“Plano de Aula Lúdico: Contagem e Criatividade para Crianças”

A construção de um plano de aula para crianças pequenas é uma tarefa que exige cuidado, criatividade e atenção às necessidades específicas desse grupo etário. O tema “Contando nos dedos e pontilhados de caminhos traçados” propõe uma abordagem lúdica e significativa que permite que as crianças explorem conceitos de contagem e movimento de maneira divertida e interativa. A proposta é envolver os alunos em atividades que agreguem brincar e aprender, respeitando seu ritmo e suas particularidades.

Neste plano, iremos trabalhar com um conteúdo que une artes, matemática e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento da linguagem oral. Através de atividades que utilizem os dedos para contar e o traçado de caminhos, estimularemos a coordenação motora, a expressão criativa e a socialização. As atividades aqui sugeridas estão alinhadas com as diretrizes da BNCC, assegurando que o aprendizado das crianças ocorra de forma integral, respeitando suas singularidades e incentivando a construção coletiva do conhecimento.

Tema: Contando nos dedos e pontilhados de caminhos traçados
Duração: 2 horas
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 4 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar às crianças uma experiência lúdica que una a contagem e o movimento, utilizando os dedos e o traçado de caminhos como ferramentas de aprendizado e expressão, promovendo a socialização e a expressão de sentimentos.

Objetivos Específicos:

– Estimular a contagem através de atividades manuais, utilizando os dedos como suporte.
– Desenvolver a coordenação motora fina através do traçado de caminhos.
– Promover a socialização e a troca de experiências entre as crianças.
– Incentivar a expressão de sentimentos e ideias por meio da arte e da linguagem oral.

Habilidades BNCC:

– Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01), (EI03EO02), (EI03EO03), (EI03EO04), (EI03EO05)

– Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG01), (EI03CG02), (EI03CG05)

– Campo de Experiências “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI03TS02)

– Campo de Experiências “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI03EF01), (EI03EF04)

– Campo de Experiências “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”
(EI03ET07)

Materiais Necessários:

– Papel em branco e colorido
– Lápis, giz de cera e canetinhas
– Tesouras sem ponta
– Cola
– Objetos pequenos para contagem (como botões, pedrinhas ou blocos)
– Fita adesiva para marcar o chão, se necessário

Situações Problema:

– Como podemos usar nossos dedos para contar os objetos que encontramos?
– Quais caminhos podemos traçar usando nossos lápis e nossas mãos?
– Como nossos sentimentos podem ser expressos através da arte?

Contextualização:

As atividades propostas são baseadas na conexão entre o corpo, a mente e a expressão artística. Ao utilizar os dedos para contar e traçar caminhos, as crianças terão a oportunidade de desenvolver sua coordenação motora, implementação de conceitos numéricos e promover a criatividade e a expressão individual.

Desenvolvimento:

O desenvolvimento das atividades se dará em três etapas principais: introdução, atividades práticas e fechamento. O professor deve criar um ambiente acolhedor e motivador, estimulando a participação ativa das crianças.

1. Introdução:
Comece a aula explicando o objetivo de contar e como os dedos podem ser nossos aliados nessa tarefa. Pergunte quantos dedos temos e faça uma contagem juntos.

2. Atividade 1 – Contagem dos dedos:
– Objetivo: Contar utilizando os dedos.
– Descrição: As crianças devem levantar os dedos e contar com o auxílio do professor quantos dedos estão levantados. Em seguida, ofereça objetos pequenos para que cada criança conte quantos objetos tem, usando os dedos para auxiliar na contagem.
– Materiais: Objetos pequenos para contagem.
– Adaptação: Para crianças que tenham dificuldades motoras, pode-se utilizar objetos maiores ou fazer a contagem em grupo.

3. Atividade 2 – Pontilhados de caminhos:
– Objetivo: Traçar caminhos com criatividade.
– Descrição: Dê às crianças papel e canetinhas. Peça para que traçem caminhos em suas folhas. Eles podem representar caminhos de uma cidade, ou uma trilha na floresta, por exemplo. Após, peça que digam quais emoções sentem ao observar os próprios desenhos.
– Materiais: Papel, canetinhas, giz de cera.
– Adaptação: Para crianças que têm dificuldade em traçar, pode-se usar papel de textura diferente, encorajando a exploração sensorial.

