Plano de Aula: familia (Ensino Fundamental 1) – 2º Ano
O plano de aula que apresento abaixo tem como foco o tema da família, utilizando a matemática para desenvolver histórias que envolvem números e operações. Nesta aula, dedicada ao 2º ano do Ensino Fundamental, iremos trabalhar com problemas matemáticos que giram em torno dos contextos familiares, estimulando o raciocínio lógico e a criatividade dos alunos.
Tema: Matemática: Histórias Matemáticas sobre a Família
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 2º Ano
Faixa Etária: 8 anos
Objetivo Geral:
Promover o entendimento de problemas matemáticos através do contexto familiar, utilizando histórias que envolvem adição e subtração com números naturais.
Objetivos Específicos:
– Explorar o conceito de adição e subtração no contexto familiar, fomentando a criatividade dos alunos na elaboração de histórias.
– Desenvolver a capacidade de resolver problemas matemáticos relacionados à vida cotidiana, especificamente à dinâmica familiar.
– Estimular a escrita e a formalização de problemas matemáticos a partir de histórias.
Habilidades BNCC:
– (EF02MA06) Resolver e elaborar problemas de adição e de subtração, envolvendo números de até três ordens, com os significados de juntar, acrescentar, separar, retirar, utilizando estratégias pessoais ou convencionais.
– (EF02MA03) Comparar quantidades de objetos de dois conjuntos, por estimativa e/ou por correspondência (um a um, dois a dois, entre outros), para indicar “tem mais”, “tem menos” ou “tem a mesma quantidade”, indicando, quando for o caso, quantos a mais e quantos a menos.
Materiais Necessários:
– Lousa e giz ou canetas coloridas.
– Papel e caneta para que os alunos escrevam suas histórias.
– Recursos visuais, como imagens de famílias e atividades impressas com problemas matemáticos.
– Recurso manipulável, como blocos de contagem ou fichas para ajudar na visualização dos números.
Situações Problema:
Os alunos devem criar problemas matemáticos baseados em situações do cotidiano que envolvem a família. Por exemplo:
– “Se João tem 3 irmãos e a sua mãe trouxe mais 2 doces para casa, quantos doces eles têm no total?”
– “Se a família de Ana vai ao parque e 4 pessoas vão, mas 2 voltam para casa, quantas pessoas ficam no parque?”
Contextualização:
Iniciar a aula perguntando aos alunos sobre suas próprias famílias, incentivando-os a falar sobre quantas pessoas moram em suas casas e quais são os seus laços de parentesco. Essa discussão inicial ajudará a conectar o conteúdo da aula às experiências pessoais de cada aluno e a criar um ambiente mais colaborativo e interativo.
Desenvolvimento:
1. Introdução: Começar a aula explicando que usaremos a família como tema para criar problemas matemáticos. Exibir alguns exemplos simples e interativos na lousa.
2. Criação de Histórias: Dividir os alunos em grupos pequenos e pedir que cada grupo pense em uma história sobre a sua família que possa ser transformada em um problema matemático.
3. Escrita do Problema: Cada grupo deve escrever seu problema na lousa. O professor pode auxiliar os alunos nesse processo, garantindo que as histórias tenham elementos matemáticos claros, como números e operações a serem realizadas.
4. Resolução: Após os problemas serem escritos, os alunos devem resolver as situações apresentadas por outros grupos. Promover um momento de discussão em que os grupos possam explicar sua lógica na resolução.
5. Feedback: Finalizar a atividade com um feedback geral, comentando sobre as diferentes abordagens que foram utilizadas e reforçando os conceitos matemáticos envolvidos.
Atividades sugeridas:
Dia 1:
– Criar uma história: Em grupos, elaborar uma história simples sobre um passeio em família que envolva adições. Desenhar a situação.
Objetivo: Estimular a criatividade e introduzir problemas matemáticos.
Materiais: Papel e lápis, imagens de parques, e figuras de família.
Dia 2:
– Problemas de Subtração: Criar problemas envolvendo a subtração a partir de compras feitas pela família. Por exemplo: “A mãe comprou 10 maçãs, e 3 pessoas comeram, quantas maçãs sobraram?”.
