“Plano de Aula: Explorando ‘Carta à Menina Josette’ no Ensino Fundamental”
O plano de aula aqui apresentado tem como enfoque a leitura e interpretação do conto “Carta à Menina Josette Silveira Mello”, escrito pelo renomado autor Monteiro Lobato. A proposta é envolver os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental em atividades que estimulem a leitura, escrita, reflexão e interpretação do texto. As atividades são elaboradas para serem lúdicas e envolventes, a fim de facilitar o aprendizado e a conexão com a obra literária, respeitando as características e interesses da faixa etária de 10 a 12 anos.
Tema: Carta à Menina Josette Silveira Mello
Duração: 30 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 10 – 12 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar aos alunos do 1º ano do Ensino Fundamental uma experiência literária rica e significativa, onde possam ler, escrever e discutir sobre a obra “Carta à Menina Josette Silveira Mello”, estimulando o interesse pela leitura e a prática de escrita.
Objetivos Específicos:
– Proporcionar a leitura do texto e promover a compreensão de sua temática.
– Desenvolver a habilidade de escrita através da produção de uma carta.
– Estimular a reflexão crítica sobre a obra literária.
– Promover a interação e a troca de ideias entre os alunos, por meio da formação de grupos de discussão.
Habilidades BNCC:
– (EF01LP01) Reconhecer que textos são lidos e escritos da esquerda para a direita e de cima para baixo da página.
– (EF01LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, quadras, quadrinhas, parlendas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.
– (EF01LP18) Registrar, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, cantigas, quadras, quadrinhas, parlendas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
– (EF01LP25) Produzir, tendo o professor como escriba, recontagens de histórias lidas pelo professor, histórias imaginadas ou baseadas em livros de imagens, observando a forma de composição de textos narrativos (personagens, enredo, tempo e espaço).
Materiais Necessários:
– Cópias do texto “Carta à Menina Josette Silveira Mello” para cada aluno.
– Papel e canetas para a produção das cartas.
– Cartolina e canetões para a apresentação das ideias.
Situações Problema:
– Como podemos nos comunicar por meio de cartas?
– O que é preciso considerar ao escrever uma carta?
– Qual é a importância da leitura na nossa vida?
Contextualização:
Iniciar a aula apresentando o autor Monteiro Lobato, sua importância na literatura infantil e a relevância da leitura na formação do indivíduo. Em seguida, explicar que o texto em questão é uma carta, um gênero textual que tem como objetivo a comunicação entre pessoas, e que será nosso foco de estudo.
Desenvolvimento:
1. Abertura: Iniciar a aula apresentando brevemente a biografia de Monteiro Lobato e sua influência na literatura brasileira. Falar sobre a obra “Sítio do Picapau Amarelo” e como ela contribuiu para o imaginário cultural infantil.
2. Leitura do Texto: Distribuir cópias do texto “Carta à Menina Josette Silveira Mello” e realizar uma leitura em conjunto, enfatizando a entonação adequada e a compreensão do conteúdo. Pedir aos alunos que acompanhem a leitura e que observem a estrutura da carta.
3. Discussão: Após a leitura, formar grupos pequenos e promover uma discussão sobre os sentimentos e ideias expressas na carta. Perguntar aos alunos o que acharam do conteúdo, como se sentiram ao ler e o que aprenderam com a mensagem do autor. Esta etapa é essencial para a formação de habilidades críticas e de comunicação.
4. Produção de Carta: Conduzir os alunos na produção de uma carta inspirada na leitura. Indicar que eles podem escrever para um personagem do livro ou criar uma nova carta a um amigo, expressando pensamentos e sentimentos. Lembrar-os sobre a estrutura da carta: saudação, corpo e despedida.
5. Apresentação das Cartas: Após a produção, cada aluno poderá compartilhar sua carta com a turma, enfatizando a importância da comunicação escrita e a confiança ao falar em público.
