“Setembro Amarelo: Conscientização e Cuidado com a Saúde Mental”

Neste plano de aula, vamos explorar o importante tema do Setembro Amarelo, uma campanha que visa a prevenção ao suicídio, trazendo à tona a necessidade de conversar sobre saúde mental e pedir ajuda quando necessário. Através de discussões, atividades práticas e reflexões, os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental 2 terão a oportunidade de compreender mais sobre a importância do cuidado com a saúde mental e como esse tema é tratado na sociedade.

Nesse contexto, o Setembro Amarelo se destaca como uma iniciativa fundamental que busca educar e conscientizar a população. Ao abordar esse assunto em sala de aula, estamos contribuindo para a formação de cidadãos mais empáticos e informados, que possam reconhecer sinais de sofrimento emocional em si mesmos e nos outros. A informação é uma das melhores formas de prevenção, e cabe a nós, educadores, fornecer as ferramentas necessárias para que nossos alunos se sintam preparados para lidar com essas questões delicadas.

Tema: Setembro Amarelo 2025
Duração: 2 aulas de 50 minutos cada
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: 11 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a conscientização sobre a saúde mental e a prevenção ao suicídio, capacitando os alunos a reconhecerem a importância de pedir ajuda e de oferecer apoio às pessoas em situações de crise.

Objetivos Específicos:

– Discutir os dados e os impactos do suicídio na sociedade e sua relação com as doenças mentais.
– Encorajar os alunos a expressarem suas emoções e a compartilharem experiências pessoais relacionadas ao tema.
– Desenvolver atividades de escrita criativa e produção textual com foco na empatia e na conscientização sobre a importância de cuidar da saúde mental.
– Estimular a elaboração de um cartaz ou campanha dentro da escola com o lema “Se precisar, peça ajuda!”.

Habilidades BNCC:

– (EF06LP01) Reconhecer a impossibilidade de uma neutralidade absoluta no relato de fatos e identificar diferentes graus de parcialidade/imparcialidade em textos jornalísticos.
– (EF06LP02) Estabelecer relação entre os diferentes gêneros jornalísticos, compreendendo a centralidade da notícia.
– (EF67LP06) Identificar e avaliar teses/opiniões/posicionamentos explícitos e argumentos em textos argumentativos.

Materiais Necessários:

– Flipchart e marcadores coloridos
– Computadores ou tablets para pesquisa
– Materiais para produção de cartazes (papel sulfite, canetinhas, lápis de cor, tesoura, cola)
– Vídeos e textos informativos sobre o Setembro Amarelo
– Folhetos da campanha sobre saúde mental (disponíveis em sites que abordam o tema)

Situações Problema:

Situação 1: Como podemos reconhecer que uma pessoa pode estar precisando de ajuda?
Situação 2: Quais sentimentos são mais comuns em momentos de crise emocional e como podemos lidar com eles?
Situação 3: O que podemos fazer para ajudar um amigo que está passando por dificuldades mentais?

Contextualização:

No Brasil, o Setembro Amarelo é um mês dedicado à prevenção do suicídio. É importante que os alunos entendam que esse assunto é um tabu e que muitas vezes as pessoas não falam sobre suas dores e problemas emocionais. Por meio de debates e reflexões, buscamos desmistificar a conversa sobre saúde mental, mostrando que é normal sentir-se triste e que pedir ajuda é uma forma de cuidar de si mesmo.

Desenvolvimento:

Na primeira aula, iniciaremos com um vídeo que apresenta a campanha do Setembro Amarelo e os números alarmantes sobre o suicídio no Brasil. Em seguida, promoveremos um debate onde os alunos poderão expressar suas opiniões, dúvidas e sentimentos sobre o que assistiram. É fundamental criar um ambiente seguro e acolhedor, onde cada aluno se sinta à vontade para compartilhar. Após a discussão, os alunos poderão realizar uma pesquisa em grupos sobre a relação entre saúde mental e suicídio, usando os computadores ou tablets disponíveis.

Na segunda aula, os alunos utilizarão as informações coletadas para criar um cartaz que promova a conscientização sobre a saúde mental na escola. Aqui, eles podem usar as informações que aprenderam, além de reflexões pessoais, para criar mensagens que incentivem a empatia e o cuidado. O cartaz será exposto em um local visível da escola, reforçando a importância do tema.

Atividades sugeridas:

Atividade 1: Vídeo e Discussão
Objetivo: Apresentar informações sobre o Setembro Amarelo e abrir espaço para discussões.
Descrição: Apresentar um vídeo sobre a campanha e debater com os alunos.
Instruções:
1. Selecionar um vídeo informativo sobre o Setembro Amarelo.
2. Conduzir uma discussão mediação em sala.
3. Registar as percepções e dúvidas dos alunos em um quadro branco.

