“Plano de Aula Inclusivo: Explorando a Simetria no 7º Ano”

Este plano de aula sobre simetria tem como objetivo proporcionar uma análise detalhada das propriedades simétricas em figuras, sendo especialmente adaptado para alunos do 7º ano do Ensino Fundamental, incluindo aqueles com deficiência intelectual, autismo e F70. O conteúdo será abordado de forma inclusiva e acessível, utilizando diferentes recursos e atividades que facilitem a compreensão. A simetria é um aspecto fundamental da matemática e da arte, e sua exploração pode enriquecer a percepção estética e lógica dos alunos.

Tema: Simetria
Duração: 40 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 7º Ano
Faixa Etária: 12 anos

Objetivo Geral:

Compreender e identificar a simetria em diversas figuras geométricas, relacionando o conceito matemático à sua aplicação em diferentes contextos, como na arte e na natureza, promovendo a inclusão e a participação ativa de todos os alunos.

Objetivos Específicos:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

1. Reconhecer figuras simétricas em diferentes contextos.
2. Construir figuras simétricas utilizando instrumentos de desenho.
3. Relacionar a simetria a elementos artísticos e naturais.
4. Estimular a criatividade e a expressão individual por meio de atividades práticas.

Habilidades BNCC:

(EF07MA20) Reconhecer e representar, no plano cartesiano, o simétrico de figuras em relação aos eixos e à origem.
(EF07MA21) Reconhecer e construir figuras obtidas por simetrias de translação, rotação e reflexão, usando instrumentos de desenho ou softwares de geometria dinâmica e vincular esse estudo a representações planas de obras de arte, elementos arquitetônicos, entre outros.

Materiais Necessários:

– Lápis e borracha
– Régua e compasso
– Papel branco e colorido
– Tesoura
– Cola
– Cartolina
– Materiais de arte como tintas, pincéis e lápis de cor
– Computador ou tablet (opcional, para uso de softwares de geometria)

Situações Problema:

1. Como podemos identificar a simetria em nosso dia a dia?
2. Quais figuras geométricas são simétricas?
3. Como podemos criar uma obra de arte usando a simetria?

Contextualização:

A simetria está presente em diversas áreas, como na natureza, arte e arquitetura. Por exemplo, as asas de uma borboleta e a construção de edifícios apresentam simetria. Este reconhecimento pode ajudar os alunos a verem a matemática de forma mais ampla e conectada ao mundo. Além disso, a exploração do conceito para alunos com deficiências exige uma abordagem diferenciada, que promova a inclusão e o respeito às diversas maneiras de apreender o conhecimento.

Desenvolvimento:

1. Introdução ao Tema (5 minutos)
Apresentar exemplos visuais de simetria, como esculturas, arquitetura, flores e formas geométricas. Fazer perguntas abertas para instigar o raciocínio dos alunos sobre onde já viram simetria.

2. Explanação do Conceito (10 minutos)
Explicar os tipos de simetria: simetria de reflexão (espelho) e simetria rotacional. Utilizar exemplos concretos e visuais, como dobrar um papel ao meio para mostrar como as duas metades são iguais.

3. Atividade Prática (20 minutos)
Passo 1: Cada aluno deve desenhar uma figura no centro da folha.
Passo 2: Usar a régua e o compasso para criar a simetria em relação a um eixo; por exemplo, desenhar as partes da figura de forma que os lados sejam espelhados.
Passo 3: Colorir e enfeitar as figuras criadas, explorando a criatividade.
Sugestões de Adaptação: Para alunos com dificuldades motoras, permitir que utilizem colagem de formas previamente recortadas.

4. Discussão dos Resultados (5 minutos)
Exibir as criações dos alunos e discutir sobre as diferentes formas de simetria que foram utilizadas, promovendo uma troca de ideias sobre o que aprenderam com a atividade.

Atividades sugeridas:

1. Identificação de Simetrias na Natureza (1º dia – 40 min):
Objetivo: Identificar e registrar simetrias em fotografias de natureza e arte.
Descrição: Pesquisar e levar imagens que apresentem simetria.
Materiais: Revistas, jornais, papel, canetinhas.

