Plano de Aula: Historinha cantada a cobra não tem pé (Educação Infantil) – Criancas bem pequenas

Este plano de aula é voltado para Crianças Bem Pequenas, abrangendo uma faixa etária de 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses. A proposta de utilizar a historinha cantada “A cobra não tem pé” visa trabalhar a música e a linguagem de forma divertida, estimulando a criatividade e a imaginação das crianças. Através dessa metodologia, será possível introduzir conceitos básicos de sons, movimentos e interações sociais, o que contribui significativamente para o desenvolvimento integral dos alunos dessa faixa etária.

O enfoque na musicalidade das histórias ajuda a criar uma atmosfera lúdica e envolvente, permitindo que as crianças participem ativamente na construção do conhecimento. A experiência de contar e cantar a historinha promove não apenas a interação com o texto, mas também o >>desenvolvimento da linguagem, habilidades motoras<< e a socialização entre os pequenos. A aula será desenvolvida de maneira que todos os alunos possam se envolver, respeitando suas individualidades e ritmos de aprendizado.

Tema: Historinha cantada – A cobra não tem pé
Duração: 15 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Estimular o desenvolvimento oral e motor das crianças por meio da contação e encenação da historinha cantada “A cobra não tem pé”, promovendo também a interação e o cuidado nas relações sociais.

Objetivos Específicos:

– Fomentar a expressão oral e a escuta ativa durante a música.
– Desenvolver a coordenação motora através dos movimentos que representam a cobra.
– Estimular o compartilhamento e as interações sociais durante a atividade.
– Proporcionar um espaço que permita que cada criança comunique-se e se expresse de forma autêntica.

Habilidades BNCC:

Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
– (EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
– (EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.

Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
– (EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
– (EI02CG03) Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar).

Campo de Experiências “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
– (EI02TS01) Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais para acompanhar diferentes ritmos de música.
– (EI02TS03) Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas.

Campo de Experiências “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
– (EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
– (EI02EF02) Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda.

Materiais Necessários:

– Aparelho de som ou caixa de som.
– Bonecos de cobra ou fantoches (se disponível).
– Instrumentos musicais simples (como chocalhos ou pandeiros).
– Material colorido para desenhar (opcional).

Situações Problema:

– Como podemos imitar a cobra e nos mover como ela?
– Quais sons podemos fazer para representar os animais da historinha?

Contextualização:

A historinha “A cobra não tem pé” é uma narrativa divertida e cheia de ritmo, que apresenta a cobra de forma lúdica. Através desse conto, as crianças irão explorar a sonoridade das palavras e movimentos que imitam o deslizar da cobra, além de interagir com colegas e professores. A abordagem propicia um espaço seguro para que façam perguntas e compartilhem suas impressões sobre o que estão ouvindo e sentindo.

Desenvolvimento:

1. Acolhimento (2 minutos): Receber as crianças com música suave enquanto se acomodam em um círculo.
2. Apresentação da História (5 minutos): Contar a história da cobra cantando trechos da música. Utilizar recursos como sons de cobra e gestos que representem o ato de deslizar.
3. Imitação e Movimento (5 minutos): Pedro deve perguntar às crianças como a cobra se move e levá-las a imitar com gestos e sons. Incentivá-las a se movimentar pelo espaço, explorando as noções de “em cima”, “em baixo”, “dentro” e “fora”.
4. Interação e Compartilhamento (3 minutos): Propor que as crianças compartilhem como se sentiram ao atuar como cobras, incentivando o diálogo e a partilha de sentimentos.

Atividades sugeridas:

Ao longo de uma semana, diversas atividades podem complementá-la:

1. Dia 1 – Contação de História:
Objetivo: Familiarizar as crianças com a narrativa.
Descrição: Contar a história usando um boneco. O professor utiliza expressões faciais e diferentes tons de voz.
Materiais: Boneco de cobra.
Instruções: Incentivar as crianças a se juntarem na contação, fazendo perguntas simples sobre a história.

2. Dia 2 – Dança da Cobra:
Objetivo: Explorar movimentação corporal.
Descrição: Criar coreografia simples imitando uma cobra.
Materiais: Música da historinha.
Instruções: Reproduzir a música e incentivar a movimentação.

3. Dia 3 – Sons da Cobra:
Objetivo: Trabalhar a identificação de sons.
Descrição: Focar na criação de sons que a cobra faz.
Materiais: Instrumentos musicais.
Instruções: Incentivar a experimentação com os instrumentos disponíveis.

4. Dia 4 – Criação Artística:
Objetivo: Estimular a criatividade.
Descrição: Colorir imagens da cobra enquanto se fala sobre a história.
Materiais: Lápis de cor e folhas.
Instruções: Fazer uma roda e trocar os desenhos.

5. Dia 5 – Roda de Conversa:
Objetivo: Estimular participação e diálogo.
Descrição: Reunir as crianças para conversarem sobre o que aprenderam.
Materiais: Não se aplica.
Instruções: Fazer perguntas abertas e incentivar respostas.

Discussão em Grupo:

Promover uma roda de conversa após as atividades, onde as crianças podem compartilhar suas experiências e sentimentos durante as atividades. Perguntas a serem feitas podem incluir: “Como você se sentiu quando foi a cobra?” ou “O que mais gostou de fazer?”

Perguntas:

– O que a cobra diz quando está se movendo?
– Você se lembra do que a cobra não tem?
– Como você se sentiu quando dançou como a cobra?