Atividade 2: Pesquisa em Grupo
Objetivo: Proporcionar aos alunos uma compreensão mais profunda sobre o tema.
Descrição: Dividir os alunos em grupos e orientá-los a pesquisar dados sobre saúde mental e suicídio.
Instruções:
1. Dividir a turma em grupos de 4 a 5 alunos.
2. Fornecer instruções claras sobre o que deve ser pesquisado.
3. Os alunos devem apresentar suas conclusões para a turma.

Atividade 3: Criação de Cartaz
Objetivo: Desenvolver uma ligação entre a teoria e a prática ao criar um cartaz.
Descrição: Usando informações coletadas, os alunos criarão um cartaz informativo.
Instruções:
1. Disponibilizar materiais para a criação dos cartazes.
2. Os alunos trabalham em grupos ou individualmente.
3. Após a criação, realizar uma exposição dos cartazes na escola.

Atividade 4: Reflexão Pessoal
Objetivo: Incentivar a introspecção e a escrita criativa.
Descrição: Os alunos escrevem uma redação em que refletem sobre o que aprenderam.
Instruções:
1. Pedir que escrevam um texto sobre a importância de falar sobre saúde mental.
2. Poderá ser um texto criativo ou uma carta.
3. Os alunos podem compartilhar suas reflexões caso se sintam confortáveis.

Discussão em Grupo:

– Como podemos ajudar alguém que está lidando com dificuldades emocionais?
– Quais atitudes devemos ter em relação à nossa própria saúde mental?
– Por que a comunicação é essencial em situações de crise emocional?

Perguntas:

– O que vocês sabem sobre o assunto suicídio e saúde mental?
– Vocês conhecem alguém que já precisou de ajuda ou apoio emocional?
– Como podemos desmistificar os preconceitos relacionados à saúde mental?

Avaliação:

A avaliação será realizada através da participação nas atividades propostas, na qualidade das discussões e na elaboração dos cartazes. Os alunos também serão avaliados pela reflexão escrita e pelo engajamento nas atividades em grupo.

Encerramento:

Ao final do tema, será realizada uma roda de conversa onde os alunos poderão compartilhar o que aprenderam e quais ações eles podem implementar para ajudar os outros. Reforçar que é sempre importante buscar ajuda e que o Setembro Amarelo não é apenas um mês, mas uma prática diária de cuidado e escuta.

Dicas:

– Estimule os alunos a manter um diário onde possam escrever sobre seus sentimentos.
– Forneça recursos e contatos de serviços de saúde mental na comunidade local.
– Reforce a importância de cuidarmos uns dos outros e de estarmos abertos a ouvir.

Texto sobre o tema:

O Setembro Amarelo é uma campanha de prevenção ao suicídio que se torna cada vez mais necessária dada a realidade dos números alarmantes que envolvem essa questão em nosso país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil apresenta altas taxas de suicídio, que muitas vezes estão associadas a doenças mentais não tratadas. Ao abordar a temática da saúde mental e do suicídio, é fundamental que criemos um ambiente seguro e acolhedor para que os alunos possam falar livremente sobre suas emoções. O ensino e a conscientização sobre a saúde mental devem ser parte de nossa rotina escolar, criando cidadãos capazes de apoiar uns aos outros em momentos de necessidade. Este é um trabalho contínuo que requer comprometimento e empatia.

Neste sentido, o papel da escola é vital, uma vez que oferece um espaço onde os alunos podem se sentir à vontade para discutir seus sentimentos, além de aprender sobre as diferentes maneiras de pedir ajuda. A campanha Setembro Amarelo nos convida a refletir sobre a importância de identificar sinais de que alguém pode estar precisando de apoio e as formas de agir diante disso. O que é fundamental para juntos gerarmos uma rede de apoio, contribuindo para a redução do estigma em torno do assunto.

Além disso, devemos engajar nossa comunidade escolar em diálogos abertos sobre saúde mental e reforçar que, se precisar, é fundamental pedir ajuda. Tornar a conversa sobre emoções e saúde mental uma norma em nossas interações pode ser um passo importante para prevenir tragédias e construir um ambiente mais seguro e acolhedor.