Objetivo: Trabalhar com subtração de maneira contextualizada.
Materiais: Cartões de compras, papel, lápis.
Dia 3:
– Soma com Brincadeiras: Propor situações de soma utilizando jogos. Exemplo: Se há X brinquedos e cada amigo traz Y brinquedos, como ficamos?
Objetivo: Fazer a ponte entre as operações e o cotidiano.
Materiais: Brinquedos diversos, folhas para anotações.
Dia 4:
– Culminância de Problemas: Cada aluno escolhe um problema que foi elaborado por outro grupo e faz sua resolução.
Objetivo: Promover a prática na resolução e a troca de ideias.
Materiais: Lousa, canetas.
Dia 5:
– Reflexão e Feedback: Conversar sobre os desafios que encontraram nas atividades e o que aprenderam sobre adição e subtração.
Objetivo: Reflexão sobre a aprendizagem.
Materiais: Folha de reflexões sobre o que aprenderam.
Discussão em Grupo:
Promover uma discussão sobre a importância da matemática na vida cotidiana e como histórias familiares podem ser utilizadas como ferramenta para aprender matemática de uma maneira mais significativa. Perguntar aos alunos como se sentem em relação às operações matemáticas e discutir a relevância de entender o porquê dessas operações.
Perguntas:
– “Como podemos usar números para contar quantas pessoas temos na nossa família?”
– “Quais são algumas situações em que precisamos somar ou subtrair na vida diária?”
– “Você consegue pensar em outra história que poderia ser transformada em um problema matemático?”
Avaliação:
A avaliação deverá ser baseada na participação dos alunos nas discussões, a qualidade das histórias criadas em grupo e a efetividade na resolução de problemas apresentados. Além disso, é possível aplicar uma pequena atividade escrita ao final da aula, onde eles resolvem novos problemas de adição e subtração.
Encerramento:
Fechar a aula revisitando os conceitos abordados, agradecendo a participação ativa dos alunos e incentivando-os a continuar observando as relações matemáticas em suas próprias histórias familiares.
Dicas:
– Utilize imagens e histórias reais para conectar a matemática com a vida pessoal dos alunos.
– Promova um ambiente colaborativo onde todos se sintam à vontade para compartilhar seus pensamentos.
– Varie as dinâmicas de atividades para atender diferentes estilos de aprendizagem.
Texto sobre o tema:
A família é frequentemente vista como a base da sociedade, constituindo um elemento fundamental na formação do indivíduo. Desde a infância, as interações familiares oferecem não apenas amor e apoio, mas também oportunidades de aprendizado, compartilhamento de conhecimento e desenvolvimento emocional. A matemática, neste contexto, se entrelaça com a vida cotidiana das famílias, podendo ser vista em atividades simples, como preparar refeições, calcular distâncias em passeios ou até mesmo dividir o resultado de um jogo.
O contexto familiar pode ser uma rica fonte de situações problemas que envolvem a matemática. As histórias matemáticas não apenas ajudam a visualizar problemas, mas também proporcionam um espaço de co-criação em que os alunos podem não apenas praticar a resolução, mas também a interpretação e elaboração de problemas que refletem suas próprias realidades. Isso estimula a criatividade, ao mesmo tempo que fortalece a compreensão matemática.
Assim, a proposta de utilizar narrativas familiares para a elaboração de problemas matemáticos oferece um caminho inovador e envolvente para o ensino. Essa abordagem não apenas valoriza a experiência de vida dos alunos, mas também aumenta o interesse deles na matemática, mostrando como ela está presente em tudo, inclusive nas situações mais próximas do seu cotidiano. Com o uso de histórias, os alunos aprendem que a matemática não é uma matéria isolada, mas sim uma ferramenta poderosa que podemos aplicar em diversas situações.
