Plano de Aula Lúdico: Seres Vivos e Não Vivos no 1º Ano

A construção de um plano de aula sobre seres vivos e seres não vivos no 1º ano do Ensino Fundamental é uma excelente oportunidade para que os alunos compreendam as diferenças básicas entre esses dois grupos. Essa compreensão não apenas favorece o desenvolvimento do pensamento crítico, mas também instiga a curiosidade nas crianças, permitindo que explorem o mundo ao seu redor. As atividades propostas serão práticas e lúdicas, adequadas à faixa etária dos alunos, garantindo, assim, que aprendam de maneira divertida e envolvente.

O plano a seguir contempla atividades que podem ser realizadas em quatro horas de aula, com foco em aprofundar conhecimentos sobre os conceitos de vida e não vida. As atividades e discussões promovidas durante as aulas buscam preencher lacunas de compreensão, gerar discussões pertinentes sobre o tema e incentivar a participação ativa dos estudantes.

Tema: Seres Vivos e Seres Não Vivos
Duração: 4 horas
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 8 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Compreender a diferença entre seres vivos e seres não vivos, reconhecendo suas características e a importância de cada um para o meio ambiente e a vida.

Objetivos Específicos:

– Identificar as características que definem os seres vivos.
– Distinguir os seres vivos dos seres não vivos por meio de atividades práticas.
– Desenvolver habilidades de observação e registro.
– Promover o trabalho em grupo e a colaboração.

Habilidades BNCC:

– Ciências: (EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem e modos de uso.
– Educação Artística: (EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais, cultivando a percepção e o imaginário.
– Língua Portuguesa: (EF01LP01) Reconhecer que textos são lidos e escritos da esquerda para a direita e de cima para baixo da página.

Materiais Necessários:

– Cartazes com imagens de seres vivos e não vivos.
– Materiais de artes (papel, tesoura, cola, lápis de cor).
– Recortes de revistas.
– Um caderno ou folhas para registro de observações.

Situações Problema:

– O que é um ser vivo? Como podemos diferenciá-lo de um ser não vivo?
– Quais são as características mais marcantes que definem um ser vivo?

Contextualização:

O tema dos seres vivos e não vivos é fundamental no estudo de Ciências, principalmente porque ele ajuda os alunos a perceberem a diversidade de formas existentes na natureza. Através da observação e da investigação prática, os estudantes são levados a desenvolver interesses por ciências naturais e ao mesmo tempo praticar habilidades de linguagem e arte.

Desenvolvimento:

1ª Aula (1 hora):
Iniciar a aula com uma roda de conversa onde os alunos podem compartilhar o que já sabem sobre o tema. O professor irá anotar as respostas no quadro. Após isso, apresentá-los a uma apresentação visual de seres vivos (como plantas e animais) e seres não vivos (como pedras e água).

2ª Aula (1 hora):
Conversar sobre as características dos seres vivos. Em grupos, os alunos devem pintar figuras de diversos seres vivos e não vivos. Uma vez finalizada a pintura, os grupos devem apresentar seus trabalhos, explicando por que cada figura foi classificada como ser vivo ou não vivo.

3ª Aula (1 hora):
Realizar uma atividade prática onde os alunos devem coletar objetos da escola ou do pátio que consideram ou não vivos. Em sala, discutir os achados e registrar em cadernos. O professor pode utilizar um quadro para fazer uma tabela de seres vivos e não vivos.

4ª Aula (1 hora):
Finalmente, para encerrar o tema, cada aluno deve criar uma história ou desenho que envolva um ser vivo, utilizando o que aprenderam durante a semana. Os alunos podem compartilhar suas histórias e desenhos no final da aula.

Atividades sugeridas:

1. Roda de conversa – Estimular a participação dos alunos, fazendo perguntas abertas sobre o tema.
2. Painel de ser vivo e não vivo – Criar um painel com colagens de recortes de revistas. Os alunos poderão recortar e colar figuras de cada categoria em colunas.
3. Atividade de observação – Coletar objetos (folhas, pedras, etc.) para análise em grupo. Registrar no caderno as características observadas.
4. Contação de histórias – Criar uma narrativa sobre um ser vivo e sua importância para o meio ambiente, motivando a criatividade e o envolvimento dos alunos.

Discussão em Grupo:

Promover uma discussão sobre como os seres vivos impactam nosso dia a dia e a importância de respeitar e cuidar do meio ambiente. Os alunos podem discutir ainda o que aprenderam sobre os seres não vivos e seu papel nos processos naturais.

Perguntas:

– O que faz um ser ser considerado vivo?
– Quais exemplos de seres não vivos você consegue encontrar ao seu redor?
– Como os seres vivos e não vivos se relacionam no meio ambiente?

Avaliação:

A avaliação será feita através da observação da participação dos alunos nas atividades, a qualidade das suas contribuições para a roda de conversa, bem como a entrega dos trabalhos em grupo e individuais.

Encerramento:

Finalizar a aula revisando o que foi aprendido, destacando a importância de reconhecer os seres vivos e não vivos, e como isso influencia nosso entendimento do mundo ao nosso redor.

Dicas:

– Utilizar elementos visuais, como cartazes e imagens, para facilitar a compreensão.
– Incentivar o uso de linguagem divertida e jogos para mostrar a diferença entre seres vivos e não vivos.
– Criar um ambiente familiar e acolhedor para que as crianças se sintam à vontade para participar.