Avaliação:

A avaliação será formativa, observando as interações e participações das crianças nas atividades, seu engajamento e a forma como se expressam durante o processo de aprendizagem.

Encerramento:

Finalizar a aula com uma música de despedida, reforçando a importância do que foi aprendido. Agradecer a atenção e o envolvimento das crianças, estimulando a continuidade da prática musical e da leitura em casa.

Dicas:

– Utilize objetos que consigam representar a cobra.
– Crie um ambiente lúdico, seguro e acolhedor para as crianças se sentirem à vontade.
– Esteja atento ao ritmo das crianças e ajuste as atividades conforme suas reações e participação.

Texto sobre o tema:

A historinha “A cobra não tem pé” oferece uma grande oportunidade para as crianças explorarem a linguagem de maneira lúdica. Esta narrativa é particularmente eficaz pois aliada à música, desperta o interesse e a atenção dos pequenos, além de estimular a imaginação e a criatividade.

Através da musicalidade, a história se torna não só uma forma de entreter, mas também um poderoso recurso pedagógico que envolve aspectos educativos significativos. As cantigas, por sua vez, são fontes de aprendizado que favorecem o reconhecimento de sons, ritmos e até mesmo uma consciência fonológica emergente. Este momento de contação se transforma em uma ocasião em que as crianças podem não só aprender novos vocabulários, mas também compreender a estrutura das histórias, promovendo a narrativa e o diálogo.

Além disso, as interações sociais proporcionadas pela contação, pelo movimento e pela música são fundamentais para o desenvolvimento da empatia e do respeito entre os colegas. As crianças, ao se colocarem no lugar de um animal que não possui um elemento normal como “pés”, podem desenvolver uma percepção mais ampla sobre as diferenças e habilidades de outros seres, aumentando sua compreensão do mundo ao seu redor.

Desdobramentos do plano:

Os desdobramentos deste plano de aula podem ser variados e oportunizam um aprendizado contínuo. Poderíamos planejar uma sequência didática utilizando novas histórias populares ou poemas da literatura infantil, priorizando sempre o lúdico. Além disso, poderia haver integração de diferentes mídias, como vídeos que abordem o tema das serpentes de maneira educativa, para proporcionar uma experiência visual e auditiva rica.

Outra possibilidade de desdobramento é a inclusão de um projeto de exploração do espaço físico, onde as crianças poderiam explorar o ambiente ao seu redor e identificar outros animais que, assim como a cobra, possuem maneiras diferentes de se movimentar. Elas poderiam observar como esses animais camuflam-se e comportam-se em seu habitat natural, permitindo uma conexão maior entre o conteúdo da aula e a vida real. Isso também reforçaria a autonomia e a observação crítica.

Por fim, a proposta de um momento de musicalidade semanal, onde as crianças possam trazer suas canções preferidas e compartilhar com os colegas, não apenas reforçaria a interação social mas também permitiria que as crianças experimentem a prática de contar e cantar, criando um vínculo mais profundo com a linguagem e a música, fundamentais para seu desenvolvimento.

Orientações finais sobre o plano:

Ao implementar este plano de aula, é crucial que os educadores estejam sensíveis às reações e necessidades das crianças. O acompanhamento constante da dinâmica do grupo permite ajustes que beneficiem todos, garantindo que cada atividade respeite os limites e peculiaridades de cada aluno.

A personalização das atividades é um aspecto chave. O uso de diferentes estratégias para atender crianças com diferentes picos de desenvolvimento motor ou comunicacional pode transformar a experiência educativa em algo mais inclusivo e prazeroso. Uma abordagem centrada no aluno é sempre recomendada, permitindo que as crianças se sintam valorizadas e reconhecidas.

Por último, um ótimo fechamento do plano pode ser alcançado com o compartilhamento das experiências em um mural ou espaço de interação, onde as crianças poderão deixar registros do que aprenderam, incentivando um sentido de pertencimento e divisão do que foi vivido durante a aula. Este tipo de prática potencializa a inclusão e a cooperação, formando assim uma comunidade de aprendizado mais sólida e interativa.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de Fantoches: Criar um pequeno teatro utilizando os fantoches de cobra e outros animais. O objetivo é que as crianças interajam com as histórias, antecipando eventos e criando desfechos alternativos para a narrativa. Isso estimula a criatividade e a expressão oral.

2. Caça ao Som: Organizar uma atividade ao ar livre onde as crianças imitam o som de diferentes animais com os quais a cobra poderia se encontrar, explorando a diversidade sonora e suas características, criando um ambiente rico em estímulos auditivos.

3. Caminhando como a Cobra: Criar um jogo no qual as crianças devem imitar a maneira como a cobra se move, rastejando, enquanto reconhecem diferentes texturas do chão — grama, areia, etc. Isso pode contribuir com a exploração sensorial.

4. Músicas com Gestos: Promover um momento onde crianças criem gestos específicos para diferentes partes da música “A cobra não tem pé”. Isso ajuda na associação de movimento com música e o desenvolvimento motor.

5. Livro de Histórias: Encorajar as crianças a criar seu próprio livro ilustrado sobre a cobra, com a ajuda do professor. Essa atividade não apenas reforça a aprendizagem da leitura, mas desenvolve a coordenação motora e a criatividade.

Este plano de aula proporciona uma abordagem educativa rica e lúdica, otimizando a interação dos alunos enquanto promove conhecimento sobre a vida e os movimentos da cobra, de modo que se sintam envolvidos e realizados ao longo de sua jornada de aprendizado.


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