“Plano de Aula: Direitos da Criança através da Arte e Criatividade”

A proposta deste plano de aula é introduzir o tema do direito da criança e do adolescente de uma maneira lúdica e acessível para as crianças bem pequenas, com idades entre 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses. O objetivo é que, através da arte e da expressão criativa, as crianças possam compreender, de forma simples e direta, a importância dos seus direitos e como podem ser respeitados no dia a dia. Este enfoque ajuda a promover não apenas o conhecimento sobre os direitos, mas também a solidariedade, o respeito e a convivência social entre elas.

A atividade irá contemplar a interação, a comunicação e a expressão artística, permitindo que os pequenos se sintam seguros e valorizados ao falarem sobre si e ao se expressarem através dos desenhos. Assim, o plano busca promover um ambiente de cuidado e apoio, onde as crianças possam não apenas aprender sobre os direitos, mas também criar uma consciência de pertencimento e respeito mútuo.

Tema: Direito de Criança e do Adolescente
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 4 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover o conhecimento sobre os direitos da criança e do adolescente, utilizando a linguagem da arte e da comunicação.

Objetivos Específicos:

– Desenvolver a capacidade de expressão através do desenho, permitindo que as crianças compartilhem suas ideias sobre direitos.
– Fomentar o respeito entre os colegas, promovendo atitudes de cuidado e solidariedade.
– Estimular a comunicação oral ao compartilharem suas produções artísticas e falarem sobre os direitos que consideram importantes.

Habilidades BNCC:

– Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”:
– (EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
– (EI02EO02) Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios.
– (EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
– (EI02EO05) Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas diferenças.

– Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”:
– (EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.

– Campo de Experiências “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”:
– (EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
– (EI02EF06) Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos.

Materiais Necessários:

– Papel grande para desenho.
– Tintas guache e pincéis.
– Giz de cera.
– Lápis de cor.
– Folhas de papel em branco.
– Exemplares de livros infantis que abordem o tema dos direitos da criança.

Situações Problema:

– Como podemos expressar aquilo que somos e o que queremos para nós?
– Por que precisamos respeitar os direitos de todos, mesmo os que são diferentes de nós?

Contextualização:

A proposta de trabalhar com os direitos da criança e do adolescente é essencial para promover uma conscientização desde a infância. Através da arte, as crianças podem explorar sua própria identidade, compreender as relações sociais ao seu redor e se sentir valorizadas em suas expressões e reivindicações. Ao se expressarem artisticamente, elas também começam a entender o valor dos direitos, tanto para si quanto para os outros.

Desenvolvimento:

1. Iniciar a aula com uma roda de conversa, onde a professora fará perguntas sobre o que significa ter direitos e o que elas entendem sobre isso.
2. Ler uma história infantil que aborda de maneira lúdica os direitos das crianças.
3. Explicar que agora elas irão desenhar algo que representa um direito que elas acham importante.
4. Distribuir os materiais de arte e dar orientações sobre como utilizar cada um deles.
5. Acompanhar o processo de criação e oferecer apoio e estímulo à medida que as crianças desenham.
6. Após o término, realizar uma apresentação onde cada criança compartilha seu desenho e explica o direito que escolheram.

Atividades sugeridas:

Atividade 1: Conversa Inicial (10 minutos)
Objetivo: Introduzir o tema de forma dinâmica.
Descrição: Em roda, a professora questionará as crianças sobre o que entendem por direitos. Usar imagens e exemplos de direitos que podem ser visíveis.
Materiais: Imagens impressas de crianças e suas necessidades.

Atividade 2: Leitura de História (15 minutos)
Objetivo: Compreender a essência dos direitos de forma lúdica.
Descrição: Ler um livro infantil que explora os direitos das crianças. Permitir que as crianças comentem sobre a história.
Materiais: Um livro infantil.

Atividade 3: Desenho dos Direitos (15 minutos)
Objetivo: Desenvolver a expressão através da arte.
Descrição: As crianças farão um desenho que representa um direito. Incentive-as a usar diferentes cores e técnicas.
Materiais: Papéis, tintas, giz de cera e lápis de cor.

Atividade 4: Apresentação dos Desenhos (10 minutos)
Objetivo: Promover a comunicação e a confiança nas crianças.
Descrição: Cada criança apresenta seu desenho e fala sobre o direito que escolheu. A professora deve facilitar a troca de ideias.
Materiais: Desenhos produzidos.

Discussão em Grupo:

Promover uma troca de ideias entre as crianças sobre o que aprenderam e como se sentem sobre o tema. Pode-se iniciar o diálogo com perguntas como:
– O que você aprendeu sobre os seus direitos?
– Como podemos respeitar os direitos dos nossos amigos?

Perguntas:

– O que é um direito?
– Quantos direitos você pode lembrar?
– Por que é importante respeitar os direitos das outras crianças?

Avaliação:

Avaliar a participação e o engajamento das crianças nas atividades, observando como expressaram suas ideias durante os desenhos e as apresentações. A comunicação, o respeito mútuo e a capacidade de ouvir os colegas também devem ser considerados.

Encerramento:

Finalizar a aula reafirmando a importância de respeitar os direitos das crianças. Parabenizar as crianças pelos seus desenhos e pela participação. Propor que continuem pensando sobre como podem cuidar e respeitar os direitos uns dos outros no dia a dia.

Dicas:

– Incentivar o uso de cores diferentes para cada desenho, ajudando as crianças a se expressarem livremente.
– Criar um mural na sala de aula com os desenhos e as histórias contadas por cada uma.
– Repetir as atividades ao longo da semana, permitindo que as crianças revisitem e reflitam sobre o que aprenderam.