Texto sobre o tema:

Os seres vivos e os seres não vivos são partes essenciais do nosso mundo. Os seres vivos, como plantas e animais, apresentam características como crescimento, reprodução e resposta a estímulos. Esses organismos interagem entre si e com o ambiente, formando ecossistemas variados. Por outro lado, os seres não vivos, como rochas e águas, apresentam um importância própria, pois fazem parte do ambiente em que os seres vivos se desenvolvem e sobrevivem. A interdependência entre essas duas categorias é fundamental para a manutenção do equilíbrio da natureza.

Humanos, como seres vivos, dependem do meio ambiente e dos seres que o compõem. Plantas fornecem oxigênio e alimentos, enquanto os seres não vivos como a água e o solo são essenciais para o crescimento e sobrevivência. Ao entender a relação entre eles, percebemos a importância de cuidar do meio ambiente, promovendo a sustentabilidade para as futuras gerações, garantindo assim a continuidade da vida.

Desdobramentos do plano:

Após a compreensão básica sobre seres vivos e não vivos, o plano pode ser expandido para incluir como essas classificações ajudam na observação de outros fenômenos naturais. Discutir a cadeia alimentar, por exemplo, pode levar os alunos a compreender como seres vivos dependem de outros para a sobrevivência. Essa proposição sugere uma sequência de aulas que complementam e ampliam o conhecimento do aluno em ciências e meio ambiente, enquanto reforça a importância de manter o ecossistema saudável. Além disso, incluir atividades interativas como passeios ao ar livre poderia enriquecer ainda mais a experiência.

As aulas poderão abordar como os seres vivos, em um sentido mais amplo, interagem entre si e com os elementos não vivos de forma dinâmica. Tais interações são fundamentais para a compreensão de processos biológicos, como a decomposição, que envolve a colaboração de múltiplas espécies e elementos do ambiente. Isso cria um ciclo de aprendizagem onde os alunos não apenas absorvem o conteúdo, mas o aplicam em suas observações diárias, encorajando uma consciência ambiental desde cedo.

Por fim, o plano de aula pode se desdobrar em atividades que explorem a cultura e a tradição em volta dos seres vivos, como a importância das plantas e animais nos costumes locais. Isso instiga uma reflexão sobre a relação histórica entre ser humano e natureza, criando um diferencial nas discussões e promovendo um vínculo emocional com o que foi aprendido.

Orientações finais sobre o plano:

Ao planejar suas aulas, é importante lembrar que cada grupo de alunos possui características e ritmos diferentes. Por isso, o educador deve estar atento às necessidades individuais durante as atividades, adaptando as propostas de acordo com o que é necessário para o aprendizado de todos. O uso de ferramentas pedagógicas diversificadas, como jogos, imagens e atividades manuais, contribui para a inclusão de todos os alunos.

É essencial promover um ambiente de aprendizagem onde todos se sintam valorizados e encorajados a compartilhar suas ideias e preocupações, o que não apenas reforça o aprendizado do conteúdo, mas também contribui para o desenvolvimento social e emocional. Após a conclusão das atividades, é interessante refletir sobre o que funcionou bem e o que poderia ser melhorado nas aulas, pois essa prática de autocrítica ajudará a oferecer sempre experiências de aprendizado mais enriquecedoras para as próximas turmas.

Integrar essas experiências às temáticas abordadas não só promove a capacidade crítica dos alunos, mas assegura que eles vejam a educação como um processo contínuo e interdisciplinar. A abordagem de seres vivos e não vivos abre portas para muitos outros temas a serem explorados, como ecologia, sustentabilidade e convivência harmônica no planeta, formadores de cidadãos conscientes e proativos em relação ao meio ambiente.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça ao Tesouro da Natureza: Criar um jogo em que os alunos devem encontrar e coletar objetos que são seres vivos e não vivos no pátio da escola. O objetivo é que eles reflitam sobre as características de cada um e o papel que desempenham na natureza.

2. Teatro de Fantoches: Os alunos podem criar pequenos fantoches representando diferentes seres vivos (como animais e plantas) e não vivos (como água e pedras). Eles farão uma apresentação mostrando como interagem na natureza.

3. Mural Interativo: Os alunos podem produzir um mural coletivo dentro da sala de aula, colando imagens e fazendo anotações sobre os seres vivos e não vivos que encontraram. Isso pode ser explorado ao longo do ano letivo, permitindo uma atualização constante.

4. Histórias Cantadas: Usar canções infantis relacionadas a plantas e animais e, ao final da aula, os alunos podem criar sua própria letra de música sobre a importância dos seres vivos e não vivos, incentivando a criatividade e a colaboração na turma.

5. Minijardim em Sala de Aula: Criar um pequeno jardim na sala de aula onde os alunos se responsabilizam em cuidar das plantas (seres vivos). Conversar sobre a necessidade de água e luz do sol enquanto se observa o crescimento e a aparência das plantas é uma ótima forma de vincular o aprendizado às práticas diárias.

Esse plano de aula sobre seres vivos e seres não vivos oferece uma abordagem completa e rica, abrangendo não apenas o conteúdo científico, mas também promovendo interações sociais, criatividade e consciência ambiental entre os alunos.


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