“Plano de Aula Divertido: Explorando Mais Alto e Mais Baixo”
Este plano de aula é destinado a crianças pequenas, com idades entre 4 e 5 anos, abordando o tema MAIS ALTO/ MAIS BAIXO. Essa temática é essencial para que as crianças desenvolvam a noção de altura e profundidade, além de promover a comparação de objetos e a percepção de diferenças entre eles. Trabalhar com alturas diferentes também pode ser uma forma de incentivar a curiosidade, o exploratório e a experimentação, que são fundamentais nesta fase da educação infantil.
Nesta aula, os alunos serão convidados a interagir com o conteúdo de forma lúdica, aproveitando seu potencial para explorar, questionar e experimentar, promovendo assim um ambiente de aprendizado significativo. Além disso, a abordagem prática das atividades ajudará as crianças a desenvolverem suas habilidades motoras, sociais e cognitivas, proporcionando uma experiência completa e integrada na Educação Infantil.
Tema: Mais Alto/Mais Baixo
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 4 e 5 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar uma experiência lúdica que ajude as crianças a compreenderem o conceito de comparação de alturas, desenvolvendo a percepção espacial e habilidades de observação.
Objetivos Específicos:
– Identificar e comparar objetos e pessoas, relacionando as noções de mais alto e mais baixo.
– Estimular a comunicação e a expressão oral ao descrever as observações feitas.
– Desenvolver habilidades motoras por meio de atividades que envolvam movimentação e brincadeiras.
– Promover a cooperação e a socialização entre as crianças.
Habilidades BNCC:
– (EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades.
– (EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral.
– (EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos e sensações.
– (EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
Materiais Necessários:
– Fitas métricas ou réguas (para medir alturas).
– Blocos de diferentes tamanhos e alturas.
– Bonecos ou figuras de papel que tenham diferentes alturas.
– Brinquedos variados para comparação de alturas.
Situações Problema:
Durante a aula, as crianças serão apresentadas a várias situações que envolvem a comparação de alturas, como, por exemplo, “Quem é mais alto, você ou o boneco?” Isso gerará um ambiente de exploração e discussão.
Contextualização:
As crianças devem estar sempre cercadas de exemplos práticos do dia a dia onde a comparação de alturas se faz presente, como em diferentes estruturas que observam na rua ou até mesmo em casa. A vivência prática pode enriquecer muito a compreensão do conceito.
Desenvolvimento:
Iniciaremos fazendo uma roda de conversa onde as crianças poderão compartilhar o que pensam sobre o tema. Pergunte a eles se já ouviram alguma vez alguém dizer “eu sou mais alto do que você”. Essa troca inicial irá despertar o interesse dos alunos e criar um ambiente de curiosidade.
Depois, podemos dividir as crianças em grupos e usar bastante movimento e interação. Fazendo com que se posicionem em relação às diferentes alturas dos bonecos ou brinquedos, estabelecendo um “jogo de comparação”. Os alunos devem se agrupar de acordo com a altura, permitindo que eles experimentem a comparação entre eles.
Atividades sugeridas:
1. Jogo de Medida
– Objetivo: Familiarizar as crianças com a comparação de alturas.
– Descrição: Em um espaço amplo, as crianças devem medir a altura de si mesmas e de alguns objetos. Podem usar fitas métricas e comparar as alturas uns com os outros e com os objetos.
– Instruções: O professor incentivará as crianças a dizerem frases como “Eu sou mais alto do que…”.
– Materiais: Fitas métricas, marcadores e caderno para anotações.
– Adaptação: Para crianças que podem encontrar dificuldade, incentive que ajudem uns aos outros a medir.
2. Construindo Torres
– Objetivo: Identificar a noção de mais alto e mais baixo através da construção.
– Descrição: Usar blocos de construção, cada criança deve construir uma torre e então comparar com as torres dos colegas.
– Instruções: Perguntar quem construiu a torre mais alta e quem a mais baixa.
– Materiais: Diferentes conjuntos de blocos de construção.
– Adaptação: Propor que as crianças ajudem umas às outras, discutindo como podem fazer a torre mais alta.
