“Plano de Aula: Leitura e Interpretação de Textos Narrativos”

A proposta deste plano de aula visa a leitura e interpretação de textos narrativos, promovendo uma experiência enriquecedora e interativa para os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental. A leitura é um dos pilares da educação e, nesse sentido, proporcionar aos alunos a oportunidade de interpretar e refletir sobre diferentes narrativas contribui para o desenvolvimento de diversas habilidades cognitivas e sociais. Ao ler, os alunos têm a chance de explorar diferentes mundos, vivenciar emoções e compreender diversas culturas, o que enriquece seu repertório pessoal e social.

Nesse plano, os alunos serão apresentados a textos narrativos variados, propiciando um ambiente de aprendizado que estimula a interação e a critica literária. As atividades propostas envolvem a leitura coletiva, debates e a produção criativa, formando um ciclo completo de experiência de leitura. Essa abordagem irá fomentar uma discussão em grupo e uma avaliação de compreensão que vai além da simples decodificação do texto, incentivando a interpretação e a crítica ativa.

Tema: Leitura e Interpretação de Textos Narrativos
Duração: 60 MINUTOS
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: 11 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Desenvolver a capacidade de leitura e interpretação de textos narrativos, promovendo a análise crítica e a reflexão sobre as narrativas, levando os alunos a explorar diferentes formas de contar histórias e a se familiarizar com a estrutura e os elementos dos textos narrativos.

Objetivos Específicos:

1. Identificar os elementos básicos de uma narrativa, como personagem, enredo e ambiente.
2. Analisar o ponto de vista e a intenção do autor nas narrativas lidas.
3. Desenvolver a habilidade de recontar histórias, utilizando a própria criatividade.
4. Promover discussões em grupo para compartilhar interpretações variáveis dos textos lidos.
5. Fomentar a prática de escrita criativa a partir de inspirações das leituras realizadas.

Habilidades BNCC:

– (EF06LP01) Reconhecer a impossibilidade de uma neutralidade absoluta no relato de fatos e identificar diferentes graus de parcialidade/imparcialidade dados pelo recorte feito e pelos efeitos de sentido advindos de escolhas feitas pelo autor.
– (EF06LP30) Criar narrativas ficcionais, que utilizem cenários e personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa próprios ao gênero pretendido.
– (EF06LP28) Ler, de forma autônoma, e compreender diferentes gêneros de narrativas, expressando avaliação sobre o texto lido.

Materiais Necessários:

– Livros ou contos selecionados e impressos em cópias suficientes para a turma.
– Quadro e giz ou marcador para anotações.
– Papel e caneta/ lápis para atividades de escrita.
– Fichas para registro das respostas dos alunos (opcional).

Situações Problema:

– Um escritor de contos deseja saber como os leitores interpretam suas histórias. O que você diria a ele sobre os principais elementos das narrativas que podem influenciar a interpretação?
– Ao ler um texto narrativo, como você pode identificar se o autor está tendo um ponto de vista particular sobre os eventos narrados?

Contextualização:

Iniciar a aula explicando a importância da leitura na formação do indivíduo, pontuando como a leitura de narrativas ajuda a desenvolver a empatia, a crítica e a imaginação. Além disso, pode-se trazer uma breve discussão sobre como diferentes culturas e épocas influenciam as histórias que contamos e lemos.

Desenvolvimento:

1. Inicie a aula com uma dinâmica de contação de histórias, onde cada aluno conta uma breve história pessoal ou fictícia. A ideia é que os alunos se sintam à vontade para compartilhar e conheçam a familiaridade com os elementos narrativos.
2. Apresente um texto narrativo que será lido em conjunto. Pode-se escolher um conto infanto-juvenil famoso ou uma narrativa curta que atraia a atenção da turma.
3. Realize a leitura em voz alta, parando para discutir os diferentes elementos da narrativa, como enredo, personagens, clímax e resolução. Pergunte aos alunos o que eles acham da motivação dos personagens, se eles se identificam com alguma situação etc.
4. Após a leitura, divida a turma em grupos pequenos e proponha que eles façam uma análise dos sentimentos e opiniões que a narrativa suscitou neles.
5. Com base nessa análise em grupo, cada aluno pode ser desafiado a reescrever um final alternativo ou um capítulo próprio, praticando suas habilidades de escrita criativa.

