“Plano de Aula: Promovendo Empatia e Respeito no 1º Ano”
Este plano de aula tem como foco principal a temática “Eu e as outras crianças”, proporcionando um espaço enriquecedor para que os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental possam explorar suas identidades, promover a empatia e o respeito às diferenças. Com atividades interativas e lúdicas, o planejamento visa atender à diversidade dos alunos e encorajar a construção de relações sociais saudáveis, além de promover a expressão oral e escrita, conforme as diretrizes da BNCC.
Tema: Eu e as outras crianças
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 7 a 8 anos
Objetivo Geral:
Fomentar a construção da identidade e o respeito às diferenças entre as crianças, promovendo a empatia e o entendimento sobre a diversidade presente no grupo.
Objetivos Específicos:
1. Incentivar a expressão oral por meio de relatos sobre as experiências pessoais.
2. Promover atividades de escrita que permitam a comparação e a distinção entre as próprias características e as dos colegas.
3. Realizar discussões em grupo que estimulem a empatia e a valorização das diferenças.
4. Proporcionar momentos de brincadeiras que reflitam a diversidade e o respeito mútuo.
Habilidades BNCC:
– (EF01LP02) Escrever, espontaneamente ou por ditado, palavras e frases de forma alfabética – usando letras/grafemas que representem fonemas.
– (EF01LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, quadras, quadrinhas, parlendas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.
– (EF01HI06) Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços.
– (EF01GE04) Discutir e elaborar, coletivamente, regras de convívio em diferentes espaços (sala de aula, escola etc.).
Materiais Necessários:
– Papel e lápis de cor.
– Imagens variadas que representem diferentes crianças e culturas.
– Cartões para fazer a “caixa das diferenças” (um cartão por aluno).
– Materiais para artesanato (tesoura, cola, revistas, papel colorido).
Situações Problema:
Como podemos valorizar as diferenças que existem entre nós? De que maneira nossas histórias de vida se entrelaçam em um mesmo ambiente?
Contextualização:
Neste momento, o professor pode iniciar a aula conversando com os alunos sobre a importância das diferenças e de como cada um é único. Pode puxar a discussão perguntando como se sentem em relação a estarem juntos e como se percebem em relação aos colegas.
Desenvolvimento:
1. Iniciar a aula com uma roda de conversa em que cada aluno compartilha algo especial sobre si mesmo (um hobby, um brinquedo favorito, algo que gosta de fazer). O professor poderá promover perguntas de esclarecimento e envolvimento dos outros alunos, criando um ambiente de atenção e empatia.
2. Distribuir imagens variadas que representam crianças de diferentes culturas e histórias de vida. Cada aluno poderá fazer uma breve descrição da criança na imagem e relacionar com algo que se identifique.
3. Criar uma “caixa das diferenças”, onde cada aluno escreve um ou mais aspectos que o tornam especial (ex: “Eu gosto de pintar”, “Eu venho de uma família que valoriza a música”, etc.) e depois compartilham alguns com a turma.
4. Atividade de produção escrita onde os alunos deverão produzir uma pequena narrativa sobre a situação em que se sentiram mais felizes.
5. Para encerrar, realizar uma atividade de arte coletiva onde os alunos criarão um mural com a frase “Nós somos diferentes, mas juntos formamos uma grande família” e ilustrarão os diferentes aspectos que foram discutidos.
Atividades sugeridas:
1. Roda de Conversa:
– Objetivo: Promover a expressão oral e o respeito às diferenças.
– Descrição: Cada aluno deve compartilhar algo sobre si.
– Instrução prática: Sentar em círculo e cada um, na sua vez, falar. O professor pode fazer uma lista com os tópicos que surgirem para discutir ao longo da aula.
– Materiais: Nenhum material necessário.
– Diferenciação: Para alunos mais tímidos, oferecer a opção de escolher alguém próximo para ajudar a compartilhar.
2. Descrições de Imagens:
– Objetivo: Estimular a observação e a empatia.
– Descrição: Alunos observam imagens de crianças em diferentes contextos sociais culturais.
– Instrução prática: Reunir em duplas para discutir o que vêem nas imagens. Após, podem fazer um relato em particular e compartilhar com os colegas.
– Materiais: Imagens impressas.
– Diferenciação: Alunos que precisam de mais apoio podem receber imagens maiores e mais detalhadas.
3. Caixa das Diferenças:
– Objetivo: Reforçar a autoimagem e acolhimento.
– Descrição: Cada aluno escreve coisas que o tornam especial.
– Instrução prática: Distribuir cartões, pedir que escrevam e colocá-los na caixa.
– Materiais: Cartões e uma caixa.
– Diferenciação: Auxiliar os alunos que têm dificuldade de escrita, oferecendo ajuda ou permitindo desenhos.
Discussão em Grupo:
Os alunos devem discutir o que aprenderam sobre si mesmos e sobre os colegas. O professor deve mediar, garantindo que todos tenham a oportunidade de expressar e ouvir as experiências dos outros.
Perguntas:
1. O que você aprendeu sobre você mesmo nesta atividade?
2. De que maneira podemos apoiar um colega que é diferente de nós?
3. Por que é importante respeitar as diferenças entre as pessoas?
Avaliação:
A avaliação deve ser contínua e observacional, levando em consideração a participação dos alunos nas interações, nas produções escritas e artísticas, além da capacidade de respeitar os colegas.
Encerramento:
Reforçar a mensagem de que a diversidade é uma riqueza para a convivência e que, embora diferentes, eles são todos parte de uma comunidade acolhedora e respeitosa.
Dicas:
1. Incentive os alunos a sempre ouvir atentamente ao colega para mostrar respeito.
2. Utilize músicas ou vídeos que abordem a diversidade e o respeito nas relações interpessoais.
3. Crie um espaço na sala de aula onde as obras de arte produzidas podem ser expostas, promovendo a autoestima dos alunos.
