Plano de Aula: mascaras africanas simetria e geometria (Ensino Fundamental 1) – 1º Ano

Em um mundo cada vez mais interconectado e diversificado, a exploração cultural é fundamental para a formação de jovens cidadãos. Este plano de aula foi elaborado com o intuito de apresentar às crianças do 1º ano do Ensino Fundamental a rica tradição das máscaras africanas, enfocando conceitos de simetria e geometria, de maneira lúdica e interativa. Aprender sobre a arte e a cultura de diferentes povos, e como isso se reflete em suas criações, contribui para a formação de uma visão crítica e respeitosa sobre a diversidade cultural.

As atividades propostas são dinâmicas, estimulando tanto a expressão criativa quanto o raciocínio lógico das crianças. Arações, linhas e formas geométricas tornaram-se essenciais não apenas na arte, mas também em áreas como a Matemática. Assim, proporcionar aos alunos a oportunidade de trabalhar com máscaras africanas dará a eles uma vivência prática e proveitosa, estimulando a percepção visual e a capacidade de desenhar, além de ensinar sobre cultura e tradição.

Tema: Máscaras Africanas: Simetria e Geometria
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 7 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Estimular o interesse dos alunos pela cultura africana, compreendendo a importância das máscaras nesse contexto cultural e explorando conceitos de simetria e geometria através de atividades práticas e colaborativas.

Objetivos Específicos:

– Compreender o significado cultural das máscaras africanas.
– Identificar e analisar a simetria nas máscaras criadas.
– Aplicar conceitos de geometria ao criar suas próprias versões de máscaras.
– Desenvolver habilidades artísticas e colaborativas ao trabalhar em grupo.

Habilidades BNCC:

Para garantir que as atividades propostas estejam alinhadas com as competências e habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), iremos focar nas competências do 1º ano, especialmente nas áreas de Matemática e Artes:

Matemática:
(EF01MA14) Identificar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo) em desenhos apresentados em diferentes disposições.
(EF01MA09) Organizar e ordenar objetos familiares ou representações por figuras, por meio de atributos, tais como cor, forma e medida.

Artes:
(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.).
(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.

Materiais Necessários:

– Papel colorido
– Tintas
– Pincéis e rolinhos
– Tesoura
– Cola
– Modelos de máscaras africanas (fotos ou impressões)
– Réguas para desenhos geométricos
– Lápis de cor e giz de cera
– Vídeos sobre máscaras africanas e sua importância cultural

Situações Problema:

– O que torna uma máscara única?
– Como podemos usar padrões e formas para criar nossas próprias máscaras?
– Por que as máscaras são importantes na cultura africana?
– Como a simetria e a geometria nos ajudam a entender a arte?

Contextualização:

Começaremos a aula apresentando aos alunos uma breve introdução sobre as máscaras africanas e seu significado cultural. Será exibido um vídeo curto mostrando diferentes estilos de máscaras e o papel que desempenham em cerimônias e tradições africanas. Em seguida, serão discutidas as formas e as cores, abordando a riqueza de detalhes que cada máscara apresenta.

Desenvolvimento:

Após a contextualização, será introduzido o conceito de simetria, utilizando imagens de máscaras para ilustrar como muitos modelos apresentam um padrão de simetria. Em seguida, será feita uma atividade prática onde os alunos poderão criar suas próprias máscaras utilizando as formas apresentadas.

Atividades sugeridas:

Dia 1: Conhecimento sobre Máscaras Africanas
Objetivo: Familiarizar os alunos com a cultura africana e o papel das máscaras.
Descrição: Assistir a um vídeo sobre a importância das máscaras africanas. Discussão em grupos sobre o que os alunos acharam mais interessante.
Materiais: Vídeo, espaço para discussão.

Dia 2: Exploração da Simetria
Objetivo: Compreender o conceito de simetria.
Descrição: Apresentar exemplos de simetria em máscaras africanas e conduzir uma atividade onde os alunos desenharão um padrão simétrico.
Materiais: Papel, lápis, réguas.

Dia 3: Criação de Máscaras
Objetivo: Aplicar o que aprenderam e criar suas próprias máscaras.
Descrição: Os alunos usarão papel colorido, tintas, e outros materiais disponíveis para criar suas máscaras. Instruções sobre como aplicar simetria nas criações.
Materiais: Papel colorido, tintas, pincéis, cola.

Dia 4: Exposição e Compartilhamento
Objetivo: Compartilhar as criações e discutir o processo.
Descrição: Organizar uma exposição das máscaras criadas, permitindo que cada aluno explique sua criação e o significado por trás dela.
Materiais: Espaço para a exposição, suportes para máscaras.

Dia 5: Reflexão e Integração
Objetivo: Refletir sobre o aprendizado da semana.
Descrição: Realizar uma roda de conversa onde os alunos poderão compartilhar o que aprenderam sobre a cultura africana e como a geometria e a simetria foram importantes na confecção de suas máscaras.
Materiais: Espaço para roda de conversa, registros gráficos da semana.

Discussão em Grupo:

– O que vocês aprenderam sobre a cultura africana?
– Quais foram os desafios ao criar suas máscaras?
– Como a simetria e a geometria ajudaram em suas criações?

