“Resgatando Brincadeiras Tradicionais Brasileiras no Ensino”
A presente sequência didática tem como objetivo resgatar e valorizar as brincadeiras tradicionais brasileiras, como pião, peteca e bilboquê, proporcionando aos alunos a oportunidade de interagir com o aspecto cultural da infância de forma lúdica e educativa. Ao longo da aula, os estudantes terão a chance de descobrir, praticar e refletir sobre essas brincadeiras, desenvolvendo habilidades motoras, sociais e cognitivas. Além disso, será enfatizada a importância do patrimônio cultural imaterial, promovendo a consciência sobre a diversidade cultural presente no Brasil.
A proposta é que as brincadeiras sejam utilizadas como uma ferramenta pedagogica, aliando o conhecimento histórico e cultural à atividade física, promovendo um ambiente colaborativo e divertido. Esta abordagem busca não só ensinar sobre as brincadeiras, mas também sobre seu significado e contexto histórico, fortalecendo a identidade cultural dos alunos.
Tema: Brincadeiras tradicionais: pião, peteca e bilboquê
Duração: 60 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 5º Ano
Faixa Etária: 10 anos
Objetivo Geral:
Promover a prática e o conhecimento sobre as brincadeiras tradicionais brasileiras, enfatizando sua importância na cultura, no desenvolvimento social e motor dos alunos.
Objetivos Específicos:
1. Conhecer as regras e técnicas das brincadeiras de pião, peteca e bilboquê.
2. Praticar em grupo as brincadeiras tradicionais, desenvolvendo habilidades motoras e sociais.
3. Refletir sobre a história e a importância das brincadeiras na cultura popular brasileira.
4. Estimular o trabalho em equipe e a colaboração entre os alunos.
5. Criar uma compreensão crítica sobre o valor das tradições culturais e seu legado.
Habilidades BNCC:
– EF35EF01: Experimentar e fruir brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo aqueles de matriz indígena e africana, e recriá-los, valorizando a importância desse patrimônio histórico cultural.
– EF15AR24: Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais.
Materiais Necessários:
– Pião (opcional: confeccionado pelos alunos com materiais recicláveis)
– Petecas (podem ser feitas de bexigas preenchidas com areia ou pequenas bolas de papel)
– Bilboquê (feito com copos plásticos e uma bolinha de papel)
– Espaço amplo e seguro para a prática das brincadeiras
– Lousa ou flipchart para anotações
Situações Problema:
– Como podemos preservar as brincadeiras tradicionais em um mundo cada vez mais digital?
– Quais as diferenças entre brincar com brinquedos tradicionais e com eletrônicos?
– De que forma as brincadeiras tradicionais podem ensinar valores como respeito e trabalho em equipe?
Contextualização:
As brincadeiras tradicionais fazem parte da identidade cultural do Brasil e são fundamentais na formação da socialização infantil. O resgate dessas práticas proporciona não apenas diversão, mas também a transmissão de tradições e valores que formam a base da nossa sociedade. Além disso, essas brincadeiras ajudam no desenvolvimento motor, cognitivo e emocional da criança, proporcionando um ambiente de aprendizado ativo e engajado.
Desenvolvimento:
1. Introdução (10 minutos): Iniciar a aula apresentando o tema e a importância das brincadeiras tradicionais. Falar sobre a história do pião, da peteca e do bilboquê, incluindo como cada um deles era utilizado nas gerações passadas. Anotar informações relevantes na lousa.
2. Apresentação das Brincadeiras (10 minutos): Dividir a turma em grupos e mostrar como fabricar um bilboquê e uma peteca, envolvendo os alunos no processo. A confecção pode ser realizada utilizando materiais recicláveis. Explicar as regras de cada brincadeira enquanto todos trabalham.
3. Prática das Brincadeiras (30 minutos): Após a confecção, os alunos irão experimentar as brincadeiras em espaços demarcados. Criar dois ou três grupos e alocar cada grupo para um tipo de brincadeira (pode-se alternar as rodadas, para que todos experimentem). Orientar os alunos a praticar as técnicas corretas, ressaltando a importância da cooperação.
4. Reflexão e Debate (10 minutos): Ao final das atividades, promover uma roda de conversa, onde cada aluno compartilha como se sentiu durante as práticas e o que aprendeu sobre as brincadeiras e seu valor cultural. Incentivar o respeito pelas opiniões e experiências de cada um.
Atividades sugeridas:
1. Atividade 1 – Confeccionando Brincadeiras
– Objetivo: Desenvolver habilidades manuais e criatividade.
– Descrição: Os alunos irão confeccionar piões com tampinhas de garrafa e cordões.
