Plano de Aula: Ver e Representar Paisagens (Ensino Fundamental 1) – 3º Ano
Este plano de aula foi elaborado com o propósito de proporcionar uma experiência educativa enriquecedora e envolvente para os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental. O tema central, Ver e Representar Paisagens, convida os estudantes a explorar diferentes formas de observar e retratar os ambientes que os cercam. A intenção é que eles desenvolvam uma compreensão mais profunda de sua realidade, mobilizando habilidades de observação, representação e criação, além de conectar-se com a natureza e a cultura local.
As atividades propostas visam estimular o pensamento crítico e a criatividade, permitindo que os alunos expressem suas percepções de maneira única. Por meio de interações práticas e teóricas, os estudantes terão a oportunidade de aprender a ver e representar paisagens de modo artístico, contribuindo para o seu desenvolvimento integral.
Tema: Ver e Representar Paisagens
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 3º Ano
Faixa Etária: 8-10 anos
Objetivo Geral:
Estimular a observação e a representação artística de várias paisagens através de diferentes técnicas e materiais, desenvolvendo a percepção visual e a expressão criativa dos alunos.
Objetivos Específicos:
– Proporcionar momentos de observação das diversas paisagens ao redor do ambiente escolar ou de casa.
– Estimular a criação de representações artísticas das paisagens observadas, utilizando materiais variados.
– Promover a discussão sobre as diferentes impressões e sentimentos que as paisagens podem evocar.
– Conectar a atividade artística com as ciências naturais, abordando a flora e fauna locais.
Habilidades BNCC:
– (EF03AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.
– (EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.).
– (EF03GE04) Explicar como os processos naturais e históricos atuam na produção e na mudança das paisagens naturais e antrópicas nos seus lugares de vivência, comparando-os a outros lugares.
Materiais Necessários:
– Papel em branco e colorido
– Lápis, canetas, lápis de cor e giz de cera
– Tintas (guache ou acrílica) e pinceis
– Materiais recicláveis (papelão, papel de seda, etc.)
– Materiais naturais (folhas secas, flores, etc.)
– Fotografias de paisagens naturais e urbanas (opcional)
Situações Problema:
– O que torna uma paisagem bonita ou atraente?
– Como a natureza é representada em diferentes contextos culturais?
– Que elementos da paisagem mais nos chamam a atenção?
Contextualização:
A atividade de observar e representar paisagens é uma maneira eficaz de integrar aprendizado artístico e científico. Os alunos poderão ver de maneira prática como a natureza influencia a arte e vice-versa, além de refletir sobre a importância de preservar estes espaços. A partir de uma simples caminhada pelas imediações da escola, é possível perceber a riqueza de detalhes nas paisagens que nos cercam.
Desenvolvimento:
1. Introdução ao Tema (10 minutos)
Inicie a aula apresentando imagens de diferentes paisagens (naturais e urbanas). Pergunte aos alunos o que eles observam e quais sentimentos essas imagens evocam. Discuta brevemente a importância da natureza na arte e em nossa vida diária.
2. Observação Direta (15 minutos)
Leve os alunos para um passeio pela escola ou nas imediações, onde eles poderão observar diferentes paisagens. Incentive-os a registrar com anotações ou pequenos esboços o que veem. FOQUE em detalhes como cores, formas e texturas.
3. Representação Artística (15 minutos)
Após o passeio, os estudantes vão criar suas representações artísticas das paisagens observadas. Eles podem usar tintas, lápis de cor ou materiais recicláveis. Informe que o objetivo é fazer uma intervenção artística sobre como visualizam os espaços observados.
4. Exposição e Discussão (10 minutos)
Ao final, cada aluno deve apresentar sua criação para a turma. Estimule a discussão sobre o que cada um representa em suas obras, o que os levou a escolher certos aspectos da paisagem e como se sentem em relação a isso.
Atividades sugeridas:
1. Atividade Diária – “A Paisagem do Meu Quintal”
– Descrição: Os alunos devem observar a paisagem de seus quintais e desenhar algo que mais gostem de lá.
– Materiais: Papel e lápis de cor.
