“Resgatando Brincadeiras Antigas: Aula Criativa para 5º Ano”
Este plano de aula foi idealizado para o 5º ano do Ensino Fundamental e busca proporcionar uma reflexão divertida e educativa sobre as brincadeiras antigas, valorizando a cultura e as memórias coletivas por meio de atividades que promovem a interação e o resgate de tradições. A proposta é que os alunos explorem a importância das brincadeiras em diferentes contextos culturais e temporais, estimulando também o desenvolvimento de competências linguísticas e criativas no ambiente escolar.
A aula, com o tema “Brincadeiras Antigas”, será rica em atividades práticas e teóricas e se desdobrará ao longo de 150 minutos, sendo dividida entre dois blocos de 75 minutos. A intenção é que ao final, as crianças possam não apenas se divertir, mas também refletir e analisar o impacto das brincadeiras em suas vidas e na cultura de sua comunidade.
Tema: Brincadeiras Antigas
Duração: 150 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 5º Ano
Faixa Etária: 10 anos
Objetivo Geral:
Desenvolver a percepção dos alunos sobre a importância das brincadeiras antigas e sua relação com a cultura e identidade, promovendo o resgate e a valorização de tradições que fazem parte do patrimônio imaterial.
Objetivos Específicos:
– Identificar e classificar diferentes brincadeiras tradicionais de várias regiões do Brasil.
– Relacionar as brincadeiras antigas com a cultura local e com os costumes contemporâneos.
– Produzir um registro escrito sobre as brincadeiras resgatadas, utilizando linguagem adequada e respeitando a norma culta da língua.
– Desenvolver habilidades de trabalho em grupo, respeito às diferenças e colaboração.
Habilidades BNCC:
– (EF05LP09) Ler e compreender, com autonomia, textos instrucionais de regras de jogo, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana.
– (EF05LP12) Planejar e produzir, com autonomia, textos instrucionais de regras de jogo, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana.
– (EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio de recursos multissemióticos.
Materiais Necessários:
– Papel e caneta para anotações
– Materiais diversos para a execução das brincadeiras (corda, bola, giz, etc.)
– Cartolinas ou papéis grandes para exposições
– Projetor ou televisão para exibir vídeos ou imagens de brincadeiras antigas
– Acesso à internet (se possível) para pesquisa adicional.
Situações Problema:
– Como as brincadeiras antigas refletem a cultura de uma sociedade?
– Quais brincadeiras você conhece que foram passadas de geração para geração?
– De que forma as novas tecnologias influenciam a forma como as crianças brincam hoje?
Contextualização:
As brincadeiras têm um papel fundamental no desenvolvimento das relações sociais, habilidades motoras e cognitivas das crianças. Historicamente, diversas brincadeiras foram criadas em diferentes contextos sociais como uma forma de entretenimento, mas também como uma ferramenta de aprendizado e socialização. No Brasil, muitas dessas práticas lúdicas estão intrinsecamente ligadas à cultura popular, transmissões de saberes e modos de viver que merecem ser resgatados e valorizados.
Desenvolvimento:
Durante a aula, os alunos serão divididos em grupos para promoverem a interação e o trabalho colaborativo, fortalecendo a dinâmica de aprendizagem.
1. Introdução Teórica (30 minutos)
Apresentar um breve contexto histórico sobre as brincadeiras antigas no Brasil, destacando a diversidade cultural brasileira. Utilizar recursos visuais, como imagens e vídeos, que mostrem as brincadeiras e seu significado nas diferentes culturas. Estimular os alunos a compartilhar brincadeiras que conhecem de suas famílias.
2. Classificação de Brincadeiras (15 minutos)
Os alunos, em grupos, deverão listar pelo menos cinco brincadeiras que conhecem e classificá-las em grupos como: de roda, de bola, de corda, etc. Os grupos devem apresentar suas listas para a turma.
3. Atividade Prática (45 minutos)
Os alunos participarão de uma roda de brincadeiras antigas (exemplo: “Pular corda”, “Esconde-esconde”, “Cabo de guerra”, “Cinco Marias”). Cada grupo pode escolher uma brincadeira e ensinar para os demais, explicando suas regras e como ela era vivida na cultura de seus avós ou pais.
