“Setembro Amarelo: Atividades Lúdicas para Educação Infantil”
A Educação Infantil é um momento muito importante na formação das crianças, e os educadores têm a responsabilidade de abordar temas relevantes e sensíveis de forma lúdica e acessível. O planejamento de atividades sobre o Setembro Amarelo proporciona uma oportunidade única para trabalhar questões relacionadas à saúde mental e ao emocional, ajudando os pequenos a entenderem a importância de expressar sentimentos e a necessidade de cuidar de si e dos outros. Este plano se propõe a criar um ambiente acolhedor e seguro, onde experiências de empatia, respeito e cuidado possam ser compartilhadas e exploradas.
Trabalhar com crianças pequenas, especialmente na faixa etária de 4 a 5 anos, requer sensibilidade e criatividade. Ao longo de uma semana, o objetivo é introduzir o tema de forma lúdica, utilizando diferentes linguagens como arte, música, movimento e contação de histórias. Ao final do processo, espera-se que as crianças desenvolvam um entendimento inicial sobre a empatia e a importância de cuidar de si e dos outros, incorporando isso em suas interações diárias.
Tema: Setembro Amarelo
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 4 a 5 anos
Objetivo Geral:
Desenvolver a consciência emocional nas crianças, promovendo uma compreensão inicial sobre a saúde mental, a empatia e a importância de expressar sentimentos, alinhada às diretrizes da BNCC.
Objetivos Específicos:
1. Promover a empatia e a percepção dos sentimentos dos outros.
2. Estimular a comunicação de ideias e sentimentos por meio de diferentes formas de expressão.
3. Criar um espaço seguro para a expressão emocional e o autocuidado.
4. Valorização das características pessoais e do respeito às diferenças.
Habilidades BNCC:
– Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
– Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
– Campo de Experiências “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
Materiais Necessários:
– Cartolinas de diversas cores
– Tintas e pincéis
– Papel seda ou crepom
– Música relaxante
– Livros ilustrados sobre sentimentos e emoções
– Fantoches (ou bonecos) para dramatização
– Roupas e adereços para incentivar dramatizações e danças
Situações Problema:
1. Como expressar o que sentimos se estamos tristes ou felizes?
2. O que podemos fazer para ajudar um amigo que não está bem?
3. Como nossos corpos reagem quando estamos felizes ou tristes?
Contextualização:
O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, mas ao trabalharmos com crianças pequenas, é fundamental abordar o tema de maneira leve, focando no autocuidado, no afeto e no respeito às emoções. Esta iniciativa não apenas auxilia na expressão de sentimentos, mas também aumenta a compreensão das crianças sobre a importância de cuidar de si e dos outros, contribuindo para a formação de uma sociedade mais empática.
Desenvolvimento:
O desenvolvimento do plano envolverá atividades diárias que promoverão a reflexão e a conscientização em torno do tema. A seguir, apresentamos um cronograma sugerido para uma semana:
Atividades sugeridas:
Dia 1 – Abertura e Introdução ao Tema
– Objetivo: Introduzir o tema “Setembro Amarelo” com uma visão lúdica.
– Descrição: Contar uma história sobre sentimentos. Utilize um livro ilustrado que aborde emoções básicas como alegria, tristeza, medo e raiva. Após a contação, convoque as crianças a desenhar algo que represente um sentimento que sentiram nos últimos dias.
– Instruções práticas:
1. Ler a história em roda, convidando as crianças a participarem com perguntas “Como você se sentiria se…?”
2. Entregar papel e giz de cera para que possam desenhar.
3. Estimular a comunicação sobre o que desenharam.
– Materiais: Livro ilustrado, papel e giz de cera.
– Adaptações: Para crianças mais tímidas, sugerir trabalhar em dupla para compartilhar as ideias.
Dia 2 – A Dança dos Sentimentos
– Objetivo: Promover a expressão dos sentimentos através do movimento.
– Descrição: Usar música para criar uma dança que represente diferentes sentimentos.
– Instruções práticas:
1. Colocar uma música e realizar uma dança livre, solicitando que as crianças expressem com os movimentos como se sentem.
2. Durante a pausa da música, cada um partilha qual sentimento foi representado.
– Materiais: Música variada, espaço livre para dançar.
– Adaptações: Para crianças com dificuldades de movimento, sugerir a utilização de gestos.
Dia 3 – A Arte do Cuidado Pessoal
– Objetivo: Refletir sobre a autoimagem e o autocuidado.
