Plano de Aula: Pintura com guache (Educação Infantil) – Criancas bem pequenas

O plano de aula que apresentaremos traz uma proposta enriquecedora para a pintura com guache, onde as crianças pequenas poderão explorar suas habilidades motoras e criativas de forma divertida e interativa. Este momento é fundamental para o desenvolvimento das crianças, uma vez que por meio da pintura elas têm a oportunidade de expressar suas emoções, praticar a coordenação motora e compartilhar momentos de aprendizado em grupo. A atividade de painel coletivo fomenta não apenas a expressão artística, mas também a interação social, promovendo a construção de vínculos entre os pequenos.

A atividade será conduzida de maneira descontraída, visando proporcionar uma experiência lúdica e prazerosa, que respeite o tempo de cada criança. O uso do guache, uma tinta a base de água que permite variadas possibilidades de combinação de cores, estimulará a curiosidade e a criatividade dos alunos, além de promover o contato com diferentes texturas e a descoberta de novas formas de expressão. Esta aula atende às diversas necessidades e interesses dos alunos por meio das suas experiências pessoais no processo de criação artística.

Tema: Pintura com guache
Duração: 40 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças bem pequenas
Faixa Etária: 2 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar uma experiência significativa de exploração e produção artística através da pintura com guache, promovendo a interação social e o desenvolvimento da coordenação motora em um ambiente acolhedor e estimulante.

Objetivos Específicos:

– Estimular a criatividade e a expressão artística das crianças através da pintura.
– Desenvolver a coordenação motora fina ao manusear pincéis e outros materiais.
– Promover a interação e a socialização entre as crianças durante a atividade coletiva.
– Incentivar o reconhecimento e a mistura de cores, ampliando a percepção visual.
– Fomentar a compreensão e o respeito pelas diferenças, ao observar as criações dos colegas.

Habilidades BNCC:

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
(EI02EO02) Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios.
(EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.
(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI02TS02) Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação, explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais.

Materiais Necessários:

– Tintas guache de várias cores
– Pincéis de diferentes tamanhos
– Papéis grandes (papel kraft ou papel pardo)
– Recipientes com água para enxaguar os pincéis
– Panos ou toalhas para limpeza das mãos
– Aventais ou roupas que possam manchar
– Música ambiente suave (opcional)

Situações Problema:

1. Como fazer a tinta se misturar para criar novas cores?
2. O que acontece se eu misturar azul com amarelo?
3. Como posso ajudar meu amigo a pintar uma parte do painel?

Contextualização:

A pintura é uma forma primária de expressão artística que permite às crianças se comunicarem através das cores e formas. Ao promover essa atividade, destacamos a importância do espaço coletivo e da colaboração, além de incentivar a observação e a curiosidade das crianças sobre o mundo ao seu redor.

Desenvolvimento:

1. Acolhimento: Receber as crianças com uma canção ou uma história curta sobre cores e pintura.
2. Apresentação dos Materiais: Mostrar os materiais de pintura, permitindo que as crianças toquem nos pincéis, papéis e tintas.
3. Demonstração: Demonstrar como usar o pincel, misturar cores e aplicar a tinta no papel.
4. Início da Atividade: Convidar as crianças a se sentarem em círculo ao redor do painel e iniciar a pintura coletiva, incentivando-as a compartilhar ideias e ajudar umas às outras.
5. Ponderação: Durante a atividade, fazer perguntas que estimulem a reflexão sobre as cores e as formas criadas.

Atividades sugeridas:

Dia 1: Apresentação e Exploração
Objetivo: Familiarizar as crianças com os materiais.
Descrição: Apresentar os pincéis e as tintas, deixar que as crianças experimentem livremente em papéis pequenos.
Instruções: Propor que cada um pinte o que quiser, mesmo que não seja voltado para o painel.
Materiais: Pincéis e papéis pequenos.

Dia 2: Mistura de Cores
Objetivo: Explorar a mistura de cores.
Descrição: Permitir que as crianças misturem as tintas de forma supervisionada, observando o que acontece.
Instruções: Incentivar que cada criança faça uma cor nova e pinte um espaço do painel.
Materiais: Tintas em recipiente e papel grande.