– Materiais: Tampas, cordões, tesouras e marcadores.
– Instruções: Cada aluno escolhe uma tampa e a personaliza.
2. Atividade 2 – Rodas de Brincadeiras
– Objetivo: Promover interação social e trabalho em equipe.
– Descrição: Organize duas a três estações de brincadeiras (peterca, bilboquê e pião).
– Materiais: Espacos delimitados e os brinquedos.
– Instruções: Formar grupos e rotacionar entre os locais.
3. Atividade 3 – Criação de Regras
– Objetivo: Estimular o pensamento crítico e a criatividade.
– Descrição: Em grupos, os alunos têm que criar novas regras para uma brincadeira tradicional.
– Materiais: Lousa ou papel para anotar ideias.
– Instruções: Apresentar as regras criadas para a turma.
4. Atividade 4 – Mural da Memória
– Objetivo: Refletir sobre a importância cultural das brincadeiras.
– Descrição: Criar um mural com recortes e desenhos de imagens de brincadeiras tradicionais.
– Materiais: Papéis coloridos, tesouras, colas, e revistas.
– Instruções: Depois de confeccionado, discutir o que aquelas brincadeiras representam.
5. Atividade 5 – Pesquisa Oral
– Objetivo: Praticar a oralidade e ouvir os colegas.
– Descrição: Realizar uma pesquisa sobre as brincadeiras preferidas de familiares e trazer as respostas.
– Materiais: Folhas e canetas.
– Instruções: Compartilhar com a turma o resultado das pesquisas.
Discussão em Grupo:
Durante a roda de conversa, peça que os alunos discorram sobre:
– O que mais gostaram nas atividades.
– Como se sentiram ao praticar as brincadeiras.
– Se acharam alguma brincadeira difícil e como superaram.
– A importância de preservar essas tradições.
Perguntas:
1. Por que é importante preservar a cultura das brincadeiras tradicionais?
2. Quais as suas lembranças sobre brincadeiras da sua infância?
3. Como podemos adaptar brincadeiras tradicionais para o mundo contemporâneo?
4. Quais os valores aprendidos com o jogar e brincar juntos?
Avaliação:
A avaliação será contínua e contemplará:
– A participação e engajamento nas atividades propostas.
– A habilidade de trabalhar em grupo e respeitar as opiniões dos colegas.
– A criatividade nas atividades de confecção e regras.
– A reflexão expressa durante a roda de conversa.
Encerramento:
Finalizar a aula reforçando a importância das brincadeiras tradicionais para a cultura brasileira e como elas impactam a vida das crianças hoje em dia. Incentivar os alunos a continuar brincando e a contar sobre essas experiências para amigos e familiares.
Dicas:
1. Se o espaço permitir, promover uma feira de brincadeiras no pátio da escola, onde cada grupo apresenta suas criações e regras.
2. Incorporar sessões de vídeos que mostrem crianças brincando com esses brinquedos, ressaltando diferentes culturas.
3. Criar uma linha do tempo das brincadeiras tradicionais, incentivando os alunos a pesquisar outras brincadeiras.
Texto sobre o tema:
As brincadeiras tradicionais têm uma importância consolidada no universo infantil e, ao longo dos anos, foram passadas de geração em geração. Esses jogos, além de proporcionarem momentos de diversão, são verdadeiros canais de cultura e conhecimentos que ajudam na socialização das crianças, no desenvolvimento da motricidade e ajudam a construir valores essenciais como respeito, cooperação e empatia. O pião, por exemplo, é um brinquedo que, apesar de simples, desafia o equilíbrio e a coordenação motora. A peteca, também rica em sua diversidade, possibilita não apenas a prática esportiva, mas também o aprendizado sobre a cultura de diferentes regiões do Brasil, que utilizam este jogo de maneira festiva em suas celebrações. Por fim, o bilboquê traz a necessidade de concentração e coordenação, colocando o aluno em contato com suas habilidades físicas e mentais.
Essa perspectiva histórica e cultural das brincadeiras, portanto, é um elemento que deve ser valorizado nas escolas, criando um espaço onde se possa refletir sobre a passagem do tempo e as mudanças nas práticas de lazer. A inclusão das brincadeiras tradicionais nas aulas traz um resgate das raízes culturais que muitos alunos podem não conhecer, além de conectar histórias familiares e memórias afetivas relacionadas ao brincar. Assim, os alunos se tornam agentes de cultura, transmitindo e preservando essas práticas de forma ativa!
