Plano de Aula: material não estruturado (Educação Infantil) – Bebês

A proposta deste plano de aula consiste em promover uma experiência didática que estimule os bebês da faixa etária de 3 anos a explorarem o material não estruturado. Essa atividade atende à demanda atual por métodos de aprendizagem que priorizam o desenvolvimento integral da criança e suas interações com o mundo ao seu redor, respeitando as especificidades de cada etapa do desenvolvimento infantil. O foco será na exploração sensorial, motora e social, promovendo a interação entre as crianças, além de estimular sua curiosidade natural.

Este plano está alinhado às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e busca atender aos diversos campos de experiências sugeridos para a Educação Infantil. Por meio de experiências com materiais diversos e contextualizados, procuramos formar um ambiente lúdico, acolhedor e estimulante, contribuindo para a construção de conhecimentos e habilidades essenciais para essa fase inicial da vida.

Tema: Material não estruturado
Duração: 30 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 3 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Fomentar a exploração de materiais não estruturados, promovendo o desenvolvimento das habilidades motoras, sociais e cognitivas em bebês.

Objetivos Específicos:

– Proporcionar diferentes experiências sensoriais através de materiais não estruturados.
– Estimular a interação social entre as crianças durante as atividades.
– Desenvolver a percepção das possibilidades que os materiais oferecem.

Habilidades BNCC:

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
(EI01CG05) Utilizar os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando suas possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI01EF06) Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de expressão.

Materiais Necessários:

– Bolas de diferentes tamanhos e texturas.
– Caixas de papelão, lenços e tecidos.
– Brinquedos de empilhar e encaixar.
– Materiais naturais: folhas, pedras, galhos.
– Materiais recicláveis: garrafas plásticas, tampinhas, caixas.

Situações Problema:

– O que acontece quando misturamos diferentes texturas?
– Como a bola se move quando a empurramos?
– O que podemos fazer com os materiais que encontramos?

Contextualização:

A exploração de materiais não estruturados é uma prática que instiga a curiosidade e a criatividade dos bebês. Através do contato com objetos variados, as crianças podem experimentar diferentes sensações, como texturas, pesos e formas. É necessário criar um ambiente seguro e acolhedor, onde os bebês se sintam à vontade para explorar e interagir com o que os cerca.

Desenvolvimento:

– O professor cria um espaço livre onde os materiais não estruturados serão dispostos.
– As crianças são convidadas a explorar livremente os diferentes materiais.
– O educador observa e intervém quando necessário, incentivando a interação entre os bebês e promovendo diálogos sobre o que estão fazendo.

Atividades sugeridas:

1. Exploração Sensorial
Objetivo: Desenvolver as habilidades sensoriais através do toque.
Descrição: Organizar os materiais em cestas. As crianças devem ser incentivadas a tocar, sentir e explorar os materiais.
Instruções para o professor: Estar atento ao que as crianças estão fazendo, estimulando a verbalização sobre as experiências. Materiais: cestas com diferentes texturas.

2. Corrida de Bolas
Objetivo: Estimular a coordenação motora e o movimento.
Descrição: Criar um percurso simples onde as crianças podem rolar as bolas e acompanhar seu movimento.
Instruções para o professor: Incentivar as crianças a rolar as bolas e observar o movimento delas. Materiais: bolas de diferentes tamanhos.

3. Construção com Caixas
Objetivo: Estimular a criatividade e a construção.
Descrição: Disponibilizar caixas de papelão para que as crianças construam estruturas.
Instruções para o professor: Monitorar a construção, incentivando a interação entre as crianças. Materiais: caixas de papelão.

4. Dança e Movimento
Objetivo: Desenvolver a consciência corporal.
Descrição: Colocar músicas e incentivar as crianças a se moverem junto com os diferentes materiais.
Instruções para o professor: Observar os movimentos, imitar e interagir com as crianças. Materiais: música e objetos do ambiente.

5. Histórias com Objetos
Objetivo: Fomentar a linguagem e a comunicação.
Descrição: Usar os materiais para contar uma história.
Instruções para o professor: Iniciar com uma história simples e incentivar as crianças a participar. Materiais: objetos que podem ser usados na história.

Discussão em Grupo:

Promover um momento em que as crianças compartilhem o que sentiram e o que mais gostaram nas atividades. Incentivar a expressão dos sentimentos e das experiências vividas.

Perguntas:

– Como foi a sensação de tocar diferentes materiais?
– O que você fez com a bola?
– Qual a construção que você mais gostou de fazer e por quê?

Avaliação:

A avaliação será feita através da observação das interações das crianças durante as atividades, considerando sua capacidade de explorar, comunicar-se e interagir com os materiais e os colegas.

Encerramento:

Concluir a atividade reunindo as crianças em um círculo, conversar sobre as experiências vividas e reforçar a importância do brincar e da exploração.

Dicas:

Fortalecer a relação com os responsáveis é fundamental, compartilhar as experiências e como elas contribuem para o desenvolvimento das crianças em casa. Adaptar as atividades de acordo com o grupo e com os interesses das crianças para maximizar o engajamento e a aprendizagem.

Texto sobre o tema:

A exploração com materiais não estruturados é uma metodologia que tem ganhado destaque nas últimas décadas. Essa prática permite que os bebês e crianças pequenas interajam com objetos que não possuem uma função específica estabelecida, propiciando um ambiente de descoberta e imaginação. Tal interação é crucial para o desenvolvimento das habilidades motoras, sociais e cognitivas, uma vez que permite a manipulação, experimentação e a reflexão sobre os efeitos causados pelas ações nas diferentes situações.

