“Roda de Histórias: Estimulando Criatividade na Educação Infantil”
A proposta de aula que apresentamos a seguir visa proporcionar uma experiência rica e envolvente para crianças bem pequenas, indo ao encontro de suas necessidades de desenvolvimento. A atividade de encerramento com roda de histórias e as releituras de narrativas preferidas será uma poderosa ferramenta para estimular a imaginação, a comunicação e o despertar da empatia nos pequenos. Através dessa sequência didática, os alunos poderão explorar diversas histórias, intercambiar ideias e vivenciar momentos de socialização que favorecerão não apenas a linguagem oral, mas também a construção do trabalho em grupo e do respeito às diferentes opiniões e experiências.
Neste plano de aula, será possível desenvolver um ambiente lúdico e acolhedor, permitindo que os alunos expressem suas preferências e relações com as histórias narradas. Com um tempo de duração de 60 minutos, a atividade será estruturada para que as crianças possam participar ativamente e com entusiasmo. Ao final, espera-se que ao menos uma das competências principais da Educação Infantil tenha sido trabalhada e desenvolvida, contribuindo para a formação integral dos alunos.
Tema: Encerramento com roda de histórias e releituras de narrativas preferidas
Duração: 60 MINUTOS
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 2 e 3 anos
Objetivo Geral:
Promover a interação social, a comunicação e a expressão da criatividade através da contação e recontação de histórias que sejam significativas para as crianças.
Objetivos Específicos:
– Fomentar a capacidade de escuta e atenção durante as narrativas.
– Estimular a expressão oral ao compartilhar histórias preferidas.
– Incentivar o respeito pelas opiniões e histórias dos colegas.
– Desenvolver a criatividade por meio de releituras da narrativa ou do seu contexto.
Habilidades BNCC:
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
(EI02EO06) Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.
(EI02EO07) Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um adulto.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI02EF03) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita).
(EI02EF05) Relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidos etc.
(EI02EF06) Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos.
Materiais Necessários:
– Livros ilustrados divertidos e acessíveis aos alunos.
– Fantoches ou outros recursos visuais que possam representar personagens das histórias.
– Materiais de arte como papel, lápis de cor, tintas e colagens.
– Espaço adequado para a roda de história, como um tapete ou almofadas.
Situações Problema:
Como podemos contar nossas histórias de forma que todos os colegas consigam compreender e imaginar? O que cada um de nós sente quando ouve uma história?
Contextualização:
A contação de histórias é uma prática essencial na Educação Infantil, pois estimula a imaginação e a criatividade das crianças, além de ajudá-las a desenvolver a linguagem oral e a socialização. Esta atividade será adaptada para atender aos interesses e à faixa etária das crianças, permitindo que se sintam seguras e motivadas para interagir e expressar seus sentimentos e opiniões sobre as narrativas.
Desenvolvimento:
1. Introdução (10 minutos): Reunir as crianças em um círculo, no qual todas possam se observar mutuamente. Iniciar a conversa perguntando se elas conhecem algumas histórias. Incentivar que cada uma compartilhe o nome das histórias que mais gostam.
2. Contação de Histórias (20 minutos): Escolher um ou dois livros ilustrados e realizar a leitura em voz alta, buscando expressar emoções e utilizar vozes diferentes para os personagens. Incentivar que as crianças façam perguntas durante a leitura e que as ilustrações sejam exploradas no sentido de estimular a curiosidade, fazendo conexões com suas próprias experiências.
3. Roda de Histórias (20 minutos): Após a leitura, solicitar que cada criança compartilhe suas histórias preferidas ou releituras, utilizando a imaginação. Neste momento, é importante que o educador dedique atenção a cada relato, validando a fala dos pequenos e promovendo um espaço seguro para a troca de ideias. Fantoches podem ser utilizados para dar vida às histórias contadas.
4. Atividade de Releitura (10 minutos): Após escutar as histórias, propôs que as crianças desenhem ou criem uma versão da história de acordo com sua imaginação. Fornecer materiais de arte e ser facilitador neste processo criativo. Reforçar a ideia de que não precisa seguir exatamente a história original, mas sim usar a imaginação para recriá-la.
Atividades sugeridas:
Dia 1 – Introdução ao tema:
– Objetivo: Apresentar a roda de histórias e o conceito de narrativas.
– Descrição: Conversar sobre o que é uma história e ouvir algumas histórias curtas.
– Materiais: Livros de histórias curtas.
– Adaptação: Permitir que crianças mais tímidas compartilhem suas histórias através de desenhos.
Dia 2 – Leitura de histórias:
– Objetivo: Proporcionar um ambiente de escuta e descoberta.
– Descrição: Ler em voz alta uma história e envolver as crianças em perguntas sobre os personagens, situações e sentimentos.
– Materiais: Livros ilustrados.
– Adaptação: Sempre que possível, incentivá-las a apontar as ilustrações que mais chamam atenção.
Dia 3 – Criando fantoches:
– Objetivo: Estimular a criatividade e a expressão artística.
– Descrição: Criar fantoches com materiais recicláveis.
