“Matemática Inclusiva: Atividades Sensorial para Crianças Visuais”

A proposta deste plano de aula é promover a inclusão de crianças com deficiência visual nas atividades de matemática, utilizando métodos que estimulem a interação e a aprendizagem significativa. O foco será criar uma experiência de aprendizado que respeite as particularidades sensoriais dos alunos, ao mesmo tempo em que oferece um ambiente lúdico e acolhedor, em que todos possam explorar e aprender juntos, respeitando as diferenças e promovendo a solidariedade.

A atividade é voltada para crianças da faixa etária de 3 anos, com o intuito de desenvolver habilidades matemáticas básicas, por meio de jogos e brincadeiras, utilizando texturas, sons e movimentos que facilitem o aprendizado. Além disso, o plano busca fomentar o diálogo e a expressão das emoções e sentimentos das crianças durante as interações.

Tema: Matemática para PCD Visual
Duração: 40 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 3 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a inclusão e o respeito às diferenças através de atividades de matemática que utilizem recursos táteis e sonoros, estimulando a comunicação e interação entre as crianças, incluindo aquelas com deficiência visual.

Objetivos Específicos:

– Desenvolver a percepção tátil e auditiva das crianças, explorando diferentes formas e texturas de objetos.
– Estimular a socialização e a solidariedade através da brincadeira e do compartilhamento de experiências.
– Facilitar o reconhecimento de quantidades através de jogos que envolvam contagem e clasificación de objetos.

Habilidades BNCC:

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
(EI02EO02) Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios.
(EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.
(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
(EI02CG02) Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”
(EI02ET01) Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho).
(EI02ET07) Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos.

Materiais Necessários:

– Objetos táteis de diferentes formas e tamanhos (bolas de diferentes texturas, blocos de montagens, garrafas com diferentes massas).
– Sons diversos (sinos, instrumentos musicais, gravadores).
– Materiais para registro tátil (papel, massa de modelar).
– Faixas de tecido para amarrar os olhos (opcional).

Situações Problema:

– Como podemos contar objetos sem usar os olhos?
– Quais texturas diferentes podemos encontrar nos nossos materiais de matemática?

Contextualização:

Este plano de aula se insere no contexto da inclusão educacional e no reconhecimento da importância da diversidade nas salas de aula. As crianças com deficiência visual têm o direito de participar plenamente do processo educativo, sendo oferecidas atividades adaptadas que atendam às suas necessidades e potencializem suas habilidades. É essencial que as atividades propostas sejam sensoriais e interativas, promovendo o aprendizado de forma divertida e acessível.

Desenvolvimento:

A aula se dará em um espaço amplo, onde as crianças possam se movimentar livremente. Será necessário que o professor organize os objetos de forma que sejam facilmente acessíveis às crianças. O desenvolvimento se dará em etapas:

1. Apresentação dos materiais: Os alunos serão convidados a tocar nos diferentes objetos, descrevendo suas texturas, formas e tamanhos. Este momento visa estimular o diálogo e a interação entre eles.

2. Atividade de contagem tátil: O professor irá distribuir os objetos em grupos e as crianças deverão contar quantos objetos possuem em cada grupo, registrando as quantidades com a ajuda de massa de modelar, moldando números.

3. Jogo dos sons: Utilizando os instrumentos musicais, o professor apresentará diferentes sonoridades e as crianças serão desafiadas a associar os sons aos objetos que manipulam.

4. Brincadeira de movimento: As crianças serão guiadas em um percurso usando faixas que as impeçam de ver, onde deverão se orientar no espaço utilizando as noções de em cima, embaixo, dentro e fora.

Atividades sugeridas:

1. Atividade de Tocar e Descrever:
Objetivo: Explorar texturas e formas.
Descrição: Colocar diferentes objetos em uma caixa. Cada criança deverá tocar e descrever o que sente.
Instruções Práticas:
1. Prepare a caixa com diversos objetos.
2. As crianças devem tirar um objeto de cada vez e descrever suas impressões.
Materiais: Caixa com objetos de diferentes texturas.

2. Contagem com Massa de Modelar:
Objetivo: Identificar quantidades.
Descrição: Após contar os objetos, as crianças usarão massa de modelar para criar números correspondentes.
Instruções Práticas:
1. Após contarem, demonstre como moldar a massa.
2. Ajude cada criança a moldar o número que corresponde à quantidade de objetos.
Materiais: Massa de modelar.

