Plano de Aula para Crianças: Desenho de Observação com Borboletas

A elaboração de planos de aula para crianças bem pequenas é uma tarefa que requer atenção especial às características e necessidades dessa faixa etária. Neste plano de aula, iremos trabalhar com o tema Desenho de Observação, utilizando como inspiração as borboletas. O desenvolvimento da atividade permitirá que as crianças explorem sua criatividade, ampliem suas percepções e interajam de maneira significativa com o ambiente ao seu redor. É fundamental considerar que, nesta fase, os pequenos ainda estão desenvolvendo suas habilidades motoras, de comunicação e interação social, e todas essas dimensões serão contempladas.

O desenho de observação é uma prática que promove não apenas a expressão artística, mas também o aprecio pela natureza e o respeito pelas diferenças que encontramos no mundo. Por meio desta atividade, os alunos terão a oportunidade de observar e desenhar borboletas, estimulando seus sentidos e desenvolvendo habilidades importantes como a coordenação motora e a socialização. Além disso, a aula poderá gerar discussões sobre como as borboletas se comportam e suas cores, incentivando a curiosidade natural das crianças.

Tema: Desenho de Observação
Duração: 30 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 2 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar uma experiência de aprendizagem que estimule o interesse pela observação da natureza, permitindo que as crianças expressem suas percepções e sentimentos através do desenho.

Objetivos Específicos:

– Estimular a observação da realidade através do contato visual com as borboletas.
– Desenvolver a coordenação motora fina por meio do desenho e pintura.
– Promover a interação social entre os alunos durante a atividade.
– Incentivar a expressão artística como forma de comunicação.
– Fomentar a discussão sobre as características e diferenças das borboletas.

Habilidades BNCC:

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI02TS02) Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (como lápis de cor e papel), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.

Materiais Necessários:

– Folhas de papel (preferencialmente em várias cores).
– Lápis de cor, giz de cera ou tintas.
– Imagens de borboletas para apresentação (pode ser impresso).
– Mesa e cadeiras adequadas para o grupo de alunos.
– Materiais extras como tesouras infantis e cola para atividades futuras.

Situações Problema:

– O que você observou nas borboletas?
– Que cores você conseguiu ver nas borboletas?
– Como as borboletas se movimentam?

Contextualização:

Apresentar às crianças algumas imagens de borboletas para despertar sua curiosidade. Conversar sobre a beleza e a diversidade que existe no mundo das borboletas, incentivando as crianças a expressarem o que conhecem sobre esses insetos, facilitando assim a interação e troca de ideias.

Desenvolvimento:

1. Introdução (5 minutos): Reunir as crianças em um círculo e apresentar imagens de borboletas, comentando suas características, cores e movimentação. Pergunte se alguém já viu borboletas e quais as cores que mais gostaram.

2. Atividade (20 minutos): Distribuir as folhas de papel e os materiais de desenho. Solicitar que cada criança desenhe uma borboleta com as cores que preferirem. O foco será na expressão e na livre criação, sem necessidade de representar fielmente as borboletas.

3. Roda de Conversa (5 minutos): Ao final, reunir as crianças novamente. Cada uma poderá mostrar seu desenho e falar um pouco sobre sua obra. Isso ajuda a desenvolver a comunicação e a escuta ativa.

Atividades sugeridas:

Atividade 1: Observação Direta
* Objetivo: Aprender a observar detalhadamente.
* Descrição: Levar as crianças para ver borboletas no jardim (se possível) ou usar imagens. Incentivar a descrevê-las.
* Instruções Práticas: Organize a saída em fila, mostrando como se comportar em grupo. Incentive-os a apontar as cores que observam.

Atividade 2: Criação de uma Borboleta Coletiva
* Objetivo: Fomentar o trabalho em equipe e a criatividade.
* Descrição: Usar um papel grande para que as crianças colaborativamente criem uma borboleta. Cada criança pode escolher uma parte do desenho.
* Instruções Práticas: Incentive a interação, discutindo como fazer cada parte e quem vai colorir ou desenhar.

Atividade 3: Cantiga das Borboletas
* Objetivo: Trabalhar a musicalidade.
* Descrição: Cantar músicas relacionadas a borboletas, como a clássica “Borboletinha”.
* Instruções Práticas: Embalar os alunos com gestos e movimentos enquanto cantam para reforçar a conexão entre o corpo e a música.

Discussão em Grupo:

As crianças serão incentivadas a compartilhar suas impressões sobre o que aprenderam, discutindo sobre as borboletas em suas vidas e o que mais gostam nelas. Essa prática ajuda a desenvolver a comunicação e a reflexão coletiva.

Perguntas:

– Que cores você pôde perceber nas borboletas que viu?
– Como você se sentiu enquanto fazia seu desenho?
– O que você mais gosta nas borboletas?

Avaliação:

A avaliação ocorrerá observando atentamente o envolvimento das crianças na atividade, sua capacidade de interação e comunicação, e a expressão artística que apresentaram em seus desenhos e compartilhamentos.

Encerramento:

Para encerrar, será importante reforçar a experiência do dia, agradecendo a participação de todos e destacando a beleza da natureza, especialmente das borboletas.

Dicas:

Ser Flexível: Adaptar a atividade conforme o interesse das crianças. Se notarem um entusiasmo especial por um tipo de borboleta, explorem mais sobre aquilo.
Foco na Experiência Sensorial: Incentivar a exploração, tocar as asas das borboletas em imagens, sentir texturas, etc.
Apoio Visual: Use muitos materiais visuais para estimular a imaginação e a observação.