– Materiais: Papéis, tesoura, cola e outros itens de decoração.
– Adaptação: Utilizar fantoches de meia ou papel para crianças que não se sentem seguras fazendo o seu.
Dia 4 – Roda de histórias – Parte 1:
– Objetivo: Iniciar a partilha de histórias entre os colegas.
– Descrição: Organizar uma roda onde cada outra criança possa contar sua história preferida.
– Materiais: Fantoches que foram criados e livros.
– Adaptação: Criar um “bicho da vez” que irá ajudar a criança a contar sua história, caso sintam-se inseguras.
Dia 5 – Roda de histórias – Parte 2:
– Objetivo: Recriar e explorar narrativas em grupo.
– Descrição: Recontar histórias de forma coletiva, cada criança acrescentando elementos à narrativa original.
– Materiais: Materiais de arte para desenhar a narrativa criada.
– Adaptação: Mesmo crianças que não falam farão parte da história desenhando e mostrando suas emoções através da arte.
Discussão em Grupo:
Reunir as crianças para uma roda de conversa ao final da atividade, onde poderão discutir sobre as mensagens que as histórias trouxeram para elas. Promover um espaço onde cada uma possa se expressar e compartilhar como se sentiu durante as narrativas. O foco deve ser na escuta atenta e no respeito às opiniões dos colegas.
Perguntas:
– Qual foi a história que você mais gostou de ouvir?
– O que você achou do personagem principal?
– Se você pudesse mudar algo na história que ouviu, o que seria?
– Como você se sentiria se estivesse na história que foi contada?
Avaliação:
A avaliação deve ser contínua, observando a participação das crianças e seu envolvimento nas atividades. Registra-se a capacidade de escuta, a maneira como se comunicam e como respeitam os outros durante a roda de histórias. Além disso, é importante considerar a expressão de sentimentos e as respostas dadas durante as atividades.
Encerramento:
Encerrar a atividade com uma música utilizando os fantoches criados, reforçando o que foi aprendido e explorado nas histórias. Destacar a importância da imaginação e do compartilhamento de experiências, convidando as crianças a continuarem a contar histórias em suas casas. Agradecer a participação de todos, promovendo um sentimento de pertencimento e celebração do aprendizado.
Dicas:
– Utilize diferentes estratégias de contação de histórias, como teatro de fantoches ou dramatizações, para manter o interesse das crianças.
– Incentive as crianças a criarem suas próprias histórias através de imagens, desenhando os momentos que mais gostaram.
– Tenha sempre um espaço de escuta ativa para que as crianças possam expressar o que sentem em relação às histórias contadas.
Texto sobre o tema:
A contação de histórias é uma prática que remonta os primórdios da humanidade, utilizada como uma forma de transmitir cultura, ensinamentos e valores através das gerações. Aos 2 e 3 anos, as crianças começam a desenvolver sua linguagem oral e habilidades de comunicação, tornando-se mais atentas às histórias que escutam. Durante essa fase, é fundamental que estas experiências sejam proporcionadas de maneira lúdica e envolvente, visando despertar o interesse pela leitura e pela fantasia. Além disso, as histórias têm um papel importante em ajudar as crianças a nomear sentimentos, a entender as relações sociais e a desenvolver sua empatia por meio da identificação com os personagens.
Contar histórias não é apenas uma habilidade que deve ser aperfeiçoada; é também um momento mágico que cria vínculos entre adultos e crianças. As narrativas despertam a imaginação e concedem a possibilidade de experimentar, de diferentes maneiras, situações que podem ser bem diferentes do cotidiano dos pequenos. Ao ouvir histórias, as crianças podem se transformar em heroínas, navegar por mares desconhecidos e ainda, ao mesmo tempo, connectar-se a sentimentos e contextos que vivenciam no dia a dia. Essa conexão deve ser valorizada, pois o lúdico é um importante meio de aprendizado nesta fase da vida.
O que se busca em uma roda de histórias é muito mais do que apenas descrever os personagens e contar a sequência de eventos; é permitir que cada criança encontre um espaço onde possa se reconhecer e, ao mesmo tempo, se surpreender com a criatividade coletiva. Isso promove não apenas o desenvolvimento da linguagem, mas também a construção de valores éticos, como o respeito, a solidariedade e a construção de narrativas que respeitem a diversidade. Portanto, ser mediador de histórias é, essencialmente, proporcionar experiências efetivas e emocionantes que irão ecoar na vida de cada pequeno, deixando marcas que poderão se transformar em memórias afetivas.
Desdobramentos do plano:
Após a roda de histórias, pode-se explorar o tema de diferentes formas, criando atividades que se estendam ao longo da semana. Uma sugestão seria a criação de um “livro de histórias” da turma, onde cada criança contribui com um desenho ou uma breve narrativa sobre sua história favorita. Este livro pode ser composto e mostrado para os outros pais ou até mesmo exposto na sala de aula, gerando mais valor ao processo criativo e respeitando o trabalho elaborado por cada um. Além disso, a atividade pode ser uma oportunidade para os alunos explorarem outras formas de arte como a música, a dança e a dramatização, criando assim um ambiente sinérgico que favorece o aprendizado e o desenvolvimento das habilidades sociais.