Desdobramentos do plano:
A exploração do tema familiar em conjunto com a matemática pode ser desdobrada em diferentes áreas do currículo escolar. Por exemplo, os alunos podem ser incentivados a ouvir e registrar histórias familiares em um projeto de história, promovendo uma reflexão mais profunda sobre suas origens e a importância do parentesco. Além disso, o uso de representações gráficas, como tabelas e gráficos, pode ajudar a visualizar os dados familiares e suas características, proporcionando um link educativo entre matemática e história.
Os aspectos emocionais também podem ser considerados. Os alunos poderiam ser orientados a criar um mural familiar, onde representariam a quantidade de pessoas em cada família, trabalhando com comoções e representações visuais das ligações familiares. Além disso, projetos futuros poderiam incluir a criação de um livro de histórias que compile não apenas as narrativas matemáticas, mas também aspectos culturais e emocionais das famílias, unindo educação artística e matemática.
Finalmente, essa abordagem também pode abrir discussões sobre como diferentes culturas e sociedades percebem e valorizam a família, reconhecendo as diversas formas de organização familiar presentes em nossa sociedade. Essa perspectiva ajuda a formar cidadãos mais conscientes e respeitosos em relação à diversidade cultural, reforçando o papel da educação no desenvolvimento de empatia e respeito às diferenças.
Orientações finais sobre o plano:
Ao desenvolver um plano de aula, é essencial que o professor tenha clareza sobre os objetivos e as habilidades que deseja trabalhar. Neste plano, ao focar na família como tema central, os alunos são levados a identificar situações da vida real onde podem aplicar a matemática, tornando o aprendizado mais significativo. Isso auxilia não apenas no aprendizado técnico, mas também na construção de conexões sociais e emocionais que são fundamentais na formação do caráter e do aprendizado.
Ademais, ao implementar a metodologia de aprendizagem colaborativa, como a divisão em grupos e discussão de histórias matemáticas, os alunos não somente compartilham conhecimento, mas também desenvolvem habilidades socioemocionais, como empatia e a capacidade de ouvir os outros. Isso contribui para a formação de um ambiente de aprendizagem seguro e produtivo, onde todos se sentem valorizados.
Por fim, sempre que possível, é fundamental incentivar a autonomia dos alunos, permitindo que eles explorem e descubram diferentes maneiras de resolver problemas. Isso não só promove um aprendizado ativo, mas também desenvolve a habilidade crítica e da solução de problemas, preparando-os para os desafios futuros que encontrarão na vida pessoal e acadêmica.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
– Jogo de tabuleiro da família: Criar um jogo de tabuleiro onde os alunos respondem a perguntas matemáticas para avançar no tabuleiro. Objetivo: Reforçar conceitos de adição e subtração. Materiais: Tabuleiro, fichas, dados.
– Teatro de marionetes com histórias familiares: Incentivar os alunos a criar fantoches e encenar suas histórias, incorporando problemas matemáticos para serem resolvidos durante a peça. Objetivo: Integrar arte e matemática de maneira lúdica. Materiais: Materiais recicláveis para a confecção dos fantoches.
– Desafio do cozinheiro: Em grupos, pedir que os alunos modelem situações em que precisam calcular a quantidade de ingredientes para fazer um prato da família, envolvendo operações matemáticas. Objetivo: Aplicar matemática em situações cotidianas. Materiais: Listas de ingredientes e suas quantidades.
– Árvore genealógica e problemas de relação: Os alunos desenham suas árvores genealógicas e criam problemas a partir das relações familiares, como “Se minha avó tem 5 filhos, quantos netos ela tem se cada filho tem 2?”. Objetivo: Trabalhar com dados usando operações matemáticas. Materiais: Papel e canetas.
– Caça ao tesouro das operações: Criar uma caça ao tesouro onde pistas envolvem resolver problemas matemáticos para encontrar a próxima pista. Objetivo: Praticar adição e subtração de forma dinâmica. Materiais: Pistas escritas e locais previamente determinados para esconder os itens.
Essas sugestões são projetadas para tornar o aprendizado da matemática um processo envolvente e relevante, utilizando o contexto familiar como pano de fundo para desenvolver habilidades matemáticas essenciais.