2. Criação de Mandalas (2º dia – 40 min):
Objetivo: Construir uma mandala que contenha elementos simétricos.
Descrição: Utilizar compasso e régua para criar formas de mandala, colorindo com tintas ou lápis de cor.
Materiais: Papéis, tintas, escadas.

3. Visita a Obras de Arte (3º dia – 40 min):
Objetivo: Observar como a simetria é utilizada em obras de arte famosas.
Descrição: Visitar um museu ou explorar galerias online, discutindo.
Materiais: Impressões de obras de arte.

4. Experimento com Espelhos (4º dia – 40 min):
Objetivo: Explorar a simetria de reflexão usando espelhos.
Descrição: Criar figuras usando espelhos e ver a imagem refletida.
Materiais: Espelhos pequenos, papel, canetinhas.

5. Desenho Matemático (5º dia – 40 min):
Objetivo: Criar um desenho utilizando simetria rotacional.
Descrição: Criar um desenho que se repita a partir de um ponto.
Materiais: Papel, lápis, régua, compasso.

Discussão em Grupo:

– Como a simetria aparece em suas vidas?
– Como se sentiram ao trabalhar com simetria?
– Que novos conhecimentos adquiriram sobre este conceito?

Perguntas:

1. O que é simetria?
2. Você pode encontrar simetria em outros lugares? Cite exemplos!
3. Como a simetria afeta o nosso cotidiano?

Avaliação:

– Observação da participação nas atividades práticas.
– Avaliação dos desenhos e mandalas criados, levando em conta a inclusão de simetria.
– Discussão oral sobre as descobertas feitas durante as atividades.

Encerramento:

Revisar os conceitos discutidos e coletar feedback dos alunos sobre o que mais gostaram de aprender. Compartilhar como a simetria influencia a arte, a natureza, e a matemática.

Dicas:

1. Adapte a linguagem e os exemplos para alunos com diferentes níveis de entendimento.
2. Utilize recursos visuais como vídeos sobre simetria na natureza.
3. Incentive a criatividade, permitindo que os alunos expressem a simetria de maneiras que fazem sentido para eles.

Texto sobre o tema:

A simetria é um conceito amplo que se manifesta de diversas maneiras em nosso cotidiano, incluindo a arte, a arquitetura e até mesmo na natureza. A simetria de reflexão, por exemplo, é aquela em que uma figura ou objeto pode ser dividido em duas partes iguais por um plano. Uma boa analogia disso pode ser visualizada em folhas de papel dobradas ao meio. Quando se desdobra, é possível observar duas metades que se espelham, criando uma totalidade que se complementa. Por outro lado, a simetria rotacional nos mostra que certas figuras, como círculos ou flores, podem ser giradas e ainda parecer idênticas em diferentes ângulos.

Além de ser um conceito matemático, a simetria possui uma importância significativa em diversas áreas artísticas, como encenações teatrais e obras de grandes mestres como Leonardo da Vinci, que, em seus retratos, utilizava proporções simétricas para criar harmonia e beleza. Nos dias atuais, a simetria pode ser vista em design gráfico, onde composições visuais equilibradas e bem estruturadas atraem a atenção e geram interesse. Na natureza, a simetria é uma característica comum entre muitos organismos, como o corpo de borboletas e flores, que atraem polinizadores. Essa beleza nas formas simétricas também nos leva a refletir sobre como as proporções e equilibros impactam nossas vidas.

Dessa forma, entender a simetria não é apenas um exercício matemático, mas também uma oportunidade para conectar-se com o mundo de uma maneira mais profunda. A apreciação e a aplicação da simetria podem enriquecer nossa visão estética e crítica, além de desenvolver habilidades de observação e criatividade. Estimular os alunos a reconhecerem e a criarem simetrias traz uma necessidade de concreteza a um conceito que, apesar de abstrato, é fundamental no entendimento tanto da matemática quanto da representação artística.

