Plano de Aula: “Explorando Multissemiose com ‘Cartas à Terra'” (Ensino Fundamental 2) – 9º Ano

A proposta deste plano de aula é explorar o tema da Multissemiose, promovendo o entendimento dos estudantes em relação à produção de significados a partir de diferentes semioses. Os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental serão incentivados à fruição artística, ao mesmo tempo em que desenvolverão habilidades essenciais no uso de novas tecnologias, através do Minecraft Education, para criar representações baseadas em textos literários, especificamente a crônica “Cartas à Terra” da autora Eliane Potiguara.

O enfoque deste plano, além de ser multidisciplinar, também prioriza a colaboração entre alunos e docentes de diferentes áreas, permitindo uma aprendizagem rica e interconectada. Por meio de atividades práticas em laboratórios e pesquisa documental, os estudantes serão estimulados a refletir sobre as interações entre texto e imagem, som e palavra, gerando produções que exploram os limites da criatividade e aprofundam a capacidade crítica e analítica dos alunos.

Tema: Multissemiose
Duração: 6 aulas de 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 9º Ano
Faixa Etária: 14 a 15 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar aos alunos a compreensão do conceito de multissemiose a partir da leitura e análise crítica da crônica “Cartas à Terra”, incentivando a produção textual e a criação artística a partir de diferentes linguagens expressivas, principalmente através da tecnologia.

Objetivos Específicos:

Promover a análise de textos literários e suas implicações culturais;
Desenvolver habilidades de interpretação e produção textual;
Estimular a criatividade na criação de ambientes virtuais-artísticos utilizando o Minecraft;
Potencializar o uso das tecnologias digitais como ferramentas de construção de conhecimento;
Fomentar o trabalho em grupo e a discussão colaborativa entre os estudantes.

Habilidades BNCC:

(EF09LP01) Analisar e comentar a cobertura da imprensa sobre fatos de relevância social, comparando diferentes enfoques por meio do uso de ferramentas de curadoria.
(EF09LP03) Produzir artigos de opinião, tendo em vista o contexto de produção dado, assumindo posição diante de tema polêmico, argumentando de acordo com a estrutura própria desse tipo de texto e utilizando diferentes tipos de argumentos – de autoridade, comprovação, exemplificação, entre outros.
(EF89LP02) Analisar diferentes práticas (curtir, compartilhar, comentar, curar etc.) e textos pertencentes a diferentes gêneros da cultura digital envolvidos no trato com a informação e opinião.
(EF89LP03) Analisar textos de opinião (artigos de opinião, editoriais, cartas de leitores, comentários, posts de blog e de redes sociais, charges, memes, gifs etc.) e posicionar-se de forma crítica e fundamentada.
(EF69AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais, com base em temas ou interesses artísticos, de modo individual, coletivo e colaborativo, fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos e digitais.

Materiais Necessários:

Cópias da crônica “Cartas à Terra”;
Computadores ou tablets com acesso à internet;
Área de Minecraft Education;
Materiais de leitura e pesquisa sobre o povo Potiguara;
Recursos audiovisuais (projetor, som);
Papéis, canetas, e outros materiais artísticos para esboços e planejamento.

Situações Problema:

Como podemos expressar o conteúdo emocional e reflexivo da crônica “Cartas à Terra” utilizando ambientes digitais e a tecnologia de forma criativa?
De que forma a cultura Potiguara e suas narrativas podem ser representadas artisticamente no ambiente do Minecraft?

Contextualização:

Os alunos são imersos em uma narrativa que explora a relação entre o homem e a natureza, instigando discussões e reflexões profundas sobre questões sociais e ambientais. A leitura da crônica será a porta de entrada para novas experiências estéticas e criativas, utilizando o Minecraft como um espaço de criação multimodal, onde cada aluno poderá expressar suas impressões de maneira única e inovadora.

Desenvolvimento:

A aula será estruturada em seis encontros, onde os estudantes desenvolverão atividades práticas e teóricas que promovem a interação entre os saberes da Língua Portuguesa e as Artes.

Aula 1: Introdução à Crônica
– Leitura da crônica “Cartas à Terra” em grupo.
– Discussão sobre o contexto cultural da autora e dos temas abordados na obra.
– Atividade de registro das primeiras impressões dos alunos sobre o texto.