Texto sobre o tema:

O desenho de observação é uma técnica essencial para o desenvolvimento cognitivo e motor das crianças. Quando se trata de borboletas, as crianças não apenas têm a chance de explorar um mundo vibrante de cores e formas, mas também de compreender melhor seu ambiente. Através da observação, as crianças aprendem a perceber detalhes que muitas vezes passam despercebidos, como as diferentes texturas e padrões que os organismos apresentam. Essa habilidade não é apenas artística; é uma forma de desenvolver pensamento crítico e analítico desde cedo.

Outro aspecto importante do desenho de observação é a capacidade de expressar sentimentos e emoções. As crianças, quando se sentem à vontade para criar, tendem a colocar suas emoções em seus trabalhos. Isso não apenas as ajuda a conhecer mais sobre si mesmas, mas também fortalece sua autoestima. Com o desenhar, elas conseguem ver o que valem como criadoras e expressoras de suas próprias visões de mundo. É uma prática que deve ser encorajada, pois promove um ambiente de aceitação e liberdade criativa.

Por último, devemos destacar que a interação social é um dos pilares fundamentais do aprendizado nesta etapa. O trabalho em grupo, as discussões sobre o que observaram e o compartilhamento de seus desenhos, ajudam a desenvolver a comunicação e o respeito pelas ideias dos colegas. Quando uma criança descreve sua obra, por exemplo, está praticando o diálogo e o aprendizado em conjunto. Essa troca é vital para que, desde pequenos, eles entendam a importância de se comunicar e colaborar.

Desdobramentos do plano:

A atividade proposta pode ser desdobrada de várias maneiras, trazendo diversas experiências para as crianças. Uma forma interessante de expandir o aprendizado seria criar vídeos curtos com as crianças descrevendo suas borboletas e as observações feitas durante o desenho. Essa atividade também serve como documentação do processo de aprendizagem e pode ser revisitada em outras ocasiões, permitindo aos pequenos uma reflexão sobre seu crescimento e desenvolvimento.

Outra possibilidade seria organizar um passeio em um parque ou jardim, explorando a natureza de maneira mais ampla. Esse contato direto com o meio ambiente, onde as crianças podem ver borboletas em seus habitats, enriqueceria ainda mais a experiência, proporcionando uma biblioteca de experiências que poderiam ser discutidas em sala. O contato com a natureza é um elemento vital para a formação de uma consciência ecológica nas futuras gerações.

Por fim, a criação de um mural coletivo com as obras de arte das crianças pode ser uma ação enriquecedora. Esse mural não apenas embeleza o espaço da sala de aula, mas também serve como um meio de promover a autoconfiança, pois cada criança vê sua obra de arte em um lugar de destaque. Ele pode ser usado como um ponto de partida para discussões sobre cores, formas e a importância da proteção ambiental.

Orientações finais sobre o plano:

A prática do desenho de observação deve ser projetada com flexibilidade, permitindo que as crianças se sintam à vontade para expressar suas personalidades e vontades. É importante que o professor esteja atento às dinâmicas do grupo e esteja disposto a adaptar atividades conforme o interesse dos alunos. A observação do comportamento e da interação das crianças permitirá ao educador perceber quais habilidades estão sendo desenvolvidas e quais precisam de mais atenção.

As interações durante a atividade são tão significativas quanto o produto final. Ao criar um espaço onde as crianças se sintam confortáveis para compartilhar ideias e sentimentos, o professor facilita um ambiente de aprendizagem positivo e rico. Lembre-se de que o foco deve estar na experiência e no prazer de criar, não apenas no resultado final.

Por fim, sempre que possível, converse com os alunos após a atividade, incentivando o relato de suas experiências e aprendizados. Essas conversas podem oferecer insights valiosos e permitir que eles se apropriem do conhecimento de forma lúdica e reflexiva. O desenvolvimento de habilidades sociais desde cedo é fundamental para a construção de relacionamentos saudáveis na infância e na vida adulta.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caminhada pela Natureza: Leve os alunos para um passeio em um parque para observar borboletas e outros insetos. Incentive-os a fazer perguntas sobre o que veem. Após o passeio, solicite que desenhem a borboleta que mais gostaram. O objetivo é aprender na prática.

2. Música e Movimento: Use canções sobre borboletas e leve as crianças a dançar como se fossem borboletas. Isso ajudará a desenvolver o reconhecimento dos sons e a coordenação motora, além de proporcionar um espaço lúdico para a expressão corporal.

3. Contação de História: Utilize livros de histórias infantis que tenham como temática as borboletas. A leitura vai estimular a imaginação e o interesse pelas histórias, e depois, as crianças podem desenhar a parte da história que mais gostaram.

4. Arte com Textura: Proporcione materiais com diferentes texturas para as crianças criarem borboletas. Podem ser papéis, tecidos, ou elementos da natureza como folhas. Isso ajudará a desenvolver a percepção sensorial e a criatividade.

5. Teatro de Sombras: Sugira que as crianças criem sombras de borboletas usando suas mãos e uma lanterna. Após a atividade, podem desenhar as borboletas que descobriram. Essa atividade contará com o envolvimento de arte dramática, além da integração de luz e formas.

Essas atividades são projetadas para serem agradáveis, interativas e formativas, sempre respeitando a faixa etária e as características das crianças bem pequenas, fomentando um espaço de aprendizado integral.


Botões de Compartilhamento Social