Desdobramentos do plano:
Um dos desdobramentos deste plano pode ser a criação de um clube de brincadeiras, onde uma vez por mês os alunos podem trazer e compartilhar jogos de suas famílias. Esta ação pode incentivar os alunos a pesquisar suas raízes culturais, estimulando um sentimento de pertencimento e valorização de suas histórias familiares. Além disso, integrar as brincadeiras à vivência escolar de forma contínua contribui para a formação de um ambiente escolar mais saudável e dinâmico, onde a diversidade é celebrada e respeitada.
Outro desdobramento importante é a possibilidade de realizar uma feira cultural, onde os alunos poderão não apenas apresentar as brincadeiras, mas também o conhecimento adquirido sobre suas origens e histórias. Isso permitirá engajar não apenas os alunos, mas também suas famílias e a comunidade escolar, fortalecendo laços e promovendo o aprendizado colaborativo. Essa proposta também pode incluir apresentações artísticas in loco que valorizem as tradições locais, como danças e músicas relacionadas às brincadeiras.
Por fim, a proposta de ligação com outras disciplinas pode ser uma forma de expandir o aprendizado. O mapeamento das brincadeiras em diferentes regiões do Brasil, por exemplo, poderia integrar as aulas de Geografia, permitindo que os alunos aprendam sobre a diversidade cultural e geográfica do país. Considerar que as práticas lúdicas podem ser um instrumento para fortalecer a identidade cultural e o respeito pelas diferenças é fundamental para a formação de cidadãos mais críticos e conscientes.
Orientações finais sobre o plano:
Ao implementar este plano, é fundamental que o professor tenha em mente a necessidade de adaptar a proposta às características dos alunos e ao ambiente escolar. Para tanto, observar o comportamento dos alunos durante as atividades é crucial. Assim, o docente pode conduzir a aula de forma flexível, ajustando o ritmo conforme as necessidades e interesses da turma. Criatividade e paciência serão fundamentais para que todos os alunos se sintam à vontade em participar e expressar suas opiniões.
Além disso, promover um ambiente de inclusão e respeito fará com que a aula seja mais agradável e leve. É essencial encorajar a participação de todos os alunos, permitindo que possam se expressar e trazer suas experiências. Fomentar o respeito às diferenças e a escuta ativa se torna uma técnica importante que pode ser trabalhada diariamente na sala de aula e em espaços lúdicos.
Por fim, o reflexo do aprendizado sobre a importância das brincadeiras tradicionais deve ser constantemente reforçado através de diários de bordo ou murais, onde os alunos possam compartilhar suas experiências e reflexões não apenas durante a aula, mas ao longo de suas vivências escolares. Essa estratégia aposta na materialização do conhecimento e experiências, propiciando um legado que vai além do ambiente escolar.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Criação de uma Caça ao Tesouro Tradicional:
– Objetivo: Aumentar o conhecimento sobre as tradições culturais brasileiras.
– Descrição: Dividir a turma em grupos e proporcionar pistas sobre diferentes brincadeiras brasileiras.
– Material: Cartões, itens que representem cada brincadeira.
– Modo de conduzir: Os alunos terão que encontrar os itens e podem trazer informações que descubram sobre cada um.
2. Teatro de Sombras:
– Objetivo: Sensibilizar sobre a importância das brincadeiras.
– Descrição: Pedir que os alunos criem figuras para um teatro de sombras onde representem as brincadeiras.
– Material: Cartolina preta, fone de ouvido, lanternas.
– Modo de conduzir: Os alunos representam as histórias por trás das brincadeiras.
3. Brincadeiras Inventadas:
– Objetivo: Incentivar a criatividade e valorização das brincadeiras tradicionais.
– Descrição: Pedir que cada aluno crie uma nova interpretação para uma brincadeira tradicional.
– Material: Materiais variados e criativos.
– Modo de conduzir: Os alunos apresentam suas criações e explicam as regras.
4. Desenho Histórico:
– Objetivo: Conectar arte e história no ensino das brincadeiras.
– Descrição: Os alunos criam um desenho que represente uma vivência com uma brincadeira tradicional.
– Material: Papel, lápis, tintas.
– Modo de conduzir: Após a atividade, os trabalhos podem ser apresentados na escola.
5. Desafio das Brincadeiras:
– Objetivo: Estimular a competição saudável e o espírito de equipe.
– Descrição: Organizar competições de quem consegue realizar as atividades de forma mais criativa.
– Material: Sinalizações e prêmios simbólicos.
– Modo de conduzir: Incentivar que cada equipe faça uma apresentação final mostrando o que aprenderam.
Esse conjunto de sugestões e atividades complementa o plano, oferecendo formas lúdicas e práticas de interação e aprendizado.

