“Prova de Ciências: Deriva Continental para o 7º Ano”
Tema: deriva continental
Etapa/Série: 7º ano
Disciplina: Ciências
Questões: 13
Prova de Ciências – 7º Ano
Tema: Deriva Continental
Instruções: Responda as questões a seguir de forma clara e objetiva. Utilize exemplos quando necessário e evite respostas muito curtas. A prova é composta por 13 questões dissertativas. Cada questão pode valer de 1 a 3 pontos, dependendo da complexidade.
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Questões
1. (2 pontos)
Descreva o que é a deriva continental e qual é a sua relação com a Teoria da Tectônica de Placas.
2. (3 pontos)
O cientista Alfred Wegener foi o primeiro a propor a teoria da deriva continental. Utilize suas ideias para explicar como ele justificava que os continentes estavam em movimento.
3. (2 pontos)
Cite três evidências que suportam a teoria da deriva continental e explique brevemente como cada uma delas contribui para a validação da teoria.
4. (3 pontos)
Analise a seguinte frase: “A deriva continental é responsável pela formação de cadeias montanhosas e terremotos.” Explique essa relação e dê exemplos.
5. (2 pontos)
Explique o conceito de Pangaia e como ele se relaciona com a teoria da deriva continental. Qual a importância desse supercontinente nos estudos da geologia?
6. (1 ponto)
Liste as placas tectônicas principais e indique uma característica de cada uma que as torna únicas.
7. (3 pontos)
Discuta a importância das evidências paleontológicas na sustentação da teoria da deriva continental. Use um exemplo de um fóssil que se encontra em continentes diferentes para ilustrar sua resposta.
8. (2 pontos)
Como o estudo das fossas e dorsais oceânicas pode contribuir para a compreensão dos movimentos das placas tectônicas?
9. (3 pontos)
Crie uma breve narrativa em que você descreve um dia como um geólogo pesquisando a deriva continental em campo. Que tipos de dados você gostaria de coletar e por quê?
10. (2 pontos)
Investigue a relação entre a deriva continental e as mudanças climáticas ao longo do tempo. Como a posição dos continentes pode ter afetado os climas passados da Terra?
11. (3 pontos)
Considerando a teoria da deriva continental, discorra sobre as implicações dessa teoria para a biodiversidade atual nos continentes. Como essa teoria ajuda a entender a distribuição de espécies?
12. (2 pontos)
Explique os processos de convergência e divergência das placas tectônicas e como eles se relacionam com a teoria da deriva continental.
13. (3 pontos)
Com base nos conhecimentos sobre deriva continental, faça uma previsão de como a configuração do nosso planeta pode mudar nos próximos milhões de anos. Justifique sua resposta.
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Gabarito
1. Resposta: A deriva continental é a teoria que sugere que os continentes estão constantemente em movimento sobre a superfície da Terra. Essa teoria está intrinsicamente ligada à Tectônica de Placas, que explica que a litosfera da Terra está dividida em várias placas que se movem, causando a deriva dos continentes.
2. Resposta: Alfred Wegener justificava a teoria da deriva continental ao observar a similaridade nas costas de diferentes continentes, como a África e a América do Sul, além de evidências geológicas e climáticas que mostravam que os continentes tinham estado juntos em um supercontinente.
3. Resposta: As três evidências incluem:
– Fósseis semelhantes em continentes distintos: Prova que os continentes estiveram conectados.
– Semelhança geológica: Cadeias montanhosas se estendendo por continentes diferentes.
– Padrões climáticos: Indica que continentes em climas frios tinham evidências de gelo em épocas quentes.
4. Resposta: A relação se dá pois os movimentos das placas tectônicas criam pressão que pode resultar em terremotos e, ao se fundirem ou divergir, formam cadeias montanhosas. Exemplo: a formação da Cordilheira dos Andes devido à subducção da placa Nazca sob a placa Sul-Americana.
5. Resposta: Pangaia foi um supercontinente que existiu há cerca de 335 milhões de anos. Relação com a dériva continental, pois sua separação ajudou a entender como os continentes se moveram e se rearranjaram ao longo do tempo.
6. Resposta:
– Placa Norte-Americana: separação de continentes.
– Placa Sul-Americana: presença da cordilheira dos Andes.
– Placa Africana: evidencia a divergência da Dorsal Mesoatlântica.
– Placa Eurasiana: limitando com a Placa Indo-Australiana.
– Placa Indo-Australiana: ação de subducção na região do Oceano Índico.
– Placa do Pacífico: conhecida por seus terremotos frequentes.
7. Resposta: As evidências paleontológicas mostram como espécies como o fóssil de Glossopteris, encontrado em diferentes continentes, suporte a ideia de que esses continentes estiveram unidos, compartilhando ecossistemas.
8. Resposta: O estudo das fossas (onde as placas se encontram) e dorsais (onde se separam) é essencial para entender como as placas se movem e como esses movimentos podem gerar fenômenos geológicos.
9. Resposta: Um geólogo em campo coletaria dados sobre rochas, locais de falha e a localização de fósseis, analisando como esses fatores ajudam a entender a movimentação das placas que demonstram a deriva continental.
10. Resposta: A posição dos continentes afeta as correntes oceânicas e climáticas, influenciando aquecimentos e resfriamentos globais, desempenhando papel crucial na formação de climas diversos ao longo da história.
11. Resposta: A teoria ajuda a compreender como as espécies se dispersaram ao longo do tempo, como exemplificado pelas lignossauras e outros fósseis iguais encontrados em continentes separados.
12. Resposta: A convergência leva à formação de montanhas e terremotos enquanto a divergência cria novas áreas de crosta oceânica. Ambos os processamentos estão diretamente ligadas à movimentação disso na tectônica.
13. Resposta: Um consenso entre geólogos é que, em milhões de anos, os continentes poderiam se reorganizar em um novo supercontinente, possivelmente afetando as correntes oceânicas e o clima global, resultando em novas zonas de biodiversidade.
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Essa prova permite avaliar tanto o conhecimento teórico como a capacidade de análise crítica dos alunos sobre o tema da deriva continental, estimulando a curiosidade e a investigação científica.

