“Plano de Aula Lúdico: Explorando Emoções com Barquinhos”
A proposta deste plano de aula é proporcionar a uma turma de crianças pequenas, com idades de 4 anos, uma experiência lúdica e envolvente com a história “A Folha de Papel que Queria Ser um Barquinho”. Através do enredo, espera-se que os alunos explorem suas próprias emoções, sentimentos e criatividade, utilizando a narrativa como base para diversas atividades que vão além da simples contação de histórias. O objetivo é estimular a imaginação e a capacidade de se comunicarem, além de desenvolverem habilidades sociais e motoras, essenciais nesta fase do desenvolvimento infantil.
O plano foi estruturado para injetar diversão e aprendizado, e está alinhado às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), garantindo a inclusão das habilidades e campos de experiência que fazem sentido para essa faixa etária e tema. O objetivo é proporcionar um espaço onde as crianças possam explorar, brincar e aprender juntas, respeitando suas singularidades, enquanto experimentam com formas de expressão de sentimentos, sensações e emoções através da arte e do movimento.
Tema: A Folha de Papel que Queria Ser um Barquinho
Duração: 2 horas
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 4 anos
Objetivo Geral:
Desenvolver a criatividade, expressão emocional, habilidades motoras e interações sociais entre as crianças, utilizando a história de “A Folha de Papel que Queria Ser um Barquinho” como ponto de partida para atividades lúdicas.
Objetivos Específicos:
– Estimular a imaginário e a criatividade ao criar seus próprios barquinhos de papel.
– Promover a comunicação e a expressão de sentimentos ao discutir a história e suas emoções.
– Desenvolver a coordenação motora através da atividade de dobradura.
– Fomentar a empatia e a cooperação em atividades em grupo.
Habilidades BNCC:
– (EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
– (EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
– (EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções.
– (EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho e dobradura, criando produções bidimensionais.
– (EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita.
Materiais Necessários:
– Livro ou material ilustrado da história “A Folha de Papel que Queria Ser um Barquinho”.
– Folhas de papel colorido para as dobraduras.
– Lápis de cor, canetinhas e giz de cera.
– Caixa de papelão ou bacia para simular um lago.
– Tesoura (para uso do professor).
Situações Problema:
– Como a folha de papel se sentiu ao querer ser um barquinho?
– O que você faria se pudesse se transformar em algo que deseja?
Contextualização:
Ao utilizar a história de “A Folha de Papel que Queria Ser um Barquinho”, as crianças terão a oportunidade de refletir sobre suas próprias aspirações e sentimentos. A conversa que se seguirá proporcionará um espaço para expressão e entendimento emocional, tornando a atividade ainda mais significativa.
Desenvolvimento:
1. Leitura da história: Comece a aula lendo a história “A Folha de Papel que Queria Ser um Barquinho”. Utilize entonações e expressões faciais para envolver as crianças. Pergunte o que eles acham que a folha sentia.
2. Discussão: Após a leitura, promova uma conversa sobre a história. Pergunte: “Como vocês se sentiriam se fossem aquele barquinho?”
3. Atividade de Dobradura: Ensine as crianças a fazer barquinhos de papel. Dê um passo a passo simples para garantir que todos possam acompanhar.
4. Decoração: Após fazer os barquinhos, permita que as crianças decorem com lápis de cor e canetinhas, expressando suas personalidades.
5. Simulação de Lago: Organize um espaço para simular um lago com caixas ou bacias e permita que as crianças coloquem seus barquinhos e brinquem.
Atividades sugeridas:
Dia 1:
Objetivo: Introduzir a história e discutir sentimentos.
Descrição: Leitura da história e debate sobre sentimentos relacionados.
Materiais: Livro, espaço confortável.
Instruções: Leia a história e faça perguntas sobre as emoções dos personagens.
Dia 2:
Objetivo: Criar barquinhos de papel.
Descrição: Ensinar a fazer um barquinho simples.
Materiais: Folhas de papel.
Instruções: Demonstre como fazer a dobra e peça que as crianças façam juntas.
Dia 3:
Objetivo: Decorar os barquinhos.
Descrição: Usar cores e desenhos.
Materiais: Lápis de cor, canetinhas.
Instruções: Deixe as crianças usarem sua criatividade para decorar.
Dia 4:
Objetivo: Brincar e explorar.
Descrição: Brincar com os barquinhos em um “lago”.
Materiais: Caixa ou bacia, água (se possível).
Instruções: Deixe as crianças testarem seus barquinhos na água.
Dia 5:
Objetivo: Compartilhar a experiência.
Descrição: Conversar sobre como se sentiram ao brincar.
Materiais: Espaço para sentar em círculo.
Instruções: Promova uma roda de conversa para compartilhar emoções e experiências.
Discussão em Grupo:
Inicie uma roda de conversa com as crianças sobre o que elas aprenderam. Pergunte sobre a importância de sonhar e como podem apoiar os amigos em suas aspirações. Fale sobre como é importante respeitar os sentimentos dos outros.
Perguntas:
– O que você mais gostou na história?
– Como você se sentiu ao fazer seu barquinho?
– O que você faria se fosse um barquinho?
Avaliação:
A avaliação pode ser feita de forma observacional, considerando a participação das crianças nas atividades, a forma como expressam seus sentimentos e ideias, e como interagem entre si. O professor pode registrar algumas interações e produções.
Encerramento:
Finalize a atividade revisitando a história e perguntando o que as crianças aprenderam. Estimule a reflexão sobre a importância dos sonhos e como todos podem se apoiar.
