Plano de Aula “Dança das Cadeiras: Movimento e Convivência”

A dança das cadeiras é uma brincadeira clássica que não só traz alegria, mas também proporciona a oportunidade de desenvolver habilidades sociais e motoras nas crianças pequenas. Através desta atividade, os alunos terão a chance de se expressar de maneira lúdica, enquanto aprendem sobre a importância do respeito, da empatia e da cooperação. Essa é uma maneira envolvente de trabalhar habilidades relacionadas à mobilidade, ao corpo e à interação entre iguais, promovendo experiências significativas que contribuem para a formação integral da criança.

O objetivo deste plano de aula é utilizar a dança das cadeiras como uma ferramenta pedagógica que não apenas diverte, mas também ensina. Durante a atividade, procurar-se-á integrar os diferentes campos de experiências presentes na Educação Infantil, criando um ambiente de aprendizado rico e diversificado. As crianças poderão aprender a respeitar os limites dos outros, ao mesmo tempo em que expressam suas próprias individualidades através da dança e da música.

Tema: Dança das Cadeiras
Duração: 60 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 3 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover o desenvolvimento motor e social das crianças pequenas através da brincadeira “Dança das Cadeiras”, estimulando a expressão corporal, a escuta ativa e o respeito mútuo.

Objetivos Específicos:

– Favorecer a expressão de sentimentos e emoções, utilizando o corpo como meio de comunicação.
– Estimular a cooperação e o respeito em grupo, ao entender que cada um tem suas emoções e limites.
– Desenvolver a habilidade motora através da dança e do movimento.
– Fomentar a escuta e a atenção às regras do jogo.

Habilidades BNCC:

– Campo de experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”:
– (EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
– (EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
– Campo de experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”:
– (EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
– (EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades.

Materiais Necessários:

– Cadeiras (quantidade de 1 cadeira a menos que o número de crianças)
– Música divertida (pode ser de preferência do grupo)
– Um espaço amplo e seguro para a brincadeira

Situações Problema:

– Como os sentimentos mudam à medida que temos que sair da cadeira?
– O que sentimos quando conseguimos sentar na cadeira?
– O que podemos fazer para respeitar os sentimentos dos nossos amigos durante o jogo?

Contextualização:

Inicie a atividade explicando para as crianças que elas participarão de uma brincadeira emocionante chamada “Dança das Cadeiras”. Explique que, durante a música, todos deverão dançar em volta das cadeiras e, quando a música parar, cada um deve encontrar um lugar para sentar. Porém, haverá uma cadeira a menos! Desta forma, será necessário pensar em como respeitar e cooperar com os amigos.

Desenvolvimento:

1. Reunião Inicial: Junte as crianças em um círculo e converse sobre a proposta do dia, explicando sobre a dança e suas regras.
2. Preparação do Espaço: Organize as cadeiras em círculo, deixando espaço suficiente para que as crianças dancem ao redor.
3. Dança Inicial: Antes de iniciar a brincadeira, coloque a música e incentive as crianças a dançarem livremente.
4. Início da Brincadeira: Inicie a música novamente. Quando a música parar, peça para as crianças sentarem nas cadeiras.
5. Revezamento: Após cada rodada, retire uma cadeira e converse sobre como foi a experiência de cada um.
6. Encerramento: Finalize perguntando às crianças o que aprenderam sobre a brincadeira e como se sentiram durante a atividade.

Atividades sugeridas:

Dia 1: “Dança livre”: As crianças podem dançar livremente e depois comentar sobre as várias danças.
Dia 2: “Emoções Musicais”: Peça para as crianças expressarem diferentes emoções através da dança e identifiquem essas emoções em cada um.
Dia 3: “Desenho das emoções”: Após a dança, as crianças podem desenhar a emoção que sentiram durante a brincadeira.
Dia 4: “Teatro de Som”: As crianças podem recriar a música utilizando sons de objetos existentes na sala.
Dia 5: “Recontando a brincadeira”: No final da semana, ofereça um momento para que os alunos recontam a experiência e desenham suas partes favoritas da dança.

Discussão em Grupo:

Durante o encerramento, promova uma discussão em grupo sobre como cada um se sentiu durante a atividade. Pergunte sobre momentos de alegria, dificuldades e como cada um ajudou e cooperou com o outro durante a brincadeira.

Perguntas:

– Como você se sentiu quando não conseguiu uma cadeira?
– O que fez você ajudar um amigo a encontrar uma cadeira?
– Que movimentos você gostou de fazer enquanto dançava?

Avaliação:

A avaliação será realizada de forma observacional. O professor deve analisar como as crianças se comportam durante a brincadeira, se estão respeitando as regras, cooperando entre si e expressando-se de maneira livre e plena.

Encerramento:

Encerre a aula com uma roda de conversa, na qual as crianças possam compartilhar suas experiências. Incentive-as a expressar como se sentiram durante a dança e a importância da cooperação e do respeito. Solicite que cada criança compartilhe algo que gostou da brincadeira e algo que gostaria de fazer na próxima vez.

Dicas:

– Utilize músicas variadas para manter o interesse das crianças.
– Adapte a música para incorporar diferentes ritmos e estilos, ajudando na diversidade da experiência.
– Respeite o tempo das crianças, não forçando-as a se sentar se não quiserem, permitindo que explorem a dança em seu tempo.