Dia 3: Pintura Livre
Objetivo: Criar um espaço de liberdade de expressão.
Descrição: Permitir que as crianças adicionem elementos de sua escolha no painel, incentivando a comunicação sobre suas criações.
Instruções: Criar um tempo livre de 10 a 15 minutos para cada um expressar-se.
Materiais: Painel e tintas.

Dia 4: Observação e Diálogo
Objetivo: Desenvolver a comunicação e a interatividade.
Descrição: Após a pintura, sentar em círculo e observar o painel, dialogando sobre o que cada um fez.
Instruções: Pedir que cada criança compartilhe o que mais gosta no que criou.
Materiais: Painel pintado.

Dia 5: Exposição do Painel
Objetivo: Valorizar as produções e promover a autoafirmação.
Descrição: Organizar uma pequena exposição com o painel, convidando outros alunos e professores para verem.
Instruções: Incentivar as crianças a falarem um pouco sobre como se sentiram pintando.
Materiais: Painel e espaço para a exposição.

Discussão em Grupo:

– O que você mais gostou de pintar e por quê?
– Como se sente quando você mistura as cores?
– O que podemos aprender juntos enquanto pintamos?

Perguntas:

– Qual é a sua cor favorita?
– O que você deseja pintar no painel?
– Como você ajuda seu amigo a pintar?

Avaliação:

A avaliação será contínua e será realizada por meio da observação das interações, da participação e do interesse das crianças durante a atividade. É relevante notar a colaboração e a maneira como se expressam e se comunicam.

Encerramento:

Ao final da aula, reunir as crianças em um círculo e celebrar a experiência de pintura, reforçando a importância do trabalho em equipe e a valorização das diferentes produções artísticas. Um momento de descontração com música suave pode ser introduzido.

Dicas:

– Incentive as crianças a experimentarem livremente com as cores, sem a preocupação em fazer algo “certo”.
– Esteja sempre atento ao bem-estar das crianças, orientando-as sobre a utilização dos materiais.
– Crie um ambiente acolhedor e estimulante, onde cada criança se sinta à vontade para se expressar.

Texto sobre o tema:

A pintura com guache é uma prática artística que vai além de mera diversão; ela representa uma forma de expressão e descoberta das emoções e do mundo ao nosso redor. Desde os primeiros traços, os pequenos artistas podem viver experiências que estimulem não apenas o lado criativo, mas também o cognitivo e social. A mistura de cores, a manipulação de diferentes ferramentas de pintura e a troca de ideias com os colegas fazem parte de um processo que é intrinsecamente educativo. Através deles, as crianças se tornam mais conscientes de suas próprias habilidades e da capacidade de trabalhar em equipe, o que é fundamental para o desenvolvimento da empatia e do respeito pelas diferenças.

Ao trabalhar com grupos em atividades artísticas, desempenhamos um papel fundamental ao promover um ambiente seguro e acolhedor. Este espaço deve permitir que todas as crianças expressem suas singularidades, facilitando o diálogo e a troca de experiências. Nesse contexto, perceber que cada criação é um reflexo de sua vivência proporciona uma imersão no respeito e na valorização do outro, algo significativo para a formação de uma sociedade mais solidária e harmoniosa. A interação durante esses momentos revela a importância da comunicação, do cuidado e da cooperação, elementos essenciais para a convivência.

Além de ser um instrumento poderoso para a educação emocional, a pintura com guache favorece o desenvolvimento motor e cognitivo, estimulando habilidades como a coordenação, a concentração e a percepção visual. É um convite à exploração de cores, formas e texturas, que desperta a curiosidade e a imaginação. Em cada pincelada, ao observarem o resultado de seu esforço, as crianças compreendem que tanto as suas vitórias quanto suas tentativas moldam o seu ser na construção da autoimagem e autoconfiança. Proporcionar experiências artísticas, portanto, é um ato de amor ao desenvolvimento integral da infância.

Desdobramentos do plano:

Os desdobramentos deste plano de aula podem ser variados e devem levar em consideração a continuidade da experiência dos alunos. Uma sugestão é dar sequência à atividade de pintura com a inclusão de novas técnicas artísticas que estimulem o interesse das crianças. Por exemplo, a utilização de materiais diferentes, como tinta a dedo ou materiais recicláveis, pode enriquecer a experiência sensorial e criativa. Além disso, as crianças podem ser encorajadas a criar histórias com os desenhos feitos, promovendo assim um desenvolvimento ainda mais amplo da linguagem oral e da imaginação.

