explorar a relação entre a cultura quilombola e a educação em Ciências Exatas, abordando as contribuições históricas e contemporâneas dessa população. A justificativa pedagógica para esta proposta é a promoção da educação étnico-racial, visando a valorização da identidade cultural quilombola e a construção de conhecimentos que respeitem e integrem as diferentes realidades sociais e culturais.

Os objetivos gerais incluem a reflexão crítica sobre a juventude quilombola e a aplicação de conceitos de Matemática, Física e Química na compreensão de fenômenos do cotidiano dessa cultura.

2. Objetivos de Aprendizagem

  • Objetivos gerais:
    • Promover a valorização da cultura quilombola através das Ciências Exatas.
    • Desenvolver habilidades práticas e teóricas em Matemática, Física e Química.
  • Objetivos específicos:
    • Identificar e discutir a importância da Matemática na agricultura quilombola.
    • Compreender conceitos de Física relacionados aos recursos naturais utilizados pela comunidade.
    • Analisar a química dos produtos locais e sua relação com a saúde e o meio ambiente.

3. Habilidades da BNCC

  • Matemática: Resolver problemas que envolvem porcentagens, proporções e medidas.
  • Física: Compreender e aplicar leis da física em situações do cotidiano.
  • Química: Analisar a composição de substâncias e suas reações em contextos locais.
  • Educação Étnico-Racial: Valorizar a diversidade cultural e histórica do Brasil.

4. Recursos e Materiais

  • Computadores ou tablets com acesso à internet.
  • Material de escrita (papel, canetas, lápis).
  • Recursos audiovisuais (projetor, vídeos sobre quilombolas).
  • Materiais de laboratório (se possível): substâncias químicas simples, instrumentos de medição.
  • Jogos e aplicativos educativos relacionados a Matemática e Física.

5. Desenvolvimento das Aulas

Aula 1: Matemática e a Juventude Quilombola

  • Objetivos específicos da aula:
    • Compreender a importância da Matemática no cotidiano da juventude quilombola.
    • Resolver problemas práticos utilizando conceitos matemáticos.
  • Duração: 50 minutos
  • Introdução/Acolhimento (10 min):

    Apresentação do tema e contextualização da cultura quilombola. Discussão inicial sobre o que os alunos sabem acerca da juventude quilombola e sua relação com a Matemática.

  • Desenvolvimento (30 min):

    Atividade 1: Em grupos, os alunos irão pesquisar sobre como a Matemática é utilizada na agricultura (medição de áreas, cálculo de produção, etc.).

    Atividade 2: Aplicação de problemas práticos onde os alunos devem calcular a área de um terreno quilombola para cultivo, usando fórmulas de geometria (15 min).

  • Atividades práticas progressivas:

    Os alunos apresentarão seus cálculos e soluções propostas para a classe.

  • Metodologia ativa utilizada: Sala de Aula Invertida, com pesquisa prévia e apresentação em grupos.
  • Fechamento/Síntese (5 min):

    Reflexão sobre a importância da Matemática nas práticas cotidianas da juventude quilombola.

  • Tarefa para casa:

    Os alunos devem entrevistar um membro da comunidade quilombola sobre o uso da Matemática em seu dia a dia.

Aula 2: Física e Química na Cultura Quilombola

  • Objetivos específicos da aula:
    • Identificar princípios físicos e químicos em práticas culturais quilombolas.
    • Realizar experimentos simples para ilustrar conceitos de Física e Química.
  • Duração: 50 minutos
  • Introdução/Acolhimento (10 min):

    Discussão sobre a importância da Física e Química na vida cotidiana e nas práticas tradicionais da juventude quilombola.

  • Desenvolvimento (30 min):

    Atividade 1: Discussão sobre a física da construção de habitações tradicionais quilombolas (resistência, isolamento térmico, etc.).

    Atividade 2: Realização de experimentos simples que demonstrem reações químicas utilizando produtos locais, como a análise de propriedades de plantas medicinais (15 min).

  • Atividades práticas progressivas:

    Os alunos irão documentar os resultados dos experimentos e discutir a importância dos conhecimentos científicos na preservação cultural.

  • Metodologia ativa utilizada: Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), onde os alunos exploram e aplicam conceitos científicos em contextos reais.
  • Fechamento/Síntese (5 min):

    Reflexão conjunta sobre como a ciência está interligada com a cultura e identidade quilombola.

  • Tarefa para casa:

    Os alunos devem pesquisar um exemplo de uso de Física ou Química em uma prática cultural quilombola e trazer para discussão na próxima aula.

6. Avaliação

  • Critérios de avaliação:
    • Participação e envolvimento nas atividades propostas.
    • Capacidade de trabalhar em grupo e apresentar soluções criativas.
    • Qualidade das pesquisas e reflexões apresentadas.
  • Instrumentos avaliativos:
    • Observação e notas durante as atividades.
    • Relatórios das atividades práticas e pesquisas.
  • Avaliação formativa durante o processo:

    Feedback contínuo durante as atividades em grupo e discussões.

  • Avaliação final/somativa:

    Apresentação final dos resultados das pesquisas e experimentos, com autoavaliação e avaliação pelos colegas.

7. Adaptações e Diferenciação

  • Sugestões para alunos com diferentes ritmos:

    Oferecer materiais de apoio visual e auditivo, além de permitir que os alunos avancem em seu próprio ritmo nas pesquisas.

  • Adaptações para inclusão:

    Utilizar recursos de tecnologia assistiva e garantir que todos os alunos tenham acesso ao conteúdo, permitindo participação ativa em grupos.

8. Extensões e Aprofundamento

  • Sugestões para expandir o tema:

    Criação de um projeto de educação ambiental que envolva a comunidade quilombola e a escola, com enfoque em práticas sustentáveis.

  • Projetos complementares:

    Desenvolvimento de um documentário ou apresentação sobre a cultura quilombola, integrando as ciências exatas e a história local.

Esta sequência didática integra a cultura quilombola ao ensino de Ciências Exatas, promovendo uma aprendizagem significativa e respeitando a diversidade cultural dos alunos. As metodologias ativas e as atividades práticas garantem que os estudantes se envolvam ativamente no processo de aprendizagem.


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