Outra possibilidade seria implementar um ciclo de histórias de diferentes culturas ou tradições, promovendo assim não apenas o compartilhamento de histórias. Essa abordagem é significativa para demonstrar a diversidade cultural e promover a percepção de mundo das crianças, uma vez que elas vivenciam diferentes narrativas a partir do contexto de outras comunidades. Isso é especialmente relevante na educação infantil, onde a construção da identidade e da aceitação das diferenças são fundamentais. Portanto, as histórias podem ser a ponte para um diálogo sobre diversidade, inclusão e respeito.
O planejamento das atividades também pode incluir a interação com os pais. Eles podem ser convidados para participar da roda, trazendo suas histórias e experiências, reforçando o vínculo entre a escola e o lar. Essa interação é criativa porque as crianças sentem o apoio dos adultos e têm a oportunidade de ver que as histórias estão presentes em suas vidas de várias formas, seja nas tradições familiares ou nas atualizações contemporâneas que nossos filhos vivenciam. Ao final, o desdobramento deste plano de aula se concretiza na construção de um ambiente de aprendizado coletivo e afetivo, onde todos se sintam importantes e valorizados.
Orientações finais sobre o plano:
Ao elaborar esse plano de aula, é importante que se mantenha a flexibilidade e se esteja atento às reações das crianças. Cada turma possui seu ritmo e interesses específicos, então se faz necessário ter a habilidade de adaptar a proposta, investindo mais tempo em exercícios que despertem a curiosidade dos alunos ou, por outro lado, tornar as atividades mais dinâmicas se perceber que a atenção do grupo está se dispersando. Um aspecto essencial a ser considerado é a segurança emocional das crianças durante a partilha de experiências e histórias; ser um mediador acolhedor é fundamental para que se sintam confortáveis em expressar seus sentimentos e opiniões.
Além disso, a participação dos educadores precisa ser ativa e incitadora, o que proporciona uma ponte segura para que as crianças sintam-se à vontade explorando seus próprios recontos. Assim, a contação de histórias pode ser uma prática enriquecedora, onde o educador atua como um facilitador, conectando o universo narrativo à vida real das crianças. Ao fim da atividade, o reforço positivo das experiências compartilhadas é crucial para que as crianças valorizem ainda mais suas vozes e diálogos, contribuindo para a construção de um ambiente de aprendizagem harmonioso.
Em suma, é fundamental que os educadores compreendam a relevância que as narrativas possuem na formação do indivíduo desde tenra idade. Propor uma roda de histórias não é apenas uma atividade a ser realizada, mas sim uma oportunidade de criar laços, instigar a imaginação e favorecer o desenvolvimento emocional e social das crianças. Fomentar a contação de histórias instiga a curiosidade, promove uma educação mais lúdica e, principalmente, valoriza a singularidade de cada ser humano com a contribuição única que cada história pode trazer.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
Sugestão 1 – Teatro de Fantoches: Crie uma pequena cena onde as crianças representem personagens de suas histórias preferidas.
– Objetivo: Estimular a expressão artística e o trabalho em grupo.
– Materiais: Fantoches e cenário improvisado (tapetes, caixas etc.).
– Condução: Incentive a interação entre as crianças, fazendo com que cada uma interprete um personagem.
Sugestão 2 – Música e Rimas: Crie músicas ou rimas baseadas nas histórias contadas.
– Objetivo: Estimular a criatividade e a musicalidade.
– Materiais: Instrumentos musicais simples como pandeiros e maracas.
– Condução: Propor que cada criança invente uma parte da música.
Sugestão 3 – Desenho da História: Ao final de cada história contada, peça que as crianças desenhem uma cena ou personagem que mais tenha gostado da narrativa.
– Objetivo: Desenvolver a habilidade de observação e a expressão criativa.
– Materiais: Papéis, lápis de cor, tintas.
– Condução: Promova um momento de exibição dos desenhos, onde as crianças podem explicar suas escolhas.
Sugestão 4 – Livro Coletivo: Criar um livro da turma, onde cada criança pode contribuir com uma história ou desenho.
– Objetivo: Promover a cooperação e o respeito pela produção dos colegas.
– Materiais: Cadernos, papéis coloridos e colagem.
– Condução: O educador pode fazer a mediação do livro, incentivando a troca de ideias para que todos participem.
Sugestão 5 – Explorando a Natureza: Levar as crianças para um passeio ao ar livre e, ao retornarem, contar histórias inspiradas na natureza que observaram.
– Objetivo: Conectar o ambiente natural com as histórias.
– Materiais: Elementos da natureza que possam ser utilizados na narração.
– Condução: Durante o passeio, estimule as crianças a contarem suas impressões sobre os elementos que encontraram, permitindo que isso componha a narrativa que será criada.
Com estas propostas lúdicas e ricas, focamos em criar experiências significativas que ampliam o universo da contação de histórias, proporcionando um aprendizado efetivo e divertido para essas crianças em formação.