Atividades sugeridas:

1. Contação de Histórias: Cada aluno deve criar e contar em 3 minutos uma história, real ou fictícia, para o restante da turma.
– Objetivo: Estimular a criatividade e a estruturação narrativa.
– Materiais: Nenhum específico, mas papel e caneta podem ajudar na organização das ideias antes de contar.
– Adaptação: Para alunos que tenham dificuldades, pode-se dar mais tempo ou permitir que escrevam suas histórias antes de contar.

2. Leitura e Discussão em Classe: Ler em conjunto um conto clássico (sugestão: “A História do Pequeno Príncipe”) e discutir os sentimentos que ele provoca.
– Objetivo: Compreender a análise crítica do texto e seus elementos narrativos.
– Materiais: Cópias do conto.
– Adaptação: Diferenciar a leitura de acordo com a habilidade dos alunos, por exemplo, por meio de leitura dramatizada.

3. Grupo de Análise: Após a leitura do conto, divida a turma em grupos de 4 a 5 alunos para discutir os personagens, enredo e os temas abordados. Deve ser oferecido um guia de perguntas para ajudá-los.
– Objetivo: Fomentar habilidades de discussão e análise.
– Materiais: Fichas com perguntas guia.
– Adaptação: Para alunos tímidos, pode-se permitir que compartilhem apenas com o grupo.

4. Reescrita de Final: Peça que cada aluno escreva um final alternativo para o conto lido.
– Objetivo: Desenvolver a escrita criativa e a interpretação pessoal.
– Materiais: Papel e caneta.
– Adaptação: Alunos com dificuldades de escrita podem desenhar o final e explicá-lo verbalmente.

5. Apresentação dos Finais Alternativos: Os alunos apresentam sua versão do final em pequenos grupos para compartilhar ideias.
– Objetivo: Praticar a oratória e se apropriar das discussões narrativas.
– Materiais: Pode-se usar um caderno para anotações de feedback.
– Adaptação: Fornecer feedback construtivo em vez de crítico, promovendo segurança nas apresentações.

Discussão em Grupo:

Após as atividades, promova uma discussão geral, ressaltando:
– Como diferentes narrativas Laibar podem refletir nosso próprio mundo?
– De que forma a interpretação de uma história pode variar de pessoa para pessoa?
– O que aprenderam sobre personagens e enredos que vcs não sabiam antes?

Perguntas:

– Qual foi o elemento narrativo que mais te chamou atenção neste texto?
– Como você descreveria a relação entre os personagens?
– O que você mudaria na história e por quê?

Avaliação:

A avaliação será contínua e processual, baseada na participação dos alunos nas atividades, na profundidade da análise nas discussões em grupo, além do produto final que será a reescrita da história. O professor deve oferecer feedback construtivo, ressaltando o envolvimento, a criatividade e a capacidade de análise crítica dos alunos.

Encerramento:

Finalizar a aula reforçando a importância da leitura e interpretação de histórias, resumindo as diferentes atividades e o que foi aprendido. Convidar os alunos a continuarem explorando novos textos em casa e a compartilharem suas impressões nas próximas aulas.

Dicas:

– Experimente incluir sempre um novo gênero narrativo a cada aula.
– Utilize audiolivros como uma ferramenta, pois poderão enriquecer a experiência de ouvido do texto.
– Proporcione um espaço de biblioteca em sala de aula, onde os alunos possam explorar e escolher livros de acordo com o seu interesse.

Texto sobre o tema:

A leitura é um dos pilares fundamentais da educação, funcionando como a chave que abre portas para novas possibilidades. No contexto das narrativas, temos a oportunidade de nos conectar a mundos diversos, conhecendo históricas de diferentes culturas e épocas. A interpretação dos textos narrativos não somente aguça nossa compreensão verbal, mas também nos ensina empatia e a importância da perspectiva do outro. Na sala de aula, ao explorar as narrativas, os alunos têm a chance de se desenvolver tanto emocional quanto socialmente, oferecendo-lhes algum nível de autoconhecimento ao se identificarem com personagens ou situações.

Além de expandir o vocabulário e a estrutura gramatical, a leitura de textos narrativos instiga a reflexão sobre questões sociais, políticas e emocionais. Através das histórias, os alunos podem vivenciar e questionar experiências que talvez nunca viverão, criando um espaço seguro para explorar sentimentos e emoções. Portanto, cultivar um ambiente de leitura não é apenas benéfico, mas essencial.