4. Atividade 3 – Reconto de sentimentos:
– Objetivo: Expressar sentimentos através da arte e da linguagem oral.
– Descrição: Após o término dos desenhos, crie um círculo e faça uma roda de conversas onde cada criança pode compartilhar suas criações e os sentimentos associados. O professor pode fazer perguntas que incentivem a fala, como: “O que você desenhou e por quê?”
– Materiais: Somente as criações das crianças.
– Adaptação: Incentivar que crianças mais tímidas compartilhem usando mímica ou gestos.

Atividades sugeridas:

• Atividade 1 – Contando objetos
– Objetivo: Desenvolver a noção de quantidade usando os dedos.
– Passo a passo: Apresente uma quantidade de objetos; as crianças devem contar usando os dedos e registrar em papel.
– Materiais: Objetos de contagem pequenos e folhas de papel.

• Atividade 2 – Criando imagens a partir de números
– Objetivo: Criar uma arte utilizando números.
– Passo a passo: As crianças devem desenhar um número e usar os dedos para criar formas ou imagens que representam esse número.
– Materiais: Papel, canetinhas, lápis.

• Atividade 3 – Dança dos dedos
– Objetivo: Explorar os movimentos dos dedos e suas expressões.
– Passo a passo: As crianças dançam levantando e balançando os dedos e podem utilizar músicas que falem sobre números ou movimento.
– Materiais: Música animada.

• Atividade 4 – Caminhos de fita
– Objetivo: Traçar e seguir caminhos.
– Passo a passo: Usando fita adesiva, crie caminhos variados no chão. As crianças devem seguir com os dedos caminhando sobre a fita e contando as etapas.
– Materiais: Fita adesiva.

• Atividade 5 – Pintura dos sentimentos
– Objetivo: Conectar sensações e cores.
– Passo a passo: As crianças usam cores diferentes para expressar sentimentos, pintando um caminho de em uma folha.
– Materiais: Tintas e folhas de papel.

Discussão em Grupo:

Promova uma roda de conversa onde os alunos possam compartilhar suas experiências. Incentive a empatia e o respeito pelo que os colegas produziram, fazendo perguntas como “Qual foi a parte que você mais gostou?” ou “O que você sentiu ao criar seu desenho?”.

Perguntas:

– Como é contar usando os dedos?
– Que tipo de caminho você criou?
– Como você se sentiu ao falar sobre seus desenhos?
– Alguém teve uma ideia diferente da sua? O que você achou?

Avaliação:

A avaliação será contínua e formativa, observando o envolvimento das crianças nas atividades, sua capacidade de socializar, expressar suas emoções e desenvolver a contagem. O professor pode registrar essas observações em um diário de classe.

Encerramento:

Para encerrar a atividade, peça para que as crianças compartilhem uma palavra que representou o seu dia de aprendizados e crie um mural com as palavras. Assim, encerramos de forma significativa, registrando a experiência vivida em cada um de maneira coletiva.

Dicas:

– Sempre adapte as atividades considerando as necessidades e ritmos dos alunos.
– Encoraje a criatividade e a expressão individual, destacando que não existem respostas certas ou erradas.
– Utilize músicas e brincadeiras que estimulem o corpo e a mente para tornar a aula leve e divertida.

Texto sobre o tema:

A contagem é um dos pilares fundamentais da matemática. Para crianças pequenas, aprender a contar é muito mais do que simplesmente enumerar objetos. É o início da construção de habilidades matemáticas que se desenvolvem ao longo da vida. Ao aprender a contar com os dedos, as crianças começam a entender a relação entre quantidade e representação numérica, algo que será essencial em sua trajetória escolar. O uso dos dedos como uma ferramenta visual e tátil facilita a compreensão dos números, pois permite que os pequenos visualizem e sintam a contagem.

Outro aspecto importante a ser destacado é o papel da arte na primeira infância. Ao traçar caminhos, por exemplo, as crianças não só expressam sua individualidade, mas também exercitam sua coordenação motora e criatividade. A arte conecta as emoções à aprendizagem, permitindo que cada criança se expresse de uma maneira única. Além disso, ao compartilhar suas criações e sentimentos na roda de conversa, elas praticam a escuta ativa e a empatia, habilidades sociais que são fundamentais para sua formação pessoal e social.

Desse modo, ao juntar a contagem com traçados artísticos, podemos trabalhar diversos conteúdos de forma integrada, preparando as crianças para interações futuras e desenvolvimento de habilidades essenciais de forma lúdica e significativa. A intenção é que, ao final do dia, as crianças não tenham apenas aprendido a contar, mas também se sintam seguras para expressar seus sentimentos e criar vínculos de amizade e cooperação entre si.