Texto sobre o tema:

A compreensão sobre o direito da criança e do adolescente é fundamental para promover um desenvolvimento saudável e respeitador desde a mais tenra idade. A Declaração dos Direitos da Criança, adotada pela ONU em 1959, estabeleceu que toda criança tem direito à vida, à saúde, à educação, ao respeito e à proteção. Essa declaração marca um ponto essencial na formação de uma sociedade que valoriza e respeita suas crianças, promovendo um ambiente que favorece seu crescimento e bem-estar.

No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído em 1990, reafirma a necessidade de assegurar essas diretrizes e garantir que os direitos dos pequenos sejam respeitados e protegidos. O ECA traz uma nova abordagem sobre o indivíduo criança, propondo que elas não são apenas objetos de proteção, mas sujeitos de direitos, envolvendo-as no processo de desenvolvimento social e familiar. É crucial que as crianças saibam que têm direitos, pois isso as prepara para a cidadania e promove uma consciência crítica sobre sua condição.

O papel da família, da escola e da sociedade é essencial para assegurar que as crianças tenham acesso a esses direitos. A educação, em particular, serve como um pilar fundamental, pois promove não apenas a aprendizagem, mas também a conscientização sobre a importância da cidadania. Trabalhar com o tema dos direitos das crianças desde a primeira infância ajuda a criar um futuro onde as crianças se sintam valorizadas, respeitadas e protagonistas de suas próprias histórias.

Desdobramentos do plano:

Após a atividade central, é importante considerar o desdobramento das discussões e aprendizados ao longo do mês. A continuidade da abordagem dos direitos infantis pode ser feita através de diversas atividades, como a criação de um “cartaz de direitos” onde as crianças podem desenhar e escrever (ou deixar que um adulto escreva) os direitos que aprenderam. Isso pode ser exposto na sala, tornando o tema visual e constante no cotidiano escolar, reforçando a importância desses direitos.

Outra possibilidade é trabalhar com os pais no sentido de que eles possam discutir em casa o que foi abordado em sala e como estão respeitando os direitos da criança na família. Envolver a comunidade escolar nesse processo é vital, pois amplia a consciência de que todos têm um papel na proteção e promoção dos direitos das crianças, fazendo com que essa ideia se torne um movimento coletivo.

Além disso, atividades extracurriculares como teatros de fantoches ou contação de histórias baseadas em direitos podem ser organizadas. Estas formas de expressão alternativas ajudam a fixar o conhecimento ao mesmo tempo em que tornam o aprendizado divertido e interativo. Os pais podem ser convidados a participar, o que solidifica a relação escola-família e promove um ambiente de aprendizagem mais integral e efetivo.

Orientações finais sobre o plano:

O tema dos direitos das crianças é bastante sério, porém pode ser apresentado de maneira lúdica e envolvente para os pequenos. Utilize sempre uma linguagem acessível, respeitando o nível de entendimento de cada criança. O engajamento da turma pode ser ampliado através da utilização de recursos visuais e sonoros que ajudem a ilustrar os direitos abordados.

Another key point is respeitar o tempo de cada criança, pois algumas podem precisar de um espaço maior para se expressar ou desenhar. Este momento deve ser leve e acolhedor, proporcionando um espaço seguro onde as crianças se sintam à vontade para expressar suas opiniões e sentimentos. Por fim, mantenha um espírito de colaboração e abertura, incentivando a troca de experiências e o diálogo entre as crianças, fortalecendo a ideia de coletividade e respeito.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de Fantoches sobre Direitos: Criar uma apresentação com fantoches onde as crianças possam encenar situações que representem os direitos das crianças. A atividade promove a criatividade e a compreensão dos direitos de forma divertida. Materiais necessários: meias, feltro, tesoura. Condução: As crianças podem ajudar a criar os fantoches e dar voz a eles durante a encenação.

2. Jogo de Memória com Direitos: Criar um jogo de memória com cartões ilustrados representando direitos das crianças. A atividade estimulará a memória e permitirá que as crianças aprendam sobre os direitos de forma interativa. Materiais necessários: papel cartão, canetas coloridas. Condução: Cada par de cartas deve conter a imagem de um direito em uma e sua descrição em outra.

3. Caça ao Tesouro dos Direitos: Organizar uma caça ao tesouro em que as pistas levem as crianças a aprender sobre diferentes direitos em vários espaços da sala. A atividade é dinâmica e promove a interação. Materiais necessários: cartões com indicações, pequenos prêmios. Condução: Cada pista deve ser vinculada a um direito, e ao encontrar cada um, as crianças deverão discutir seu significado.

4. Roda de Música e Direitos: Utilizar canções infantis que falem sobre respeito, amizade e direitos. As crianças podem acompanhar com palmas e movimentos. Materiais necessários: letras das músicas, instrumentos simples. Condução: As crianças podem criar suas próprias músicas sobre direitos, fazendo uma adaptação das que já conhecem.

5. Mesa de Artes com Collage: Propor uma atividade de colagem onde as crianças juntem recortes de revistas que representem atividades e direitos das crianças (como brincar, estudar, ser amado). Materiais necessários: revistas, tesoura, cola. Condução: Incentivar a conversa sobre cada imagem escolhida e o que ela representa em termos de direitos.

Essas sugestões têm como foco a interatividade e a diversão, tornando o aprendizado dos direitos da criança um processo lúdico e enriquecedor.


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