Atividades sugeridas:
Para uma semana de atividades, as propostas podem ser distribuídas da seguinte forma:
Dia 1: Introdução e Leitura da Obra
– Objetivo: Compreender a obra de Monteiro Lobato.
– Descrição: Apresentação do autor e leitura coletiva.
– Instruções: Contextualizar a leitura sobre a vida e obra de Monteiro Lobato.
Dia 2: Discussão em Grupo
– Objetivo: Refletir sobre a mensagem da obra.
– Descrição: Grupos discutem a carta e compartilham suas impressões.
– Instruções: Estimular a interação e o compartilhamento de ideias.
Dia 3: Produção Escrita
– Objetivo: Criar uma carta pessoal.
– Descrição: Alunos escrevem suas cartas, podendo a ser para um amigo ou personagem.
– Instruções: Oferecer suporte na estruturação da carta e suas partes.
Dia 4: Apresentação e Compartilhamento
– Objetivo: Compartilhar a produção e ouvir os colegas.
– Descrição: Apresentação das cartas para a turma.
– Instruções: Promover um ambiente acolhedor e respeitoso, onde todos possam ouvir e aprender.
Dia 5: Reflexão Final
– Objetivo: Refletir sobre a importância da leitura e escrita.
– Descrição: Compartilhar aprendizados gerais com a turma.
– Instruções: Encerrar a semana com uma roda de conversa sobre a experiência.
Discussão em Grupo:
Promover uma discussão sobre as implicações da carta na vida diária, a importância da comunicação escrita e o que cada aluno sentiu ao escrever sua própria carta. Estimular o respeito pelas opiniões dos colegas e a construção de argumentos claros.
Perguntas:
– O que você achou da carta de Monteiro Lobato?
– Como você se sentiria se recebesse uma carta assim?
– Qual a importância de escrever cartas nos dias de hoje?
– O que você aprendeu sobre a escrita de cartas?
Avaliação:
A avaliação será feita de maneira contínua e formativa, considerando a participação dos alunos nas atividades, a qualidade da produção escrita e a capacidade de se expressar durante a apresentação. Também será observado o engajamento e a contribuição nas discussões em grupo.
Encerramento:
Finalizar a aula reiterando a importância da leitura, da escrita e do exercício da comunicação. Encorajar os alunos a continuarem praticando a escrita de cartas para amigos e familiares, desta forma mantendo viva essa forma de comunicação.
Dicas:
– Utilize um ambiente tranquilo e confortável para a leitura e discussões.
– Faça uso de biblioteca e outros recursos que estimulem a leitura.
– Incentive a criatividade dos alunos durante a escrita, sugerindo até ilustrações para suas cartas.
– Valide o ponto de vista de cada aluno, destacando a importância de todas as contribuições.
– Crie momentos de leitura compartilhada ao longo da semana.
Texto sobre o tema:
Monteiro Lobato foi um dos mais influentes escritores da literatura infantojuvenil brasileira. Com suas histórias, ele não apenas divertiu gerações de crianças, mas também abordou temas fundamentais, como a importância da cultura, da educação e do amor pela leitura. A relação que ele estabeleceu entre seus personagens e o universo infantil permite que os pequenos leitores explorem a imaginação sem limites, identificando-se com as aventuras enfrentadas no Sítio do Picapau Amarelo.
Em “Carta à Menina Josette Silveira Mello”, Lobato demonstra seu estilo característico, utilizando uma linguagem simples e acessível, conseguem capturar a essência da infância. Através da carta, Monteiro Lobato busca estabelecer um diálogo direto com a jovem leitora, encorajando-a a valorizar a leitura e a escrita como ferramentas poderosas de expressão e conhecimento.
Este gesto, de escrever a uma menina, indica o carinho que Lobato tinha por seus leitores, tratando-os com respeito e admiração. Seu convite à Josette é um convite a todas as crianças, uma oportunidade de enxergar o encantamento que as palavras podem proporcionar, desafiando-as a sonhar, a criar e a expressar-se livremente.