Desdobramentos do plano:

Este plano de aula traz uma visão integral sobre o aprendizado da contagem e a expressão artística. É importante ressaltar a necessidade de que a educação infantil não seja apenas um espaço de transmissão de conteúdos, mas sim um ambiente que promova o desenvolvimento humano e social. A interação entre as crianças durante as atividades fortalece as relações interpessoais, permitindo que aprendam a respeitar e valorizar as diferenças que existem entre elas. Esse respeito mútuo é essencial para criar um ambiente onde todos se sintam aceitos e valiosos.

Além disso, as atividades propostas podem ser adaptadas para diferentes contextos e realidades. Por exemplo, ao utilizar objetos do cotidiano para contar, as crianças conseguem relacionar a matemática com suas experiências diárias, tornando o aprendizado mais significativo e contextualizado. Isso pode ser uma oportunidade de vincular famílias e comunidade, realizando atividades que possam ser levadas para casa e compartilhadas entre os familiares, fortalecendo laços e criando um aprendizado contínuo que se estende para além da sala de aula.

Por fim, o objetivo do educador deve ser sempre promover um ambiente onde as crianças se sintam livres para expressar suas ideias e sentimentos, fortalecendo sua autoestima e capacidade de criar. Nesse sentido, o trabalho com artísticas e brincadeiras que envolvam movimento são extremamente benéficas. Enquanto contornam, desenham e movimentam seus corpos, as crianças não apenas se divertem, mas também aprendem a se conhecer e a se valorizar, aspectos fundamentais para a construção de sua identidade.

Orientações finais sobre o plano:

É imprescindível que o educador esteja sempre atento às particularidades de cada grupo de alunos. A personalização das atividades e a flexibilização do tempo destinado a cada uma delas são elementos-chave para atender tanto o ritmo das crianças mais rápidas quanto aquelas que precisam de mais tempo e apoio. Construir um ambiente acolhedor e que promova a curiosidade é um passo vital para o desenvolvimento dos pequenos.

Ademais, a articulação entre as atividades propostas e a observação contínua do comportamento das crianças são fundamentais para compreender suas necessidades e interesses. O educador deve estar aberto ao diálogo, aos feedbacks e, sobretudo, sabe que parte do aprendizado acontece pela escuta e interação. Portanto, todas as sugestões aqui apresentadas podem ser ajustadas conforme o grupo escolar, sempre pensando em promover um ensino que valorize a diversidade e as singularidades de cada criança.

Ao final dessa experiência, é importante que o professor reforce os aprendizados coletivos e individuais de cada aluno, mostrando a importância da colaboração e do respeito à individualidade. Assim, os registros das produções podem se tornar não só um registro de aprendizado, mas também uma ferramenta de promoção da autoestima e da valorização do eu. O retorno à roda de conversa ao final da aula deve ser um momento de reflexão e celebração dos aprendizados, onde cada voz terá um espaço, reforçando a ideia do coletivo.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Jogo dos Dedos: A cada vez que alguém fala, deve tocar determinada parte do corpo com os dedos. A quantidade de toques deve variar de acordo com o que foi falado (ex.: tocar a cabeça 5 vezes se houver 5 sentimentos mencionados). Isso ajuda a criar uma atenção coletiva.

2. Caça aos Caminhos: Delimite uma área da sala ou do pátio da escola. As crianças devem seguir um caminho traçado no chão, fazendo exercícios de contagem (passos, saltos, etc.) enquanto avançam. Uma trilha de fita pode ser usada.

3. Contando e Dançando: As crianças devem formar uma roda e, ao som de uma música, devem contar até um número combinado enquanto dançam. Se pararem de dançar antes de chegar ao número, podem dizer “um, dois, três, já!”, criando mais uma forma lúdica de contagem.

4. Desenhando Caminhos com Música: Enquanto escutam músicas diferentes, as crianças desenham caminhos variados. Após cada música, discutem como a melodia influenciou seu traçado. Isso promove a reflexão sobre expressões.

5. História de Contagem: Crie uma história em grupo onde cada criança adiciona um elemento com um número correspondente (ex: “havia um gato, depois um cachorro, depois dois pássaros”). As crianças podem ilustrar. A criatividade ajuda a fixar a contagem.

Essas sugestões são adaptáveis a diferentes contextos e podem ser utilizadas para ampliar as experiências de aprendizado sobre contagem e expressão artística nas crianças. Ao trabalhar a educação infantil, é essencial lembrar que as melhores metodologias são aquelas que asseguram o envolvimento e o prazer no aprender.


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