“Vivência Cultural: Danças, Direitos Humanos e Criatividade”
Neste plano de aula, buscamos promover a vivência de danças, cantos e rodas com o uso de instrumentos simples, além de fomentar o diálogo sobre convivência ética, liberdade de crença e direitos humanos. A atividade será complementada com a continuidade da produção dos murais, explorando a arte como forma de expressão e reflexão sobre a cultura e os direitos humanos. A nossa proposta visa incentivar a criatividade, a colaboração e o respeito às diversidades, articulando conteúdos de música, artes e educação ética.
Este plano é destinado ao 6° ano do ensino fundamental e busca integrar aprendizagens que estimulem a reflexão crítica sobre o papel da arte e da convivência em sociedade, respeitando as diretrizes da BNCC. O professor terá um guia detalhado para conduzir as atividades de forma dinâmica e participativa, de modo que os alunos possam se expressar e aprender de maneira significativa.
Tema: Vivência de danças, cantos e rodas com instrumentos simples; Roda de conversa sobre convivência ética, liberdade de crença e direitos humanos; Continuidade da produção dos murais (Arte).
Duração: 4 horas
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: 11 a 12 anos
Objetivo Geral:
O objetivo geral deste plano de aula é promover a vivência cultural, por meio de danças, cantos e rodas de conversa, além de incentivar a produção artística de murais, criando um espaço de reflexão sobre a convivência ética e os direitos humanos.
Objetivos Específicos:
– Realizar danças e cantos utilizando instrumentos simples, promovendo a integração e a expressão cultural.
– Criar um ambiente de diálogo aberto sobre ética, direitos humanos e liberdade de crença.
– Produzir murais que expressem a visão dos alunos sobre os temas discutidos nas rodas de conversa.
– Desenvolver a habilidade de trabalhar em grupo e respeitar a diversidade de opiniões e crenças dos colegas.
Habilidades BNCC:
– (EF69AR05) Experimentar e analisar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, entre outros).
– (EF69AR11) Explorar e analisar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do movimento dançado.
– (EF06ER05) Discutir como o estudo e a interpretação dos textos religiosos influenciam os adeptos a vivenciarem os ensinamentos das tradições religiosas.
Materiais Necessários:
– Instrumentos simples de percussão (pandeiros, tambores, chocalhos).
– Materiais para a produção dos murais (papel, tintas, pincéis, grandes folhas de papel, giz, entre outros).
– Equipamento de som para tocar músicas relacionadas às danças.
– Referências visuais e textos sobre ética, direitos humanos e liberdade de crença.
Situações Problema:
– Como podemos expressar nossa identidade cultural através da dança e da música?
– Quais são os valores éticos que devem guiar nossas interações em sociedade?
– De que forma a arte pode ser uma ferramenta para discutir e promover os direitos humanos?
Contextualização:
A atividade se relaciona com a diversidade cultural do Brasil, onde a dança e a música são partes fundamentais de diferentes manifestações populares. Discutir ética, liberdade de crença e direitos humanos é essencial para a formação de cidadãos mais conscientes e respeitosos em suas relações sociais. A produção de murais é uma forma de manifestar a visão dos alunos sobre esses temas e integrar a arte ao aprendizado.
Desenvolvimento:
1. Introdução e Acolhimento (30 minutos)
– Iniciar a aula com uma roda de apresentação onde cada aluno fala um pouco sobre uma dança ou música que gosta.
– Promover um aquecimento corporal leve com movimentos de dança, preparando os alunos para a atividade.
2. Vivência de Danças e Cante (1 hora)
– Apresentar algumas danças tradicionais brasileiras e suas histórias (como o samba, forró, e a danças indígenas).
– Dividir os alunos em grupos para que possam aprender e apresentar uma dança. O professor pode facilitar a apresentação de instrumentação básica.
3. Roda de Conversa (1 hora)
– Organizar uma discussão sobre convivência ética, liberdade de crença e direitos humanos.