A interpretação vai além do entendimento superficial das histórias; ela exige que o leitor questione, critique e se aproprie dos textos de maneira criativa. Assim, ao proporcionar oportunidades para que os alunos debatem e compartilhem suas análises, fomentamos um clima onde todos se sentem valorizados e incentivados a expressar suas opiniões, construindo um aprendizado significativo e colaborativo.

Desdobramentos do plano:

As atividades propostas podem se desdobrar em uma série de novas oportunidades de aprendizagem. Por exemplo, a prática da reescrita de finais de histórias poderá ser expandida para incluir a criação de diários de personagens, onde os alunos registrem os pensamentos e sentimentos dos protagonistas em diferentes situações da narrativa. Essa abordagem permite que os alunos desenvolvam uma compreensão mais profunda das motivações dos personagens e do impacto emocional de suas escolhas.

Outro desdobramento interessante é a possibilidade de criar um projeto de apresentação em que os alunos possam criar uma produção artística, como um mural ou uma dramatização da narrativa lida. Isso não apenas permitirá que eles explorem diferentes meios de expressão, mas também integrará mais criatividade ao processo de aprendizagem.

Além disso, ao término do módulo de leitura de textos narrativos, pode-se planejar uma atividade interdisciplinar que envolva a escrita e a arte ou a música, onde os alunos podem criar histórias em quadrinhos baseadas nos textos lidos, misturando visuais com narrativas. Esse cruzamento de áreas do conhecimento solidifica as aprendizagens de maneira lúdica e inovadora.

Orientações finais sobre o plano:

É crucial que os educadores estejam sempre atentos às necessidades e ao ritmo dos alunos ao aplicarem este plano de aula. Flexibilidade e adaptabilidade são essenciais, uma vez que as dinâmicas de sala podem mudar com base nas particularidades da turma. Algumas atividades podem precisar de mais tempo ou suporte adicional, enquanto outras podem fluir facilmente, levando a uma inovação espontânea nas discussões.

Mais importante ainda, o envolvimento com a literatura deve sempre ser traçado como uma forma de estabelecer conexões com a vida cotidiana. Assim, pode-se incentivar os alunos a trazer textos narrativos que eles gostem para compartilhar e discutir, fazendo da sala de aula um ambiente de troca e apreciação literária.

Por fim, a avaliação deve ser uma ferramenta de aprendizado tanto para o professor quanto para o aluno. O feedback deve ser construtivo, apoiando o crescimento e a evolução das habilidades e sempre incentivando a expressão individual dos alunos.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça ao Tesouro Literário: Crie pistas que levem os alunos a diferentes partes da sala, baseadas em trechos de contos ou livros clássicos. A solução dos enigmas deve estar relacionada à trama até que eles descubram o “tesouro” final: um novo livro para ler.
– Materiais: Pistas escritas, objetos ou livros para esconder.

2. Teatro de Fantoches: Após a leitura de narrativas, os alunos poderão criar fantoches dos personagens e recriar a história em pequenos grupos.
– Materiais: Meias, tijolos, canetinhas, papel de construção.

3. Desafio da Reescrita: Os alunos devem formar equipes e cada grupo recebe uma história famosa para reescrever com um tema moderno ou em um contexto diferente (ex: Os Três Porquinhos em um cenário futurista).
– Materiais: Papel e caneta para anotações.

4. Jornal de Contos: Estimule a criação de um “jornal da turma”, onde cada aluno deve contribuir com pequenas crônicas sobre seus dias. Eles podem se inspirar nas narrativas que leram anteriormente.
– Materiais: Papel, grampeador, canetas.

5. Criação de Stories Interativos: Utilize plataformas digitais onde os alunos podem escrever histórias interativas, onde cada aluno contribui com um parágrafo e seus colegas escolhem o caminho que a história tomará.
– Materiais: Computadores ou tablets, acesso à internet.

Este plano de aula busca não só seguir as diretrizes da BNCC, mas também criar um ambiente onde os alunos se sintam envolvidos e animados para desenvolver suas habilidades de leitura e interpretação. Ao estimular a literatura, oferecemos aos alunos uma ferramenta poderosa que os acompanha ao longo da vida.


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