4. Registro Escritor (30 minutos)
Após as atividades práticas, os alunos devem elaborar um pequeno texto que descreva a brincadeira que mais gostaram, as regras e a importância dela em suas vidas. Podem incluir também uma comparação com brincadeiras modernas conhecidas.
Atividades sugeridas:
– Dia 1: Introdução e Pesquisa
Objetivo: Conhecer e pesquisar sobre brincadeiras antigas.
Descrição: Os alunos buscarão informações sobre uma brincadeira específica e compararão dados.
Materiais: Acesso à internet, papel e caneta.
– Dia 2: Compartilhamento
Objetivo: Compartilhar as informações encontradas com os colegas.
Descrição: Cada aluno apresenta a sua pesquisa, discutindo a importância cultural da brincadeira.
Materiais: Cartolina para anotações.
– Dia 3: Prática de Brincadeiras
Objetivo: Praticar e experimentar as brincadeiras antigas.
Descrição: Organizar um dia de jogos com as brincadeiras selecionadas.
Materiais: Materiais para as brincadeiras escolhidas.
– Dia 4: Reflexão e Registro
Objetivo: Redigir sobre a experiência vivida com as brincadeiras.
Descrição: Os alunos escrevem um texto reflexivo sobre o que aprenderam e sentiram.
Materiais: Papel, caneta, cartolina.
– Dia 5: Exposição
Objetivo: Apresentar os registros e as experiências dos alunos.
Descrição: Criar uma exposição na escola com os textos e materiais relacionados.
Materiais: Exposição dos registros e divulgação das brincadeiras no ambiente escolar.
Discussão em Grupo:
Após a prática das brincadeiras, promova uma discussão em grupo sobre o valor das brincadeiras antigas nas comunidades e seu impacto nas relações sociais.
Perguntas:
– Quais brincadeiras você mais gostava de brincar quando criança?
– Como você acha que as brincadeiras mudaram ao longo do tempo?
– De que maneira as brincadeiras podem ensinar valores e habilidades?
Avaliação:
A avaliação será contínua, considerando a participação dos alunos nas atividades práticas, o registro escrito das brincadeiras e a reflexão coletiva promovida ao final das atividades.
Encerramento:
Concluir a aula com uma roda de conversa, onde os alunos compartilham o que mais aprenderam e sentem sobre as brincadeiras antigas. Incentivar que continuem a praticar e compartilhar esses conhecimentos em casa.
Dicas:
– Valorize a participação de todos, criando um ambiente acolhedor.
– Utilize recursos visuais para ilustrar a apresentação das brincadeiras.
– Esteja aberto a sugestões e ideias dos alunos.
Texto sobre o tema:
As brincadeiras antigas desempenham um papel muito mais profundo do que apenas entreter as crianças. Elas são um reflexo das tradições culturais, da identidade e da história comunitária. Ao longo dos anos, as formas de brincar se transformaram, mas a essência de reunir crianças em torno de interações lúdicas e da descoberta continua a ser essencial para o desenvolvimento social e emocional. Brincadeiras como “Pular corda” e “Esconde-esconde” não são apenas passatempos; elas ensinam habilidades essenciais como trabalho em equipe, respeito às regras, e também fomentam a criatividade, pois cada criança desenvolve sua própria forma de jogar e interagir com os outros.
A prática de recrear e resgatar essas brincadeiras é fundamental para fortalecer a cultura local e para proporcionar um espaço de pertencimento onde crianças de diferentes origens podem se encontrar e conhecer as histórias e valores um do outro. Por meio da brincadeira, é possível redescobrir a alegria simples de aprender e de compartilhar, e essa é uma das lições mais valiosas que as brincadeiras antigas ainda têm a nos oferecer. Incorporar as brincadeiras do passado à vida moderna não apenas promove a continuidade cultural, mas também enriquece o presente das novas gerações, que, mesmo em meio à tecnologia e às inovações, ainda anseiam por experiências de conexão autêntica.