3. Sonoros e Silenciosos:
Objetivo: Associar sons a objetos.
Descrição: Os alunos ouvirão diferentes sons e deverão associar com os objetos correspondentes.
Instruções Práticas:
1. Apresente sons utilizando instrumentos.
2. As crianças devem associar o som ao objeto enquanto o tocam.
Materiais: Instrumentos musicais, objetos.

4. Percurso Sensorial:
Objetivo: Compreender posições espaciais.
Descrição: As crianças, vendadas, devem completar um percurso orientadas pelo professor.
Instruções Práticas:
1. Organize os materiais em um percurso.
2. Oriente as crianças durante o trajeto, usando palavras descritivas.
Materiais: Faixas para amarrar olhos, objetos para o percurso.

5. Brincadeira do Compartilhamento:
Objetivo: Estimular a solidariedade.
Descrição: As crianças devem trabalhar em duplas para compartilhar os objetos e realizar atividades juntas.
Instruções Práticas:
1. Organize as crianças em duplas.
2. Estimule o diálogo e o compartilhamento durante as atividades.
Materiais: Os mesmos utilizados nas atividades anteriores.

Discussão em Grupo:

Após a execução das atividades, será fundamental promover uma discussão em grupo. Pergunte sobre as experiências que tiveram, o que aprenderam sobre cada objeto, quais foram os sons que mais gostaram e como foi a sensação de se mover sem a visão. Este momento ajudará na construção de uma visão mais sólida sobre a empatia e a solidariedade entre os colegas.

Perguntas:

– O que você sentiu quando tocou cada objeto?
– Como você descreveria a textura deste objeto?
– Você consegue lembrar o som que este instrumento fez?
– O que você sentiu ao andar vendado?
– Como foi dividir os materiais com seu amigo?

Avaliação:

A avaliação durante as atividades será feita de forma contínua, observando o envolvimento dos alunos nas brincadeiras, sua capacidade de comunicação e interação, além da forma como utilizam os recursos disponíveis para compreender os conceitos matemáticos. A participação ativa e o respeito ao espaço e ao outro serão fundamentais para entender o desenvolvimento das crianças.

Encerramento:

Ao final da aula, o professor poderá aguardar que cada aluno compartilhe uma experiência ou descoberta que teve durante as atividades. Agradecer pela participação e destacar a importância de respeitar as diferenças, ressaltando o aprendizado em grupo, encerrará a aula de forma positiva.

Dicas:

– Utilize materiais que sejam seguros e adequados para a faixa etária.
– Fomente sempre a participação ativa, permitindo que cada aluno se expresse livremente.
– Atente-se a individualidade das crianças com deficiência visual, garantindo que todas as atividades sejam adaptadas para suas necessidades.

Texto sobre o tema:

A educação inclusiva é uma temática que vem ganhando cada vez mais destaque nas instituições de ensino. O ensino de matemática para crianças com deficiência visual representa um desafio, mas também uma oportunidade de crescimento e aprendizado. As experiências sensoriais são essenciais nesse processo, permitindo que as crianças explorem e entendam o mundo ao seu redor de forma mais ampla e rica. Uma abordagem centrada na inclusão permite criar um ambiente educacional que valoriza a diversidade e promove a unidade. Ao adotar métodos que estimulam os sentidos, conseguimos transformar a matemática em uma experiência palpável e divertida.

É importante entender que a matemática não deve ser vista apenas como uma disciplina rígida, mas uma área rica em possibilidades. Através do uso de materiais táteis, sons e movimentos, é possível construir uma base sólida para a aprendizagem. As crianças aprendem de maneira mais eficaz quando estão ativamente envolvidas e podem relacionar conceitos matemáticos com suas experiências diário. Todos têm capacidade de desenvolver as habilidades necessárias, basta encontrar as estratégias que mais se adequem a cada aluno.

Assim, a formação de um ambiente acolhedor e respeitoso é fundamental. Ao promover a interação entre crianças com e sem deficiência, estamos não apenas ensinando matemática, mas também valores como amizade, empatia e solidariedade. Esses aspectos são tão importantes quanto os conteúdos curriculares e devem ser sempre puxados em nossas práticas pedagógicas, garantindo que todos possam crescer e aprender de maneira integral.

Desdobramentos do plano:

Após a realização deste plano, é fundamental pensar nos desdobramentos que podem surgir a partir dele. Um ponto importante é a continuidade das atividades de matemática com foco na inclusão. As experiências sensoriais devem ser incorporadas ao dia a dia escolar, permitindo que as crianças desenvolvam suas habilidades de forma lúdica e constante. Outra possibilidade é a realização de encontros regulares, nas quais pais e educadores possam compartilhar práticas e experiências sobre como incluir de maneira efetiva crianças com deficiência visual nas atividades escolares.