Aula 2: Pesquisa e Planejamento
– Orientação sobre a pesquisa do povo Potiguara, incluindo discussões sobre suas manifestações artísticas e culturais.
– Criação de um mapa mental sobre as informações coletadas.
– Organização dos grupos e definição das funções de cada membro para o trabalho prático.

Aula 3: Uso do Minecraft para Criação
– Início da construção do ambiente no Minecraft.
– Definição dos prompts a serem utilizados para guiar a criação do mundo virtual.
– Desenvolvimento de diálogo e votação nas melhores ideias que surgiram da pesquisa.

Aula 4: Produção Multissemiótica
– Continuação da construção no Minecraft, enfatizando a utilização de textos, sons e imagens.
– Orientação sobre como manipular a IA dentro do jogo para expressar a narrativa da crônica.
– Avaliação do progresso de cada grupo com feedbacks dos colegas e do docente.

Aula 5: Finalização das Produções
– Finalização das criações e preparação para a apresentação.
– Ensaios das falas e explicações em relação às escolhas de design feitas nas produções.
– Discussão sobre a importância da comunicação visual e verbal em suas obras.

Aula 6: Apresentação e Reflexão
– Apresentação dos trabalhos realizados no Minecraft para a turma, seguidas de reflexões individuais.
– Discussão sobre o processo criativo e as dificuldades encontradas durante a atividade.
– Redação final individual sobre a experiência de trabalhar com multissemiose.

Atividades sugeridas:

– Criação de um mural digital com resumos e imagens que simbolizam suas impressões sobre a crônica.
– Simulações de debates sobre a relevância da literatura indígena na sociedade contemporânea.
– Exposições artísticas utilizando diferentes recursos multimídia.

Discussão em Grupo:

Promova discussões em grandes e pequenos grupos sobre os temas da crônica, questionando aspectos como a relação entre tecnologia e natureza e a importância da expressão cultural indígena. Pergunte:
1. O que a literatura indígena nos ensina sobre nossas próprias vidas?
2. Como a tecnologia pode ser usada para preservar e disseminar a cultura de grupos marginalizados?

Perguntas:

1. Quais sentimentos e reflexões surgiram em você a partir da leitura da crônica?
2. Como você interpreta o papel da terra nas palavras da autora?
3. De que forma a atividade no Minecraft ajudou a consolidar seu entendimento sobre os temas da crônica?

Avaliação:

Avaliação contínua durante o desenvolvimento das atividades e apresentação final, com critérios como:
– Criatividade e originalidade da produção;
– Clareza na apresentação das ideias;
– Colaboração e engajamento durante o trabalho em grupo;
– Reflexão pessoal sobre a experiência de aprendizagem.

Encerramento:

Conclua as atividades com um diálogo sobre a importância de criar em múltiplas linguagens e a experiência do aprendizado integrado. Ressalte o papel da arte e da tecnologia como aliadas na educação contemporânea.

Dicas:

– Proporcione momentos para que os alunos compartilhem experiências pessoais que envolvem meio ambiente e cultura.
– Incentive a exploração das representações visuais e sonoras ao máximo, estimulando o uso de diferentes tipos de materiais e ferramentas.
– Fique atento a questões de acessibilidade, garantindo que todos os alunos possam participar de forma equitativa.

Texto sobre o tema:

A Multissemiose é um conceito chave nas discussões contemporâneas sobre arte, comunicação e educação. Essa abordagem composta considera não apenas as palavras em um texto, mas também como imagens, sons e interações se interligam para criar significados. Eliane Potiguara, uma importante voz da literatura indígena, traz à luz em suas crônicas uma forma de ver o mundo que nos provoca a questionar nossa própria relação com a natureza e a cultura. Ao ler “Cartas à Terra”, somos convidados a refletir sobre a fragilidade do meio ambiente e a urgência de escutar as vozes daqueles que historicamente têm sido silenciados. Em um mundo cada vez mais digital, é fundamental que os estudantes não apenas consumam informações, mas que também aprendam a produzi-las de forma crítica e ética, especialmente dentro de ambientes colaborativos, como o Minecraft, que permitem a experimentação e a criatividade em formas visuais e auditivas.