– Objetivo: Estimular a observação detalhada e o amor pela natureza.
– Adaptação: Para alunos com dificuldades motoras, permitir o uso de pintura digital ou colagem.
2. Cartaz Coletivo – “Minhas Cores do Mundo”
– Descrição: Os alunos criam um cartaz coletivo utilizando materiais recicláveis e naturais para representar sua visão de um local especial.
– Materiais: Materiais naturais e recicláveis, cola, tesoura.
– Objetivo: Trabalhar a colaboração em grupo e a representação simbólica.
– Adaptação: Alunos que têm dificuldade em colar os materiais podem ajudar na organização da atividade.
3. A Jornada das Cores – “Explorando o Arco-Íris”
– Descrição: Os alunos irão criar uma pintura em aquarela de uma paisagem utilizando todas as cores do arco-íris.
– Materiais: Papel aquarela e tintas.
– Objetivo: Incentivar a experimentação com cores e formas.
– Adaptação: Para alunos que têm dificuldade com a água, podem fazer a obra com giz de cera em papel.
Discussão em Grupo:
– O que mais gostaram de observar na paisagem?
– Como alguém pode descrever uma paisagem para que outra pessoa possa imaginá-la?
– Quais sentimentos as diferentes paisagens do nosso país transmitem?
Perguntas:
– Como a natureza influencia a forma como vemos e representamos paisagens?
– De que maneira as cores podem mudar a percepção de uma paisagem?
– Que elementos consideramos importantes para criar uma obra que represente a paisagem?
Avaliação:
A avaliação será contínua e focada na participação dos alunos nas atividades, na qualidade das representações artísticas e na capacidade de articular suas ideias durante a apresentação oral. Observar se os alunos conseguem identificar características de paisagens e expressar seus sentimentos sobre elas é fundamental.
Encerramento:
Para encerrar a aula, faça uma roda de conversa e incentive os alunos a compartilharem seus sentimentos sobre as representações artísticas. Pergunte o que aprenderam sobre as paisagens e como isso mudou sua forma de ver o que os rodeia.
Dicas:
– Sempre incentive a criatividade e a originalidade dos alunos nas suas obras.
– Esteja aberto a novas maneiras de representar e interpretar as paisagens, valorizando diferentes formas de expressão.
– Utilize a tecnologia (como aplicativos de desenho) como uma ferramenta adicional para diversificar a atividade.
Texto sobre o tema:
A relação entre o ser humano e a paisagem é profundamente simbiótica. Desde os primórdios, a maneira como vemos e representamos nosso ambiente pode dar um reflexo das mudanças culturais, sociais e naturais. No contexto atual, em que as questões ambientais destacam-se, incentivar o reconhecimento e a apreciação das paisagens torna-se não apenas um exercício artístico, mas também um apelo à consciência e conservação do espaço que habitamos. Cada paisagem conta uma história e traz consigo uma mensagem que ressoa com nossos sentimentos, experiências e interações.
Além disso, as paisagens funcionam como o cenário onde se desenrolam nossas vivências. Elas podem ser testemunhas de alegrias, tristezas, encontros e desencontros. Por meio da arte, conseguimos resgatar e reinterpretar essas experiências. Quando os alunos se dedicam à representação da paisagem, estão não só desenvolvendo sua técnica artística, mas também cultivando um olhar mais atento e sensível para a natureza. Isso também implica na valorização de ambientes que, muitas vezes, são subestimados no cotidiano.
Na medida em que educadores promovem o diálogo entre arte e meio ambiente, também estão formando cidadãos mais críticos e conscientes. A atividade de representação deve ser celebrada como uma forma de expressar a identidade, integrando elementos culturais, sociais e emocionais que formam a trajetória de cada aluno. Este percurso educativo, que potencializa a criatividade, fomenta o respeito e a preservação das diversas paisagens que compõem nosso país.
Desdobramentos do plano:
Esta proposta de aula pode se desdobrar em diversas outras atividades interdisciplinares. Por exemplo, uma colaboração com a disciplina de ciências pode abordar as características das espécies que compõem as paisagens naturais, utilizando linguagens artísticas como apoio visual. Além disso, uma discussão com a geografia pode comparecer às diferentes paisagens tropical e urbana, promovendo um entendimento mais amplo das relações entre sociedade e meio ambiente.