Ainda existe a oportunidade de envolver a comunidade escolar, promovendo eventos que celebrem a inclusão. Isto poderia incluir apresentações de trabalhos feitos pelos alunos, exposições de materiais que eles ajudaram a criar, bem como palestras que promovam a sensibilização sobre a importância do respeito às diferenças. Essas ações, além de fortalecer a aprendizagem dos alunos, também criam uma cultura de apoio e solidariedade em toda a escola.

Por último, é essencial que os educadores busquem constantemente formação continuada para aprofundar seus conhecimentos sobre educação inclusiva. Essa formação poderá enriquecer suas práticas e prepará-los para lidar com a diversidade em sala de aula. Todos os educadores têm a missão de acolher e garantir que todos aprendam juntos, promovendo um ambiente saudável e colaborativo.

Orientações finais sobre o plano:

Ao final deste plano de aula, recomenda-se que os educadores reflitam sobre a importância de suas práticas para a inclusão. É necessário estar sempre atento às necessidades dos alunos e adaptar as atividades conforme necessário. Nunca devemos esquecer que cada criança é única e possui seu próprio ritmo. O que funciona para uma pode não funcionar para outra, por isso a flexibilidade e a empatia são essenciais.

Uma dica importante é manter um registro da evolução e das reações das crianças durante as atividades. Isso ajudará a identificar o que teve mais impacto e eficácia. Com esse feedback, podemos aprimorar cada vez mais nossa prática, visitando novos métodos e estratégias. Além disso, é essencial cultivar um espaço de diálogo entre os alunos, onde possam compartilhar suas experiências sem medo de julgamentos, permitindo que criem laços de amizade e respeito.

Por fim, o envolvimento das famílias deve ser promovido, incentivando que participem dos projetos e atividades escolares. Reuniões de pais e a troca de ideias sobre como cada um pode contribuir são fundamentais para um trabalho mais coeso. A inclusão é um objetivo coletivo que deve ser responsabilidade de todos, de modo que as crianças aprendam e vivam em um espaço que promove o respeito e a valorização da diversidade.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça ao Tesouro Sensorial:
Objetivo: Incentivar a exploração tátil e auditiva.
Descrição: Esconda objetos de diferentes texturas pelo ambiente e forneça pistas sonoras para que as crianças descubram onde estão.
Materiais: Objetos variados (texturas diferentes) e um soquinho ou sino que servirá como guia.
Como Conduzir: As crianças, vendadas ou com os olhos fechados, devem se orientar pelas pistas sonoras para encontrar os objetos.

2. Instrumentos Musicais de Reciclagem:
Objetivo: Criar sons e reconhecer ritmos.
Descrição: As crianças farão instrumentos musicais (como chocalhos) com material reciclável e explorarão os sons que podem ser feitos.
Materiais: Garrafas PET, grãos (feijão, arroz), papel, fita adesiva.
Como Conduzir: As crianças ajudarão a criar seus instrumentos e, em seguida, participarão de uma roda de música.

3. Brincadeira do Eco:
Objetivo: Trabalhar a escuta e a comunicação.
Descrição: O professor dirá uma palavra ou frase e as crianças deverão repetir, imitando também o tom e a entonação.
Materiais: Nenhum, apenas a voz e os sons do ambiente.
Como Conduzir: O professor inicia com uma frase simples e as crianças tentam repetir. Isso estimula a linguagem e a memorização.

4. Atividade com Massa de Modelar:
Objetivo: Desenvolver habilidades manuais e despertar a criatividade.
Descrição: Usar a massa de modelar para criar figuras que as crianças conhecem, como animais ou formas geométricas.
Materiais: Massa de modelar em diferentes cores.
Como Conduzir: As crianças devem usar suas mãos para moldar e experimentar as texturas da massa.

5. Caminhada Sensorial com Música:
Objetivo: Desenvolver a noção de tempo e ritmo.
Descrição: Realizar uma caminhada onde os alunos devem seguir a música, encontrando o tempo do movimento.
Materiais: Caixas de som e uma seleção de músicas com diferentes ritmos.
Como Conduzir: As crianças devem caminhar (ou se movimentar) no ritmo da música, parando e mudando seu movimento conforme os tempos musicais.

Esse conjunto de atividades enriquece ainda mais o aprendizado da matemática de forma divertidíssima e sensorial, proporcionando experiências significativas para as crianças com deficiência visual.


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