Assim, esse plano de aula propõe um olhar abrangente e integrador sobre a arte e a cultura, enfatizando a relevância de se trabalhar com múltiplas linguagens na educação. As atividades desenvolvidas visam promover um entendimento profundo das interações humanas e ambientais, estimulando os alunos a se tornarem não apenas consumidores de conteúdo, mas também produtores ativos de significados e mensagens criativas.

Desdobramentos do plano:

O planejamento desenvolvido propõe um aprofundamento nas relações intersemióticas entre textos literários e produções artísticas. A partir da experiência com a crônica de Eliane Potiguara e a exploração do ambiente digital, os alunos não apenas experimentam a construção de significados, mas também aprendem a aplicar seus conhecimentos em diferentes contextos. O uso do Minecraft Education, em particular, se torna um ponto de partida para novas formas de expressão e para a ensino-aprendizagem centradas na criatividade e na inovação.

Além disso, essa proposta também incentiva uma reflexão constante sobre a importância da diversidade cultural na construção da identidade brasileira. Os alunos são motivados a explorar quais vozes têm espaço nas narrativas contemporâneas e que representações podem ser feitas a respeito das questões sociais e ambientais atuais. Isso contribui para uma formação mais crítica e consciente, capacitando os estudantes a atuar em suas comunidades de maneira responsável e engajada.

A abordagem da multissemiose não se limita ao passado, mas também abre portas para o futuro. Ao inserir tecnologias nas práticas educacionais, os alunos se tornam mais habilitados a lidar com o vasto mundo digital, desenvolvendo habilidades cruciais para o século XXI. A inclusão de diferentes linguagens e a colaboração interdisciplinar mostram-se essenciais para o enriquecimento do ambiente escolar, onde cada voz tem um papel importante na construção do conhecimento e da cultura.

Orientações finais sobre o plano:

É fundamental que os educadores estejam preparados para intervir e mediar as discussões, proporcionando um espaço seguro para que todos os alunos possam se expressar. A prática de ouvir as opiniões e interpretações dos estudantes deve ser valorizada, promovendo uma sala de aula onde a diversidade de pensamentos é celebrada. Dessa forma, cada aluno poderá contribuir para a construção do conhecimento, fortalecendo a ideia de que todos são parte ativa do processo educacional.

Além disso, a flexibilidade nas atividades é essencial. A proposta deve ser adaptada conforme o progresso dos alunos e os interesses que surgirem ao longo das aulas. Fomentar uma relação aberta entre os educadores e os alunos permitirá ajustes nas atividades, promovendo um aprendizado mais significativo e personalizado.

Finalmente, as habilidades digitais devem ser exploradas em sua totalidade. Os estudantes devem se sentir confortáveis em usar tecnologias para a criação e análise de informações, desenvolvendo competências que vão além do simples uso da ferramenta, mas que envolvem pensar criticamente sobre as plataformas digitais e suas implicações sociais e culturais. Essa abordagem não apenas forma indivíduos mais capazes, mas também cidadãos mais conscientes e responsivos ao mundo que os cerca.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Atividade de Criação em Grupo: Os alunos podem ser desafiados a criar um cartaz ou uma animação utilizando softwares gratuitos como Canva ou Powtoon, onde representem a temática da crônica de Eliane Potiguara e sua relação com o povo Potiguara.
2. Teatro de Sombras: Os alunos podem representar a história da crônica através de um teatro de sombras, utilizando recortes de papel e lanterna, explorando a narrativa de forma lúdica e visual.
3. Jogo de perguntas e respostas: Criar um quiz interativo utilizando ferramentas como Kahoot, onde os alunos respondem perguntas sobre a crônica e a cultura Potiguara, promovendo o aprendizado de forma divertida.
4. Produção de Podcast: Os estudantes podem ser divididos em grupos e criar pequenos podcasts discutindo temas da crônica e suas percepções sobre a natureza e a cultura indígena. Essa atividade estimula habilidades de oratória e produção de conteúdo.
5. Caça ao Tesouro Literário: Organizar uma caça ao tesouro na escola onde pistas relacionadas aos temas e personagens da crônica conduzem os alunos a diferentes locais. As respostas podem ser desenhadas, escritas ou gravadas para posteridade.

Com esta estrutura, os alunos vivenciarão uma experiência rica e diversificada, explorando o conceito de multissemiose de forma aprofundada e integrada, equipando-os para se tornarem agentes ativos na comunicação e na criação artística.


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