– Propor reflexões guiadas, utilizando perguntas como: “Qual a importância do respeito às diferentes crenças?” e “Como a arte nos ajuda a refletir sobre nossos direitos?”.
– Incentivar que cada aluno compartilhe suas opiniões e reflexões.
4. Produção Artística (1 hora)
– Dividir a turma em grupos e fornecer materiais para a criação dos murais.
– Cada grupo deve elaborar um mural que represente a discussão da roda de conversa, utilizando cores e formas que expressem seus sentimentos sobre convivência e direitos humanos.
Atividades sugeridas:
1. Está na Minha Dança:
– Objetivo: Aprender uma dança tradicional.
– Descritivo: Cada grupo aprende uma dança e apresenta. O professor pode auxiliar na execução dos passos, e o uso dos instrumentos pode ser integrado para enriquecer a atividade.
– Materiais: Instrumentos simples, músicas, espaço amplo.
– Adaptação: Alunos com dificuldades de se movimentar podem participar da atividade manipulando instrumentos.
2. Conversando sobre Direitos:
– Objetivo: Refletir sobre direitos humanos.
– Descritivo: Formar grupos de discussão sobre os direitos que acreditam serem mais relevantes para a convivência.
– Materiais: Flipcharts e canetas para anotações.
– Adaptação: Alunos que preferem mais privacidade podem registrar suas opiniões inicialmente em papéis, que depois podem ser compartilhados com a turma.
3. Mural da Diversidade:
– Objetivo: Produzir um mural coletivo.
– Descritivo: Em grupos, cada um cria uma seção do mural que represente uma ideia discutida nas conversas.
– Materiais: Papéis grandes, tintas, pincéis.
– Adaptação: Estudantes com dificuldades motoras podem ser auxiliados ou contribuir selecionando cores e imagens que desejam usar.
Discussão em Grupo:
Propor aos alunos que reflitam sobre as seguintes questões:
– O que aprenderam sobre outras culturas durante a aula?
– Como cada um pode respeitar e acolher as diferenças em sua convivência diária?
– Que mensagem o mural deve passar sobre direitos e ética?
Perguntas:
1. Qual a importância da dança em nossa cultura?
2. Como podemos respeitar a liberdade de crença dos outros?
3. O que significa para você o termo “direitos humanos”?
Avaliação:
A avaliação considerará a participação nas atividades, a colaboração em grupo e a qualidade das discussões realizadas. O mural será avaliado pela criatividade, expressividade e o quanto conseguiu traduzir as reflexões das rodas de conversa.
Encerramento:
Para encerrar, promover um momento de agradecimento e celebração pela participação de todos. Os alunos podem fazer uma apresentação final com as danças e os murais podem ser expostos na escola, permitindo que outras turmas conheçam o projeto.
Dicas:
– Incentive a escuta ativa e o respeito às opiniões dos colegas.
– Programe um momento para que os alunos façam uma reflexão pessoal, anotando seus aprendizados.
– Mantenha o ambiente da sala de aula acolhedor e aberto a experiências diversas.
Texto sobre o tema:
A arte desempenha um papel fundamental na expressão cultural e na formação da identidade de um grupo. No Brasil, as danças e cantos tradicionais não são apenas formas de entretenimento, mas também levam consigo significados que refletem a história e a diversidade das comunidades. A vivência dessas práticas é uma maneira de preservar e valorizar a riqueza cultural, fortalecendo o sentido de pertencimento.
Além disso, discutir direitos humanos e convivência ética nas escolas é essencial para formar cidadãos conscientes e respeitosos. Essas discussões proporcionam uma oportunidade para que os estudantes possam expressar suas opiniões e compreender a importância do respeito à diversidade. O diálogo em rodas de conversa favorece a construção de um ambiente escolar mais inclusivo. O mural, por sua vez, se torna uma representação visual das ideias discutidas, permitindo que a mensagem de respeito e valorização dos direitos seja transmitida a toda a comunidade escolar.