A arte pode ainda servir como uma poderosa ferramenta de preservação ambiental. Por meio de exposições e projetos que levem à população a refletir sobre a importância de cada paisagem, os alunos, como futuros cidadãos, aprenderão a valorizar e proteger o que é seu. Uma caminhada para mapear e registrar as mudanças de paisagens ao longo do tempo poderia ser uma atividade significativa e rica em aprendizado.
Por fim, o uso de tecnologias e plataformas digitais para publicar as obras dos alunos pode ser uma maneira de ampliar o alcance e promover o diálogo. Isso não só incentiva a utilização de novas técnicas maiores como possibilita a troca de ideias com outros alunos em diferentes regiões. A arte passa, assim, a ser unificadora, capaz de unir pessoas de diferentes culturas e lugares a uma mesma experiência de apreciação da paisagem.
Orientações finais sobre o plano:
É essencial que o professor se sinta confortável em conduzir o processo colaborativo, proporcionando um ambiente acolhedor e leve, onde todos possam se expressar sem medo de julgamento. O papel do educador deve ser o de mediador, incentivando a curiosidade e a paixão pelo aprendizado. Encorajar a exploração dos sentimentos e ideias dos alunos em relação às paisagens é fundamental para que a atividade ganhe mais significado.
Além disso, é importante estar atento às diferentes dinâmicas de grupo. Habilidades e estilos de desapresentação podem variar bastante entre os alunos. Portanto, assegure-se de que todos tenham a oportunidade de contribuir e participar, demonstrando que cada visão, por mais simples que possa parecer, é única e significativa.
Por fim, valorize o diálogo. A troca de opiniões sobre as obras e o que cada aluno percebeu em sua observação das paisagens enriquece a experiência e reforça a importância da expressão individual dentro de um contexto coletivo. O resultado é um aprendizado significativo, que transcende a técnica para tocar em questões de identidade, pertencimento e responsabilidade social.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Jogo das Sombras
– Objetivo: Observar como a luz cria diferentes sombras nas paisagens naturais.
– Descrição: Durante a tarde, leve os alunos a observar e desenhar sombras criadas por árvores e objetos.
– Materiais: Papel e lápis.
– Adaptação: Alunos podem usar lanternas para criar sombras em sala de aula.
2. Teatro das Paisagens
– Objetivo: Representar diferentes paisagens usando mímica.
-Descrição: Os alunos devem representar uma paisagem com gestos e expressões sem falar.
– Materiais: Nenhum.
– Adaptação: Alunos com limitações motoras podem usar cartazes ou objetos para representar a paisagem.
3. A Coleta de Sons
– Objetivo: Identificar sons característicos de diferentes paisagens.
-Descrição: Leve os alunos para um local e solicite que registrem os sons que ouvirem.
– Materiais: Aparelho de gravação ou celular.
– Adaptação: Para alunos com dificuldades auditivas, pode-se trabalhar com vibrações.
4. Exploradores do Cotidiano
– Objetivo: Registrar visualmente o cotidiano em suas casas.
-Descrição: Os alunos precisam trazer uma foto da paisagem de seu cotidiano e apresentá-la à turma.
– Materiais: Câmeras ou celulares.
– Adaptação: Para quem não pode trazer imagem, pode fazer uma colagem com recortes de revistas.
5. Caminhada Fotográfica
– Objetivo: Capturar diferentes ângulos e formatos das paisagens.
– Descrição: Os alunos devem fazer um passeio pela escola ou parque e tirar fotos retratando diversos ângulos das paisagens.
– Materiais: Câmeras ou celulares.
– Adaptação: Para alunos que não podem fotografar, podem fazer esboços ao invés.
Este plano de aula visa não só o aprendizado sobre paisagens mas também a construção de uma consciência ambiental, reforçando a conexão entre arte, natureza e a identidade dos alunos. É um convite à exploração e à criação que promete despertar interesses e sensibilidades essenciais à formação de cidadãos críticos e conscientes.

