Plano de Aula “Interação Social e Imaginação com a Leitura de ‘Confusão no Mingau'”
Este plano de aula foi elaborado para trabalhar a história infantil “Confusão no Mingau”, que promete encantar e divertir as crianças. O uso de um fantoche para a leitura da história é uma estratégia que não apenas cativa a atenção dos pequenos, mas também facilita a interação e a comunicação entre o professor e os alunos. Durante essa atividade, iremos explorar os sentimentos dos personagens, estimular a criatividade e proporcionar momentos de aprendizado e diversão.
A proposta é levar as crianças a vivenciarem a história de forma lúdica e interativa, utilizando nos momentos adequados recursos que incentivem a participação ativa das crianças. Além disso, com a utilização do fantoche, será possível criar um ambiente propício à escuta e à observação, onde as crianças podem se expressar e interagir de maneira natural e espontânea.
Tema: Confusão no Mingau
Duração: 20 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses
Objetivo Geral:
Estimular a interação social e a imaginação das crianças através da leitura da história “Confusão no Mingau”, promovendo momentos de diálogo e expressão emocional.
Objetivos Específicos:
– Promover a escuta atenta e a compreensão de histórias narradas.
– Incentivar a comunicação verbal através de perguntas e discussões sobre a narrativa.
– Estimular a criatividade ao refletir sobre os personagens e suas emoções.
– Fomentar o reconhecimento das diferenças e a importância do cuidado e da solidariedade nas interações sociais.
Habilidades BNCC:
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
(EI02EF03) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos e sentimentos.
(EI02EF04) Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada.
Materiais Necessários:
– Livro “Confusão no Mingau”.
– Fantoche representando o personagem principal.
– Almofadas ou tapetes para o conforto das crianças durante a atividade.
– Instrumentos musicais simples (opcional) para interagir no começo e no fim da atividade.
Situações Problema:
Propor a pergunta: “O que acontece quando alguém faz algo sem pensar?” Esta indagação pode ser um ponto de partida para o diálogo após a leitura da história, gerando discussões sobre os conflitos apresentados.
Contextualização:
A literatura infantil é fundamental para o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças. Através de histórias lúdicas como “Confusão no Mingau”, a turma pode aprender sobre emoções, compartilhar experiências e até refletir sobre o cuidado e a amizade. Ao trabalhar com um fantoche, o professor pode criar um ambiente mais acolhedor e interativo, proporcionando uma experiência única e inesquecível.
Desenvolvimento:
1. Início da aula: Recepcionar as crianças com uma música animada.
2. Apresentação do fantoche: O professor introduz o personagem principal da história, interagindo de forma carismática.
3. Leitura da história: Usar o fantoche para criar diálogos e interagir com as crianças. Fazer pausas para questionar sobre o que as crianças acham que vai acontecer a seguir.
4. Diálogo após a leitura: Incentivar que as crianças falem sobre como os personagens se sentiram e o que aprenderam com a história.
5. Atividade com som: Criar sons com os instrumentos para representar as emoções dos personagens.
Atividades sugeridas:
– Dia 1: Contação da história com o fantoche.
Objetivo: Introduzir os personagens.
Descrição: O professor lê a história e faz pausas para interagir.
Sugestão de material: Livro e fantoche.
– Dia 2: Dizer o que sentem.
Objetivo: Desenvolver a comunicação.
Descrição: Perguntar às crianças como os personagens se sentiram em determinados momentos da história.
Sugestão de material: Almofadas para conforto.
– Dia 3: Desenho do personagem.
Objetivo: Aperfeiçoar habilidades manuais.
Descrição: As crianças desenham o que escolheram representar da história.
Sugestão de material: Papel e lápis de cor.
– Dia 4: Recriação da história.
Objetivo: Estimular a criatividade.
Descrição: Com o fantoche, as crianças brincam de recriar partes da história.
Sugestão de material: Fantoche e materiais para cenário.
– Dia 5: Música da história.
Objetivo: Associar som e narrativa.
Descrição: Criar uma canção simples com os sentimentos expressos.
Sugestão de material: Instrumentos musicais.
Discussão em Grupo:
Promover um momento de reflexão em grupo, onde as crianças possam compartilhar o que mais gostaram da história e quais momentos acharam mais engraçados ou tristes.
Perguntas:
– Qual foi o momento mais divertido da história?
– O que você faria se estivesse no lugar do personagem?
– Como você acha que os personagens resolveram a confusão?
Avaliação:
A avaliação será contínua e formativa, observando a participação e o envolvimento das crianças nas atividades propostas, bem como sua capacidade de comunicar-se e de expressar sentimentos e emoções.
Encerramento:
Finalizar a aula com uma música que resuma a história. Convidar as crianças a se despedirem do fantoche e a refletirem sobre a importância de agir com cuidado e amizade.
Dicas:
– Utilize um tom de voz animado e gestos amplos para prender a atenção dos pequenos.
– Estimule o uso de diferentes sons durante a leitura para tornar a experiência mais dinâmica.
– Crie um ambiente aconchegante, onde as crianças se sintam seguras para se expressar.