3. A Dança dos Altos e Baixos
– Objetivo: Trabalhar a expressão corporal e a percepção de altura através da dança.
– Descrição: Criar uma dança em que as crianças devem se mover de acordo com as instruções dadas, alternando entre movimentos altos (saltar) e baixos (agachar).
– Instruções: O professor pode demonstrar a dança e fazer a contagem para as crianças saltarem e agacharem.
– Materiais: Música animada.
– Adaptação: Para crianças com dificuldades motoras, incentivar a participação usando movimentos mais simples.
4. História e Expressão de Altura
– Objetivo: Estimular a comunicação e a criatividade ao contar histórias.
– Descrição: Contar uma história onde personagens têm alturas diferentes e pedir que as crianças reencenem a história expressando a diferença de altura.
– Instruções: As crianças devem representar a história e dizer como se sentem em relação às alturas diferentes dos personagens.
– Materiais: Bonecos ou figuras de papel.
– Adaptação: Para crianças mais tímidas, trabalhe em pequenos grupos antes de encenar para todos.
5. Observação na Natureza
– Objetivo: Explorar alturas em um ambiente ao ar livre.
– Descrição: Se possível, levar as crianças a um parque ou área externa para observar e comparar as alturas entre as árvores e outras plantas.
– Instruções: Incentivar as crianças a falarem sobre o que estão vendo e comparar as alturas.
– Materiais: Não há necessidade de materiais adicionais.
– Adaptação: Para crianças que não podem ir para fora, realizar a mesma atividade dentro da sala usando plantas que conhecido.
Discussão em Grupo:
Conduzir uma discussão onde as crianças compartilham o que aprenderam. Pergunte como se sentiram ao comparar as alturas e o que acharam mais divertido nas atividades, incentivando a troca de ideias e sentimentos.
Perguntas:
– quem pode me dizer quem é mais alto?
– O que você sentiu ao saltar e agachar?
– Como podemos fazer torres ainda mais altas?
Avaliação:
A avaliação poderá ser feita de maneira contínua, observando o envolvimento das crianças nas atividades, a capacidade de comparar alturas e a habilidade de expressar suas ideias sobre as experiências vividas.
Encerramento:
Reunir as crianças em círculo para uma breve reflexão sobre o aprendido e incentivá-las a levarem para casa o que descobriram sobre alturas. A interação final deve consolidar o aprendizado, reafirmando as importâncias do que foi vivenciado.
Dicas:
– Utilize materiais variados e seguros para promover a exploração.
– Esteja atento às individualidades das crianças e adapte as atividades conforme necessário.
– Mantenha sempre um ambiente de aprendizado positivo, onde todas as crianças se sintam incluídas e valorizadas.
Texto sobre o tema:
A percepção de altura é fundamental para as crianças pequenas, pois faz parte do desenvolvimento da compreensão do espaço e das dimensões. Quando as crianças aprendem sobre alturas, elas começam a comparar objetos ao seu redor, a observar como as coisas podem variar e como as suas próprias experiências podem se relacionar com o mundo à sua volta. Essa aprendizagem é essencial, pois promove o desenvolvimento de habilidades cognitivas e sociais que são fundamentais em sua evolução integral.
O conceito de mais alto e mais baixo pode ser facilmente integrado em muitas atividades no dia a dia. Por exemplo, em brincadeiras de construção, as crianças naturalmente encontram essas comparações e aplicam o conceito em ações de forma lúdica. Além disso, atividades que envolvem dança e movimento também podem ser direcionadas a explorar esses conceitos, ajudando as crianças a desenvolver uma nova forma de percepção em relação ao próprio corpo e ao espaço que ocupam.
Por fim, esse tipo de aprendizado oferece mais do que apenas conhecimento teórico. Ao trabalhar em equipe durante as atividades e ao compartilhar as próprias percepções sobre o que é alto e baixo, as crianças exercitam a empatia, a comunicação e a interação social. Esse processo é extremamente significativo ao longo de seu desenvolvimento emocional e social, contribuindo para um aprendizado ainda mais completo e eficaz.