Perguntas:

– O que fez você escolher as cores e formas para sua máscara?
– Você consegue identificar a simetria em sua criação?
– Como as máscaras africanas podem nos ensinar sobre a diversidade cultural?

Avaliação:

A avaliação deverá ser contínua, observando a participação dos alunos nas atividades, seu envolvimento nas discussões e a criatividade na criação das máscaras. Uma autoavaliação pode ser realizada ao final, onde cada aluno reflete sobre o que aprendeu e como se sentiu durante o processo.

Encerramento:

Para encerrar, faremos uma breve recapitulação das atividades. Será importante agradecer a participação dos alunos e incentivar que continuem explorando cultura e arte além das máscaras africanas.

Dicas:

– Incentivar a colaboração entre os alunos durante a criação das máscaras.
– Adaptar o nível de complexidade das atividades com base na habilidade do grupo.
– Garantir que todos os materiais estejam disponíveis antes da aula.

Texto sobre o tema:

Mascaras africanas têm um rico significado cultural e social, representando um elo entre o espiritual e o físico. Estas obras de arte não apenas adornam, mas também têm uma representação significativa nas tradições e nos rituais de diferentes comunidades africanas. Cada máscara conta uma história, traz um simbolismo que pode estar ligado à ancestralidade, ao poder, ao ritmo e à procura pela harmonia.

A geometria e a simetria aparecem frequentemente nessas obras, pois os artistas tradicionais utilizam padrões específicos para transmitir mensagens e sentimentos. Por meio da simetria, o observador pode conectar-se simultaneamente com várias interpretações. Além disso, a geometria é essencial na criação das variadas formas e estilos que encontramos nas máscaras, essenciais na construção da identidade cultural de cada grupo.

As aulas que envolvem temas como as máscaras africanas devem ser vistas como uma oportunidade de conhecimento sobre diversidade cultural e autoafirmação. O contato com a arte alfandegada por outros povos não apenas enriquece o conhecimento estético das crianças, mas também promove a valorização e o respeito às expressões culturais ao redor do mundo.

Desdobramentos do plano:

Ao longo da unidade, os alunos são incentivados a explorar ainda mais a cultura africana e suas várias manifestações artísticas. As propostas podem ser expandidas para incluir a pesquisa sobre outras formas de arte africana, como danças e músicas, integrando diferentes linguagens artísticas às aulas de Artes. As experiências podem levar à apreciação de apresentações, contação de histórias ou até mesmo à realização de um pequeno evento cultural na escola que celebre a diversidade.

Outro desdobramento interessante seria a criação de um mural coletivo. Os alunos poderiam trabalhar em uma representação gráfica das diferentes máscaras que estudaram, cada uma refletindo o que aprenderam sobre as várias comunidades africanas. Isso promoveria um aprendizado ainda mais significativo, ao mesmo tempo que integraria o uso de diversas técnicas.

Por fim, incentivamos a troca de experiências entre os alunos e suas famílias. As crianças podem ser encorajadas a conversar sobre o que aprenderam em casa, fazendo com que o aprendizado se estenda para além da sala de aula e se torne parte do cotidiano familiar.

Orientações finais sobre o plano:

Este plano de aula serve como um guia flexível, que pode ser adaptado de acordo com as necessidades e interesses dos alunos. É essencial que os professores criem um ambiente acolhedor onde as discussões possam fluir livremente, permitindo que as crianças se sintam confortáveis para expressar suas ideias e chamada de atenção.

Ao utilizar máscaras africanas como ponto de partida, os educadores têm uma grande oportunidade de desenvolver não apenas habilidades artísticas, mas também competências emocionais e sociais. A empatia e o respeito por culturas diferentes devem ser sempre promovidos, pois são valores fundamentais na formação dos cidadãos do futuro.

Lembre-se de que a arte é uma forma poderosa de comunicação e expressão. Assim, sempre que possível, incentive seus alunos a se aprofundar nas mensagens que estão sendo transmitidas através de cada criação. Essas experiências permitirão que eles se tornem cidadãos criativos, críticos e respeitosos.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Jogo da Memória das Máscaras: Os alunos jogam um jogo da memória utilizando imagens de diferentes máscaras africanas, discutindo suas características e simbolismos, enquanto memorizam as formas e cores.
2. Folclore e Máscaras: Convidar um contador de histórias ou um artista local especializado em arteterapia para contar histórias ligadas às máscaras africanas e realizar uma atividade prática onde os alunos podem reproduzir técnicas e descrever o que aprenderam.
3. Teatro com Máscaras: Montar uma pequena apresentação de teatro utilizando as máscaras criadas pelos alunos, explorando uma narrativa que utilize elementos da cultura africana.
4. Desenho Acessível: Oferecer papel e lápis para que os alunos desenhem suas próprias máscaras em formatos variados, a partir de entrevistas com suas famílias sobre o que cada cor e forma representam para eles.
5. Oficina de Tintas Naturais: Realizar uma oficina onde os alunos aprendam a criar suas próprias tintas, utilizando elementos naturais, como frutas e vegetais, para, em seguida, pintarem suas máscaras, abordando a relação entre arte sustentável e cultura.

Ao aplicar essas atividades, os professores não apenas ensinarão sobre a importância das máscaras africanas, mas também promoverão um aprendizado divertido, interativo e memorável que ficará marcado na vida dos alunos.


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