Através da utilização de materiais não estruturados, as crianças podem explorar diferentes texturas, cores e formas, permitindo a construção de novos significados e conexões. Essa prática não se limita apenas a uma atividade física, mas também se estende ao desenvolvimento da linguagem, quando os pequenos começam a nomear o que sentem e observam. O papel do educador neste processo é fundamental, pois deve proporcionar um espaço seguro, onde a exploração seja incentivada e a curiosidade seja alimentada.

A importância da interação social também não pode ser negligenciada. Quando as crianças brincam e exploram juntas, elas aprendem sobre os limites de suas ações e como suas escolhas afetam os outros. Essa troca é o que fortalece o vínculo humano e ensina lições essenciais sobre empatia e respeito, fundamentais para o desenvolvimento humano. As experiências lúdicas com materiais não estruturados abrem a porta para um mundo de aprendizado rico e multifacetado.

Desdobramentos do plano:

Após trabalhar com materiais não estruturados, o educador pode introduzir novas atividades que ampliem a exploração e a descoberta. Por exemplo, criar um projeto de arte onde os bebês possam usar os materiais recolhidos em suas explorações para criar obras espontâneas. Essa atividade incentiva a expressão criativa e valoriza as descobertas feitas previamente, trazendo um sentido mais amplo à aprendizagem.

Outro desdobramento interessante seria a criação de um laboratório sensorial, onde crianças de diferentes idades possam explorar e interagir com materiais variados, estimulando o compartilhamento de aprendizados entre diferentes faixas etárias. Esse espaço pode ser um estimulo para a relação entre as crianças e a construção de uma comunidade de aprendizagem.

Finalmente, o acompanhamento e a documentação dessas experiências se tornam um componente valioso, pois permitem que o educador registre o progresso das crianças, assim como as interações e as descobertas feitas ao longo do processo. É importante criar um espaço visual na sala de aula, onde os momentos sejam celebrados e compartilhados com os responsáveis, reforçando a importância das experiências de exploração e brincadeira.

Orientações finais sobre o plano:

Ao lidar com bebês e crianças pequenas, é fundamental ter em mente que cada criança possui seu próprio ritmo de aprendizado e exploração. As atividades devem ser flexíveis, permitindo adaptações conforme necessário. Observar e escutar as crianças é essencial para que os educadores possam entender o que as motiva e o que cada uma precisa em seu processo de desenvolvimento. Além disso, proporcionar um ambiente seguro e acolhedor é crucial para que as crianças se sintam confortáveis para explorar seus limites e conquistar novos aprendizados através de suas próprias experiências.

Ainda, é importante valorizar a autonomia das crianças, dando espaço para que elas experimentem suas descobertas sem a intervenção excessiva dos adultos, permitindo que elas encontrem soluções por conta própria. Esta prática é igualmente benéfica para o desenvolvimento social e emocional, pois fomenta a auto-estima e a confiança nos pequenos.

Por fim, é essencial que os educadores se mantenham atualizados e busquem constantemente novas abordagens que ajudem a enriquecer o ambiente de aprendizagem das crianças. A formação contínua proporciona ferramentas e conhecimentos que oferecem suporte ao processo educativo e ajudam a integrar as práticas de ensino com as tendências contemporâneas na educação infantil.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça ao Tesouro com Materiais Naturais
Objetivo: Aumentar a curiosidade sobre o ambiente.
Descrição: Organizar uma caça ao tesouro no parque ou no pátio da escola. Pedir que as crianças encontrem itens como folhas, pedras e galhos.
Materiais Necessários: Sacolas para as crianças carregarem os itens.
Modo de condução: As crianças são guiadas a coletar e explorar os objetos, discutindo suas características.

2. Canta e Cria
Objetivo: Explorar sons e ritmos.
Descrição: Criar um momento musical onde as crianças utilizam objetos do ambiente para produzir sons e batucar.
Materiais Necessários: Objetos que fazem barulho (panela, colheres, garrafas).
Modo de condução: Incentivar a criação de ritmos e canções, promovendo a experimentação.

3. Mudança de Textura
Objetivo: Sensibilização tátil.
Descrição: Criar estações sensoriais com diversos materiais (areia, algodão, arroz).
Materiais Necessários: Bandejas com diferentes materiais.
Modo de condução: As crianças são incentivadas a explorar os materiais e descrever o que sentem.

4. Histórias com Pessoalização
Objetivo: Fomentar a linguagem e criatividade.
Descrição: As crianças ajudam a construir uma história usando objetos de forma interativa.
Materiais Necessários: Objetos que possam ser utilizados na narração.
Modo de condução: Começar a narrativa e solicitar que as crianças contribuam com partes da história.

5. Pintura com as Mãos
Objetivo: Estimular a expressão artística.
Descrição: Utilizar tinta e papéis grandes para que as crianças façam pinturas utilizando as mãos e os pés.
Materiais Necessários: Tinta atóxica, papel grande.
Modo de condução: Incentivar as crianças a serem criativas, permitindo que experimentem livremente.

Este plano de aula visa não apenas a educação infantil, mas também uma formação abrangente, desenvolvendo a percepção sutil das necessidades e curiosidades das crianças.


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