Texto sobre o tema:
“A literatura infantil desempenha um papel essencial no desenvolvimento das crianças, principalmente na primeira infância. Livros como ‘Confusão no Mingau’ não apenas divertem, mas também oferecem importantes lições sobre emoções e relações interpessoais. Por meio de narrativas divertidas e personagens cativantes, as crianças são apresentadas a cenários que refletem suas próprias experiências. As histórias ajudam os pequenos a desenvolverem a empatia, ao se colocarem no lugar dos outros e a compreenderem que sentimentos como a alegria e a tristeza fazem parte da vida.
O uso de recursos como fantoches revela-se extremamente eficaz nesta faixa etária, facilitando a conexão entre o educador e a criança. O fantoche ganha vida nas mãos do professor, tornando a narrativa mais envolvente. Além disso, ao estimular a interação durante a leitura, o professor provoca o pensamento crítico e a capacidade de verbalização dos alunos. Assim, ao final do encontro, os pequenos não só recordarão a história, mas também as valiosas lições que ela traz.
Incorporar a arte de contar histórias no dia a dia da educação infantil é essencial para o desenvolvimento integral das crianças, ajudando-as a explorar a cultura, a linguagem e a arte. Através dessa prática, ensinamos a eles não apenas a importância das histórias, mas também a habilidade de se comunicar, interagir e sonhar. Uma aula que contemple a leitura e que possibilite o diálogo entre o educador e os alunos é, sem dúvida, um dos pilares fundamentais para a formação de cidadãos críticos e sensíveis ao seu redor.”
Desdobramentos do plano:
A abordagem proposta com a leitura do livro ‘Confusão no Mingau’ pode abrir caminhos para desdobramentos importantes em outras áreas do conhecimento. Após a leitura, o professor pode trabalhar com as crianças aspetos de artesanato, onde elas podem fazer seus próprios fantoches, aumentando a expressividade e a interação. Esta atividade irá desenvolver a coordenação motora e habilidades manuais, enfatizando o controle ao manusear materiais e ferramentas.
Outro desdobramento interessante é a exploração de diferentes emoções através da arte. Ao desenhar e pintar, as crianças poderão expressar os sentimentos que a história despertou nelas, utilizando cores e formas que transmitam a intensidade de suas emoções. Essa integração de linguagem e arte proporciona um espaço valioso para o desenvolvimento afetivo e cognitivo, contribuindo para uma formação mais ampla.
Por fim, poderá ser feita uma atividade ao ar livre, onde as crianças irão representar a história em um pequeno teatro. Entre risos e brincadeiras, as crianças se apropriarão das histórias que ouviram, revivendo-as com seus próprios olhares e gestos, promovendo assim a criação coletiva e a expressão artística como elementos principais no processo de aprendizagem.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental que os educadores estejam atentos às reações e sentimentos das crianças durante a atividade. A empatia deve orientar o trabalho, permitindo que cada pequeno se sinta seguro para se expressar. Ao criar um ambiente acolhedor e divertido, as crianças estarão mais propensas a interagir e a preferirem participar ativamente das ideias e propostas apresentadas.
A utilização de fantoches, além de tornar a dinâmica mais cativante, pode ser um estímulo a mais para a autoestima das crianças. Quando um fantoche se apresenta para contar uma história, a criança naturalmente se conecta e se ajuda a mergulhar em um universo de fantasia que promove o desenvolvimento emocional. O trabalho do educador deve ser o de criar oportunidades para que as crianças explorem suas próprias ideias e sentimentos, tudo isso através da rica interação oferecida pelas histórias.
Por fim, a avaliação deve ser um momento reflexivo, que respeite o tempo e o modo de cada criança, sem nenhuma pressão ou comparação. Dessa forma, o significante aprendizado que ocorre durante essa atividade se tornará um marco positivo na trajetória educacional de cada uma delas. Em suma, um atentado a percorrer a literatura infantil com leveza, carinho e disposição para aprender juntos com as crianças.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
– Atividade com Fantoche: O educador pode criar fantoches de diferentes personagens, dando uma nova abordagem às histórias, onde as crianças podem atuar e vivenciar como os personagens se comportariam em novas situações.
– Teatro de Sombras: Usar uma tela branca e a luz de lanternas para criar um teatro de sombras. As crianças podem brincar de contar a história projetando suas silhuetas e discutindo o que acontece com os personagens.
– Contação de Histórias em Dupla: Formar duplas entre as crianças para que elas criem pequenas histórias a partir de desenhos feitos com a ajuda de fantoches, promovendo a imaginação coletiva.
– Caça ao Tesouro da História: Criar uma caça ao tesouro no espaço da sala, onde as crianças têm que encontrar objetos que representam sentimentos ou situações da história, promovendo a reflexão e a exploração.
– Música e Movimento: Utilizar canções infantis para acompanhar a história, onde as crianças podem dançar e representar os diferentes momentos da narrativa, unindo movimento e expressão corporal com a estrutura da história.
Essas sugestões devem estimular tanto a criatividade quanto a cognição das crianças, garantindo que elas desfrutem do aprendizado de maneira divertida e envolvente.