– Descrição: Criar uma colagem de “coisas que fazemos para nos cuidar”.
– Instruções práticas:
1. Trazer revistas ou imprimir imagens de diferentes formas de autocuidado (tomar banho, escovar os dentes etc.).
2. Cada criança cria uma colagem personalizando sua ideia de autocuidado.
– Materiais: Revistas, tesoura, cola, cartolina.
– Adaptações: Crianças que não conseguem usar a tesoura podem trabalhar somente com colagem de figuras já recortadas.
Dia 4 – A Hora dos Fantoches
– Objetivo: Estimular a empatia e a comunicação.
– Descrição: Usar fantoches para representar histórias sobre sentimentos e como ajudar os outros.
– Instruções práticas:
1. Criar pequenas histórias para serem encenadas.
2. As crianças usam os fantoches e participam da dramatização.
– Materiais: Fantoches ou bonecos.
– Adaptações: Os alunos podem usar seus brinquedos para criar suas próprias histórias.
Dia 5 – Festa da Convivência e Reflexão
– Objetivo: Celebrar a empatia e o coletivismo.
– Descrição: Uma pequena festa onde a cada criança pode apresentar o que aprendeu durante a semana.
– Instruções práticas:
1. Cada criança traz um lanche para compartilhar.
2. Em roda, cada um fala sobre uma expressão que aprendeu e como pretende aplicar na vida.
– Materiais: Lanches variados, playlist de músicas calmas.
– Adaptações: Se houver crianças com restrições alimentares, combiná-las para trazer algo que poderão comer.
Discussão em Grupo:
Depois das atividades, conduza uma discussão em grupo sobre o que aprenderam a respeito dos sentimentos. Pergunte como se sentiram nas atividades e se gostaram de compartilhar suas histórias.
Perguntas:
1. Quais sentimentos vocês conhecem e como podemos expressá-los?
2. O que você faz quando vê um amigo triste?
3. Como devemos nos cuidar e cuidar dos outros?
Avaliação:
A avaliação será feita por meio da observação das interações durante as atividades, da participação nas conversas e das criações artísticas feitas pelas crianças. O foco será no desenvolvimento da empatia e na capacidade de comunicação dos sentimentos.
Encerramento:
Ao final da semana, promova um momento de reflexão sobre a importância do que foi aprendido. As crianças devem se sentir à vontade para compartilhar como pretendem aplicá-lo em suas vidas cotidianas.
Dicas:
Utilize recursos visuais, como cartazes com emoções desenhadas, que podem ser fixados na sala de aula. Incentive sempre o diálogo e crie um ambiente acolhedor. Faça uso de músicas que falem sobre sentimentos, pois além de serem lúdicas, ajudam na aproximação das crianças com o tema.
Texto sobre o tema:
O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização que visa discutir a saúde mental e a prevenção do suicídio. Porém, um aspecto importante dessa discussão é a forma como lidamos com os sentimentos, tanto os nossos quanto os dos outros. Crianças pequenas, embora não compreendam plenamente questões complexas como o suicídio, estão em constante desenvolvimento emocional e aprendem a partir das interações com os adultos e outras crianças. Neste contexto, a promoção da empatia é essencial. Incentivar as crianças a falarem sobre seus sentimentos não apenas as torna mais conscientes de suas próprias emoções, mas também as ajuda a reconhecer e valorizar os sentimentos dos outros.
As expressões de sentimentos podem ser abordadas de diversas maneiras, como a arte, a literatura e as atividades físicas. As crianças não precisam entender as vastas questões que cercam a saúde mental, mas o conhecimento básico sobre como expressar e lidar com suas emoções é vital. Criar um espaço em que as crianças se sintam seguras para compartilhar, escutar e aprender, contribui não apenas para o seu desenvolvimento pessoal, mas também para a formação de uma cultura de respeito e solidariedade entre os pares. Esses são fundamentos importantes que ajudarão as crianças a se tornarem adultos mais empáticos e capacitados.
Por fim, abordar o tema do Setembro Amarelo na Educação Infantil nos permite preparar as crianças para uma conscientização sobre a saúde emocional que pode baratear muitas dificuldades futuras. Por meio da prática da empatia, da comunicação e do respeito, os educadores têm a oportunidade de construir uma fundação sólida para a saúde mental dessas crianças, ajudando-as a se tornarem não apenas indivíduos mais conscientes, mas também membros de uma sociedade mais saudável e acolhedora.