Texto sobre o tema:
A infância é uma fase rica em descobertas e interações sociais. A convivência entre crianças é fundamental para o desenvolvimento da empatia, do respeito e da amizade. As experiências que as crianças vive em comunidade ajudam a moldar sua identidade, uma vez que lhe proporcionam a oportunidade de se conhecerem, não apenas em suas singularidades, mas também nos pontos de semelhança que podem existir entre elas. Ao reconhecer que cada pessoa é única, é possível entender que essas diferenças não são barreiras, mas sim pontes que conectam.
Quando uma criança se sente valorizada em seu ambiente, seja em casa ou na escola, é capaz de se abrir e se mostrar ao mundo. O diálogo e a interação são ferramentas essenciais neste processo, pois permitem o reconhecimento de sentimentos e perspectivas. Discutir sobre a diversidade é um convite à reflexão sobre como cada um é importante e como as interações precisam ser pautadas na empatia. O ato de compartilhar experiências e histórias não só enriquece os laços, mas contribui para a construção de uma sociedade mais justa.
Trazer essa conversa para a sala de aula de forma lúdica é essencial para o entendimento das crianças sobre sua posição no mundo e como elas podem impactar o ambiente ao seu redor. Promover atividades que valorizam a individualidade e a coletividade fornece uma base sólida para a formação de cidadãos conscientes e respeitosos.
Desdobramentos do plano:
Um plano de aula efetivo deve sempre considerar a continuidade do aprendizado. Após a discussão sobre “Eu e as outras crianças”, o professor pode promover novos encontros para aprofundar no tema da diversidade, trazendo elementos de outras disciplinas como História, Geografia e Ciências para comparar as diferentes culturas e contextos sociais. Uma atividade futura poderia ser a visita a uma instituição que atue com crianças de diferentes realidades sociais, permitindo que os alunos vejam na prática o que aprenderam em sala.
Além disso, o professor pode sugerir que os alunos tragam de casa relatos (histórias, fotos) de suas próprias experiências e vivências em família, ajudando a reforçar a relação entre a comunidade escolar e a familiar. Tais atividades podem se desdobrar em um projeto maior sobre as muitas facetas da identidade infantil e o papel fundamental que a escola e a comunidade desempenham na formação de cada aluno.
Finalmente, é importante criar um espaço contínuo para reflexão e diálogo, permitindo que os alunos sintam que suas vozes são ouvidas. Essa prática pode começar dentro da sala de aula, mas deve se expandir para a escola inteira, envolvendo os pais e a comunidade, culminando em uma verdadeira celebração das identidades e experiências diversificadas.
Orientações finais sobre o plano:
Este plano deve ser flexível para atender às singulares necessidades dos alunos. O professor deve estar atento às interações e progredir conforme necessário, criando um ambiente que engaje e acolha cada aluno. Fortalecer a autoestima dos alunos por meio de suas participações é vital para a construção de um ambiente escolar positivo e produtivo. É sempre importante lembrar que a promoção da diversidade não é apenas uma atividade pontual, mas um exercício contínuo que deve ser integrado ao currículo.
Ao final do plano, é necessário resgatar as vivências e aprendizagens dos alunos, promovendo um espaço de escuta ativa. Isso poderá fortalecer o vínculo entre os alunos e o professor, bem como entre os próprios alunos. A inclusão de atividades interativas nos encontros seguintes será fundamental para dar continuidade a essa proposta de formação humana e respeitosa.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Brincadeiras de Imitação:
– Objetivo: Promover a inclusão e a empatia ao permitir que as crianças se coloquem no lugar umas das outras.
– Descrição: As crianças devem imitar um ao outro em gestos e ações, criando um espaço de aprendizado sobre como as diferenças de movimento e comportamento são importantes.
– Materiais: Nenhum necessário.
– Para adaptar: Os alunos podem ser divididos em grupos para criar uma apresentação onde cada grupo representa uma “família” com seus costumes.
2. Histórias em Quadrinhos:
– Objetivo: Permitir que as crianças expressem suas vivências de uma forma criativa.
– Descrição: Os alunos desenharão uma história que represente um momento em que conheceram uma criança diferente.
– Materiais: Papel, lápis de cor.
– Para adaptar: Alunos com dificuldades motora podem trabalhar em pares, com um aluno narrando e o outro desenhando.
3. Jogo dos Sentimentos:
– Objetivo: Reconhecer emoções e expressões diversas.
– Descrição: Jogar um jogo em que um aluno demonstra um sentimento e os outros tentam adivinhar qual é.
– Materiais: Cartões com palavras de sentimentos (feliz, triste, bravo, assustado).
– Para adaptar: Os alunos podem usar adesivos para representar seus sentimentos.
4. Música e Dança das Culturas:
– Objetivo: Explorar ritmos e danças de diferentes culturas.
– Descrição: As crianças aprenderão danças tradicionais de diferentes culturas e poderão compartilhar a história por trás de cada uma.
– Materiais: Música e espaço para dançar.
– Para adaptar: Incorporar menos movimentos para crianças com deficiência motora, permitindo a dança de forma fofa e criativa.
5. Murais das Diferenças:
– Objetivo: Celebrar a diversidade.
– Descrição: Os alunos farão um mural coletivo representando suas diferenças e semelhanças.
– Materiais: Papel grande, tinta, pincéis.
– Para adaptar: Para alunos com dificuldades motoras, permitir o uso de carimbos ou adesivos.
Esse plano de aula visa promover um ambiente colaborativo e respeitoso, fundamental para a construção de relações saudáveis e significativas entre as crianças.