Desdobramentos do plano:

Este plano de aula pode ser expandido para incluir outras disciplinas, como História, ao discutir o êxodo rural e suas implicações emocionais, ou Geografia, ao estudar as condições sociais e econômicas que podem influenciar a saúde mental de uma população. Podemos também considerar a inclusão da disciplina de Educação Física, abordando o impacto da atividade física na saúde mental e bem-estar. O diálogo constante sobre saúde mental pode provocar um impacto significativo, não apenas em nosso ambiente escolar, mas na comunidade como um todo, ao estimular ações e discussões que visem à mudança de mentalidade e ao apoio emocional.

Outro desdobramento interessante pode ser a organização de um evento escolar, como uma caminhada para a conscientização, em que os alunos possam participar ativamente na divulgação de mensagens de aceitação e apoio, promovendo a empatia e a solidariedade. Com o envolvimento dos responsáveis e da comunidade, é possível criar um evento significativo que não apenas celebre o Setembro Amarelo, mas que também sirva como um marco para futuras ações focadas na saúde mental e no bem-estar dos alunos.

Finalmente, a continuidade dessa abordagem no contexto escolar, através de discussões regulares e a promoção de práticas de autocuidado, pode auxiliar no fortalecimento da capacidade dos alunos de lidarem com suas emoções e de buscarem ou oferecerem ajuda quando necessário. Portanto, este plano não se esgota nas duas aulas, mas sim abre portas para uma abordagem integrada e contínua sobre saúde mental ao longo do ano letivo.

Orientações finais sobre o plano:

Incentivo os professores a serem sensíveis ao tema e estarem preparados para lidar com o que pode surgir durante as discussões. Esteja pronto para direcionar os alunos a profissionais de saúde mental quando necessário. O papel do educador é não apenas transmitir conhecimento, mas também orientar os alunos em momentos potencialmente difíceis. Portanto, mantenha um canal aberto para que os alunos se sintam confortáveis em se expressar e partilhar experiências particularmente desafiadoras.

Além disso, reforce a importância de um ambiente escolar seguro e acolhedor, onde todos compreendam que é normal pedir ajuda e que cada um tem seu próprio tempo para processar assuntos emocionais. Todos devem ser capacitados para se tornarem agentes de mudança que promovem a abertura para conversas sobre saúde emocional e a aceitação das diferenças. Fomentar a empatia e o respeito deve estar no cerne de todas as práticas educacionais.

Por fim, é imprescindível que todos estejam alinhados aos objetivos da campanha e compreendam a profundidade do impacto que essas ações podem gerar na vida de um indivíduo em crise. O conhecimento é uma poderosa ferramenta de prevenção e pode transformar a forma como a sociedade lida com a saúde mental. Portanto, o Setembro Amarelo deve ser um passo inicial para um trabalho contínuo em nosso ambiente educacional, promovendo a valorização da saúde mental como parte essencial da vida de cada indivíduo.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

Sugestão 1: Jogo de Cartas “Emoções”
Faixa Etária: 11-12 anos
Objetivo: Ajudar os alunos a reconhecer e nomear suas emoções.
Descrição: Cada aluno recebe uma carta com uma emoção escrita. Deve-se circular pela sala e interagir com colegas, tentando identificar situações em que essa emoção foi sentida.

Sugestão 2: Dramatizações de Situações
Faixa Etária: 11 anos
Objetivo: Praticar a empatia.
Descrição: Divida a sala em grupos e proponha que encenem pequenas situações em que uma pessoa precisa de ajuda e outras pessoas podem oferecer apoio.

Sugestão 3: Roda de Conversa “Pequenos Grandes Gestos”
Faixa Etária: 11-12 anos
Objetivo: Compreender a importância de ações simples de apoio.
Descrição: Os alunos se sentam em círculo e compartilham pequenas ações que podem ajudar alguém a sentir-se melhor, promovendo a escuta ativa e o respeito.

Sugestão 4: Produção de Vídeo
Faixa Etária: 11 anos
Objetivo: Realizar um projeto colaborativo.
Descrição: Os alunos criam um vídeo curto sobre como apoiar alguém em crise emocional. O vídeo pode ser apresentado para a turma e compartilhado nas redes sociais da escola.

Sugestão 5: Mapa da Empatia
Faixa Etária: 11-12 anos
Objetivo: Melhorar a capacidade de colocar-se no lugar do outro.
Descrição: Criar um cartaz em grupo onde serão listadas perguntas que ajudam a refletir sobre a experiência do outro, como “O que a pessoa sente?”, “O que pode ajudá-la?”.

Este plano de aula visa não apenas a conscientização, mas a construção de um ambiente mais acolhedor e respeitoso, onde todos possam se sentir seguros para expressar suas emoções e buscar apoio quando necessário.


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