Desdobramentos do plano:
Em uma análise mais profunda, o planejamento para o Setembro Amarelo pode ser expandido para incluir parentalidade. Envolver os pais nas atividades pode criar um ambiente mais aberto para conversas sobre sentimentos em casa. Considerando o impacto que a família tem nas crianças, ao unir esforços em torno desse tema, é possível reforçar a segurança emocional dos pequenos, incentivando a prática de ouvir e acolher as emoções em um contexto familiar.
Ademais, ao longo do ano, é viável estabelecer um calendário de saúde emocional que amplie a compreensão das crianças sobre si mesmas. A cada mês, um novo sentimento pode ser explorado, o que proporcionaria um repertório diversificado e ricas experiências que podem ser compartilhadas em círculos de conversa. A educação continuada sobre esse tema é crucial, visto que as crianças podem trazer aprendizados e desafios que elas vivenciam em sua vida cotidiana.
Por último, este plano pode ser replicado em outras áreas escolares, ampliando a discussão sobre saúde emocional. Atividades com alunos de diferentes idades podem fomentar um ambiente escolar mais coeso. A troca de experiências de cada faixa etária pode gerar uma rede de apoio e compreensão, assim como ajudar na construção de gerenciamento emocional entre estudantes, que ao se reconhecerem em sentimentos semelhantes, fortalecem a comunidade escolar.
Orientações finais sobre o plano:
Ao desenvolver o plano de aula sobre o Setembro Amarelo, um aspecto vital é sempre manter uma comunicação clara e acolhedora com as crianças. É essencial lembrá-las de que todos têm sentimentos e que é normal experimentar uma gama de emoções. Incentivar a expressão desses sentimentos não só abre as portas para a empatia, mas também para a autocompreensão e a autoaceitação.
Ajude as crianças a ver que cuidados básicos, como uma boa alimentação e o descanso apropriado, fazem parte do autocuidado e da saúde mental. Ao trazer estas discussões para o cotidiano delas, possibilitamos um maior entendimento sobre a importância do equilíbrio emocional e saúde.
Por fim, é fundamental que a equipe educacional esteja alinhada com as propostas do plano. Conversas com os colegas sobre as abordagens e resultados vão enriquecer ainda mais a experiência dos alunos, promovendo um ambiente educacional mais rico e coeso, onde a saúde mental seja uma prioridade e um valor a ser cultivado desde a infância.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
Sugestão 1: Jogo das Emoções
– Objetivo: Aprender a identificar e expressar emoções.
– Descrição: Crie cartões com expressões faciais e sentimentos. As crianças devem imitar a expressão e discutir a situação que causou tal sentimento.
– Material: Cartões com emoções desenhadas.
– Como fazer: Explique cada emoção e, em duplas, façam o jogo em grupos.
Sugestão 2: A Caixa dos Sentimentos
– Objetivo: Trabalhar a autoexpressão.
– Descrição: Cada criança trará um objeto que representa um sentimento que gostaria de compartilhar.
– Material: Caixas para guardar os objetos.
– Como fazer: As crianças apresentam seus objetos e explicam o sentimento que representa.
Sugestão 3: Hora da Música
– Objetivo: Conectar a música aos sentimentos.
– Descrição: Ouvir músicas que falem de diferentes sentimentos e ilustrar a música em cartazes.
– Material: Música e materiais de arte.
– Como fazer: Após a audição, cada grupo deve representar artisticamente a sensação que a música provocou.
Sugestão 4: Livro dos Sentimentos
– Objetivo: Criar um livro coletivo que represente diferentes sentimentos.
– Descrição: As crianças desenham uma situação que representa um sentimento e as páginas se somam formando um livro de experiências.
– Material: Papel e canetas para desenho.
– Como fazer: Finalizado, o livro pode ser lido em roda ou exposto na sala.
Sugestão 5: Teatrinho de Fantoches
– Objetivo: Aprender sobre empatia através da dramatização.
– Descrição: Cada criança cria um personagem e uma mini-história que envolve o cuidado com os outros.
– Material: Materiais de fantoche e cenários simples.
– Como fazer: Apresentar as histórias em turma para explorar as diferentes situações que envolvam a empatia e o cuidado.
Este plano de aula para o mês de Setembro Amarelo pode ser utilizado como ponto de partida para promover discussões mais profundas sobre saúde emocional e autocuidado nas crianças pequenas, contribuindo assim para a formação de um futuro mais empático e respeitoso.