Outra possibilidade é realizar exposições em que as criações são apresentadas a outros grupos de crianças da instituição. Isso favorece a valorização do trabalho coletivo e a autoestima dos pequenos artistas, além de abrir espaço para o diálogo e a troca de experiências. O reconhecimento das produções individuais e coletivas é crucial, pois reforça a ideia de que cada um tem algo valioso a contribuir. As crianças aprenderão a se observar e se respeitar, entendendo que as diferenças nas criações refletem suas individualidades.

Por último, é importante considerar que a pintura pode ser extendida para outras linguagens, como a dança ou a música. As crianças podem se expressar de outras formas, estabelecendo relações significativas entre as artes. A combinação de diferentes linguagens artísticas potencializa o desenvolvimento integral da criança, envolvendo-as ativamente no processo de aprendizagem. Essas práticas contribuíram para uma formação mais completa e sensível, alinhada aos objetivos da BNCC.

Orientações finais sobre o plano:

Ao final da experiência, é importante enfatizar que a prática artística deve ser vista como um processo, e não apenas como um resultado. Cada criança tem um ritmo próprio de desenvolvimento, e é essencial respeitar isso ao longo da atividade. O papel do educador é ser um mediador que promove a curiosidade e a exploração, criando um ambiente acolhedor e seguro, onde todas as crianças se sintam à vontade para se expressar livremente.

Além disso, é fundamental documentar as experiências artísticas das crianças, seja por meio da fotografia das criações, seja pela anotação das falas e impressões dos pequenos artistas. Isso proporciona um material valioso para futuras reflexões e intervenções pedagógicas, além de servir como recordação do processo vivenciado. A documentação é um suporte importante para observar as progressões, dificuldades e interesses das crianças, contribuindo para um planejamento mais eficaz e respeitoso.

Por fim, é importante que os educadores promovam uma reflexão sobre a prática artística como uma fonte de aprendizagem e desenvolvimento integral, conectando as habilidades da BNCC com as vivências cotidianas. Esse olhar atento e carinhoso permitirá que as crianças desenvolvam não apenas habilidades técnicas, mas também competências emocionais, sociais e cognitivas que as acompanharão ao longo de sua trajetória escolar.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Explorando Cores com Música: Propor uma atividade em que as crianças possam pintar ao som de músicas. Cada mudança de ritmo ou melodia pode sugerir uma nova cor. Objetivo: Associar cores ao movimento. Materiais: Tintas e música ambiente. Instruções: Mudar a cor da tinta a cada mudança de música.

2. Caça às Cores: Realizar uma atividade em que as crianças tenham que encontrar objetos na sala que correspondam a cores que estão utilizando na pintura. Objetivo: Desenvolver a percepção de cores. Materiais: Objetos diversos. Instruções: Mostrar como as cores estão presentes no cotidiano.

3. Pintura com os Dedos: Propor que as criança usem as mãos ao invés de pincéis para explorar a pintura. Objetivo: Estimular a sensibilidade e a percepção tátil. Materiais: Tintas e papéis grandes. Instruções: Incentivar a pintura sem ferramentas, apenas com as mãos.

4. História Pintada: Contar uma história enquanto pintam e pedir que cada parte da narrativa inspire uma cor ou forma no painel. Objetivo: Fomentar a imaginação e a narrativa. Materiais: Tintas e histórias curtas. Instruções: Narrar e pintar segundo os personagens da história.

5. Pintura Coletiva no Chão: Fazer um grande painel em papel kraft no chão e permitir que as crianças pintem deitadas ou em pé. Objetivo: Incentivar a pintura em grande escala e a coordenação motora. Materiais: Papel kraft e tintas. Instruções: Criar um espaço livre no chão e deixar que cada criança contribua.

Esse plano de aula apresenta uma abordagem rica e diversificada, garantindo que os pequenos alunos desenvolvam suas habilidades artísticas e sociais de maneira lúdica e construtiva.


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