Texto sobre o tema:

A dança das cadeiras é uma atividade que propõe um encontro lúdico entre movimento e sociabilidade. Com raízes em diversas culturas, essa brincadeira é mais do que meramente um jogo; é uma forma de expressão que permite às crianças interagirem, solidificando laços sociais e desenvolvendo habilidades emocionais. Ao mover o corpo em torno de cadeiras dispostas, as crianças não apenas praticam a noção de espaço, mas também experimentam sentimentos de alegria, competição e, às vezes, frustração, ao não conseguirem um lugar. É essencial que, desde pequenas, se percebam parte de um coletivo, e a dança das cadeiras promove isso de forma lúdica.

No espaço das brincadeiras, a criança se engaja em um diálogo não verbal com seus pares. Ao dançar e competir pelas cadeiras, ela vivencia um microcosmo social, que acaricia seu entendimento sobre a empatia e a solidariedade, sentimentos que precisam ser cultivados desde cedo. Além de desenvolver a autoimagem e a confiança, a atividade possibilita que a criança compreenda que os sentimentos dos outros também são válidos, algo crucial na formação de uma personalidade equilibrada.

Dessa forma, ao planejar a prática da dança das cadeiras na Educação Infantil, o educador tem em mãos uma poderosa ferramenta para fomentar aprendizagens significativas. Criando um ambiente seguro e acolhedor, pode-se cultivar relações de respeito mútuo, onde cada criança sinta-se à vontade para se expressar. A dança das cadeiras não é apenas uma diversão; é uma oportunidade de fazer com que as crianças compreendam a importância do outro e da convivência harmoniosa.

Desdobramentos do plano:

Ao pensar nos desdobramentos deste plano de aula, é possível considerar o fortalecimento de habilidades que vão além do movimento físico. A prática da dança das cadeiras pode ser ampliada através de outras atividades que promovam a mesma dinâmica de interação e competição saudável. Por exemplo, o professor pode introduzir novas brincadeiras que também exijam o mesmo tipo de colaboração, como a “Corrida dos Sapos”, em que as crianças devem saltar para encontrar parceiros e se ajudarem a chegar ao final de um percurso.

Além disso, as emoções suscitadas durante essa brincadeira podem se desdobrar em discussões mais profundas sobre sentimentos e a importância de lidar com as frustrações que surgem em contextos sociais. Propor que as crianças conversem em pequenos grupos sobre como se sentiram quando não conseguiram sentar em uma cadeira pode ajudar a desenvolver a comunicação e a inteligência emocional. O professor pode, ainda, sugerir a criação de um “Diário de Emoções”, onde cada criança registre suas vivências dia a dia.

Por fim, é fundamental que a prática da dança das cadeiras serve como um ponto de partida para debates sobre diversidade e inclusão. Ao trazer músicas de diferentes culturas e estilos, as crianças não apenas aprendem a dançar, mas também a valorizar as multiplicidades presentes em nosso mundo. A ideia de que todos têm um espaço e uma voz na brincadeira é um ensinamento que ecoará para além da sala de aula, ajudando a formar cidadãos mais empáticos e respeitosos.

Orientações finais sobre o plano:

Ao preparar este plano de aula, é essencial que o educador mantenha em mente que, na Educação Infantil, a brincadeira é um meio fundamental para o aprendizado e o desenvolvimento. O foco deve permanecer na experiência lúdica, garantindo que a atividade seja sempre conduzida com leveza e alegria. Para que o efeito da aula seja positivo, é imprescindível que todas as crianças se sintam incluídas e escutadas, respeitando seu espaço e suas necessidades.

Outro aspecto importante a considerar é a observação do comportamento das crianças durante a atividade. O professor deve estar atento às dinâmicas sociais que emergem da brincadeira, podendo intervir sempre que necessário para promover um ambiente harmonioso. Essa observação é fundamental não apenas para compreender a relação de cada um com a atividade, mas também para fazer ajustes e adaptações conforme o necessário, tornando a experiência mais satisfatória e inclusiva para todos.

Por último, o encerramento da atividade deve ser um momento especial, no qual as crianças possam compartilhar suas experiências de forma livre e espontânea. É através da comunicação que elas irão solidificar o que aprenderam e como enfrentarão interações sociais futuras. Portanto, além de ser um espaço de reflexão sobre a brincadeira em si, o momento final é uma linda oportunidade para que as crianças se sintam valorizadas e ouvidas.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Dança em Dupla: Formar duplas onde uma criança lidera a dança e a outra deve imitá-la. Objetivo: Promover a empatia e a escuta entre os pares. Materiais: Música animada.

2. Estátua da Dança: As crianças dançam livremente até que a música pare, quando devem congelar como estátuas. Objetivo: Desenvolver controle e atenção. Materiais: Música e espaço seguro.

3. Cadeiras Musicais Alternadas: As crianças têm que dançar e, em vez de retirar uma cadeira, podem movimentar as cadeiras para diferentes locais. Objetivo: Trabalhar o pensamento estratégico e a adaptação. Materiais: Cadeiras e música.

4. Teatro de Som e Movimento: Após a brincadeira com as cadeiras, as crianças podem criar uma encenação onde representam o que sentiram. Objetivo: Fomentar a expressão e a criatividade. Materiais: Sem materiais específicos, apenas espaço.

5. Música das Emoções: A cada rodada, a música escolhida deve representar uma emoção específica (como felicidade ou tristeza). As crianças devem dançar de acordo com a emoção. Objetivo: Explorar as emoções através da dança. Materiais: Música e espaço para dançar.

Esse plano foi elaborado com uma visão abrangente das diferentes fases do desenvolvimento infantil, tornando a experiência rica em aprendizado e desenvolvimento emocional e social. O foco na interação e na alegria é essencial para o crescimento harmonioso das crianças dentro do ambiente escolar.


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