Por fim, a arte e a educação devem andar juntas, pois a apreciação e a produção artística estimulam a criatividade e promovem valores éticos fundamentais para a convivência em sociedade. Dessa forma, o ensino das artes e a discussão de temas éticos e sociais são ferramentas poderosas na formação de um pensamento crítico.
Desdobramentos do plano:
Podem surgir desdobramentos a partir deste plano de aula que ampliem a discussão sobre arte e direitos humanos. Por exemplo, projetos que integrem as escolas e suas comunidades podem ser desenvolvidos, utilizando a arte como meio de expressar conteúdos relevantes nas vivências de grupos. Estudantes podem ser incentivados a criar manifestos artísticos que defendam causas em que acreditam, realizados em formato de vídeos, apresentações ou campanhas nas redes sociais.
Além disso, promover intercâmbios culturais com outras escolas ou grupos comunitários pode enriquecer a experiência dos alunos. Através desses intercâmbios, as crianças teriam a oportunidade de conhecer e compartilhar diferentes tradições e costumes, assim como também aprender sobre como a convivência ética é abordada em diferentes contextos e culturas.
Por fim, é importante ressaltar que a formação da consciência de cidadania começa na escola, e a arte e as rodas de conversa são essenciais para esse processo. Criar um ambiente de respeito e diálogo será sempre necessário, especialmente em um mundo repleto de diversidade.
Orientações finais sobre o plano:
Para um melhor aproveitamento deste plano de aula, é importante que o professor esteja atento às dinâmicas da turma e às reações dos alunos durante as atividades. Uma gestão ativa do tempo é crucial para equilibrar as diversas etapas propostas, garantindo que todos os alunos tenham a chance de se expressar e contribuir para as discussões.
Além disso, considerar as diferentes formas de aprendizado e habilidades de cada aluno é essencial. Alguns podem se sentir mais confortáveis com a expressão oral, enquanto outros podem preferir a produção artística. O espaço deve ser preparado para acolher e valorizar essas diversidades, incentivando a participação equitativa de todos.
Finalmente, é fundamental manter um feedback constante durante a aula, permitindo que os alunos sintam-se ouvidos e apreciados em suas contribuições. Esse processo não só auxilia no aprendizado sobre ética e direitos humanos, mas também promove um ambiente escolar mais inclusivo e respeitoso.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Oficina de Música:
– Objetivo: Criar uma música que represente a diversidade cultural da turma.
– Descrição: Os alunos serão divididos em grupos e devem criar uma letra de música em conjunto, com o tema da diversidade.
– Materiais: Instrumentos simples, papel e canetas.
2. Teatro de Sombras:
– Objetivo: Apresentar histórias que abordem direitos humanos.
– Descrição: Os alunos farão figuras para um teatro de sombras sobre as histórias discutidas nas rodas de conversa.
– Materiais: Lanternas, cartolinas, e um espaço que simule um palco.
3. Criação de Máscaras:
– Objetivo: Representar diferentes culturas e etnias.
– Descrição: Criar máscaras que representem simbolicamente as diversidades da turma e apresentá-las em uma pequena mostra.
– Materiais: Papéis coloridos, tintas, fitas e adereços.
4. Dia do Movimento:
– Objetivo: Explorar diversas danças do mundo.
– Descrição: Organizar um evento onde cada aluno apresenta uma dança que representem uma cultura diferente.
– Materiais: Música variada e espaço para dançar.
5. Canto da Liberdade:
– Objetivo: Estimular a discussão e o respeito pelas diferenças.
– Descrição: As turmas podem criar um canto que simbolize a liberdade e a aceitação das diferentes culturas, apresentando-a com instrumentos feitos por eles.
– Materiais: Instrumentos simples, espaço para ensaiar e se apresentar.
Este plano de aula, ao assentar nas bases da arte, cultura e direitos, visa ir além de simplesmente ensinar conteúdos, buscando também formar cidadãos mais éticos e respeitosos. Através de atividades lúdicas e reflexivas, os alunos vão fortalecer sua identidade cultural e aprofundar sua compreensão sobre a convivência na sociedade.