Desdobramentos do plano:
As atividades propostas podem ser ampliadas com novas leituras de outras obras de Monteiro Lobato, assim como a discussão sobre outros gêneros textuais. As crianças podem ser encorajadas a criar pequenas histórias coletivas, contribuindo com um personagem ou uma situação, levando-as a trabalhar em equipe e a ouvir as ideias dos colegas. Além disso, a escrita das cartas pode evoluir para a elaboração de crônicas ou pequenas autobiografias, permitindo que os alunos compartilhem suas experiências de vida, promovendo assim a reflexão sobre a própria história e identidade.
A estrutura das aulas também pode considerar a realização de um mural coletivo onde todos possam expor suas cartas e reflexões, tornando o aprendizado mais visível e celebrando a produção de cada um. Essa interação também pode ser ampliada através de um intercâmbio entre turmas, onde as cartas podem ser trocadas, possibilitando que as crianças se conectem e compartilhem suas vivências com outras escolas.
Outra proposta é realizar uma atividade em que as crianças possam envolver seus pais ou responsáveis, incentivando-os a escrever também suas próprias cartas. Isso não só promoverá a prática da escrita em casa, como também fortalecerá o vínculo familiar e a comunicação entre gerações.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental que o professor esteja preparado para acolher as diferentes formas de expressão dos alunos, respeitando suas particularidades e incentivando a participação de todos. É importante observar o tempo destinado a cada atividade e fazer ajustes para atender às necessidades da turma, promovendo um ambiente educativo dinâmico e flexível.
Além disso, a formação de parcerias com outros educadores pode enriquecer o plano de aula. Colaborar com professores de outras disciplinas pode contribuir para a construção de um conhecimento interdisciplinar. Por exemplo, no encontro com a disciplina de Artes, é possível ilustrar as cartas e construir um espaço de exposição das produções. Essa colaboração pode potencializar a experiência de aprendizado dos alunos, tornando-a mais completa e integrada.
Finalmente, o professor deve estar atento ao ambiente de aula, garantindo que todos se sintam confortáveis e seguros para expressar suas opiniões. Criar um clima de respeito e empatia entre os alunos é fundamental para que todos se sintam valorizados e motivados a participar ativamente das atividades.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de Fantoches: Os alunos podem criar fantoches dos personagens do Sítio do Picapau Amarelo e encenar diálogos que expressem temas abordados na obra. Objetivo: promover a expressão oral e a criatividade. Materiais: meias, papel colorido e canetas.
2. Caça ao Tesouro Literária: Planejar uma caça ao tesouro em que, a cada pista, os alunos precisam encontrar uma citação da obra ou uma informação sobre Monteiro Lobato. Objetivo: estimular a pesquisa e o trabalho em equipe. Materiais: pistas escritas.
3. Desenho Ilustrativo: Após a leitura, as crianças podem desenhar a cena que mais impactou a leitura. Depois, deverão explicar seu desenho para os colegas. Objetivo: desenvolver a interpretação e a expressão artística. Materiais: papel, lápis de cor e canetas.
4. Jogo da Memória: Criar um jogo da memória com personagens e elementos da obra. Os alunos formam pares relacionados à história, promovendo a interação e a memória visual. Objetivo: reforçar o conteúdo lido. Materiais: cartões com imagens e textos.
5. Bingo Literário: Criar um bingo com palavras-chave relacionadas ao texto lido e discussões realizadas. Cada aluno deve completar seu bingo enquanto o professor narra a história. Objetivo: envolver os alunos em um aprendizado dinâmico. Materiais: cartelas de bingo.
Com essas sugestões e um plano estruturado, a aula pretende não apenas aproximar os alunos do universo literário de Monteiro Lobato, mas também desenvolver habilidades essenciais para sua formação enquanto jovens leitores e escritores.

