Plano de Aula: Halloween (Ensino Fundamental 2) – 6º Ano

A proposta deste plano de aula é permitir que os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental II do Brasil explorem o tema do Halloween, sob uma perspectiva crítica e contemporânea, com enfoque nas tradições e mitos relacionados a esta festividade também no Brasil. Com isso, pretende-se desmistificar preconceitos e oferecer uma visão plural e diversa sobre como diferentes culturas celebram esta data.

O plano é estruturado para promover não apenas o conhecimento sobre a festa do Halloween, mas também para desenvolver habilidades de análise e reflexão crítica nos alunos, em consonância com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A ideia é que, ao final, os alunos consigam contextualizar o Halloween dentro de uma realidade brasileira, compreendendo sua origem, evolução e os impactos sociais e culturais que ele pode ter apresentado em nosso país.

Tema: Halloween
Duração: 50 Minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: 11 a 13 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover uma compreensão crítica e criativa sobre o Halloween, abordando suas origens, tradições e mitos, e permitindo que os alunos desenvolvam habilidades de pesquisa e argumentação.

Objetivos Específicos:

1. Identificar as origens e significados do Halloween.
2. Compreender as tradições associadas a essa festividade e como elas se traduzem no Brasil.
3. Desenvolver habilidades de pesquisa e apresentação sobre o tema.
4. Estimular o pensamento crítico em relação à cultura popular e suas influências.

Habilidades BNCC:

– (EF06LP01) Reconhecer a impossibilidade de uma neutralidade absoluta no relato de fatos e identificar diferentes graus de parcialidade.
– (EF06LP11) Utilizar, ao produzir texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: tempos verbais, concordância nominal e verbal, regras ortográficas, pontuação etc.
– (EF67LP04) Distinguir, em segmentos descontínuos de textos, fato da opinião enunciada em relação a esse mesmo fato.

Materiais Necessários:

– Projetor e computador
– Papelote e canetas coloridas
– Acesso à Internet para pesquisa
– Folhas para anotações
– Texto de pesquisa pré-selecionado sobre Halloween e sua tradução no Brasil

Situações Problema:

– Como a festa do Halloween foi transformada ao chegar ao Brasil?
– Que mitos e tradições brasileiras podem ser comparados com as do Halloween?

Contextualização:

O Halloween é uma festividade com raízes celtas, celebrada no dia 31 de outubro. No Brasil, por ser culturalmente diverso, o Halloween foi mesclado com algumas tradições locais, resultando em celebrações variadas. Neste sentido, é importante que os alunos saibam que as culturas se influenciam mutuamente, e que o Halloween pode ser uma oportunidade para aprender sobre isso.

Desenvolvimento:

1. Introdução (10 min): Apresentar uma breve história do Halloween, ressaltando sua origem e transformação ao longo do tempo. Em seguida, iniciar uma discussão rápida sobre as expectativas dos alunos em relação à festa e como ela é percebida em sua comunidade.

2. Pesquisa orientada (20 min): Dividir os alunos em grupos e distribuir diferentes temas para pesquisa, como:
– As origens celtas do Halloween
– A transformação do Halloween no Brasil
– Comparação entre Halloween e festividades brasileiras como o Dia de Finados e o Dia das Bruxas.
Sugira que utilizem dispositivos (como celular ou tablet) ou materiais impressos. Eles devem anotar informações relevantes e um resumo.

3. Apresentações (15 min): Cada grupo terá 3 minutos para apresentar suas descobertas para a classe. Incorpore os conceitos de oratória e argumentação a essa atividade, estimulando os alunos a respeitarem os turnos de fala e formularem perguntas.

4. Discussão em grupo (5 min): Conclua a atividade com uma discussão em grupo sobre o que mais os intrigou nas apresentações e o que aprenderam sobre a forma como celebramos diferentes tradições culturais.

Atividades sugeridas:

1. Criação de Cartazes: Os alunos podem criar cartazes que representem as tradições do Halloween no Brasil, utilizando desenhos e colagens.
Objetivo: Estimular a criatividade e a expressão artística.
Materiais: Cartolinas, revistas, tesoura e cola.

2. Debate sobre Mitos e Realidades: Promova um debate onde cada grupo defende uma perspectiva sobre o Halloween e suas implicações culturais.
Objetivo: Desenvolver o discurso argumentativo e respeitar opiniões divergentes.

3. Criação de Mitos: Os alunos podem criar suas próprias histórias de “Halloween”, misturando elementos de suas tradições locais com as do Halloween.
Objetivo: Incentivar a construção narrativa e a criatividade.

Discussão em Grupo:

1. O que o Halloween revela sobre como às vezes as culturas se misturam?
2. Como as tradições e as festividades evoluem ao longo do tempo?

Perguntas:

1. Quais são algumas tradições do Halloween que são exclusivas ao Brasil?
2. Como você se sentiria se uma tradição de outra cultura fosse adotada pela sua comunidade?