Dicas:
Incentive as crianças a trazerem suas próprias histórias sobre barquinhos ou experiências com água. Isso ajudará a enriquecer a discussão e criar um ambiente mais acolhedor.
Texto sobre o tema:
A história “A Folha de Papel que Queria Ser um Barquinho” é um convite ao universo mágico da imaginação. Este conto lúdico combina criatividade e realismo, apresentando as aspirações de um objeto simples que deseja ganhar vida. A narrativa explora elementos de transição e transformação, permitindo que as crianças percebam que, assim como a folha de papel, todos têm sonhos, esperanças e a capacidade de se reinventar. O papel da arte e da expressão na infância é fundamental, pois as crianças, ao reconhecerem seus próprios sentimentos, desenvolvem empatia e habilidades sociais, tornando-se mais sensíveis aos outros.
A prática de contar histórias também é um momento rico de aprendizado, especialmente em um ambiente educacional como a Educação Infantil. A socialização, a escuta e o compartilhamento de experiências concretizam laços e desenvolvem um sentimento de pertencimento. As crianças, ao refletirem sobre o que a folha de papel sentia, se conectam diretamente com as próprias experiências, cruzando as fronteiras da imaginação e da realidade.
Por fim, ao conectar a história à prática de dobraduras, os educadores podem estimular as habilidades motoras finas. Essa prática não só proporciona o desenvolvimento da coordenação, mas também oferece uma oportunidade para que as crianças explorem o conceito de transformação através da arte. Este tema claro na narrativa lhes ensina a importância de perseguir seus sonhos e acreditar em suas capacidades.
Desdobramentos do plano:
Outras atividades podem ser planejadas para reforçar o tema da história, como a confecção de brinquedos de papel ou a elaboração de cenários que simulem o ambiente do barquinho. Essas práticas permitem que os alunos trabalhem em grupo, promovendo o desenvolvimento de habilidades sociais, como a cooperação e a empatia. Incentivar as crianças a contar suas próprias histórias após o término da atividade desperta a criatividade, levando-as a enriquecer seu repertório cultural.
Além de explorar a temática dos sonhos e desejos, as crianças também podem desenvolver uma conexão com elementos da natureza, como água e ar, se forem estimuladas a refletir sobre como a folha navegaria em um lago. Envolver as crianças em atividades que liguem a história à natureza ajuda a desenvolver uma valorização ambiental, um aspecto crítico no desenvolvimento das habilidades esperadas pela BNCC.
Por fim, as reflexões sobre a história e as interações em grupo proporcionam uma base para a construção de uma roda de amizade, onde cada um pode compartilhar seus sentimentos, criando um ambiente respeitoso em sala de aula. A aplicação de ideias lúdicas e a relevância emocional da história farão com que as crianças reconheçam a importância de expressarem suas emoções e respeitarem as dos colegas.
Orientações finais sobre o plano:
Ao lidar com crianças pequenas, é essencial que as atividades sejam flexíveis e adaptáveis, considerando o ritmo e o interesse dos alunos. O professor deve estar preparado para intervir e adaptar o conteúdo conforme necessário, garantindo que cada criança se sinta incluída e estimulada. É importante que se encontrem formas de celebrar as conquistas individuais, mesmo que essas sejam pequenas, pois isso ajuda a construir a confiança das crianças em suas habilidades.
Fomentar um ambiente de respeito mútuo é crucial para o sucesso das atividades propostas. Incentivar as crianças a ouvir e respeitar os sentimentos dos colegas não apenas reforça o aprendizado social, mas também contribui para o desenvolvimento de habilidades interativas que perdurarão ao longo de suas vidas. As interações que acontecem durante cada atividade são oportunidades para aprender a importância da empatia e do cuidado nas relações interpessoais.
Por último, é desejável que o plano permita um espaço para que as crianças explorem suas próprias interpretações do que foi aprendido. O professor pode criar um mural com as produções das crianças e uma seção dedicada a coletar as impressões sobre cada experiência, tornando-as visíveis e celebradas por todos. Este tipo de envolvimento valoriza cada criança, possibilitando um exercício significativo de autoafirmação e estabelecer identidades individuais dentro do coletivo.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
– Atividade de Mímica de Barquinho: As crianças se dividem em duplas, onde uma imita um barquinho navegando (movimentos de braços e corpo), enquanto a outra descreve como se sente. Materiais: Folhas de papel colorido para os “barquinhos” e um espaço amplo. Objetivo: Criar movimento e expressão corporal.
– Desenho do Lago: Após a leitura, as crianças poderão desenhar os momentos favoritos da história em um papel. Isso pode ser transformado em uma mural coletivo. Materiais: Lápis de cor, papel grande. Objetivo: Estimular a expressão artística e individual.
– Teatro de Fantoches: Usar fantoches de papel para representar a história e permitir que as crianças imitem os personagens. Os alunos podem criar seus próprios fantoches de papel. Materiais: Papel, canetinhas, e palitos. Objetivo: Trabalhar a comunicação e a criatividade.
– Uma História Coletiva: Após a leitura, dar um início diferente à história e permitir que cada criança contribua com uma parte, criando um final inesperado. Materiais: Papel e caneta para registrar a nova história. Objetivo: Trabalho em equipe e desenvolvimento da linguagem.
– Caça ao Tesouro Nautical: Criar pistas relacionadas ao tema da água e barquinhos, onde as crianças devem seguir as pistas para encontrar “tesouros”. Materiais: Pequenos brinquedos ou objetos. Objetivo: Fomentar a cooperação e o cumprimento de regras em grupo.