Desdobramentos do plano:
Este plano de aula não se limita a uma única experiência, ele pode servir como um ponto de partida para uma série de atividades interdisciplinares que envolvem outras áreas do conhecimento. Por exemplo, os alunos podem explorar as origens de cada brincadeira em suas aulas de História, aprofundando o conhecimento sobre as culturas que influenciaram a formação das brincadeiras brasileiras. Isso não apenas enriquece a aprendizagem sobre o tema, mas também oferece aos alunos uma melhor compreensão de sua própria identidade cultural.
Além disso, a conexão com a Matemática pode ser feita ao criar jogos que envolvam recursos matemáticos, como contagem, medições e comparação de quantidades. Os alunos podem criar suas próprias versões de jogos, ao mesmo tempo em que trabalham conceitos matemáticos. Este aspecto lúdico é essencial para a assimilação de conceitos abstratos, tornando as aulas mais atrativas e efetivas.
Por fim, a proposta de documentar e expor suas experiências e descobertas pode ser estendida para incluir um projeto de digitalização, onde os alunos podem criar um blog ou uma apresentação em vídeo sobre as brincadeiras e suas histórias. Assim, o plano de aula pode ser um ciclo contínuo de aprendizagem que não só engaja, mas também inspira os alunos a serem educadores dentro de suas comunidades, resgatando a rica herança cultural que cada brincadeira carrega.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental que os educadores sejam facilitadores nesse processo, oferecendo apoio e encorajamento ao longo das atividades. Além de criar um ambiente seguro e acolhedor, os professores devem estar atentos às necessidades distintas de cada aluno, adaptando as atividades quando necessário. O respeito às opiniões e à expressão dos alunos deve ser um dos pilares deste plano, promovendo um diálogo aberto e instigante.
Os educandos devem ser incentivados a refletir sobre suas experiências, compreendendo a importância de cada brincadeira não apenas como uma atividade recreativa, mas como um patrimônio cultural que merece ser preservado. Este processo não só enriquece a aprendizagem, mas também ajuda a construir uma consciência crítica sobre o valor cultural e social das brincadeiras em sua formação pessoal.
Finalmente, a integração da tecnologia nas atividades propostas traz um diferencial significativo para o ensino das brincadeiras antigas. Considerar o uso de formatos digitais ou interativos pode ampliar o alcance do aprendizado, atraindo a atenção dos alunos e permitindo que eles explorem novas maneiras de se conectar com o conteúdo. Portanto, é essencial que as atividades sirvam para captar o interesse dos alunos, de modo que possam se sentir inspirados a continuar explorando as maravilhas das brincadeiras, formando assim um elo entre passado e presente.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Criação de um Jogo de Tabuleiro sobre Brinquedos Antigos: Objetivo: Os alunos criam um jogo de tabuleiro onde as regras incluem aprender sobre diferentes brincadeiras. Materiais: papelão, canetinha, dados. Passo a passo: Desenvolver um tabuleiro com ilustrações e pontos de partida e chegada, onde a cada parada os alunos devem dizer uma brincadeira antiga e sua origem.
2. Teatro de Sombras: Objetivo: Representar uma brincadeira antiga através de marionetes ou sombras. Materiais: caixa de papelão, lanternas, papel escuro. Passo a passo: Os alunos criam personagens de papel e apresentam uma brincadeira para a turma, usando a caixa como cenário.
3. Roda de Poesia: Objetivo: Criação de poesias sobre experiências com brincadeiras antigas. Materiais: papel, caneta. Passo a passo: Os alunos escrevem uma poesia e podem declamá-la para a turma, promovendo uma apresentação de poesias.
4. Dia do Brincar: Organizar um dia todo dedicado à brincadeira, onde todos os alunos podem trazer materiais e ensinar um ao outro. Materiais: cordas, bolas, bambolês. Passo a passo: Os alunos trazem itens de casa e ensinam as brincadeiras aos colegas, promovendo um dia de atividades.
5. Registro Audiovisual: Objetivo: Gravar um pequeno documentário sobre as brincadeiras antigas. Materiais: câmera, computador. Passo a passo: Os alunos entrevistam familiares sobre suas experiências e gravam um vídeo que relatará as descobertas feitas durante o projeto.
Com essas sugestões lúdicas, o plano de aula se expande, oferecendo múltiplas formas de interação e aprendizado, sempre mantendo viva a essência das brincadeiras antigas que moldam não apenas a infância, mas também a cultura de um povo.