Desdobramentos do plano:

Explorar a simetria em contextos variados oferece inúmeras possibilidades de aprendizado. Primeiramente, as figuras simétricas podem ser utilizadas em atividades de matemática aplicada a a geometria, proporcionando uma compreensão prática e visual do conceito. Os alunos podem desenvolver habilidades motoras, como o uso de compasso e régua, se familiarizando com as ferramentas que auxiliam na representação gráfica. A prática artística, como na criação de mandalas, promove maior engajamento com os alunos, favorecendo a inclusão dos que apresentam dificuldades, permitindo que cada um expresse sua visão de mundo através da arte e da matemática.

Em segundo lugar, reflexões sobre a simetria na natureza podem gerar discussões sobre temas ambientais e científicos, ligados à biodiversidade. Usar plantas, animais e fenômenos naturais para demonstrar simetrias não apenas fortalece o conhecimento matemático, mas também sensibiliza os alunos para questões ecológicas e a importância da preservação ambiental. Propor visitas a locais que apresentem representações artísticas simétricas também pode ser uma forma lúdica de aprender e conectar a sala de aula com o mundo fora dela.

Por fim, o plano pode ser ampliado para incluir um projeto final onde os alunos, agrupados, criariam uma obra de arte pública ou uma apresentação onde demonstram suas criações artísticas baseadas na simetria. Isso não só culminaria em uma experiência colaborativa, mas também celebraria o trabalho dos alunos, desenvolvendo senso de pertencimento e compromisso com a comunidade escolar. Eles perceberão que a matemática e a arte não são disciplinas isoladas, mas interligadas em suas manifestações.

Orientações finais sobre o plano:

Ao aplicar este plano, é crucial fomentar um ambiente inclusivo onde todos os alunos se sintam valorizados e respeitados. As adaptações necessárias para alunos com deficiência intelectual e autismo devem ser continuamente avaliadas e ajustadas para garantir a participação efetiva. A metodologia diferenciada e o uso de recursos visuais e táteis podem auxiliar na compreensão dos conceitos de forma acessível.

O professor deve sempre estar atento às interações dos alunos, promovendo um diálogo que encoraje a troca de experiências e conhecimentos. Estimular a criatividade e a expressão individual é fundamental para o sucesso da aprendizagem, principalmente em atividades práticas. Ao final de cada atividade, é importante promover uma reflexão coletiva, onde os alunos possam compartilhar o que aprenderam e como se sentiram durante as experiências.

Além disso, este plano pode ser continuamente aprimorado ao longo do tempo. O feedback dos alunos sobre as atividades realizadas pode trazer novas ideias e experiências que enriqueçam as aulas futuras, tornando-as ainda mais relevantes e conectadas à realidade dos alunos. Promover essa dinâmica é essencial para moldar práticas pedagógicas que sejam inclusivas e que abarquem a diversidade de aprendizagens e expressões dentro da sala de aula.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Jogo da Simetria: Os alunos devem cobrir figuras assimétricas desenhadas em uma folha. Um aluno desenha enquanto o outro cobra a metade simétrica. Essa atividade pode ser adaptada usando figurinhas para incluir a motoridade fina.

2. Corrida de Simetria: Em duplas, os alunos têm que desenhar figuras que sejam simétricas, competindo entre si. O desafio pode ser realizado com diferentes instrumentos, incentivando a exploração.

3. Mosaico Simétrico: Utilizando recortes de papel colorido, os alunos criam um mosaico refletindo simetrias. Após a atividade, uma exposição das obras pode ser realizada.

4. Teatro Simétrico: Esse jogo envolve tanto a matemática quanto a expressão corporal. Os alunos devem formar pares e se posicionar em posições simétricas uns em relação aos outros.

5. Simetria Musical: Criar ritmos utilizando instrumentos onde cada aluno se posiciona de maneira simétrica. O professor pode explorar como a simetria se aplica a padrões e sonoridades na música, integrando aulas de arte e dança.

Este plano bem estruturado não apenas aborda a matemática sob uma nova luz, mas também insere os alunos em um espaço de cocriação, respeito e aprendizagem diversificada, refletindo a luta pela inclusão na educação.


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