Avaliação:

Os alunos devem ser avaliados de maneira contínua, com base na participação nas atividades, a qualidade das pesquisas realizadas e a apresentação das informações. Também será considerado o trabalho em grupo e a capacidade de argumentação.

Encerramento:

A atividade deve concluir com uma reflexão sobre como o conhecimento cultural é importante e pode enriquecer nossa compreensão sobre a diversidade do mundo. Os alunos devem ser incentivados a levar esses aprendizados para além da sala de aula, desenvolvendo um olhar crítico sobre outras festividades e mitos que compõem nossa sociedade.

Dicas:

– Utilize recursos audiovisuais para ilustrar as tradições do Halloween.
– Proporcione um espaço seguro onde todos se sintam confortáveis para compartilhar suas ideias e opiniões.
– Encoraje os alunos a trazerem exemplos de suas próprias experiências relacionadas às tradições culturais.

Texto sobre o tema:

O Halloween, embora tenha suas origens profundamente enraizadas na cultura celta, vem ganhando contornos particulares à medida que se espalha pelo mundo. No Brasil, por exemplo, sua popularidade cresceu nos últimos anos, especialmente entre as crianças e adolescentes. Este fenômeno pode ser influenciado pela globalização e pela troca cultural proporcionada pela mídia e pela internet. O Halloween no Brasil é, em muitos casos, uma mera representação dos elementos festivos como fantasias e doces, sem a profundidade dos rituais que marcam sua origem.

Além disso, a maior parte das interações culturais ocorre com certa superficialidade, destacando-se as celebrações sem a reflexão crítica que envolve a discussão sobre o que essas celebrações significam verdadeiramente. Por isso, contextualizar o Halloween dentro do cenário brasileiro é essencial para a construção de um conhecimento mais profundo. Ao fazer isso, podemos não apenas celebrar as diferenças culturais, mas também criar um espaço para diálogos mais ricos e significativos sobre a diversidade.

É fundamental promover uma apropriação crítica de festividades culturais, onde alunos reconheçam que o Halloween, assim como outras festividades, é passível de ressignificação e que suas celebrações podem coexistir de maneira harmônica com as tradições locais. Portanto, ao discutir essas temáticas em classe, estamos contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e respeitosos.

Desdobramentos do plano:

Este plano pode ser expandido em diversas direções, considerando que a cultura é uma construção dinâmica e multifacetada. Os alunos podem explorar festividades de outras culturas, promovendo um projeto de pesquisa comparativa que aborde celebrações como o Dia de Finados, o Natal e o Carnaval, por exemplo. Assim, desenvolvemos a habilidade crítica e a empatia. Outra possibilidade de desdobramento é a produção de um evento escolar que envolva apresentações e painéis sobre diversas tradições. Essa atividade poderia ser ampliada com a participação da comunidade escolar, convidando familiares e outros alunos a trazer uma nova perspectiva sobre cada celebração.

É sempre importante lembrar que o conhecimento pode e deve ser construído coletivamente. Isso cria raízes mais profundas na compreensão cultural, além de promover o respeito pela diversidade que caracteriza não só o Brasil, mas o mundo todo.

Orientações finais sobre o plano:

Os educadores devem atuar como mediadores, proporcionando um ambiente onde o respeito e a curiosidade se construam em torno das diferenças culturais. Fóruns de discussão são essenciais, propiciando o treinamento dos alunos em habilidades de argumentação e retórica, além de enriquece-los ao apresentar múltiplos pontos de vista. É importante que cada aluno se sinta parte integral da discussão, criando um sentimento de pertencimento e valorização de sua voz.

Por fim, é crucial documentar as atividades com fotos e feedback dos alunos, gerando um material que pode ser compartilhado com outros educadores e alavancar futuras discussões. Isso também reforça a cultura da autoavaliação e da melhoria contínua no processo educativo.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de Fantoches: Os alunos podem criar fantoches representando diferentes personagens do Halloween e encenar uma rápida peça que narre a origem da data. Os fantoches devem ser feitos de materiais recicláveis, estimulando a criatividade e a conscientização ambiental.

2. Caça ao Tesouro: Organize uma caça ao tesouro temática onde os alunos têm que encontrar objetos relacionados ao Halloween espalhados pela escola. Isso pode incluir símbolos das tradições locais e internacionais, promovendo uma compreensão prática das discussões em sala.

3. Concurso de Fantasias: Realizar um desfile onde os alunos se vistam representando as diferentes formas de celebrar o Halloween ao redor do mundo e possam explicar a escolha de seus trajes.

4. Oficina de Contos de Terror: Crie um espaço em sala para que os alunos contem contos de terror em pequenas rodas, desenvolvendo a habilidade de contação de histórias e promovendo um espaço lúdico e criativo.

5. Embalar Doces Populares: Os alunos podem fazer uma embalação de doces e depois trocá-los. Isso incentivará a tradição de dar e receber, promovendo uma interação divertida e cultural entre os alunos.

Essas atividades não só proporcionam diversão como também reforçam a interação e o aprendizado em grupo, o que é fundamental para o desenvolvimento social dos alunos nesta fase.


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