Desdobramentos do plano:
Esse plano pode ser ampliado em futuras aulas, explorando novos contextos para a comparação de alturas, como o uso da longa métrica em diferentes atividades manuais e artísticas. Além disso, as crianças podem ser incentivadas a criar seus próprios instrumentos para medir alturas, aprimorando assim tanto a ludicidade quanto o aprendizado em matemática.
É possível ainda orientar as crianças a investigar o conceito de altura em suas casas ou comunidades, praticando o que aprenderam em um âmbito mais amplo. Podem observar construções, árvores ou objetos que considerem altos e baixos. Isso fortalece a conexão entre o que foi ensinado na escola e as experiências do cotidiano, permitindo que as crianças vejam a relevância prática de suas aprendizagens.
Por fim, o plano pode ser desdobrado em outras áreas do conhecimento, como a biologia, ao trabalhar com diferentes espécies que apresentam variações de altura, ou até mesmo em projetos artísticos que envolvam a produção de obras que remetam “alturasçadas”. Esse tipo de abordagem interdisciplinar proporciona um enriquecimento do aprendizado, favorecendo uma compreensão mais completa dos conteúdos abordados.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental que o professor esteja totalmente imerso no processo para garantir que todas as crianças se sintam incluídas e compreendam os conceitos abordados de maneira adequada. Ao promover essas atividades, é essencial que o professor esteja atento às reações das crianças, orientando e ajustando as atividades conforme necessário.
Os jogos e as interações que envolvem a comparação de alturas devem ser dinâmicos e interativos, sempre buscando manter o interesse dos alunos. Realize as atividades em ambientes que propiciem a movimentação e o espaço necessário para exploração.
Por último, lembre-se de que o aprendizado na educação infantil deve ser divertido e significativo. As crianças aprendem melhor através da experiência e da prática, e o professor deve atuar como facilitador, apoiando cada uma delas na descoberta de novos conhecimentos e habilidades, encorajando a autoexpressão e a curiosidade.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. A Briga dos Bonecos
– Objetivo: Estimular comparação através de personagens.
– Descrição: Cada criança traz um boneco de casa e apresenta seu tamanho, comparando as alturas entre eles.
– Materiais: Bonecos ou figuras.
– Dica: Estimule que cada um crie uma história sobre o boneco e, por fim, as crianças podem desenhar o boneco em sua altura.
2. Desafio da Pirâmide Humana
– Objetivo: Comparar alturas através de posições corporais.
– Descrição: As crianças devem criar uma pirâmide humana, alternando posições, sendo que quem é mais alto deve ir para cima.
– Materiais: Nenhum, apenas o corpo.
– Dica: Cuide da segurança durante essa atividade e estimule bastante o trabalho em equipe.
3. Caça aos Altos e Baixos
– Objetivo: Identificar objetos ou elementos do ambiente que são altos e baixos.
– Descrição: Propor uma caça ao tesouro onde o objetivo é encontrar 3 coisas altas e 3 coisas baixas dentro da sala ou área externa.
– Materiais: Papel para anotações.
– Dica: Incentive a observação atenta e o trabalho em equipe.
4. Circuito de Altura
– Objetivo: Explorar movimentos fáceis e diferentes alturas do corpo.
– Descrição: Criar um circuito onde as crianças podem sair rastejando, agachando e pulando, variando suas posturas.
– Materiais: Fitas e cones para delimitar áreas.
– Dica: Documente como cada criança se sentiu ao completar o circuito e incentive a autoavaliação.
5. As Cores de Altura
– Objetivo: Relacionar cores e alturas de forma visual.
– Descrição: Pintar figuras de alturas diferentes com cores distintas e pedir para uma apresentação desses personagens de acordo com sua altura.
– Materiais: Tintas, papéis e pinças.
– Dica: Permita que as crianças escolham as cores de acordo com sua interpretação da altura dos personagens.
Este detalhado plano de aula visa não apenas iniciar o entendimento dos conceitos de mais alto e mais baixo, mas também promover diversas habilidades e competências essenciais para o desenvolvimento integral das crianças nessa faixa etária.

